Goal!

9 Decisão


Notas iniciais
eeeeeeeeeeeeeeee Obrigada pelos review minha gente! Feliz, feliz, contente, contente! Mais uma cap esse fds, e acho que amanhã terá mais 1 ou 2 - esperamos que 2 neh? Espero que gostem Capítulo metade betado pelo meu anjo Azumi-chan, e a outra metade sem betagem, mas revisada, espero que esteja certa!

As luzes do apartamento se acenderam completamente quando o loiro apertou o interruptor, os sapatos foram deixados por costume perto da porta e os passos passaram direto pela sala, adentrando o quarto, se jogando de bruços na cama, exausto.

Não tinha treinado nada o dia inteiro, seu corpo estava razoavelmente bem, mas sua cabeça... estava cansado de tanto pensar em “porquês” em “comos”, não queria isso, não queria essas memórias e problemas todos. Tudo por causa dele! Tudo porque embebedaram e transaram sem saber como! Como transou com um cara? Como transou com Aoi? O pior era sentir essa necessidade do amigo ali. Sempre falavam um para o outro que estavam ali para o que desse e viesse, mas... apesar de querer mais que nunca um conselho de um amigo, o que menos desejava era encarar o moreno.

“Nossa amizade é eterna, Aoi” foi o que disse ao mais velho na manhã anterior... e realmente, não queria jamais perder a amizade do moreno, porém... era tão difícil lidar com a situação! Por que Yuu o beijou? Por que? Não queria isso, não queria essas dúvidas, não queria essas dores de cabeça e nem essa dorzinha no peito, mas acima de tudo, não queria ter que encarar mais olhares de lado para si, não queria assistir o jornal da tarde e ver sua imagem um dia com um subtítulo “gay”, não queria, e não iria, toda aquela confusão teria um fim, mesmo que lhe doesse.

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-Você... tem certeza? – Akira perguntou, notavelmente nervoso assim que estacionara na garagem do prédio do menor.

-Eu tenho... mas... você... está nervoso? – o baixinho não escondeu um sorriso meigo, sinceramente! Como um cara assim tinha aparecido em sua vida? Tão lidamente fofo e tão sincero!

-Bem... eu... sabe... eu disse que nunca fiz isso com um homem, não sou capaz de parar de pensar que talvez eu não consiga te agradar... eu posso ser considerado virgem desse jeito? – perguntou respirando profundamente e ritmado, não acreditava que estava desse jeito justo na frente do mais velho! O que ele iria pensar?

-Akira... – Takanori chamou em quase um gemido, e foi impossível para o mais novo não olhar diretamente para o menor, se sobressaltando quando sentiu o gosto dos lábios deste nos seus.

A reação o lateral não demorou, pressionou a nuca do pequeno contra si, afundou a língua cavidade adentro e soltou a outra mão do volante, não demorando em pousá-la na cintura do mais velho, puxando-o da melhor forma que podia contra seu corpo.

Takanori se adiantou e se movimentou no pequeno espaço do carro, separando o ósculo por pouco tempo enquanto se ajeitava de tal forma que conseguisse se sentar no colo do maior, não se importando em ser totalmente depravado quando praticamente se jogou em cima do baixo ventre do lateral, colocando as pernas uma de cada lado no banco – mesmo que uma delas tenha ficado um pouco imprensada contra a porta do carro – voltando a colar a boca na de Akira que parecia totalmente enfeitiçado por tudo que o pequeno fazia.

Não controlou as mãos que foram ousadas para a bunda do mais velho sobre si, Suzuki sempre fora o tipo de cara que se deixava levar pelas sensações e sentimentos. Puxou o quadril do menor, movimentando-o como queria sobre seu membro já rígido. O Matsumoto não evitou um gemido baixo contra os lábios que lhe devoravam e nem se freou em começar a colaborar nos movimentos, por vezes rebolando de maneira forte apenas para sentir mais o contorno da ereção do mais novo contra si.

-Hum!... oh meu Kami! Eu quero você Aki... quero muito! – falou entre os contatos de língua e bocas, gemendo cada sílaba com vontade.

-Tem... certeza? Eu... hum!... não quero que... oh meu Kami!.... que você pense que eu... só te quero pra isso! – perguntou da melhor forma que pôde entre o êxtase que sentia apenas com aquelas fricções alucinantes, e eles ainda estavam completamente vestidos!

Takanori foi parando os movimentos gradativamente após as palavras do mais novo! Como Akira podia ser aquela pessoa sensível e meiga? Sempre passou a aparência de ser machão, teimoso e bruto! Realmente, se surpreendia muito nesse trabalho!

