Notas iniciais
Boa Leitura!

Narrador(a)

Fabinho chegou na Agência fingindo claro não saber de nada, não seria nada bom para ele ficar mal com Natan, muito menos com Amora.

—Oi, tudo bem? – Cumprimentou a Bárbara que saia aquele momento da Class Mídia — A Amora, deu notícia?

— Sim, Graças a Deus, Graças a Deus – levantou as mãos ao céu.

— A Amora não passou bem, ela foi para um hospital, mas está tudo bem, tá Fabinho?!– Maurício explicou.

— Maurício – Fabinho pôs o braço sobre os ombros de Maurício e o direcionou até sua sala – Eu tô sabendo de tudo, eu estava com a Amora na Casa Verde quando ela te ligou.

— Como assim Fabinho? – Maurício o questionou.

— Maurício ontem a gente conversou e aí a gente lembrou do passado, bateu saudade e aí quando você me disse que ela tinha desaparecido eu deduzi que ela tinha ido visitar as pessoas que criaram a gente. Eu cheguei lá e falei “Amora vai fazer essas fotos, tá todo mundo louco atrás de você, inventa que sei lá, que estava no hospital, limpa tua barra”

— Sério cara?! Isso foi ótimo.

— Sério — afirmou.

— Então você é o salvador da pátria – Maurício deu leves batidas no ombro de Fabinho.

— Imagina.

— Olha só, o seu estágio começa amanhã tá?! — Maurício deu a notícia.

— Espera aí, mas você nem falou com o seu pai ainda?! — falou surpreso pela atitude de Maurício.

— Tá contratado e ponto final.

— Obrigado cara – Apertou a mão de Maurício agradecendo.

— Beleza?!

— Obrigado mesmo — Fabinho agradeceu novamente, seu plano de se introduzir nesse meio, estava dando mais que certo.

— As nove aqui? — Maurício combinava o horário.

— As nove – concordou.

(...)

Bento estava em casa lembrando do dia que passara com Amora, das lembranças que esse reencontro teve. Sempre foi apaixonado pela moça e reencontrá-la só o fez recordar desse sentimento. Ouviu então batidas na porta o despertando desses pensamentos.

— Fabinho? – Surpreendeu-se com a visita – O que você está fazendo aqui?

— Olá Bento – Falou entrando na residência do florista.

— Vamos desembucha logo que eu tenho certeza que você não veio até aqui para conhecer a minha casa.

— Tá certo, vou direto ao ponto – encarou o amigo de infância – Eu vim falar sobre uma amiga nossa em comum, a Amora.

— E o que você pode ter para falar comigo sobre a Amora?! – Questionou curioso.

— Esquece a Amora, Bento, ela não é mulher para você – Foi direto – Eu falo isso por que eu me preocupo com você, somos amigos não é isso?! Aqui nessa foto, somos nós – Falou apontando para um porta-retratos com a foto deles.

— Você se abala até aqui diz que se preocupa comigo e vem me pedir para esquecer a Amora?

— A Amora é noiva do Maurício –explicou.

— Não me diga – debochou.

— Bento, tudo bem, ela veio até aqui, vocês curtiram um tempinho juntos, legal, mas ela ama o Maurício, tá na cara – Fabinho tentava convencer Bento.

— E você como o mais novo chapa do Mauricinho veio até aqui para defender o amiguinho.

— Não, você tá de brincadeira, eu não tô nem aí para esse cara, eu gosto de você, você é o meu irmão.

— Olha Fabinho, você pensa que eu não vi você babando o ovo para aquele playboyzinho lá na festa?! Te conheço cara, você tá querendo é ficar bem na foto já pensando nas portas que ele pode te abrir depois.

— Bento você está me chamando de interesseiro? – Fingiu-se ofendido.

— Não, mas vamos combinar o seguinte – o encarou – Eu não me meto na sua vida e você não se mete na minha, beleza? – Aproximou-se da porta – Agora se manda, por favor.

— Eu não tô entendendo a sua reação, mas tudo bem, eu fiz a minha parte – falou seguindo até a porta – Se você quiser ficar que nem um cachorrinho atrás da patricinha, tudo bem, quando você quebrar a cara você vai dar valor para o que eu falei, sou teu irmão, teu amigo cara.

Bento não podia acreditar na ousadia desse cara, ele ficaria esperto em relação a Fabinho, ele estava muito diferente de quando era criança.

Giane

Estava indo para casa treinando um pouco com a bola, depois de todas essas emoções que todos por aqui tiveram, eu queria era esquecer que aquela dondoca esteve por aqui, Amora, Amora, o que você está querendo?! Com certeza ela quer alguma coisa com o Bento, a patricinha sai daqui, vai para uma família rica, nunca mais pisa nem para visitar quem cuidou dela e depois que arranja um playboyzinho para casar, vem fazer visitinhas, aí tem coisa. Pelo visto não é só a Amora que está se desviando do caminho, esse fraldinha agora também não sai mais daqui e o que será que ele estava fazendo na casa do Bento?!

— Ora, a pensão ali abriu vaga para rapazes hein?! – Não resisti ao vê-lo, eu precisava implicar com ele.

— Não entendi – sempre marrento.

— Ué, você não sai mais daqui, achei que você tava procurando lugar.

— Tá maluco – falou baixo, mas consegui ouvi-lo – Fica tranquilo que eu não volto mais aqui não.

— Poxa, mais que pena, crente que eu ia ter alguém aqui para treinar meus dribles – Fabinho sempre parecia uma bomba relógio a ponto de explodir.

— E eu lá tenho cara de quem bate bola com moleque de rua, se liga – falou se aproximando.

— Sabia que o mariquinha ia amarelar, aliás, como sempre né?! – É tão fácil fazê-lo cair nesse joguinho.

— Mariquinha? Você já olhou essa moto aqui? – Apontou – Cê tem noção de quanto custa essa máquina aqui ô marginal?!

— Tô nem aí para a tua máquina cara, eu quero saber se você já virou homem, isso é o que eu quero saber, porque da última vez que eu vi, você não sabia nem chutar uma bola, não é não, fraldinha – usei o que com certeza iria irritá-lo, o apelido que dei a ele na infância.

Fabinho veio em minha direção e então iniciei uma sequência de embaixadinhas e dribles e ele tentava a todo custo me acompanhar e novamente, como da outra vez Fabinho caiu em uma poça de lama, acho que ele deve ter algum fraco não é possível alguém ser tão pé de chinelo assim. Ele logo tratou de se levantar e subiu na moto saindo irritado, típico dele.

Notas finais
Se alguém ainda estiver acompanhando, espero que goste do capítulo.