Goal!
25 serventia
Notas iniciais
como disse pelo jeito os ultimos caps da fic vão ficar realmente pra semana q vem, tinha planejado escrever e postar mais caps, mas acabou que não deu
gomen....
espero que gostem
Betado pela beta mais linda e amável do mundo: Azumi-chan, meu anjinho!
O jovem detetive esperava impacientemente naquele quarto erótico ao lado do qual estava os jogadores, infelizmente, tinha que observar a tela do computador de vez enquanto para ver se os dois ainda estavam lá,o que o dava um visão nada agradável dos astros em situações mais do que comprometedoras, ao menos tinha abaixado o áudio do laptpop todo, não suportaria ter que ouvir também, mas com certeza teria que postar com áudio quando fosse fazer isso.
“Que demora!” resmungou em pensamento, amaldiçoando ter tido que desembolsar tanto dinheiro por um quarto nesse motel de luxo, afinal o quarto ao lado não tinha sido nada barato, sorte estar desocupado! Mas pelo tanto que receberia pelo serviço, valia pena, além do mais seu pescoço também estava em jogo ali. Voltou os olhos mais uma vez para a tela do computador, sorrindo vitorioso por ver que os dois pareciam estar totalmente saciados, e indo finalmente tomar um banho.
“Fala sério! Três vezes? Jogadores têm tanto fogo assim?”
Mais alguns minutos e já estava impaciente novamente, aqueles dois estavam demorando demais no banho.
“Quatro? Que porra é essa?!”
O pé já batia insistente no chão quando a tela mostrou o casal saindo do banho. O moreno vestiu a boxer por debaixo da toalha, o que tinha privado o jovem de ter uma visão totalmente desnecessária dele, mas em relação ao loiro ele não teve a mesma sorte, pois esse deixou a tolha vermelha cair totalmente de seu corpo, deixando a visão de sua bunda bem nítida na tela, por esse estar de costas para a câmera
“Hum! Até que é gostoso! Até eu pegaria!”
O pensamento passou despercebido por si, o espanto lhe afligindo... que coisa foi aquela? Era homem, muito homem, nunca iria pegar outro, até parece! Aquele trabalho já estava deixando-o louco, era melhor terminar o quanto antes!
Ajeitou o uniforme que roubara do vestuário do motel, e saiu do quarto, uma vez que percebera que não demorariam muito a sair. Andou apressadamente pelo corredor, conferindo mais uma vez se a máquina onde se depositava o cartão-chave de volta estava devidamente sabotada, como tivera o cuidado de fazer alguns minutos antes. Se escondeu atrás de uma máquina de gelo e esperou. Observou com cautela o “casal” se aproximar da máquina de devolução, pode sentir a ansiedade em si, ao ver finalmente o capitão depositar o cartão na máquina, distraído demais em beijar o atacante para notar a falta de confirmação do eletrônico danificado. A impaciência voltou ao esperar os astros andarem até o final do corredor e entrarem no elevador. Quando este fechou as portas praticamente correu até a máquina, retirando a tampa da frente, pegando o cartão recém colocado.
-Está quebrada? – a voz feminina lhe fez soar frio, virou o rosto em direção a voz, sorrindo amarelo para um casal – dessa vez um hétero – o mirando com olhares indagadores ao ver o aparente “funcionário do motel” desmontando o eletrônico no qual colocariam seu cartão.
-Ah! Deu um defeito, mas eu já vou arrumar! – respondeu, um sorriso forçado, tratou de guardar o cartão que havia pego em seu bolso, reconectando o fio que havia desconectado, colocando a frente de volta e parafusando-a rapidamente, religou a máquina... ainda bem que era um nerd de tecnologia, mais uma prova de que conhecimento amplo em várias coisas era muito útil para aquele tipo de trabalho – prontinho, desculpem o incômodo, voltem sempre! – falou ainda falseando um sorriso, andando lentamente pelo corredor, em direção ao quarto onde os jogadores havia ficado. Esperou o casal dobrar corredor a direita para tirar o cartão-chave do bolso e abrir a porta do quarto totalmente vermelho. Não se demorou e foi logo em direção ao recipiente de bebidas “cortesia” do quarto, fuçando o laço vermelho pomposo, tirando de lá uma câmera pequena, implantada disfarçadamente ali, não podia deixar provas! Além disso aquele equipamento tinha custado muito caro! Mas pelo o dinheiro que iria receber... valia a pena!
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Hozu segurava uma garrafa de bebida na mão direita, da qual bebia vez ou outra, encarando assustadoramente duas folhas em cima de sua mesinha de centro. Em uma estava a letra de sua esposa, dizendo que estava indo embora, e que levava o filho deles consigo, pedia para os deixarem em paz que ainda o deixaria ver a criança, que não agüentava mais a pessoa horrível e o criminoso que tinha como marido e que se ele ousasse a fazer algo contra ela tinha pessoas que o denunciariam para a polícia.
-Vadia! – xingou em um sussurro indiferente, sua adorável esposa era um idiota por ter feito aquilo, como se alguém pudesse contra ele daquela forma... ela iria pagar.
