Goal!

24 Complicações


Notas iniciais
Olá!!!!!!!!!
Mais um cap!!!!!!!!!!!!!!
=]
Espero que estejam gostando!

-Que merda você está fazendo? – o lateral rugiu em raiva ao ver um descarado homem segurando uma câmera apontada para si assim que desceu do carro,estacionado na lateral do prédio do namorado.

-É que ‘tá todo mundo querendo saber quem é a amada do Reita-san... quem é, hein? Ela mora aqui? – o homem perguntou, pensava ser seu dia de sorte ter escolhido justamente o restaurante da esquina para jantar, quase saltou de alegria ao reconhecer o carro do astro passando na frente deste, não tinha sido uma boa semana com as celebridades, precisava de algo para ganhar um dinheiro.

- Não é da sua conta!Me dê essa porcaria de câmera! – o loiro protestou em notável impaciência, geralmente era bem animado e humorado, por isso era estranho vê-lo de certa forma meio assustador, mas toda a situação que o impedia de ter o seu baixinho o tinha deixado mais do que mau-humorado.

-Ei! Só estou fazendo o meu trabalho, cara! O que há de mal de revelar quem é a garota que você está namorando? Ela é casada por algum acaso? – o homem rebateu,meio alterado pela falta de educação do astro.

Akira não estava mesmo com paciência, em um pico de raiva se adiantou para tomar àquela câmera a força. O fotógrafo até tentou desviar, mas o astro foi mais rápido e puxou com brusquidão objeto de sua mão, jogando-a para o ar e chutando-a assim que essa alcançou a altura de sua perna, como se fosse uma bola. A câmera danificada foi quase estraçalhada ao se chocar com a parede lateral do prédio e o fotógrafo xingou alto por ver sua ferramenta de trabalho ser destruída daquela forma.

-Que porra, cara! O que você pensa que fez? – o homem bracejou.

Akira iria responder em alto e bom tom, mas o flash disparado ao seu lado tirou-lhe a concentração.Virou o rosto rápido para a direção do flash a tempo de ver mais um individuo com outra câmera, poucos metros distante de si.

Mais uma vez o lateral se adiantou para o maldito paparazzo, mas este, ao perceber, começou a dar passos para trás, ainda tirando fotos suas. E quando se deu por satisfeito, saiu em disparada pela rua. Akira tentou alcançá-lo, mas um ônibus passou em sua frente, obrigando-o a parar. Quando finalmente o transporte atravessou, o fotógrafo já tinha desaparecido, deixando para trás um Akira mais estressado do que jamais esteve.

O lateral deu passos pesados de volta, xingando o mundo por estar recebendo tanta atenção da mídia. Nunca fora de ser o centro das atrações,sempre fora o jogador no meio dos astros,o que ficava de lado,e nunca reclamara disso. Nem por um momento em sua vida quis fama, se tornou jogador porque era o que gostava de fazer e a única coisa que sabia fazer bem. Nunca teve o sonho de jogar no exterior e ganhar milhões, sempre esteve muito satisfeito com tudo que teve, então...porque justamente agora aquilo tudo estava acontecendo?

-Filho da puta! Agora vai ter seu ataque histérico no jornal de amanhã, bem feito! – o primeiro fotógrafo avançou em ofensa, mas foi só Reita encará-lo com uma feição assustadoramente séria que o homem recuou, levantando as mãos em sinal de paz, andando rápido de costas para se distanciar do loiro.

A imagem do lateral em si não transparecia gentileza, o coturno, a camiseta escura e a jaqueta junto com o cabelo descolorido e arrepiado já o davam um semblante no mínimo rude, a faixa no nariz e a expressão séria o tinham deixado inconfundivelmente assustador.

Para Akira tudo que sentia era sempre forte e dominante, se amava alguém, amava com tudo, se odiava alguém, odiava com fervor, se estava feliz, não ficaria triste, se estava triste, dificilmente conseguiria fingir alegria, se estava com raiva...

Não era um cara de violência, mas às vezes saia do controle, sempre era sincero demais com seus sentimentos e não tentava camuflá-los, por isso... queria muito, queria muito mesmo desferir um soco no meio da cara daquele maldito homem, e assim o faria.

