Glad You Came
6 Playing with lightning
À principio não abri a mensagem por medo, mas a curiosidade foi maior e tive que dar uma espiada. Nela dizia ''Livre hoje a noite?'' O que eu responderia? Eu estou livre hoje a noite, mas algo dentro de mim me dizia para mentir, afinal, tudo o que eu não preciso é ficar apaixonada por um famoso. Eu preciso desabafar, coitada da Anna, ela terá que me escutar.
- O QUÊ? Você conheceu o Jay McGuiness? — Então esse era o seu sobrenome — Responda a mensagem agora!
- Sim, mas o que eu respondo? Eu tenho medo de me apaixonar por ele e depois ter que ir embora daqui, eu só vou ficar aqui por 2 meses, lembra?
- Ai, verdade. Mas sei lá, as vezes vocês só se tornam grandes amigos...
Amigos? Sério? Com aquele sorriso?
- Enfim, o que eu respondo? — Sacudi a cabeça ao perguntar.
- Ué, você está livre hoje a noite?
- Estou.
- Então responda isso.
Era tão obvio, mas ser honesta em uma situação dessas pode dificultar tudo.
Respondi a mensagem e de repente veio uma ligação, fiquei com medo de olhar de novo de quem ela vinha, mas por sorte, era só a minha mãe perguntando se estava tudo bem.
Ao desligar, a tela brilhou, era ele, não conseguia apertar o botão verde, então Anna o fez para mim.
- Alô?
- Júlia? — Ele perguntou.
- Não, aqui é Anna, amiga dela, quem gostaria? — Não pude deixar de rir dela.
- Aqui é o Jay, posso falar com ela?
- Só um minuto — Ela tampou o celular com a mão — Você vai atender ou não?
Pensei duas vezes, ou melhor, umas quarenta vezes. Não podia fugir dele sem ter um motivo concreto e convincente, se eu falasse que não queria falar com ele por medo de me apaixonar seria uma completa burrice e ele iria rir de mim, então só atendi o telefone.
- Alô? Oi Jay, tudo bom? — pareceu normal, ótimo.
- Tudo sim, eu recebi a sua mensagem e gostaria de saber se você gostaria de um tour pela cidade hoje.
Tour pela cidade, eu, ele, sozinhos. Pânico.
- É... — Dei uma pausa.
- Aceita logo! — Anna sussurrou como se estivesse ouvindo tudo.
- Claro, que horas?
- Umas 19h está bom para você?
- Perfeito. — De repente fiquei animada em sair com ele, o que estáva acontendo?
- Ok, eu passo na sua casa. Até mais.
Desliguei o telefone.
- Me conta tudo! — Anna disse quase gritando
- Ué, você não é a grande vidente de telefonemas? — Eu ri — Brincadeira, ele só me chamou para me mostrar a cidade.
- Só te mostrar a cidade? Só? — Ela riu. — Que inveja! Se você conhecer o Tom, manda um oi por mim?
- Claro, pode deixar.
Almoçamos e depois fui até para casa. Mais uma vez não conseguia tirar ele da minha cabeça, não só o sorriso, mas ele em sí. Não precisava disso, eu sei que não, mas eu não conseguia evitar.
Eram quase seis e meia da tarde, eu precisava me arrumar para encontrar o Jay.
- Encontrar o Jay. — Falei
E essa frase rodou a minha mente até ouvir o som da campainha.
Pânico.
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