Goal!
12 Impedimentos
Notas iniciais
“Eu sou seu, Yuu... me fode!”
As últimas palavras do loiro, a voz rouca e gemida, o peito desnudo e os olhos sedutores... para Aoi que em seu íntimo o queria mais que tudo... foi a gota d’água
As mãos do moreno não hesitaram em apertar a cintura nua com força, assim como os braços não tiveram pudor em puxar o tronco do loiro para si. A pressão entre os corpos e os rostos em uma proximidade delirante, dividindo o ar.
-Você... não brinque comigo garoto! – sussurrou no timbre mais medonho e sedutor que Kou jamais ouvira o mais velho usar, intimamente aquilo lhe acarretou um frio gostoso pelo corpo – não vou me importar se está bêbado ou confuso, por isso... cuidado com o que pede e como me provoca, até eu tenho limite e você está chegando bem perto dele
-E porque não o ultrapassei ainda? É preciso que eu repita? – o loiro continuou, os movimentos de seus lábios fazendo estes roçar nos do outro pela ínfima distancia entre eles – me fode Aoi, me enfia seu pau e me estoque até gozar dentro de mim, de novo – continuou pausadamente deixando claro que tinha total certeza do que estava falando. Não importava nada agora, nada mesmo, não queria o moreno com outra pessoa, o queria para si e pouco se importava se isso o deixaria louco depois. No momento precisava sentir que era dele e precisava sentir que ele era seu, que estava do seu lado, como sempre esteve e como sempre deveria estar. Por que havia pedido que se afastassem? Por que estava tão em crise consigo mesmo? Por que tinha medo de tudo o que estava acontecendo? Não importava agora, queria Yuu para si, só tinha certeza disso
-Você vai pedir para eu me afastar amanhã? – o moreno perguntou, um misto de desejo e medo se misturando em sua voz.
Como foi capaz de deixar o calor e carinho do mais velho se distanciarem? Naquele momento, naquele carro, naqueles braços parecia que finalmente estava onde deveria estar, e a fragilidade da pergunta do outro só o dava mais certeza... estava inegavelmente apaixonado pelo seu amigo, pelo seu companheiro, seu ídolo e seu Yuu
-Não, nunca mais, não quero você longe... nunca mais! – respondeu antes de acabar com os milímetros entre os lábios. Um beijo intenso, desejoso, afobado e lascivo foi iniciado, queriam mais daquela saliva, do gosto pessoal misturado ao de álcool, era aquele sabor que procuravam, esse era o gosto correto.
A temperatura parecia ter subido absurdamente enquanto os dedos do loiro tentavam de maneira rápida desabotoar todos os botões da camisa do outro e Aoi poderia jurar que a pele que tratava de apertar em suas mãos era a mais macia que já teve entre elas. Os dois tentavam de maneira desesperada se tocarem o máximo possível no que faziam dentro do espaço apertado dos bancos de trás do carro do mais velho.
Com ousadia os dedos de Aoi desceram para o zíper do garoto, tratando de descê-lo após desabotoar o jeans preto que o outro usava. O ar faltou e infelizmente tiveram que parar o beijo, os olhos se abriram e a comunicação muda entre eles se fez presente em um total acordo: se queriam, e se queriam agora.
Para o moreno, foi impulsivo o jeito como empurrou levemente o outro para frente, tratando de ajeitá-lo rapidamente da maneira mais confortável que conseguiu com as costas no banco do carro, tendo em vista o pouco espaço que tinham. E foi impulsivo se colocar entre as pernas deste, dobradas, os pés chegando a se apoiar na porta do automóvel.
O contato intenso entre as ereções presas dentro da roupa arrancou um gemido baixo e longo de ambos, um anúncio para reiniciarem outro beijo luxurioso enquanto se friccionavam um no outro.
Não queriam pensar, queriam sentir, precisavam sentir.
Havia certa brutalidade nos movimentos do moreno sobre o loiro, semelhante à brutalidade com a qual o loiro puxava os fios negros da nuca entre os dedos direitos e marcava a pela das costas levemente morenas com a mão esquerda.
As calças abertas iam pouco a pouco sendo retiradas minimamente entre as fricções, deixando o contato das ereções impedido somente pelo tecido fino das roupas íntimas.
Não suportando mais o impedimento dos jeans, Yuu levou ambas as mãos ao cós da calça alheia, que já se encontrava alguns centímetros descida, queria arrancá-la do corpo do outro, mas na posição que estavam, com o espaço apertado disponível, isso não seria possível.