A outra carta era do clube Kashima Antlers, o time pelo qual jogou quase dez anos, o time que o havia posto no banco, o humilhando como jogador e agora escreviam “Agradecemos seu trabalho, mas dispensamos seus serviços daqui por diante” como se não fosse nada, e não tivesse dado tudo por aquele clube... e tudo culpa de um casal de bichas, idiotas!
O telefone celular tocou, e o jogador o atendeu mecanicamente, olhando brevemente o número .
-Espero que tenha resultados! – falou ríspido.
“-Sim, consegui o vídeo vou postá-lo com várias fontes da rede, mas antes, quero minha grana!” – a voz conhecida respondeu.
-Leve o vídeo até o a fronteira da cidade em uma hora que eu levo seu dinheiro, muito bom trabalho garoto, vou recomendá-lo para os meus contatos! – Hozu assentiu em um fingimento de simpatia.
“-Sim! Obrigado!” – respondeu –“Vou estar lá, então!” finalizou, desligando o telefone.
Assim que este desligou, Hozu procurou um número de sua agenda, telefonando para este, e voltando a colocar o aparelho no ouvido.
“-Já é hora do serviço?”- uma voz grave soou do outro lado.
-Sim, em uma hora, na fronteira da cidade, confira a encomenda antes e faça o trabalho limpo de sempre, a outra metade do seu pagamento vai estar em sua conta assim que eu ver o vídeo postado – o jogador respondeu, bebendo mais um gole de sua bebida – e eu tenho outro trabalho pra você, mas esse vai requerer um pouco mais de cuidado, e a recompensa será bem maior.
“-Entendido. Sempre é um prazer trabalhar pra você!” – a voz respondeu em uma satisfação lasciva depois de ouvir “recompensa bem maior”.
-É, eu sei! Aguardo sua ligação – Hozu finalizou a ligação, voltando a mirar as cartas em cima da mesa... todos iriam pagar, primeiro aquelas bichas desgraçadas, depois sua linda e querida esposa!
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-Aqui, seu chá! – o baixinho estendeu a xícara para o maior
Este agradeceu com um movimento de cabeça, e pegou a xícara, levando o líquido quente aos lábios, recostando as costas no sofá. O mais velho se sentou ao seu lado no estofado, apoiando o braço direito na parte de trás do sofá, encarando o jornalista e respirando fundo, agora que começava a dificuldade.
-Então, já que eu vou ser o ombro amigo agora... não quer desabafar? Não sou psicólogo, mas geralmente sou bom em conselhos, posso te ouvir e tentar de ajudar, não garanto nada, mas caso queira, já que me fez ficar aqui mesmo! – o assistente começou, gentil e paciente, afinal, sempre fora bom em fazer os outros falarem.
-Você...todo misterioso, mas...realmente...é uma boa pessoa! – o moreno respondeu, sorrindo um tristemente de lado.
-Geralmente consigo passar essa imagem, é mais fácil para mim, mas então... no que posso ajudar? – rebateu com um sorriso animador.
-Hunf! Esse sorrisinho... quem o vê assim... pensa ser tão inocente e ingênuo! – Kai continuou, deixando a xícara em cima da mesinha de centro.
-Como eu disse, essa imagem é mais fácil para mim! Mas o foco aqui é você,você pediu para que eu ficasse e dormisse aqui, pra alguma coisa foi, então... não quer logo aliviar essa dor toda desabafando? – perguntou,ainda em tom gentil.
-Não sei se isso vai aliviá-la! – respondeu,direto.
-Por que não tenta? – rebateu, ainda com o sorriso no rosto.
-Tenho minhas próprias idéias de como aliviá-la – o jornalista falou,também se sentando de frente para o menor, apoiando o braço esquerdo na parte traseira do sofá.
-Que seriam? – o assistente perguntou,o sorriso se desfazendo e uma sobrancelha arqueando.
-Algo como isso... – o maior começou, avançando rapidamente para cima do menor, imprensando os lábios nos do assistente num beijo roubado, forçado. Deixou o peso de seu corpo cair por cima do corpo menor, e se surpreendeu por não encontrar resistência, na verdade até foi bem acolhido pela língua do mais velho. Deixou a boca se deslocar para a jugular deste, mas parou assim que ouviu o sussurro do menor em seu ouvido.
-Sexo sem sentido não vai aliviar sua dor, eu não sou aquele que ama, e eu não te farei esquecê-lo Kai...não acha que sua crueldade já está passando do limite? Não só em relação a mim, mas em relação a você mesmo? – Nao falou calmamente, deixando o mais novo absorver todas as palavras e finalmente cair no pranto que ele sabia que o outro cairia.Afagou as mechas morenas por uns minutos, até que o maior saísse de cima de si,e voltasse a se sentar no estofado,enxugando as lágrimas que lhe caiam pelo rosto.
-Desculpe! – pediu ainda em um soluço.
-Acontece... – Nao deu de ombros, como se fosse natural, pegou a xícara de chá de cima da mesinha e mais uma vez a estendeu para o mais novo, que a aceitou rapidamente — ... o que acha de me contar sua história Kai-san, acho que posso te ajudar mais dessa forma do que transando com você.
-Sim...eu...vou contar – o jornalista assentiu, tomando mais um gole do líquido quente, precisava desabafar toda a angústia dentro de si,e aquele assistente misterioso era o único que tinha para fazer aquilo.
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