Fechou o punho com força e movimentou-o para trás, começou a andar em direção ao fotógrafo, mas foi antes de chegar a uma distância satisfatória deste que seu celular tocou, o toque conhecido, personalizado, o que sempre tocava quando seu baixinho lhe ligava. Abaixou a mão, e respirou fundo, só a lembrança do namorado já o acalmara, e num reflexo rápido pegou o aparelho no bolso da jaqueta, atendo-o rapidamente.

-Pequ... – começou, mas foi interrompido pela voz séria do outro lado da linha.

“-Que merda você acha que está fazendo? Estou te vendo da minha janela, a recepção foi avisada para deixá-lo passar sem intervenções, já falei para manterem sigilo também, suba agora e pare de dar showzinho no meio da rua!” foi o que disse antes de desligar na cara do namorado.

Foi só após o alguns segundos que Akira conseguiu se situar, olhou para o lado e viu um grupo de algumas pessoas do outro lado da rua,o observando. Olhou para o fotógrafo tremendo e assustado ao seu lado...o que ele tinha feito?

-Desculpe! – pediu de maneira rápida e direta, dando as costas para o homem e andando em direção à entrada do prédio.

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- Bem, está entregue, vou pra casa agora! – Nao ditou em um suspiro cansado uma vez que estavam finalmente em frente ao apartamento do moreninho.

-Durma aqui... só hoje... entenda como hora extra! – o jornalista pediu em quase um murmuro, a cabeça ainda baixa enquanto abria a porta de seu imóvel.

-Kai-san... por favor...sei que deve estar muito triste e fragilizado,mas com certeza deve ter um amigo mais indicado para isso, não? – o assistente perguntou, de maneira gentil, não gostava de ver seu chefe sempre tão altivo e sagaz abatido daquele jeito, mas não queria ter que servir de consolo.

-Não tenho... perdi todos que tinha, só tenho contatos e pessoas úteis para o meu emprego, não pude confiar em mais ninguém depois de... tenho Yuu, mas... ele não pode saber, Miyavi é o empresário dele... – o Yutaka respondeu, a voz ainda baixa,um pouco constrangido por estar confessando aquilo para alguém.

Mesmo com todos seus anos vividos o baixinho sentiu seu coração apertar, realmente... estava ficando muito sensível longe de sua antiga profissão!

-E por que eu? – perguntou, ainda tentando gentileza.

-Porque... eu não sei... acho que... ao menos em você... eu sei que posso confiar, nós... somos parecidos,dois jornalistas com algo a esconder e... pessoas sozinhas! – o maior respondeu, um pouco receoso por estar se mostrando tão vulnerável daquele jeito ,mas não conseguia mais fingir força,tinha acabado... tudo... tinha acabado... isso doía tanto, não conseguia agüentar!

Nao respirou fundo, a última coisa que queria era se envolver nos problemas e fantasmas dos outros, já tinha demais com o que lidar, e agora parecia ter que consolar justo a pessoa pela qual se interessou desde... aquele dia...

Quando pensou que finalmente fosse ter um pouco de paz, uma vida normal, tediosa e pacata como a vida da maioria das pessoas,tinha que ser o assistente de um jornalista cheio de pontas presas,e tinha que justamente se interessar por esse mesmo jornalista... quando ia ter um pouco de tranqüilidade?

-Tudo bem...eu fico com você, mas só hoje... – assentiu por fim — ...você é cruel! – comentou com um sorriso triste enquanto adentrava o apartamento conhecido e retirava seus sapatos.

-Eu sei, mas nesse momento... não consigo não ser... me desculpe... Nao, estou fazendo você passar dias horríveis– Kai pediu com um tom frágil,se escorando na lateral da entrada para retirar seu calçado.

-Tudo bem...pode ter certeza, já passei por coisa pior! – foi o que o assistente respondeu, uma feição um tanto sombria lhe caindo pela face ao lembrar-se de todos os acontecimentos que o fizeram estar ali. Sombra que não foi percebida pelo depressivo jornalista, naquele momento não conseguia pensar em nada que não fosse a dor excruciante em seu peito.

