Notas iniciais
Boa Leitura! Espero que ainda tenha alguém acompanhando..

Giane

Meia noite, já era aniversário do Bento, eu nunca poderia deixar em branco, como sempre meu pai e eu já estávamos batendo na porta dele com um bolo de chocolate, já era tradição.

— Esse nem é o dia do seu aniversário, não é?! – Comentei.

— Mas para mim, é – Bento sempre ficava assim quando falávamos sobre isso.

— Sabe que ainda lembro de quando você chegou aqui, uma senhora de porte, bem vestida pediu que eu segurasse você enquanto ela resolvia algo e...

— E nunca mais voltou – completou.

— Essa mulher, será que era a sua mãe?! – Falei.

— Eu acho que não, ela era uma senhora de idade já – Meu pai expressou sua opinião.

— É, mas eu prefiro pensar que minha vida começou quando eu vim parar aqui. Onde eu sou muito feliz.

— Tá certo, tá certo.

— Ê deixa de conversa baixo astral, hoje é um dia de alegria, então, sorria – Não pude evitar, peguei um pouco da cobertura do bolo e passei em seu rosto.

— Ah, eu não acredito – Bento falou já pegando um pouco da cobertura e passando no meu rosto também. Pelo menos eu consegui arrancar um sorriso dele.

Fabinho

Esse emprego na Class Mídia caiu como uma luva, aqui ninguém me conhece, não sabem que fui adotado por uma família falida que só me atrasou, não sabem que eu tô ferrado, mas isso é temporário, logo, logo eu vou resolver essa situação.

— Deixa eu te apresentar o pessoal – Maurício começou a me apresentar a todos os funcionários e vi que o Érico, filho do Tio Gilson, trabalha na empresa, só espero que ele não me prejudique.

— E aí Fabinho – Érico me cumprimentou.

— Ué, vocês se conhecem? – Maurício perguntou.

— Conheço o Fabinho desde pequeno, meus pais criaram ele antes de ser adotado.

— Ah sério, que legal, então eu vou deixar o Fabinho com você, enquanto eu vou falar com o meu pai, explica o trabalho para ele, como funciona as coisas aqui.

— Claro, pode deixar comigo.

Bom, um emprego já tenho, contatos já estou conquistando, agora o que eu preciso é de alguma forma de falar com o Plínio, o meu pai biológico. E eu acho que já até sei como eu posso fazer isso, eu tenho que me aproximar da minha irmãzinha, essa é a melhor forma de conseguir falar com o meu pai e quando ele souber quem eu sou, eu vou ter tudo o que eu sempre quis e mereço.

Como se ouvisse meus pensamentos, Bárbara me ligou, me fez um convite para um jantar na casa dela, é, parece que puxar o saco da Perua serviu para alguma coisa. Agora é só questão de tempo, pelo visto eu vou conseguir o que eu quero antes do que eu imaginava.

Giane

Bento parecia animado, estava distribuindo rosas a todos, alguma coisa deve ter acontecido para ele estar tão feliz, só espero que o motivo não seja aquela patricinha da Amora, eu bem vi como ele ficou com a visitinha dela aqui no bairro.

— Ei Bento, manera, olha o prejú – chamei sua atenção.

— Ih Giane, tá brava porque não ganhou uma rosa, é?! – Ele falou entrando na Acácia com algumas rosas ainda em mãos.

— Imagina, eu lá ligo para flor.

— Ah é, uma pena, porque eu tinha reservado uma das mais belas flores para a minha melhor amiga – Bento me surpreendeu com um arranjo de flores.

— Pô cara, que bonita – as flores que ele me deu eram realmente muito lindas.

— Isso, agora segura esse sorriso enquanto eu distribuo alegria, hoje é o meu aniversário e eu quero ver todo mundo feliz.

Claro, Bento estava feliz por seu aniversário, que boba que eu sou, já imaginava que o motivo de tanta alegria poderia ser a Amora, mas eu não esqueci que ele ficou balançado com o reencontro com ela, tentaria apenas esquecer por hoje, até porque é um dia de festa, um dia especial para o Bento.

