Goal!

13 e então, somos


Notas iniciais
Olá! Primeio cap do fds, provavelmente serão de 3 a 5 esse fds, vamos torcer para que seja 5 neh? Betado pelo meu anjo lindo, amor da minha vida, amiga do kokorô : Azumi-chan!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um baque se fez ouvir dentro do apartamento, o som produzido pela forma desejosa com a qual o moreno imprensou o loiro contra a porta do local quando este terminava de retirar os sapatos na entrada do apartamento do mais velho, protegidos de olhos alheios e interrupções.

Kouyou deixou um início de resmungo sair pelos lábios antes de ter estes tomados pelos do moreno em um ósculo voraz, onde as salivas se misturavam de tal forma que seus gostos já não eram mais distinguíveis.

Afobado, Aoi levou as mãos a camisa aberta do loiro, passando-a pelos ombros velozmente e com uma força intencional, sorrindo quando ouviu o barulho do pano rasgar*

-Hum! Ela já estava aberta! – Uruha reclamou entre o beijo.

-Eu sei! – Yuu respondeu maliciosamente não dando tempo para contestação e invadindo a boca do outro, terminando de despi-lo do tecido fino danificado.

Uma vez o peito livre, agarrou as laterais do quadril do mais novo, fazendo questão de puxá-lo para que desencostasse da madeira, colocando-o a si, esfregando-o com volúpia ao seu íntimo de modo que o loiro percebesse o quanto estava excitado.

Uruha em resposta grunhiu rouco contra os lábios do moreno, embrenhando seus dedos desesperados nos cabelos negros da nuca, puxando-os em um misto de selvageria e desejo... como podia ser tão gostoso? Não que já não tivesse ido às alturas fazendo sexo antes, até porque sua experiência era ampla só que com garotas, onde ele dominava e ditava o seu ritmo. Não lembrava muita coisa da primeira vez com o mais velho, por isso não podia comparar direito, mas... ser dominado desse jeito pelo moreno... era sem dúvida... muito prazeroso.

Sentiu o toque das mãos fortes em suas coxas, se perguntou mentalmente se o mais velho gostara tanto assim delas, já que parecia querer esmagá-las de tanto que as apertava, como se já não fosse o suficiente as marcas feitas minutos atrás dentro do carro.Não que o mais novo reclamasse, era uma dor gostosa, só estava levemente curioso sobre o que em seu corpo provocava toda aquela libido do mais velho... não saberia responder, nem ele mesmo sabia apontar todos os atributos do moreno que lhe faziam queimar em tesão.

Surpreendeu-se quando as mesmas mãos que o tocavam fizeram força, a qual não pode ir contra, viu-se sendo suspendido a medida que o outro o imprensava mais contra à porta, encaixando-o em seu quadril. Por reflexo Kouyou segurou firme nos fios negros e enlaçou os tornozelos atrás do corpo moreno.

-Ei! – separou o beijo para um resmungo afrontado, que diabos de posição era aquela? Constrangedor, com certeza, constrangedor. Mal teve tempo de se soltar, pois a pele do pescoço foi atacada pela boca farta, os dentes se unindo na exploração desrespeitosa ali.

Aoi nada disse, apenas continuou a se servir da pele branca, sentindo o corpo, que já era alguns centímetros maior que o seu, seguro o suficiente para desencostá-lo por completo da porta e andar lentamente com este pela sala espaçosa.

Kouyou se agarrou mais ao outro,como um mecanismo involuntário de defesa para não cair. Não que isso fosse realmente acontecer pois o mais velho era forte, tantos anos de treinos e carreira o tinham deixado tão definido e musculoso quanto um jogador japonês podia ser, e Uruha era estranhamente magro e leve demais, talvez por causa de sua altura e por ainda está em fase de crescimento, ou ainda por não ser fácil de pegar massa corporal – uma característica oriental, que no mais novo parecia ser mais presente.

Sentiu o macio do colchão em suas costas, sorrindo impulsivamente com a maneira como o mais velho praticamente o arremessou nos lençóis após andar a sala e metade do quarto carregando-o.

-Vai lá fortão! – provocou com diversão, no final aquilo tinha sido muito bom.

-Hum! Você é bem leve para um homem, sabia? – Aoi comentou, postando-se de joelhos entre as pernas do outro, retirando sua camisa aberta simultaneamente, jogando-a para qualquer lado do cômodo.