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-Taka... – chamou em um timbre receoso assim que adentrou a vão de entrada do apartamento do fisioterapeuta, começou a retirar os coturnos, os olhos ainda procurando mais a frente a silhueta baixa do mais velho, sem encontrá-la – Pequeno... – chamou mais uma vez. Depois de os pés estarem apenas em meias deu passos para frente, sendo surpreendido por um golpe na bochecha esquerda. Levou a mão ao local, o soco não tinha realmente doído muito, mas tinha machucado.

-Você está maluco? Quer arruinar sua carreira? Como se não bastasse a imprudência toda em relação a nós, ainda queria carregar um processo de agressão física nas costas? – o baixinho gritou, alterado, dando as costas ao namorado, andando nervoso até o centro da sala de estar.

-Eu...me desculpe...eu só...sabe que sou sincero com tudo que sinto, eu... apenas...não consegui me controlar, eles... eles não me deixam em paz,me seguem para tudo quanto é canto, e ... eu não posso te ver,te tocar,te... beijar... eu não pensei, eu só... não suporto mais, não quero ficar longe de você pequeno, não quero! – O lateral respondeu com um tom baixo de início, mas a voz aumentou a medida que seu desespero em tentar se explicar crescia.

Takanori tentou se acalmar, respirou fundo e deixou-se sentar no sofá de frente pra porta. Apoiou o queixo nas mãos entrelaçadas e respirou mais uma vez, aquilo não estava nada bom,como a situação pode piorar tanto assim? Como seu namorado podia ser tão impulsivo? De repente uma das maiores qualidades do lateral tinha se tornado a ruína dos dois.

-Você... precisa entender, não podem descobrir nosso relacionamento, é normal que estejam te seguindo tanto,você está na moda, está demorando um pouco para passar, mas vai passar,espere mais um tempo, não podemos piorar mais as coisas Akira,seu emprego e o meu estão em jogo,um escândalo desse arruinaria não só com você, mas comigo também! – tentou argumentar calmamente, mas sua voz ainda estava alterada.

-Tempo? Quanto tempo mais, Taka? Está me ferindo, pequeno... ficar longe de você, te vendo nos treinos, mas nem sequer poder trocar um beijo contigo... isso está me matando... eu, não consigo... não dá! – o maior rebateu,o timbre estagnado e um pouco desesperado. Se adiantou em direção ao mais velho, se ajoelhando na frente deste, pegando as mãos pequenas nas suas – vamos assumir, vamos falar a verdade, que se exploda os outros, por favor...se souberem por nós, formalmente, o impacto vai ser menor, lembra que queríamos contar para a sua família e para a minha antes dessa confusão toda acontecer? Então! A gente só estende a confissão para mais pessoas! – argumentou, implorativo.

Takanori deixou um riso triste aparecer em seu rosto, seu namorado era mesmo muito fofo e bobo, uma utopia daquela poderia ser linda...se esse mundo não fosse o mundo real.

-Aki...eu adoro a sua inocência amor, mas...as coisas não são fáceis assim, se a mídia não estivesse envolvida poderíamos sim tentar falar com minha família e com a sua, mesmo que ambas não aceitassem não fariam nada demais para nos prejudicar, talvez meu avô me demitisse e eu tivesse que voltar a trabalhar em um hospital,no máximo eles cortariam relações conosco na pior das hipóteses, mas... com a mídia envolvida, como você acha que vai ser? Um jogador envolvido com o auxiliar do treinador do time? O que acha que vai acontecer? O mundo não é cor de rosa, Aki,as pessoas são preconceituosas...você seria demitido do time,e eu também, nenhum clube iria querer um jogador homossexual, e nenhum lugar iria contratar um fisioterapeuta envolvido em um escândalo desses por mais que eu seja bom e meu currículo seja louvável... é essa a verdade, Aki... acabaríamos com nossos sonhos esmagados! – o mais velho explicou, os olhos lacrimejando, a situação estava tão ruim! Por que isso tinha que acontecer justamente quando estava vivendo os momentos mais felizes de sua vida?