Frustrado, agarrou as coxas descobertas e descontou nelas toda a sua ira em não conseguir livrar o loiro daquele maldito tecido, arranhando-as e marcando-as, tendo em resposta um gemido dolorido do mais novo, mas que demonstrava que aquilo não tinha sido de todo ruim.
O contato dos lábios quebrado pelo gemido o fez se encararem novamente, os olhos se ligaram, tudo que estavam sentindo ficou claro como água. Se gostavam, se desejavam, se queriam... deveriam ter percebido que aquela amizade já tinha deixado de ser apenas isso. Talvez no primeiro dia em que se viram, talvez tenha sido ali que algo dentro deles tinha se decido que estariam daquela forma, naquele tipo de relação. Ou talvez Kouyou sempre tenha gostado indiretamente do moreno, desde que o admirava como ídolo, quando tinha 09 anos e ficava fascinado em ver o mais velho jogar... talvez isso o tenha levado a seguir as realizações de Aoi, mesmo que este mudasse de clube, de time, de cidade... talvez isso o tenha motivado mais ainda a persistir no seu sonho, e talvez isso o tenha feito vibrar mais de alegria quando soube que fora comprado pelo Kashima Antlers, pois além de realizar seu grande sonho de estar junto com os grandes, estaria junto dele, de seu ídolo, que viera a se tornar seu melhor amigo e... agora... bem mais que isso.
-Kou... – e ouvir seu nome sendo dito com tanto carinho, num sussurro tão significativo, enquanto podia ver as palavras seguintes bem estampadas nos olhos negros, acabavam com quaisquer dúvidas que poderia ter em relação ao que estava fazendo – eu am-
Um baque um tanto violento contra a porta atrás da cabeça de Kouyou impediu o mais velho de continuar a falar, pois sua atenção foi toda virada às duas figuras estranhas do lado de fora, a realidade da situação o fazendo cair em si, onde estavam com a cabeça? Transar dentro de um carro? No estacionamento de uma boate lotada?
-Ei! Pare, tem gente se divertindo aí dentro! – a voz feminina e embriagada reclamou entre risos, desencostando-se da porta do esportivo preto, tirando o que parecia ser um jovem bêbado de cima de si
-Ops! Foi mal aí! – o garoto que aparentava não passar dos 23 anos quase gritou antes de uma gargalhada estranha e sem noção – vem gatinha, vamos nos divertir no carro também! – finalizou puxando a garota pelo braço, seguindo em direção a outro automóvel no estacionamento
Aoi acompanhou o casal se distanciar, voltando sua atenção ao loiro abaixo de si assim que os pombinhos entraram em um veículo vermelho. Foi impossível segurar o sorriso debochado, de lado, e mesmo assim doce. Kouyou parecia um gatinho amedrontado de tanto que seus olhos maquiados estavam arregalados. Aoi compreendeu o medo do mais novo, seria o fim do mundo se fosse alguém que conheciam, ou se os reconhecessem ali dentro, e todo o espanto e desespero do loiro estavam transparentes em seu olhar que o moreno tanto sabia ler.
-Esses jovens de hoje!São uns idiotas! Estragaram nosso momento! – o mais velho brincou
E Uruha nem percebeu que já estava sorrindo logo após o outro dizer essas palavras, esse sim, era o seu Aoi bobo, cínico e humorado de sempre
-Quando você diz esses jovens de hoje... qual a faixa etária que isso abrange?- o loiro perguntou devolvendo a brincadeira, era ótimo ser capaz de ter esse clima descontraído com o outro novamente
-Não sei bem, mas você não faz parte deles, você é especial! – o mais velho respondeu sincero, depositando um selo molhado nos lábios inchados pelos beijos vorazes de antes, encarou com carinho as bochechas do mais novo corarem, realmente... adorava aquilo – venha, vamos continuar nossa reconciliação no meu apartamento, na minha cama espaçosa e macia onde ninguém pode nos ver e nos atrapalhar! – finalizou ainda com um sorriso amável, se erguendo, demorando poucos segundos em apreciar a visão do corpo do outro – teria muito tempo para isso mais tarde. Se atreveu a levantar os jeans alheio e abotoá-lo, subindo o zíper em seguida, fazendo o mesmo com o seu logo após
-Yuu... – o loiro começou um pouco receoso, nunca fora do tipo tímido em relacionamentos, na verdade sempre fora do tipo direto e bem descarado, mas... pela primeira vez, estava se sentindo o maldito garoto de 19 anos que era, sem saber o que fazer ou o que dizer
-Não precisa dizer nada Kou, eu te entendo, te perdôo e ... resolvemos o resto lá em casa, sei que está com medo de que nos vejam, eu também estou, não foi nada prudente me agarrar dentro do meu carro no estacionamento de uma das boates mais famosas de Kashima – falou em tom simpático, percebendo a total falta de jeito do mais novo
Uruha sorriu, se sentindo mais calmo, no final Aoi o conhecia bem demais e sabia sempre como o fazer se sentir melhor e mais confortável
-Agradeça por eu não ter te agarrado dentro de uma das boates mais famosas de Kashima – apontou com humor, se sentando no estofado do banco, abaixando-se para pegar sua camisa no solo do automóvel, se surpreendendo com os braços do moreno em torno de si assim que se ergueu novamente
-Eu senti muito a sua falta! Muito mesmo! Não faz mais isso comigo, garoto, você sabe que eu sou um tiozinho extremamente carente e sensível! – e a voz do moreno lhe pareceu terrivelmente ferida naquele momento, fazendo Kou se bater mentalmente por ter feito o mais velho sofrer. Sabia que o moreno já tivera muita desilusão na vida amorosa...e ele quase fora mais uma.