-Hunf! Fazer o que? Não importa o quanto eu coma, treine e malhe, no final sempre fico assim! – deu de ombros, notando que o mais velho não demonstrava prestar total atenção às suas palavras já que estava ocupado demais devorando-o com os olhos.

-Nunca pensei em ficar tão fascinado pelo corpo de outro homem, já o vi sem camisa antes, mas... assim... nessa situação... você está malditamente violável! – Aoi voltou a comentar,um sorriso malicioso em sua face, que se ampliou ao ver seu amado garoto corar... sinceramente, sempre tão adulto e safado... corando assim por um elogio?

-Ah! Merda Yuu! Pare de ficar falando essas coisas e me coma logo! – Kouyou rebateu, emburrado e com vergonha do tanto de indecências que os orbes negros transmitiam.

-Essa juventude de hoje... sempre quer fazer tudo tão rápido! – falou o mais velho com falsa despretensão, se abaixando para tomar um dos mamilos rosados em seus lábios sugando-o com calma e força, arrancando um grito mudo do loiro que levou sua mão à cabeça morena em reflexo – vou te mostrar como a minha geração faz garoto! – e dito isto levou os dedos ao botão do jeans, tratando de abri-lo, se desfazer do zíper e acariciar o falo rígido contido pelo tecido da boxer.

-Huuumm! – o grunhido de prazer que saiu da boca de Kouyou foi longo e rouco, totalmente provocante e satisfatório na opinião de Aoi, que não demorou a adentrar a peça íntima com sua mão, tocando a ereção do outro sem barreiras, iniciando uma felação intensa e lenta, tirando mais gemidos roucos do loiro. A boca continuava a se servir do peito deste, mordiscando e lambendo não só os mamilos, mas também toda pele que conseguisse marcar ali.

Os dedos de Kouyou puxavam o cabelo negro com vontade, descontando neles todo êxtase que sentia explodir em seu corpo. Os joelhos se dobraram e as pernas se separaram mais quase que involuntariamente, desejando mais contato, movimento aproveitado pela mão livre de Aoi, que atreveu-se a se agarrar ao cós do jeans do mais novo, puxando-o com intuito de tirá-lo, ora de um lado, ora do outro, levando a roupa debaixo com ele, até ver as vestimentas descidas na altura dos joelhos, liberando o falo por pouco tempo só o suficiente para usar ambas as mãos para livrar o loiro totalmente da roupa, deixando-o completamente despido. Tendo que se erguer para completar o ato, e intencionalmente parando para observar a nudez do mais novo... realmente... como podia ser tão excitante? Se pegou pensando como seria colocar aquela parte em sua boca? Sempre fizeram consigo, e sempre fizera algo parecido com as garotas que teve... mas obviamente era bem diferente... o garoto era um homem, como ele mesmo... e isso estava bem claro.

Seus pensamentos foram interrompidos quando percebeu as pernas se recolherem, tentando tampar a visão do moreno.

-Você... quer parar? – Kouyou perguntou, constrangido.

Aoi sorriu da falta de jeito e interpretação errada do outro. Segurou os joelhos com as mãos e decidiu por fim colocar em prática seus pensamentos.

-Não... quero testar uma coisa! – respondeu diante do olhar indagativo do outro quando separou as pernas de forma brusca. Mas Kouyou não teve tempo de procurar a resposta nos olhos negros, pois perdeu contato com estes e sentiu seu corpo todo tremer ao sentir a boca molhada contornando a cabeça de seu membro... não acreditava que o moreno estava mesmo fazendo aquilo.

-Ah! Caral... – praguejou em resposta a todo prazer que aquilo lhe dava, ainda mais quando sentiu a língua do outro lhe lamber todo o falo em um movimento de ida, voltando e se demorando na glande um pouco antes de sentir-se dentro da cavidade úmida mais uma vez. Já teve várias daquelas carícias antes, algumas boas, outras delirantes... se fosse julgar habilidade com certeza a do moreno não seria a de primeiro lugar, mas naquele momento, parecia que estava recebendo o melhor boquete da sua vida.

“Não é ruim!” foi o que o mais velho pensou ao sentir o gosto e o formato, se surpreendeu por até gostar... era uma sensação boa, a cabeça tocando sua garganta, a extensão roçando sua boca e dentes... não era ruim... até porque,sentir e ouvir todo o desespero de tesão do loiro era com certeza um prêmio.

-Yuu! – a voz grave gemeu o nome sem nem perceber. Os dedos agarraram-se aos lençóis e os olhos se cerraram fortemente deixando toda a sensação letárgica o dominar.