-Que foi? – o maior perguntou, notando o outro parar de se esfregar em si, e encará-lo com aqueles olhos brilhantes que torcia para ser algo bom! Era péssimo em interpretar as pessoas!

-Você... quando te conheci tive certeza que seria um problema... não esperava que fosse a solução para toda a minha vida de azar no amor! Tão malditamente fofo! Me dá vontade de te morder todinho! – o auxiliar respondeu com um sorriso sincero e uma empolgação estranha para quem o via sempre sério em trabalho – mas... tem razão... não vamos começar assim! Como se não fosse nada de mais... quero que seja especial com a gente, nos meus 28 anos de vida jamais conheci alguém com você e... em apenas um dia você me faz me sentir a pessoa mais sortuda do mundo! A gente merece mais do que sexo afobado dentro de um carro! – continuou sem retirar o sorriso meigo da face, dando mais um beijo no maior, só que dessa vez casto e lento, terminando um breve selar de lábios – boa noite Akira! Me ligue amanhã! Vamos combinar algo, já que os treinos estão escalonados em dia sim e dia não! – terminou, abrindo a porta do lado do motorista e se contorcendo para sair do carro sem machucar o mais novo.

-Eu não tenho seu telefone! – o loiro maior observou quase desesperado, como se aquilo dependesse a sua vida.

-Eu anotei na memória do seu celular ontem – respondeu dando a sua piscada e virando de costas, seguindo reto pelo estacionamento até a porta do elevador. Ao adentrar o local se virou para o lateral dentro do carro, sibilando exageradamente com os lábios as palavras “ A gente se vê!” para que o outro compreendesse.

“Você me deixa louco” – foi o que Suzuki sibilou de volta, se derretendo com o sorriso fofo e de lado do menor antes das portas de metal esconderem a visão de seu querido ... namorado?

Eles eram namorados? O baixinho não tinha deixado bem claro? Eram?

Akira já podia ver dúvidas e perguntas rondando sua mente! “ Que dor de cabeça”! Achou melhor para de pensar nisso, por enquanto aproveitaria a felicidade enorme da agarração mais incrível que já teve! Na sua opinião

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Kouyou não atendia ao telefone, era visível que não queria falar consigo, e foi por isso que o mais velho não se atreveu a ir ao apartamento do loiro. Mas aquilo já durava 4 dias, os treinos sem o amigo estavam... estranhos! Ao menos para si. Era incômodo não ter o amigo por perto, era terrivelmente solitário não poder conversar com ele! E dessa vez... parecia que se não fosse com ele não servia ser com mais ninguém!

Não conseguiu contar suas aflições para Akira, até por que este parecia estar flutuando em alguma espécie de nuvem que deixava o lateral com um sorriso bobo no rosto o dia inteiro. Não foi capaz de desabafar com Hitoru, sua necessidade de falar horas e horas de seus problemas estava sufocando-o mas... só servia se fosse ele!

Por que foi tão idiota de agarrá-lo no vestiário? Merda! Por que se deixou levar daquela forma? Nem ele mesmo sabia direito o que estava sentindo pelo amigo, e mesmo assim... Não podia se enganar, já vivera o suficiente pra saber que não fora acidente, algo em si clamava pelo loiro e... assustadoramente ele não queria que esse desejo e necessidade sumissem. Queria saciá-los... queria o seu Kou... Shiroyama Yuu aos seus 30 anos, depois de pegar centenas de mulheres procurando uma esposa, se ver apaixonado pelo seu melhor amigo, um jovem de 19 anos e homem. Seria engraçado, se não fosse tão problemático

“Seria tão mais fácil se ele fosse uma garota!”

“Seria tão mais fácil se ele sentisse isso também!”

E os próprios pensamentos do mais velho se confundiam, já nem sabia mais o que seria mais fácil, mas... sabia que não queria que o amigo ficasse longe, sabia que o queria perto, sabia que o garoto lhe fazia bem e que estar sem ele... lhe fazia mal.

Não agüentou a ansiedade e acabara por chegar cedo demais ao estádio, hoje seria o dia que a suspensão do garoto acabaria em relação aos treinos, torcia para que conseguissem conversar antes de todos chegarem, aquela situação... não podia ficar assim!

