Glitter In The Air
9 Capítulo 9 - Ah Murphy !
Notas iniciais
Sabem aquele cara, um tal de Murphy? Pois então. Ele é simplesmente um gênio, deus ou como vocês preferirem. Porque pensem comigo, como um cara que nasceu a trocentos anos (e inclusive morreu a trocentos anos), ditou algo que é uma verdade absoluta ate hoje?
“Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.”
Incrível como esse sujeito sabia, ate mesmo antes de eu existir, como seria a rotina da minha vida. Afinal, como diz o mestre, nada está tão ruim que não possa piorar não é?
Caramba, imagine como será minha vida daqui uns anos então?
Pensem na seguinte cena: Jack com sorvete babado na cara, eu quase abrindo um buraco no chão do shopping para dar um jeito de sumir e uma mulher vermelha de raiva e acredito que desgosto olhando tudo sem estar nem um pouco feliz.
Sim, ela era minha mãe.
-Hayley Nichole Evans, estou esperando uma explicação agora mesmo. –ela disse enquanto se aproximou de nós e começou a bater o pé no chão. Sim, eu estava ferrada, mais uma vez.
-Não é nada não mãe. –disse com um sorriso amarelo ao me virar, deixando Jack confuso limpando seu rosto e depositando minha atenção em minha irritada mãe.
-Ah não era nada não? –ela começou um pouco mais irritada. –Hayley, isso são modos? –ela disse segurando meu braço com um pouco de força.
-Ai mãe, ta machucando. –disse enquanto tirava meu braço de suas mãos com suas unhas postiças de dez dólares. –E eu não fiz nada de mais, tudo bem? Ele que me pediu.
-Hayley, não me venha com mentiras estúpidas. –minha mãe disse ainda batendo o pé no chão. Eu tinha a impressão de que a qualquer instante ela abriria um buraco no mesmo.
-Não é mentira não senhora Evans. –Jack enfim resolveu se prontificar livrando-me de um possível beliscão em meio ao shopping. –Estávamos apenas... Brincando. –ele disse num meio sorriso, acho que ele tinha medo de levar o beliscão que ele evitara que ocorrera em mim.
-Não acham que estão velhos demais pra isso não? –ela disse acalmando-se um pouco mais. A batedeira no chão já havia acabado. Pelo menos não teríamos que bancar com os custos da reforma dos pisos.
-Desculpe senhora, mas é que eu duvidei da Hay, e sabe como ela é com questão a isso não? –ele disse agora com um sorriso mais confiante e me abraçou pela cintura.
-O que você está fazendo? –sussurrei tentando me soltar de seus braços que pareciam ter sidos colados com super Bond em minha cintura.
-Salvando você, mais uma vez. – ele sussurrou de volta. Minha mãe nos olhava sorrindo, como se estivesse vendo a mais bela paisagem.
-Mãe, você ta bem? –disse separando-me de Jack e fazendo sinais na frente do rosto de minha mãe para ver se ela saia de seu transe.
-Ai meu bebe está crescendo! –ela disse dando um surto daqueles! Não precisa nem dizer que quase pulei de susto com o ataque de loucura de minha mãe não é? Ela estava quase dando pulinhos em frente ao quiosque do Mcdonalds, ela tava parecendo até aquela vampira esquisita hiperativa do livro daquela saga melodramática dos vampiros do bem.
-Mãe, olha o vexame. –disse com os olhos arregalados (não mais que a diretora) e vendo como Jack se segurava para não desabar a rir. Idiota.
-Que vexame o que minha filha! Sabia que esse tipo de coisa a gente não esconde? Tudo bem, seu pai é um troglodita que complica tudo mas, de mim! Você escondeu isso de mim? Estou decepcionada com você, Hayley. –ela disse balançando a cabeça de um lado a outro em forma de negativa.
Mas que droga era essa que ela queria dizer?
Olhei para Jack, e ele já começava a ficar vermelho de tanto prender o riso. O que eu tinha perdido ein?
-Mãe, é serio. Eu não faço a mínima idéia do que você esta falando. –disse pausadamente para não correr o risco dela não entender.
-Hay, meu bebe... –ela começou com seu drama outra vez. –Você devia ter me dito que estava namorando! –ela disse encantada enquanto olhava na direção de Jack e sussurrava em meu ouvido. –Achou um ótimo partido ein meu bem?
