Give me love- Fabine
7 "Irmãos"
Notas iniciais
Narrador(a)
Fabinho chegou na Agência fingindo claro não saber de nada, não seria nada bom para ele ficar mal com Natan, muito menos com Amora.
—Oi, tudo bem? – Cumprimentou a Bárbara que saia aquele momento da Class Mídia — A Amora, deu notícia?
— Sim, Graças a Deus, Graças a Deus – levantou as mãos ao céu.
— A Amora não passou bem, ela foi para um hospital, mas está tudo bem, tá Fabinho?!– Maurício explicou.
— Maurício – Fabinho pôs o braço sobre os ombros de Maurício e o direcionou até sua sala – Eu tô sabendo de tudo, eu estava com a Amora na Casa Verde quando ela te ligou.
— Como assim Fabinho? – Maurício o questionou.
— Maurício ontem a gente conversou e aí a gente lembrou do passado, bateu saudade e aí quando você me disse que ela tinha desaparecido eu deduzi que ela tinha ido visitar as pessoas que criaram a gente. Eu cheguei lá e falei “Amora vai fazer essas fotos, tá todo mundo louco atrás de você, inventa que sei lá, que estava no hospital, limpa tua barra”
— Sério cara?! Isso foi ótimo.
— Sério — afirmou.
— Então você é o salvador da pátria – Maurício deu leves batidas no ombro de Fabinho.
— Imagina.
— Olha só, o seu estágio começa amanhã tá?! — Maurício deu a notícia.
— Espera aí, mas você nem falou com o seu pai ainda?! — falou surpreso pela atitude de Maurício.
— Tá contratado e ponto final.
— Obrigado cara – Apertou a mão de Maurício agradecendo.
— Beleza?!
— Obrigado mesmo — Fabinho agradeceu novamente, seu plano de se introduzir nesse meio, estava dando mais que certo.
— As nove aqui? — Maurício combinava o horário.
— As nove – concordou.
(...)
Bento estava em casa lembrando do dia que passara com Amora, das lembranças que esse reencontro teve. Sempre foi apaixonado pela moça e reencontrá-la só o fez recordar desse sentimento. Ouviu então batidas na porta o despertando desses pensamentos.
— Fabinho? – Surpreendeu-se com a visita – O que você está fazendo aqui?
— Olá Bento – Falou entrando na residência do florista.
— Vamos desembucha logo que eu tenho certeza que você não veio até aqui para conhecer a minha casa.
— Tá certo, vou direto ao ponto – encarou o amigo de infância – Eu vim falar sobre uma amiga nossa em comum, a Amora.
— E o que você pode ter para falar comigo sobre a Amora?! – Questionou curioso.
— Esquece a Amora, Bento, ela não é mulher para você – Foi direto – Eu falo isso por que eu me preocupo com você, somos amigos não é isso?! Aqui nessa foto, somos nós – Falou apontando para um porta-retratos com a foto deles.
— Você se abala até aqui diz que se preocupa comigo e vem me pedir para esquecer a Amora?
— A Amora é noiva do Maurício –explicou.
— Não me diga – debochou.
— Bento, tudo bem, ela veio até aqui, vocês curtiram um tempinho juntos, legal, mas ela ama o Maurício, tá na cara – Fabinho tentava convencer Bento.
— E você como o mais novo chapa do Mauricinho veio até aqui para defender o amiguinho.
— Não, você tá de brincadeira, eu não tô nem aí para esse cara, eu gosto de você, você é o meu irmão.
— Olha Fabinho, você pensa que eu não vi você babando o ovo para aquele playboyzinho lá na festa?! Te conheço cara, você tá querendo é ficar bem na foto já pensando nas portas que ele pode te abrir depois.
— Bento você está me chamando de interesseiro? – Fingiu-se ofendido.
— Não, mas vamos combinar o seguinte – o encarou – Eu não me meto na sua vida e você não se mete na minha, beleza? – Aproximou-se da porta – Agora se manda, por favor.
— Eu não tô entendendo a sua reação, mas tudo bem, eu fiz a minha parte – falou seguindo até a porta – Se você quiser ficar que nem um cachorrinho atrás da patricinha, tudo bem, quando você quebrar a cara você vai dar valor para o que eu falei, sou teu irmão, teu amigo cara.
Bento não podia acreditar na ousadia desse cara, ele ficaria esperto em relação a Fabinho, ele estava muito diferente de quando era criança.
Giane
Estava indo para casa treinando um pouco com a bola, depois de todas essas emoções que todos por aqui tiveram, eu queria era esquecer que aquela dondoca esteve por aqui, Amora, Amora, o que você está querendo?! Com certeza ela quer alguma coisa com o Bento, a patricinha sai daqui, vai para uma família rica, nunca mais pisa nem para visitar quem cuidou dela e depois que arranja um playboyzinho para casar, vem fazer visitinhas, aí tem coisa. Pelo visto não é só a Amora que está se desviando do caminho, esse fraldinha agora também não sai mais daqui e o que será que ele estava fazendo na casa do Bento?!
— Ora, a pensão ali abriu vaga para rapazes hein?! – Não resisti ao vê-lo, eu precisava implicar com ele.
— Não entendi – sempre marrento.
— Ué, você não sai mais daqui, achei que você tava procurando lugar.
— Tá maluco – falou baixo, mas consegui ouvi-lo – Fica tranquilo que eu não volto mais aqui não.
— Poxa, mais que pena, crente que eu ia ter alguém aqui para treinar meus dribles – Fabinho sempre parecia uma bomba relógio a ponto de explodir.
— E eu lá tenho cara de quem bate bola com moleque de rua, se liga – falou se aproximando.
— Sabia que o mariquinha ia amarelar, aliás, como sempre né?! – É tão fácil fazê-lo cair nesse joguinho.
— Mariquinha? Você já olhou essa moto aqui? – Apontou – Cê tem noção de quanto custa essa máquina aqui ô marginal?!
— Tô nem aí para a tua máquina cara, eu quero saber se você já virou homem, isso é o que eu quero saber, porque da última vez que eu vi, você não sabia nem chutar uma bola, não é não, fraldinha – usei o que com certeza iria irritá-lo, o apelido que dei a ele na infância.
Fabinho veio em minha direção e então iniciei uma sequência de embaixadinhas e dribles e ele tentava a todo custo me acompanhar e novamente, como da outra vez Fabinho caiu em uma poça de lama, acho que ele deve ter algum fraco não é possível alguém ser tão pé de chinelo assim. Ele logo tratou de se levantar e subiu na moto saindo irritado, típico dele.
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