O ventre contraiu-se anunciando o ápice próximo, mas antes que este chegasse Aoi parou com o agrado, subindo rapidamente e beijando a boca entre-aberta em gemidos, invadindo-a com a língua, dividindo o gosto do loiro com ele próprio.

Tomado pelo desejo Kouyou abraçou o corpo acima como pôde, passando as unhas curtas onde quer que conseguisse enquanto tentava tirar o máximo que podia da saliva alheia.

As mãos brancas desceram com habilidade até o cinto do outro, desafivelando-o. Tirou o botão de sua casa com pressa e começou a puxar desesperadamente todas as peças que ainda restavam no corpo moreno.

O mais velho, por sua vez, percebendo a vontade agoniada de Uruha, separou os lábios dos dele e ergueu-se, pondo-se de joelhos, terminando de passar o jeans e a boxer pelas pernas, puxando-os para se retirarem completamente de si, não deixando de mirar o olhar desejoso e entregue do mais novo um só momento.

Livre dos tecidos, voltou à sua posição em cima do loiro, fazendo questão de pressionar seus corpos nus, friccionando-os lentamente, distribuindo beijos, mordidas e lambidas por toda extensão do pescoço e ombro do outro abaixo de si, se extasiando com os gemidos baixos perto de sua orelha.

Num desespero de fundir-se logo com Aoi, Uruha enlaçou o quadril deste com as pernas, um pedido corporal para que o outro entrasse logo em si.

-Yuu... entra... por favor...Yuu! – vocalizou seu pedido, todo o calor da situação dissipando qualquer constrangimento ou pudor que poderia ter.

As palavras seriam o suficiente para fazerem Aoi não se importar com nada e tomar o loiro para si de uma vez, mas os dez anos a mais o davam mais experiência e ponderação em momentos assim já que não sofria a efervescência descontrolada dos hormônios da adolescência e juventude... por mais que quisesse tê-lo, não queria machucar o mais novo, sabia o que o tinha feito da primeira vez e que não gostaria que o outro passasse por situação igual novamente. Já havia tido esse tipo de relação sexual com algumas garotas quando tinha seus 20 e 21 anos, se fosse naquela época teria um frasco de lubrificante por perto, porém... não tinha, só que... poderia arranjar alguma coisa para a situação não ser tão dolorosa para Kouyou novamente.

Com dificuldade parou os braços que lhe seguravam com força, se separando minimamente do corpo alvo, acabando com o ósculo intenso, quase perdendo o controle com a maneira despudorada com a qual o loiro começou a mover o quadril, sugestivamente, podia sentir seu falo sendo felado pela intimidade do outro e isso... estava delirante.

-Calma... calma Kou.... hum... calma.... – pedia em gemidos ofegados e roucos, mas o outro não parecia estar ouvindo então levou suas mãos rápidas às pernas enlaçadas em suas costas, fazendo os desenlaço delas com alguma resistência, sorrindo para a expressão confusa do outro. Levou os dedos a acariciar carinhosamente a face corada e interrogativa – vou pegar algo para nos ajudar, hun? Não quero machucar você – explicou gentilmente, se erguendo e abandonando o calor do corpo de Uruha, o qual continuava a ofegar.

Andou rapidamente até a cômoda um pouco distante da cama, não se importando com sua nudez, olhou rapidamente para alguns produtos em cima desta e escolheu uma espécie de loção para o corpo, isso deveria servir. O moreno não demorou a voltar para o colchão, não fazendo objeção em se recolocar entre as pernas dobradas e ainda erguidas do loiro, sorrindo docemente para os olhos chocolate que indagavam sobre tudo aquilo.

- Não estou bêbado e maluco, desculpe por te ferir da outra vez, vou ser mais gentil agora! – respondeu a pergunta ocular, percebeu os olhos do mais novo olharem diretamente para o frasco em sua mão lendo rapidamente o rótulo e ponderando por alguns segundos antes de parecerem entender do que ele falava, corando com o entendimento.

-V-você vai... – perguntou receoso, sem coragem de terminar a frase, é claro que ele sabia do que o moreno estava falando.

