Global

1 Prólogo


A natureza de algo não pode ser mudada, sua aparência pode mudar, mas a coisa sempre será feita pelas mesmas coisas. É um tremendo erro achar que as pessoas se excluem disso. Uma hora ou outra todos mostramos nossa natureza. E não importa por qual mudança passemos essa natureza nunca será alterada.

Mas se existe um lugar em que a natureza mais sórdida e baixa das pessoas é revelada, esse lugar é na realeza. E não só no meio dos principies, mas todos os nobres e aristocratas ao seu redor; nenhuma máscara perdura num ambiente como este.

Num planeta de nome desimportante, e tamanho diminuto há apenas uma grande massa de terra, ou continente. Desde o início, comandantes atrás de comandantes tentaram conquistar todo aquele enorme território.

Mas contar as coisas assim não tem graça, o melhor mesmo é mostrar, por isso vamos até o arquivo do jornal GLOBAL, a maior e melhor fonte história do mundo.

Vejamos qual o melhor jornal para começar... Ah, sim.

Dia 12 do mês 12 do ano 1212.

Os reinos do Norte assinaram um tratado de trégua parcial, nenhuma das fronteiras será transpassada e os acordos e disputas políticas vão tentar ser resolvidas pela diplomacia e acordos.

[...]

Este é um grande passo para toda população do Norte que não precisará mais se preocupar com as guerras, por enquanto.

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Ao mesmo tempo em que os reinos do sul se mantém numa guerra intermitente e sem previsão de vencedor por hora.

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Com toda certeza a medida dos reinos do norte de se afastar dos do Sul e começarem a resolver suas questões sem violência foi um grande passo para o desenvolvimento da região.

[...]

A população aguarda grandes resultados, assim como seus governantes, a vontade de partir para conflitos armados é grande, mas os gastos que se tem são maiores. Resolver empecilhos calmamente custa muito menos que consertar o que for quebrado pelas brigas.

É não podemos negar, o sul sempre teve azar com seus governantes, houve poucos reinos que tiveram líderes que trouxeram o bem. A maioria sempre foi movida pela ganância de ter mais territórios e isso proporcionou àquela região um status intermitente de conflitos e guerras.

A jogada de mestre do Norte começou quando essa notícia foi lançada:

Dia 20, mês 05 do ano 1260

Após anos e anos de discussões políticas as melhores soluções vieram com os casamentos e fusão dos reinos. Não dava para negar que a cultura dos países do Norte coincidia em muita coisa e não dava para ignorar que as diferenças culturais poderiam seu relevadas.

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Casamentos do príncipe herdeiro de um reino com a princesa herdeira de outro culminou na formação de dois grandes reinos e, no dia de hoje foi anunciado o casamento do nosso Príncipe Herdeiro Gabriel com Aline, a princesa herdeira do Reino de Arcadis.

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O casamento será realizado no Palácio de Cristal na capital do Reino de Arcadis e selará a fusão desse reino ao nosso, formando o unido e soberano Reino do Norte.

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Fora o grande luxo que esse casamento promete, a população está dividida, muitos apóiam essa união e muitos são contra. Para os contra antes de sair protestando aguardem um tempo e só se mobilize se esta união não lhe agradar. Somos todos a favor da paz e contamos para que essa união trava frutos positivos para nós.

Já deu para perceber que a razão comandava os governantes do Norte, a união foi um sucesso e a população que era contra viu que a vida apenas melhorou depois disso.

A economia do Reino do Norte se consolidou, a tecnologia prosperou. Rei Gabriel Michaellys e a Rainha Aline Michaellys souberam como conciliar as culturas e economias de ambos os reinos, criando um ambiente de prosperidade e paz.

Pelo menos nos 6 primeiros anos, mas o território começou a ficar pequeno demais para a ambição, os recursos naturais do Norte não satisfaziam a necessidade de sua indústria e economia.

O que aconteceu depois está bem descrito nessa reportagem, em particular;

Dia 25, mês 07 do ano 1266

Estoura guerra contra os Reinos de Arcã, Levington e Strades no sul.