O Suzuki abaixou o olhar, todas as palavras do menor encontrando entendimento em sua cabeça...como pode ter estragado tudo daquele jeito? Por que tinha que ser sempre tão impulsivo e sentimental? Por que teve que ser tão burro?

-Me... desculpe... eu... estraguei tudo, amor... eu... eu sou um burro, um idiota... como eu pude fazer isso? Me desculpe... – o mais novo pediu, as lágrimas saindo dos orbes escuros, sendo aparadas pela faixa bege do nariz – me desculpe... não me abandone, por favor... eu sei que eu estraguei tudo, mas... não me deixe.. eu amo você, eu... realmente, amo você, mais que tudo... – continuou em desespero, simplesmente o medo do mais velho propor uma separação o controlou. Pois mesmo não sendo bom em pensar nas coisas, até mesmo ele foi capaz de entender que aquela parecia ser a melhor alternativa, mas não queria, não a queria de forma alguma.

O menor não conseguiu segurar seu choro , pediu para o mais novo levantar e se sentar ao seu lado no sofá. Assim que Akira o fez se jogou nos braços do maior, e deixou-se agarrar nele... Takanori sabia que nada estava bem para eles, que tudo estava prestes a explodir, mas... também não queria se separar do namorado, por mais que aquela parecesse ser a opção mais viável ao menos até a poeira abaixar... não queria, não conseguia... o amava demais para isso... tinham que tentar outro jeito, por mais que fosse mais arriscado e mais complicado.

-Eu não vou... eu não vou.. Aki... eu não conseguiria, vamos tentar, meu amor, a gente dá um jeito, inventamos, mentimos... qualquer coisa! – o fisioterapeuta respondeu, levantando o rosto do peito do mais novo, mirando o rosto vermelho e os olhos úmidos deste... parecia uma criança... seu Akira estava igualzinho a um menininho choroso, faltava o catarro escorrendo do nariz, mas estava idêntico. Não conseguiu reprimir um sorriso pela a visão, muito mais quando o mais novo fungou e passou a mão no nariz, soluçando mais um pouco antes de finalmente parar de chorar.

-Do que está rindo? – perguntou com uma voz ainda soluçante.

-Você...é muito fofo! – o mais velho respondeu, pousando as mãos nas bochechas do maior e apertando-as sutilmente enquanto estalava um selinho nos lábios do namorado.

-Você que é fofo... com o esse seu tamanho pocket! – o lateral rebateu, um sorriso tímido, mas animado se desenhando no semblante outrora triste.

-Tamanho pocket hein... eu não gostei disso! – o menor alfinetou sacanamente, aprofundando o beijo, provando da saliva alheia... parecia que não fazia aquilo há séculos, e na verdade quase duas semanas sem aquele gosto... foram terrivelmente dolorosas.

Akira retribuiu o beijo com a mesma saudade, agarrou a cintura do pequeno, e em um segundo já puxava este para seu colo, ajeitando-o como uma criança ali, mas o aperto no quadril deste demonstrava que suas intenções não eram nada inocentes e castas.

-Taka... – suspirou em um pedido óbvio quando os lábios se separaram minimamente — ... tem problema?

-Não... meu namorado espantou os paparazzis da rua...ao menos por umas horas nós estamos livres! – o mais velho respondeu em um humor sedutor, pressionando seu baixo ventre contra o do maior... sentiu tanta falta do calor do outro!

-Você tem que agradecer ao seu namorado, ele foi muito legal! – o lateral continuou a provocação, beijando demoradamente o pescoço branco do menor.

-Eu vou agradecer...bem agora! – o baixinho finalizou, tomando mais uma vez os lábios do mais novo para si, com intensidade, paixão e amor...

Os problemas não iriam desaparecer, eles ainda estavam lá fora, mas... por um momento, só por um momento...queria esquecer de todos eles e se sentir acolhido, amado e desejado pelo seu Akira.

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Notas finais
Olá! NEh! A partir de agora as coisas vão ficar um tanto tensas... sinto muito! =]
Mas espero que isso não os faça desistir... onegai?
=]

Reviews?

Agradeço imensamente por toda a atenção e carinho!