-Feche os olhos Kou, ou olhe apenas para mim... – o timbre sedutor de Aoi fez um tremor de êxtase passar pelo corpo alvo, este fechou os olhos e apertou os dedos nos lençóis da cama... ele queria aquilo, queria, queria aquilo, repetia para si mesmo, tentando lutar contra a repulsa inicial quando ouviu o barulho da tampa se abrir e quando sentiu os dedos melados em sua entrada. Não podia negar que estava com medo, se tinha uma coisa da qual se lembrava de sua noite com o outro era que aquilo doía, e muito, e que também... podia agradar, mas... realmente... confortável não era.

Os olhos se cerraram mais quando sentiu um primeiro dedo forçando a entrada, mordeu o lábio para não ligar para o incômodo, mas a distração não funcionou quando mais outro se enfiou em si... merda! Como iria conseguir suportar quando Aoi colocasse outra coisa ali? Como conseguiu naquela noite de bebedeira?

Sentiu uma carícia gostosa em seu falo, o que serviu para amenizar a dor incômoda do terceiro dedo entrando em si, abriu os olhos meio receoso, mas não teve coragem de encarar o moreno, apenas virou a cabeça para um lado constrangido demais para se mostrar.

-Ah! – gemeu relativamente mais alto do que nas outras vezes quando uma descarga totalmente diferente de prazer invadiu seu íntimo, se surpreendendo pelo impulso, mordendo a falange do indicador para que mais barulhos constrangedores não saíssem de sua boca... o que Aoi tinha tocado ali dentro? Será que... era mesmo verdade que se sentia prazer quando tocavam sua próstata?

-Kou... – Yuu sussurrou desejoso, a expressão, a coloração rósea, a mordida no dedo, os olhos focando qualquer coisa na parede, o jeito tímido e constrangido com o que faziam... Kouyou estava tão desejável! Não conseguia mais, o queria muito, e tinha que ser agora, não podia mais esperar.

Kouyou cerrou os olhos ao perceber os dedos deixarem seu interior, se fez consciente de que... agora que chegava... aquela parte. Levou as mãos ao travesseiro mais próximo, um pouco acima de sua cabeça, puxando-o rápido e cobrindo o rosto, retesou o corpo inteiro ao sentir as pernas sendo levantadas e apoiadas no que sabia serem os ombros do mais velho e controlou sua vontade de sair dali quando a ponta de algo bem mais grosso que um dedo tocou sua entrada. “Eu quero, está tudo bem, é o Yuu, está tudo bem!” se repetia mentalmente, não que tivesse dúvidas de suas ações, mas naquele momento estava terrivelmente tentador pedir para parar.

-Kou... não se contraia assim, vai machucar! – Aoi pediu numa voz quase sussurrada tentando puxar o travesseiro do rosto do outro, sem sucesso, o loiro se agarrava aquilo como se fosse a sua vida. Decidiu levar os dedos mais uma vez à ereção do mais novo, masturbando-a intensamente, visando fazer o outro se relaxar mais. Deu resultado, foi impossível para Kouyou não se deixar amolecer com a letargia do prazer em si. As mãos não seguravam mais o travesseiro, este caiu para o lado sem apoio, e os olhos chocolate puderam encarar fundo toda a expressão entregue do moreno quando este se empurrou contra o orifício lubrificado, penetrando ali com calma, apesar dos orbes negros mostrarem que aquele ritmo exigia muito.

-Aaaaaah! – os lábios rosados do mais novo se abriram em quase um grito rouco, grave e sem controle... doía, doía mas... estranhamente era suportável, totalmente suportável, não era necessário o gemido alto, entretanto... de alguma forma quis fazer aquilo, por que? Não sabia, apenas... achou que a expressão do outro lhe encarando daquela forma o fazia ter vontade de gritar.

-Huuum! – o moreno cerrou os lábios e deixou um som prazeroso passar por eles, aquilo... como? Era quente, apertado... tão... bom! Estar dentro de Kouyou era... maravilhosamente gostoso – Kou... – chamou rouco uma vez completamente em seu interior, o brilho dos olhos, a boca aberta, ofegando, e toda sensação em volta de seu falo... queria, queria muito se mover.

-Está... dentro... ah meu Kami!... Você está mesmo... dentro de mim – comentou toda a sua surpresa, caia em si, Aoi estava dentro, completamente dentro e... aquilo parecia ser tão magnífico! Não sabia que podia se sentir assim, não lembrava se sentiu-se assim naquela noite... mas, agora, estava sóbrio, consciente e... adorando.