[...]

Tropas de Arcã invadiram nosso reino e causaram a morte de 21 civis e diversos militares. Nosso rei revidou mandando seus exércitos para o local quando o Rei Julio V de Arcã declarou Guerra ao reino.

[...]

As primeira batalhas ocorreram na fronteira com a vitória, já eminente das tropas do Norte. Acontece que depois dessas derrotas os reinos de Levington e Strades se aliaram às forças de Arcã e conseguiram uma vitória forçando as tropas do General Rodolpho Hoff recuarem.

[...]

O rei Gabriel já anunciou que mandará reforços assim como as mais novas armas do reino, e completou que com essa nova tecnologia posta no campo de batalha a vitória do Reino do Norte será eminente.

Reis normalmente alegam ser a voz de Deus e de estarem sempre certos, acreditando ou não nisso, as palavras de Gabriel foram concretizadas. Armas da mais alta tecnologia e os melhores soldados foram enviados para os três reinos.

A destruição dos reinos foi tanta que seus territórios foram anexados aos do Reino, criando assim uma nova e grande área para a vasta e poderosa nação do Norte explorar.

Os cidadãos dos reinos dominados fugiram para os reinos vizinhos na esperança de algum refugio.

Apenas o Império Celistial, o maior dos impérios do Sul, concedeu refúgio, mas engana-se quem pensa que o Imperador era bonzinho. Não, ele utilizou os refugiados para aprender sobre o exército do Norte e ampliar seu exército.

Nicolas Ruttenberg, sempre foi o melhor e mais inteligente de todos os reis do Sul, talvez seja por isso que um ano depois saiu essa reportagem;

Dia 26, mês 08 do ano 1267

Princesa Franchieska Ruttenberg está noiva de nosso príncipe herdeiro, Joseph Michaellys.

[...]

As negociações e acordos econômicos já estavam indo de vento em polpa entre o Reino do Norte e o Império Celestial e rumores de uma possível fusão estavam cada vez mais fortes.

E foi no dia de ontem que houve a grande confirmação. Os príncipes estão noivos e de casamento marcado.

[...]

Assim como os pais do príncipe, a cerimônia será realizada no Castelo de Cristal assim que todos os conflitos internos que esse anuncio trouxe ao império cessarem.

[...]

Esperamos que, assim como Arcadis, essa união traga bons investimentos e muito mais desenvolvimento para nosso querido reino.

[...]

Rei Gabriel garantiu que todas as medidas de segurança foram tomadas e que essa será a segunda melhor fusão que o Reino fez, perdendo apenas para a fusão com o antigo reino de Arcadis. Ele ainda incluiu que as terras do império tem os recursos necessários para que o Reino do Norte saia da estagnação do momento e volte a crescer com força total.

Não é necessário dizer que, mais uma vez Gabriel Michaellys estava correto. O casamento foi a melhor coisa que aconteceu naquele momento, as novas terras foram modernizadas e o Reino do Norte foi renomeado para Reino das Nações.

Um nome fraco para um grande reino como aquele, mas um nome que passava a falsa impressão de que todas as nações presentes poderiam coexistir em paz. E uma população acreditando na paz e igualdade é uma população calma.

O antigo Império Celestial se tornou a região mais rica e desenvolvida do Sul, e seu desenvolvimento gerou a inveja dos demais países.

Mas nenhum país tinha coragem de enfrentar o Reino das Nações e, enquanto pudessem comercializar com a potencia e viver quietos no seu canto, todos os reinos estavam satisfeitos.

Só não contavam com o que aconteceria uns anos depois, mas quem sou eu para contar algo se este pedaço de papel o faz bem melhor.

Dia 29, mês 04 do ano de 1272

É com muito pesar que anunciamos a morte de nosso soberano, o rei Gabriel Michaellys.

[...]

Ele morreu de uma doença incurável e aguda, que se manifestou tão rapidamente que em menos de dois dias a vida de nosso querido governante foi levada.

[...]

Não podemos deixar de informar que neste mesmo dia, faz um ano que nossa Rainha, Aline Michaellys também morreu naquele fatídico acidente.

