Cheguei em casa e servi os lanches para o jantar. Meus pais ainda não tinham chegado, então fui tomar banho.

Depois do jantar subi para o meu quarto e capotei, o dia foi longo o bastante para nem pensar antes de dormir.

Não sonhei essa noite, o que foi estranho, pois sempre sonhava.

– Seu sonho já se realizou. — Disse baixo para mim mesma.

Olhei no relógio. 8h da manhã, ou seja, ainda tinha meia hora para a aula de inglês.

Levantei e arrumei a cama antes de descer e preparar meu café da manhã, ainda estáva cansada e quase deitei de novo para tirar um cochilo.

Meus pais já estávam de pé e o café já estava pronto.

– Bom dia. — Meu pai disse. — Dormiu bem?

– Bom dia, dormi sim, mas ainda estou cansada.

– Imagino. Tome seu café que eu vou te levar para a aula.

– Ok, — Disse pegando uma tigela de cereal — quantas aulas por semana eu vou ter?

– Apenas de terça e quinta.

Tomei meu café, me arrumei e fui para a aula de inglês. Não via sentido em continuar com as aulas já que conversei sem me embolar com um cantor famoso (e maravilhoso), mas não reclamei.

A escola era simples mas bem moderna e não havia muitos estudantes.

O sinal tocou.

– Boa aula, filha! Eu e a sua mãe vamos levar a Carol para passear enquanto você estuda, aqui está um dinheiro para almoçar e para o taxi. Te vejo em casa.

– Ok, tchau pai.

Não sabia identificar quanto dinheiro meu pai me deu, então pensei em usar o cartão de crédito que usei para os lanches de ontem.

Procurei a recepção para perguntar qual era a minha sala e uma adorável senhora com um lindo sotaque me acompanhou até a aula.

O tempo não passava e as lições que a professora dava eram simples demais, me senti em uma aula de inglês da terceira série. Até que uma menina me cutucou.

– Você é brasileira, não é? — Ela disse sussurrando.

– Sou sim, você também é?

– Sou! — Ela falou em português. — Ai que bom que encontrei uma brasileira aqui, já estáva ficando louca!

– Jura? Achei que fosse comum ter brasileiros por aqui...

– Até que é, mas os legais é que são difíceis de achar. Meu nome é Anna. — Ela disse sorrindo.

– Júlia. — sorri de volta. — Você está aqui a muito tempo?

– Faz alguns meses. E você?

– 2 dias. — Eu ri. — Mas não vou ficar por muito tempo, só dois meses.

– Entendi. Bom, se precisar de alguma coisa, pode contar comigo!

– Obrigada, pode deixar. — Sorri para ela.

Vai ser bom ter uma amiga por aqui, eu não sei se suportaria essa coisa do Jay sozinha.

A aula acabou e todos os alunos foram em direção a saída. Vi a Anna saindo e pensei em chamá-la para almoçar.

– Anna!

– Oi, está tudo bem?

– Tá sim, só queria saber se você quer ir almoçar.

– Claro, vai ser divertido.

Estávamos a caminho do restaurante sugerido por ela quando meu celular apitou. Era uma mensagem. E pior, uma mensagem do Jay.