-Estou, meu amor... eu estou... dentro de você – Aoi confirmou, segurando uma das pernas em seu ombro a outra mão se apoiando no colchão, ao lado da cabeça do loiro, se abaixou sutilmente, se deliciou ao ver o mais novo fechar os olhos para receber um beijo seu. Tocou os lábios com os seus levemente, aprofundando o beijo de maneira lenta e carinhosa, deixando a língua explorar com calma, recebendo o agrado da língua alheia na sua. E quando o ósculo alcançou uma excitação ápice foi impulsivo para Aoi mover o quadril, roçando o falo pela entrada do loiro em um movimento para trás, voltando numa estocada lenta, mas intensa.

A boca do loiro se despregou da sua e soltou um gemido mudo, as mãos se agarraram a nuca acima de si, movimentava os lábios em sons baixos e desconexos com a sensação de tudo aquilo....não era indolor, mas... era bom!

As investidas foram gradamente aumentando de velocidade, o quadril no moreno agia quase que voluntariamente e apesar da vontade de fechar os olhos e sentir mais intensamente a compressão de sua ereção olhar o loiro tão servido a si era melhor do que qualquer coisa, até porque a comunicação muda entre eles estava ali, mais forte que nunca e tudo aquilo... era enlouquecedor demais.

Em certo momento a perna direita do loiro caiu do ombro do mais velho, o que fez o ângulo mudar, o corpo do moreno se colar mais ao do mais novo e principalmente um ponto interno em especial de Kouyou ser atingido.

-Ah! – o grito dessa vez foi alto e a angústia em sentir mais daquilo surgiu de modo que Uruha começasse a se mover inconscientemente contra o corpo do outro, abocanhando os lábios fartos e gemendo contra eles quanto mais lhe atingia aquele ponto... realmente... muito bom! Aquele preenchimento se movendo em seu interior, era bom... muito bom! Delirante na verdade!

Uma camada fina de suor já começava a se mostrar nos corpos em movimento, as unhas do moreno se enfiavam com força na coxa esquerda que segurava, e os sons gemidos se misturavam entre as vozes de Kouyou e de Yuu. O quadris se chocavam com velocidade, o barulho dos corpos se encontrando se fazendo presente, os dedos do loiro seguravam os lençóis, mas a outra mão estava livre e puxando com brusquidão as mechas negras da nuca alheia. As bocas ora se beijavam de forma faminta, ora apenas se mantinha roçando com a alucinante intensidade do ato, mas os olhos não se fecharam, nem se quer uma vez, estavam presos, em hipnose, estavam se fundindo por meio de seus corpos e também por meio de seus olhos que eram como livros onde cada um pudesse ler exatamente o que outro sentia.

Não queriam terminar, não queriam sair daquele momento jamais, porém o clímax se fazia anunciar para ambos. Aoi levou sua mão livre até a mão alva que apertava os lençóis, se colou mais ao ventre do loiro de modo que acabava por felar seu abdômen na ereção gotejante do mais novo, entrelaçou os dedos das mãos, apertando-os, sentindo toda a candura e excitação que a situação proporcionava. Sorrisos gêmeos se desenharam nas faces de ambos, um acordo mútuo, não conseguiam segurar mais. Kouyou fechou os olhos deixando um gemido alto escapar por seus lábios quando o ápice veio para si, molhando seu corpo e o do moreno colado ao seu. Quase simultaneamente foi a vez do mais velho fechar seus olhos, se derramando dentro da cavidade contraída em espasmos, mas não cessou completamente os movimentos, apenas diminuiu o ritmo, aproveitando ao máximo a melhor transa que já teve em seus 30 anos de vida... então era isso que chamavam de fazer amor? Já tinha tido relacionamentos nos quais realmente pensou que o amor existia, mas essa experiência com o jovem jogador abaixo de si... parecia bem mais com isso do que qualquer um dos relacionamentos passados.

-Hummm! – deixou um último grunhido arrastado sair de sua garganta quando percebeu que seu corpo já não tinha mais nada para expelir e que já estava esgotado, deixou-o cair lentamente sobre o corpo alvo, encostando a cabeça no peito ofegante, ouvindo com felicidade as batidas aceleradas do coração do mais novo.

-Isso... foi... demais! – Uruha ofegou, deixando um sorriso bobo lhe desenhar o semblante, no momento se sentia a pessoa mais feliz do mundo, não sabia exatamente por que, mas se sentia.