Narrador(a)

Já era noite quando Gilson apareceu na casa de Bento, segundo ele para ajudar com o som do Canta aí, o florista logo se prontificou a ir, mas tudo não passava de uma mentirinha para leva-lo até o local, onde todos haviam organizado uma festa surpresa.

— Ah não acredito, vocês são demais – Bento agradecia a todos pela surpresa.

— Você merece Bento – Charlene foi abraçar o amigo, o que fez todos fazerem o mesmo.

A festa estava animada, Bento estava rodeado dos amigos e estava realmente se divertindo, mas não conseguia evitar passar o olhar por todo o local procurando a amiga de infância, Amora. Giane notou que o amigo estava alheio ao que estava acontecendo e sua atenção estava a porta, o que a deixou incomodada.

— E aí Bento, não vai abrir seu presente? – Falou com o amigo para que ele esquecesse um pouco da patricinha.

— Já estava até esquecendo – Bento pegou o presente que ganhou e desembrulhou – Um violão, é sério, nossa, mas vocês são demais mesmo.

Todos insistiram para que Bento tocasse alguma música, o que logo ele tratou de fazer, animando ainda mais a noite.

Fabinho

Cheguei na casa da Bárbara e ela logo veio me cumprimentar, ela é muito tola mesmo pensando que eu sou fã dela, ela se derreteu toda quando lhe entreguei algumas flores, quando eu conseguir provar que eu sou o filho do Plínio, ela vai ter o que merece. Cumprimentei a todos e notei que faltava alguém, minha irmãzinha.

— Ah, essa é a Maria Luiza minha outra filha – Bárbara a apresentou quando ela descia as escadas e se juntava a nós.

— Boa noite – cumprimentou a todos.

— Você conhece o Fabinho? Fábio Queiroz, amigo de infância da Amora – Bárbara logo tratou de me apresentar para a filha dela, se ela soubesse que somos irmãos.

— Tudo bem? – A cumprimentei, enfim vou poder iniciar a segunda parte do meu plano.

Enquanto todos começaram a se deslocar para a sala de jantar, restaram apenas Malu e eu.

— Então você é a terceira pessoa daquela famosa foto?! – Falou a se aproximar.

— Pois é, aliás, hoje é o aniversário do Bento – a informei.

— Ah é?! Vou ligar para ele, gosto muito do Bento, sabe?! – Ela falou animada.

— Vai gostar muito de mim também, a Amora, fala sempre de você – Tentei puxar assunto.

— Impossível, ela só fala de quem interessa.

— Então eu vou começar de novo.

— Por favor.

— Eu sou um grande admirador do seu pai – Talvez assim eu consiga alguma informação sobre o meu pai, já que aquele papinho da Amora não colou.

— Ah é? – Ficou animada novamente.

— É – afirmei.

— E qual dos filmes deles que você mais gosta?

— O último, o último para mim é sempre o melhor, é incrível – Droga, eu deveria ter me preparado melhor.

— O último sei, olha eu vou para lá, esse papo tá meio esquisito, eu tenho mais o que fazer, dá licença Fábio.

— Calma aí, calma aí – chamei sua atenção – Vamos conversar, eu admiro o seu pai mesmo, eu tenho um sonho em conhece-lo pessoalmente.

— E você vai conversar o que com o meu pai, hein?! Sobre o último filme dele que você não sabe nem o nome?

— Você acha que eu não posso conversar com o seu pai? Que eu não sei tudo sobre ele, que não pode rolar uma conversa bacana entre a gente?

— Olha, eu acho que você pode tentar, mas o Plínio Campana, ele é muito ocupado para perder tempo com um playboy feito você, licença – Ela falou seguindo para a sala de jantar.

É o que você pensa, irmãzinha. Você está muito enganada se pensa que eu desisti, eu ainda vou conseguir o que eu quero, com ou sem a sua ajuda.

Notas finais
Espero que tenham gostado, estou tentando ao máximo excluir a parte de outros personagens para iniciar logo as partes de Fabine, mas algumas coisas são necessárias nessa fase introdutória. Como essa fic é uma adaptação, tentarei incluir algumas coisinhas que não teve na novela. Espero que acompanhem e gostem.