Deixou seus braços corresponderem ao abraço fortemente, apertando o outro contra si, não podia negar, adorava quando conseguia ser aquele que detinha o poder de animá-lo novamente, de tirá-lo de um momento de tristeza e fazê-lo sorrir, e odiara quando fizera o contrário
-Tiozinho, é? Você é jovem, bonito, gostoso e talentoso demais para se dá essa classificação – Uruha respondeu, numa voz divertida, se sentindo aquecer ao perceber que o moreno gargalhara, se afastando de seus braços, lhe mostrando seu sorriso amplo nos lábios fartos
-Você tem razão, eu ainda dou pro gasto! – respondeu de maneira convencida, como só o moreno sabia fazer
-Hum! E põe gasto nisso! – o loiro concordou, provocante, mordendo o canto do lábio inferior de maneira proposital, levando a boca insinuante ao pescoço moreno, fincando os dentes levemente ali em uma carícia sedutora
-Huuum! Dá pra segurar esse sentimento uns 10 minutos? Só o tempo de eu levar a gente correndo até o meu apartamento? – Aoi perguntou, se rendendo totalmente à provocação do outro
Kouyou sorriu, libertando a pele do mais velho
-Dá sim! – respondeu divertido, passando por entre os bancos de maneira rápida, sentando-se no banco do carona, sendo seguido pelo outro que realizou o mesmo feito só que se sentando atrás do volante
Uruha aproveitou a pausa do outro em colocar a chave na ignição e o cinto de segurança, para vestir sua camiseta, começando a abotoá-la por reflexo
-Se você abotoar só vai me dá mais trabalho depois, não garanto que ela vá permanecer inteira se ela ficar no meu caminho! – Yuu comentou com uma voz que tentava ser ameaçadora, soando apenas engraçada aos ouvidos do loiro
-Então vou deixar assim, adoro essa camiseta! – respondeu entre sorrisos
-Bom garoto! – o mais velho rebateu, dando partida, engatando a ré e retirando habilidosamente o carro da vaga de estacionamento.
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-Por que você não quis ir até meu apartamento? – o baixinho sempre sério e adulto parecia muito mais uma criança falando daquele jeito
-Por que você é gostoso demais, é perigoso! – Akira respondeu divertido por usar as palavras que o baixinho tinha lhe dito há tempos atrás
-Tem medo do que garoto? Que eu te viole? – o outro rebateu, a expressão mudando para um tom sínico e altivo, usando de seus 2 anos a mais
-Não, medo não tenho, tenho receio de que eu te viole, aí você não goste e depois me mande pastar, não mesmo, preciso de mais tempo para estudar mais, e você tem sua regra do 1 mês, vamos respeitá-la neh? Regras foram feitas para serem cumpridas! – o mais novo respondeu pacientemente, se servindo de seu segundo hambúrguer, sujando o canto da boca de ketchup. Takanori ficaria muito afrontado com a recusa do mais novo se aquela visão não fosse tão malditamente adorável!