[...]

Após o enterro e celebrações fúnebres, Joseph Michaellys assumirá o trono, numa bela, elaborada e triste cerimônia no Palácio de Cristal.

É uma pena que Gabriel e Aline morreram, não só uma pena, mas como o fim de décadas e décadas de relativa paz. Uma vez que com a exceção da Guerra contra Arcã e seus aliados, o Reino das Nações não se envolveu em nenhum combate.

Mas Franchieska tinha outros planos para o país. Uma mulher culta e de opinião forte, sem mencionar a habilidade inata de manipular.

Uma tarde a rainha estava olhando para o mapa e percebeu que faltava tão poucos reinos para que o mundo fosse seu.

Essa idéia fixou-se em sua mente com tanta força que convencer seu marido a iniciar uma campanha expansionista seria algo fantástico.

É tão bom estar no lugar certo, na hora certa, Franchieska sabe disso melhor do que ninguém.

Mas deixarei o jornal, mais uma vez, explicar meu ponto.

Dia 05, mês 05 do ano de 1272

Nossas tropas invadiram os territórios dos reinos que fazem fronteira.

Um total de 6 reinos foram invadidos no dia de hoje pelas tropas mandadas pelo rei Joseph, horas depois houve a declaração formal de guerra por nosso sobrerano.

[...]

Num pronunciamento oficial, o Rei declarou que essas eram as medidas que o país precisava para crescer. O território estava ficando novamente pequeno e é necessária a busca de novos recursos naturais.

[...]

Especulações sobre as batalhas dizem unânimes que a vitória será do Reino das Nações.

[...]

Previsões apontam para que os conflitos sejam finalizados em breve, mas que o Rei Joseph pretende atacar todos os reinos independentes até todos se tornarem territórios do Reino das Nações.

Nada está confirmado, mas não podemos deixar de pensar que se for verdade o Reino das Nações deixará de ser o maior país do mundo para se tornar o único.

Acho que não é necessário dizer que, Joseph, embora manipulável era tão ambicioso quando a esposa.

A idéia de ter o mundo para eles foi algo tão tentador que o jovem rei viu nela a oportunidade de além de fazer seu primeiro grande ato como rei, mostrar que era um visionário. Seu povo merecia tudo que o mundo podia oferecer e não importa por cima de quantos países ele precise passar.

O exército foi enviado com as melhores armas. Tropas sob o comando dos melhores generais foram designadas para os ataques. Tudo tão friamente calculado para ter o melhor resultado que os exércitos do oponente, menores em número e tecnologia, foram derrotados.

Joseph disse, uns meses depois da última grande vitória e da posse do último reino do Sul que a guerra fora tão fácil de ganhar que não teve nenhuma graça.

Claro que isso revelou mais sobre a personalidade cruel do monarca, do que sobre sua política.

Rebeliões pipocavam pelo mundo enquanto a unificação era instaurada. Povos dominados pela guerra eram muito mais ativos e revoltosos.

Joseph passou todo seu governo realizando medidas para apaziguar a situação e ao mesmo tempo modernizar seu grande reino.

A situação só ficou sob o controle do governo quando seu neto assumiu o trono. Os grupos separatistas foram controlados e o Reino voltou com sua política de crescimento tecnológico, social e econômico. E usando a grande parte do Sul como o quintal da parte Norte.

Os reis que se seguiram não fizeram muita coisa até que...

Dia 16, mês 09 do ano 1315

O Príncipe Fellipe Michaellys foi coroado o 62° rei da Dinastia Michaellys, a mais longa e bem sucedida da história.

O Rei Fellipe assumiu o trono com 16 anos junto com sua esposa Marie, de 17 anos.

Marie é considerada uma das mulheres mais inteligentes de sua geração e Fellipe tem grande potencial tanto físico quanto intelectual. A mistura que todo governo precisa para ter sucesso.

[...]

No primeiro pronunciamento oficial o novo rei disse que sua primeira medida será melhorar a vida da parte Sul do reino e instalar novas medidas para o controle de território.