-Mãe! –quase gritei de irritação. Ela tinha algum problema psicológico que eu não sabia ainda? Como assim eu namorar o Johnson? Só depois que fizerem um transplante em minha cabeça ou qualquer outra alteração que não me deixe lembrar de nada, tipo quando deixam o Buss Lightear no modo espanhol no Toy Story 3 e ele começa a agir de um modo totalmente diferente sem se lembrar de nada que acontecera anteriormente. E olhe lá! –Você pirou não é?
-Porque minha filha? –ela disse me olhando confusa. O Jack já estava roxo e a qualquer instante ele explodiria em gargalhadas e eu ia dar um belo chute em seus países baixos para ele ficar esperto.
-Até parece que eu vou namorar essa... Coisa! –disse mostrando toda a minha repulsa. Ta que eu não sentia tanta repulsa assim, mas, sabe como é, não é? Tem que fazer um pouco de drama.
-Hay, qual o problema da sua mãe saber? –o idiota do Johnson abriu a boca fazendo com que os olhos de minha mãe brilhassem de emoção. O que aquele imbecil tinha na cabeça?
-Não tem problema nenhum, porque não tem nada para ela saber, oras!
-Hayley, quer dizer então que você tem vergonha de mim? –ele disse com olhos arregalados como se estivesse desapontado. Cachorro dos infernos!
-Idiota! Para de fazer hora com a cara da minha mãe! –disse alterada.
-Hayley! Olhas os modos! Não é assim que se fala com os outros, ainda mais com seu namorado! E eu realmente não imaginava que você fosse assim minha filha. Ter vergonha desse pobre garoto? Tsc tsc. –minha mãe disse me repreendendo. Qual é!
-Mas mãe! Johnson seu idiota, eu vou te matar! –disse indo em direção ao Jack para dar-lhe um soco daqueles na boca do estomago para deixá-lo inconsciente por vários e vários dias.
-Hayley Nichole Evans fique onde está! –minha mãe disse autoritária chamando a atenção de todos que estavam próximos.
E sabem o melhor? A Sharon e seu clã haviam se aproximado para ver a bela cena onde uma garota de dezesseis anos levava bronca de sua mãe no meio do shopping Center por causa de um idiota que deveria ser morto da forma mais lenta e dolorosa possível.
-Resolve isso com seu namorado agora mesmo. –minha mãe disse naquele mesmo tom autoritário de sempre, e eu sabia que ela não deixaria de fazer escândalo até que aquilo acabasse do modo que ela queria.
-Mas mãe!
-Hayley... –ela começou
-Urgh! –foi a única coisa que saiu da minha boca. Puxei o Johnson pelo braço para afastar um pouco da minha mãe, assim eu poderia ao menos dar um soco em sua cara. –O que você tem na cabeça imbecil? Não tem medo do perigo não é?
-Qual é Hay –ele disse rindo. –Você tinha de ver sua cara. Sério!
-Oh idiota, minha mãe vai ficar me enchendo o resto da vida agora por causa da sua brincadeirinha estúpida! Agora dá pra ir lá e desmentir?
-Não. –ele disse com seu clássico sorriso de lado. Ai como eu odeio! –To gostando dessa idéia de ser seu namorado. –ele disse rindo ainda mais. –Agora vem aqui, dá um abraço no seu amorzinho. –ele disse fazendo uma voz extremamente irritante para logo sem que eu percebesse me puxasse para perto de si e enlaçasse seus braços ao redor de minha cintura e desse um beijo em minhas bochechas. –Sua mãe gostou de mim. –ele disse segurando-se para não soltar uma gargalhada daquelas e eu tive vontade de socá-lo a ponto de deixá-lo em coma, mas aqueles braços ainda que não parecessem, eram fortes demais.
-Eu te odeio eternamente. –disse entre dentes enquanto tentava inutilmente me soltar de seus braços pegajosos.
-Eu sei que você me ama. –disse para logo após isso colar nossos lábios por mínimos segundos deixando-me estática e com os olhos arregalados. Ele me soltou percebendo que já estava de guarda baixa.
Olhei para minha mãe: ela vibrava. Olhei para Sharon: ela esmagara seu copo de refrigerante enquanto nos fitava vermelha de raiva.
É, amanhã no colégio eu estaria realmente morta.
Ah Murphy, se você estivesse vivo, eu mesma faria o favor de te matar.
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