-Vou fingir que... você não classificou... tudo que fizemos... apenas como... “demais”! – o moreno provocou com humor, levantando a cabeça e beijando com suavidade os lábios inchados e molhados, se retirando com cuidado de dentro do mais novo, sorrindo de lado quando este resmungou algo inteligível com a ação. Olhou para suas mãos entrelaçadas, e não desfez o entrelaço, apenas voltou a deitar sobre o outro de maneira gentil, novamente colocando a cabeça sobre o peito de respiração mais compassada, encarando com ternura o quando seus dedos intercalados um com os outro ficavam bem, pareciam certos, perfeitos, como se aquele fosse lugar deles.

Kouyou seguiu o olhar do mais velho até suas mãos unidas e pareceu entender tudo que se passava pela cabeça do moreno, sorriu docemente.

-Elas ficam bem juntas... nossas mãos... se encaixam perfeitamente! – Uruha falou quase num sussurro, deixando os dedos livres se embrenharem nas mechas de cabelo num carinho que admitia não ser muito familiarizado.

-Não só nossas mãos... nós... nos encaixamos perfeitamente! – Aoi rebateu com o mesmo tom calmo e sussurrado, olhando de relance para o loiro – fomos feitos um para o outro garoto... e agora!? – sorriu, desafiador.

- E agora, agora neh?! Vamos ver onde isso vai nos levar! – o mais novo resumiu, correspondendo o sorriso.

-Pena que nosso país não aceita casamento entre pessoas do mesmo sexo, demorei demais para te encontrar... queria amarrar você logo! Quem diria que a esposa que Kami-sama estava preparando para mim já tinha chegado só que veio em uma embalagem diferente! – o moreno retomou ainda em tom humorado.

-Embalagem diferente? Hum! E o que você acha do novo modelo? – o loiro perguntou com falsa seriedade.

-Ele é bonito e gostoso... – Aoi começou a resposta, se erguendo novamente, apoiando a mão livre no colchão e roçando os lábios no queixo do mais novo -... meio novinho demais, mas... eu gosto.

-Novinho demais hein! – Uruha resmungou fingindo-se de emburrado – são só 10 anos!

- Isso não importa, eu não vou deixá-lo se afastar de mim, nunca mais! – o moreno finalizou beijando a boca rósea com carinho, iniciando um ósculo sentimental enquanto seus dedos se apertavam mais com os do outro em suas mãos entrelaçadas.

Estavam nos lugares que deveriam estar.

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O Jornalista bateu com cuidado a porta de seu apartamento, respirando fundo assim que se virou para o interior vazio deste. Retirou os sapatos e adentrou a sala, acendendo as luzes pelo caminho, as entrevistas até tinham sido produtivas, lembraria de agradecer mais a seu amigo de escola, aquele jogador convencido e porre de sempre, mas com certeza gostava de cultivar proximidade com a celebridade, não só pelos benefícios, mas também porque era uma ótima amizade quando estava de boca fechada, pois aquela uma vez aberta fechar seria impossível! Nunca foram melhores amigos, mas mantinham uma relação amigável saudável, antigamente costumavam ser mais próximos, mas... aquilo aconteceu!

E foi se lembrando do ocorrido alguns anos atrás que o moreninho deixou uma aura deprimida abater sobre si... ainda doía.. por mais que passassem os anos... ainda doía.

Se jogou em seu sofá com peso, ligou a televisão no canal do telejornal da madrugada, como bom jornalista ficava sempre atualizado sobre qualquer notícia, amava seu emprego. Deixou os pensamentos ruins e dolorosos se esconderem naquele canto de sua mente que sempre os colocava, não adiantava ficar pensando mais nisso.

-Ah! Eu queria ter conseguido entrevistar o Uruha, ele é o mais importante dessa matéria! – comentou consigo mesmo, achou estranho o jogador sai tão de repente, sempre ouvira que ele era um garoto bem maduro, gentil e educado... o estranho é que tanto ele quanto Aoi pareciam ter desaparecido da boate, se não soubesse que o amigo era o homem mais hétero do mundo poderia jurar que tinha uma certa tensão entre ele o jogador novato de cabelos loiros e maquiagem! Até porque era de conhecimento popular que a “dupla dinâmica” possuíam uma amizade próxima e Kai sabia que isso era verdade já que das poucas vezes que falava com Yuu o moreno não parava de falar do mais novo.“ Mas isso é impossível, neh!”

Notas finais
* Joanie pediu para rasgar, está aí! Agradeço pelas reviews! Vou respondê-las agora! =]Etto...Comentem... por favor! Gosto de saber a opinião de vcs!=]Beijo!!!!!!!!!