Foi tirado de seus pensamentos pelo barulho da porta do vestiário vazio se abrindo, era cedo, apenas a equipe de treino estava no estádio visto que faltavam meia hora para o início das atividades. Não conteve um suspiro aliviado e um sorriso mínimo quando reconheceu a figura alta e loira, em trajes normais e com a mochila em suas costas

-Kou... – se adiantou, levantando-se do banco onde estava, já devidamente uniformizado, recuou a fala ao notar que o mais novo lhe ignorara, parando ao seu lado onde ficava seu armário e abrindo-o, mas sem cumprimentar o mais velho

Aoi respirou fundo, pelo jeito as coisas estavam piores do que imaginara, tinha que levar em conta que o amigo tinha apenas 19 anos, e que tudo devia estar sendo muito confuso e difícil para ele, mesmo que sempre fosse tão maduro para sua idade

-Kou... vamos conversar direito? Peço desculpas pelo que fiz aquele dia, vamos... conversar! – pediu calmamente, o tom sério e ponderado era incomum para uma pessoa que sempre foi gozadora e humorada

Uruha respirou fundo, era a hora de falar das decisões que tinha tomado, inconscientemente queria adiar aquilo mas... não havia como. Não teve coragem de encarar o mais velho, sabia que não gostaria de ver sua expressão quando dissesse tudo que tinha ensaiado dizer, seria incapaz de suportar a feição triste daquele que sempre vira sorrir e... mais ainda por sua causa. Poderia estar se julgando muito importante para o outro, mas sabia que tinha muitos indícios de que a amizade entre eles tinha se tornado quase algo indispensável na vida do moreno.

-Sim... eu... quero falar o que eu decide nesses dias de suspensão... – começou, os olhos baixos, fitando o chão

-Ah!... sim... pode falar – Aoi incentivou receoso em descobrir se gostaria ou não do que o outro diria

-Bem... acho que... devemos nos afastar... – continuou com a voz firme, mas ainda sem tirar o olhar do chão

-Kou... – o moreno tentou interferir, mas o outro o cortara

-Eu não sou gay Aoi, não quero ser e não gosto da ideia de ser, sempre o considerei alguém muito importante, sei que disse que nossa amizade seria eterna mas... eu não consigo e não quero lidar com essa situação... – continuou, mais firme ainda, a cabeça se erguendo, mas os olhos vidrados na porta de seu armário -... não posso arriscar minha carreira, não consigo encarar como se nada tivesse acontecido, e não quero ter que fingir que está tudo bem, não está, eu não quero isso, por mais que eu realmente vá sentir falta de sua companhia eu... acho melhor acabarmos com isso por aqui! – finalizou, puxando o ar fortemente mais uma vez, como dizer aquilo doía!

Aoi não queria ter sentindo tanta dor quanto sentiu com as palavras do loiro. Esperava tentarem achar uma solução em que os dois não tivessem que terminar a amizade que tinham, mas... Uruha parecia tão confiante em tudo que disse! Como se tivesse pensado muito no que era melhor para si e... pelo visto, continuar próximo ao mais velho não era.

O que fazer? Gritar e falar “Não, eu não quero isso, se você se afastar vou te obrigar a ficar ao meu lado”?, “E daí que a gente transou, eu gostei, vamos repetir mais vezes”? Sem chance, ele mesmo não sabia o que oferecer ao loiro caso não se afastassem, amizade? Companheirismo? Amor? Kami! Estava tão malditamente ferrado! Como foi se apaixonar por outro cara? Como foi se apaixonar pelo garoto? Tanto tempo ansioso em encontrar o amor de sua vida e... de repente esse amor é um homem, seu amigo e... agora quer ficar bem longe de si! Por que a vida faz essas coisas? Depois de tanta desilusão que já teve! Mais essa?

-Se... é assim que você quer.. – respondeu um pouco atônito, não tinha como argumentar -... eu... realmente... vou sentir muito a sua falta, muito mesmo... mas... não posso te cobrar nada, eu... não conto nada para ninguém e... peço desculpas se te constrangi, sou bem mais velho que você, deveria ter sido mais ponderado em relação a isso, querendo ou não tenho maior culpa e de certa forma o influenciei então... entendo que não queira ficar perto de mim! – terminou com formalidade, um tom que Uruha jamais ouvira dos lábios do outro, ao menos não para consigo. Lhe doeu, ser tratado com impessoalidade, lhe doeu, mas tinha tomado suas decisões – vou dar um volta! – anunciou antes de sair porta a fora, precisava espairecer e digerir tudo

Kouyou deixou um soco frustrado ser desferido contra a porta de seu armário. O que ele queria? Não estava feliz que o moreno tivesse aceitado sua escolha? O que Kouyou queira? Que Aoi gritasse e o agarrasse, dissesse que não aceitaria e que o loiro ficaria perto dele nem que fosse obrigado? Yuu era um adulto, ele jamais faria coisas infantis e imaturas assim, Kouyou sabia disso, sabia que o amigo apesar de ser sempre tão jovial e extrovertido era uma pessoa madura e séria quando precisava, e mesmo assim... por que seu peito doía tanto?

Notas finais
neh! Feliz, feliz com as reviews, continuem deixando se puderem por favor, me motiva mais a continuar!!!!!1