-Não tem como eu não gostar Aki, você é gostoso, sexy, másculo, e adorável, deixa minha regra para lá, eu já deixei! – argumentou
-Taka... você sabe que eu te quero muito, muito mesmo, nunca pensei que poderia estar assim por outro homem, mas estou, só que... é diferente, transar com uma garota é uma coisa, é algo que eu já sei fazer e tenho experiência desde os 14, agora com outro homem e alguém experiente como você... eu quero saber bem o que fazer e ter certeza de que vou te agradar, por isso estou pesquisando umas coisas! – contra-argumentou, tentando mostrar seu ponto de vista
-Neh! 14 hein? Eu perdi minha virgindade com 18 e foi com uma garota! 14 hein? – observou de maneira irritada
-Pequeno! Isso foi há muito tempo! – o outro explicou – o que eu quero dizer é que... quero dar o meu melhor e estar confiante quando formos realmente transar
-Você sempre foi tão demorado assim com suas ex-namoradas? – o fisioterapeuta perguntou, uma sobrancelha arqueada em desafio, o que ele tinha que fazer pra conseguir levar aquele cara pra cama?
-Com as sérias sim, tinha sempre os casinhos de uma noite que na maioria das vezes a gente nem lembra o nome, mas com as sérias sempre fui muito cauteloso, afinal se quero manter um relacionamento sério devo pensar melhor e agir com certeza nas minhas ações, não? – o loiro maior respondeu com sinceridade, como sempre fazia com todas as perguntas que o baixinho lhe fazia, uma qualidade que o mais velho admirava e adorava
Takanori sorriu de lado, quer dizer que o mais novo queria “manter um relacionamento sério” consigo, por isso estava tão ponderado e cauteloso? De onde Akira tinha saído? Onde ele estava nos anos de relacionamentos fiascos do mais velho? Será que o lateral sabia que mandar o outro pastar era algo que jamais faria mesmo que ele fosse a pior pessoa na cama do mundo? De qualquer forma, vamos deixar o mais novo tomar as rédeas! Ele quer então... só eram mais 2 semanas, custava esperar, não negaria que continuaria tentando-o naquele intervalo, por essa noite Akira tinha se livrado de suas garras, já que tinha convencido-o a trocar um jantar íntimo no apartamento do loirinho mais velho por um lanche rápido no MacDonald’s
“Ao menos ele não quis ir para a comemoração daquele Hitoru!” – pensou em argumento para si mesmo, odiaria saber que seu namorado de aparência bruta e de interior fofo estaria em uma boate com meia dúzia de jogadores bêbados e centenas de garotas doidas para dá pra ele
-Hum! Droga! Derramei ketchup na minha roupa! – a voz séria do outro para consigo mesmo fez o menor sorrir, com aquela aparência toda de garoto mau e um jeito tão único de ser... tinha tirado sorte grande! Valia à pena esperar, não que fosse perder oportunidades
-Se quiser podemos ir ao meu apartamento e eu lavo pra você! – ofereceu, visivelmente com segundas intenções
-Ah! Sim! E depois você me provoca até eu perder meu controle e não resistir, não mesmo, vai que seu avô aparece de novo, juro que estava muito disposto naquele dia, mas de certo modo agradeço ao Matsumoto-sama por ter nos interrompido! – o mais novo rebateu, pegando o guardanapo e se limpando
-Eu não! – respondeu o mais velho, respirando fundo e pousando a bochecha no braço apoiado na mesa, uma lanchonete cheia, mas estavam sentados em uma mesa reservada, não era possível vê-los sem que chegasse perto, além disso estavam com óculos escuros e tocas... se esconder... Takanori sempre fizera isso, mas agora teria que ser mais cuidadoso, afinal... estava namorando um astro do futebol japonês
-Ah! Não acredito! A maionese também! – novamente a voz emburrada do outro o tirou das ponderações e mais uma vez lhes arrancaram um sorriso
-Sabe! Não é saudável para um jogador comer tanto hambúrguer assim! – o menor alfinetou divertidamente
-Nem vem, o nutricionista do Antlers disse que uma vez na semana eu posso! Sinta-se honrado! Você foi convidado para o meu ritual do hambúrguer dessa semana! – o mais novo rebateu, tornando a se limpar novamente com um guardanapo
-Oh! Me sentiria mais honrado se você me convidasse para a sua cama! – Takanori alfinetou, ainda sorrindo
-Mas eu vou, daqui a duas semanas , e vou te fazer amor tão bem e gostoso que você jamais vai lembrar que já esteve com algum outro cara! – afirmou convicto e sério. O pequeno sorriria mais se aquele timbre não fosse tão malditamente sedutor e forte e se as palavras “fazer amor” não tivessem saído daqueles lábios... realmente, valia a pena esperar!
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