Ele também prometeu melhorar a qualidade de vida e cuidar dos problemas sociais que assolam a região Sul ao mesmo tempo em que ele investe na modernidade e comércio.

[...]

Não há como negar que Fellipe promete ser o melhor governante de todos os tempos.

A coisa mais interessante sobre Fellipe Michaellys é que ele não mentiu. Os primeiros anos do seu governo foram os mais prósperos para a região Sul.

Tão prósperos que até mesmos a freqüência dos atentados terroristas dos grupos separatistas diminuíram.

Mas nem tudo é tão bom quanto parece. Oito anos de um governo perfeito, Marie morreu, deixando 5 filhos; Gabriel, Pedro, Anna, Catarina e Lucas.

Um ano depois Fellipe se casou com Julie e tudo começou a desandar...

Aparentemente, Fellipe era mais um rei manipulável e, enquanto Marie era mais flexível e benevolente, Julie era mais rígida.

Não demorou para que a política liberal beirasse a ditadura, e os atentados voltassem, sendo reprimidos violenta e impiedosamente. A situação só não piorou, pois a alta aristocracia continuava enchendo o bolso e a qualidade de vida continuava a mesma. Desde que ninguém discordasse com o governo tudo ficaria bem.

O Casamento de Fellipe e Julie rendeu mais 5 filhos, Annalize, Roberto, Rafael e os gêmeos; Daniele e Daniel.

A família real não era uma família comum, e por isso, tinha mais problemas. Muitos herdeiros altamente qualificados para um trono não seria algo fácil de se conciliar.

Especialmente quando Gabriel, o mais velho, foi deserdado por possuir uma conduta que ia de encontro à conduta que um príncipe deveria possuir.

Em compensação Pedro e Anna assumiram o posto de perfeitos para o trono, uma vez que demonstraram grande talento de diplomacia e eram bons líderes, o problema é que não possuíam carisma.

Catarina tinha o carisma de um grande líder, mas apenas isso, não tinha a habilidade diplomática dos irmãos mais velhos.

Lucas, assim como seu irmão mais novo Roberto, se apaixonou por uma plebéia e foi forçado a renunciar ao trono para ficar com ela.

Annalize, embora formada em Engenharia Eletrônica, também possuía um potencial para a coroa, embora este não tenha sido tão explorado.

Rafael estava terminando a Academia Militar e logo faria parte do exército, era o mais disciplinado dos filhos e possuía uma paixão pelos seu país que chegava a ser admirável.

Os gêmeos ainda estavam no Ensino Fundamental, mas ambos demonstraram inteligência para a coroa. Daniela, embora não queira demonstrar, mostrou ser dotada de talentos tanto físicos quanto intelectuais, enquanto seu irmão era o adolescente mais inteligente do reino.

O rei ao ver que seus filhos estavam se dispersando demais, criou 6 áreas administrativas e mandou seus filhos as governarem.

Pedro ficou encarregado da parte Noroeste, Anna da parte Nordeste, Catarina da zona Sudoeste, Annalize da parte Sudeste, Rafael, quando terminasse a Academia Militar, seria o responsável pela parte Centro-Sul. O rei e a rainha permaneceriam na parte Centro-Norte onde a Capital, Nova Arcadis, estava localizada.

Daniela e Daniel, que não tinham idade para comandar nada, foram para um colégio interno na Zona Centro-Sul, o melhor e mais confiável Colégio do Reino. Uma escola onde apenas os nobres a filhos da mais alta aristocracia estudavam. Mas mesmo assim, não significava nada para nenhum deles.

Talvez nunca ninguém tenha dito para Fellipe que, ‘tamanho não é documento’. Nem mesmo que ‘nos menores frascos estão os melhores perfumes’ talvez se tivesse ouvido falar não teria subestimado os filhos por sua pouca idade, mas ninguém pode acertar sempre.

Notas finais
heeeeey, minha mais nova e maluca criação.
essa fic eh meu novo xodó
espero que vocês gostem o/
E não se esqueçam das reviews