Notas iniciais
Voltei! Espero que ainda tenha alguém para acompanhar. Boa Leitura!

Narrador(a)

Giane estava na praça, cuidava das flores que enfeitavam o bairro, esperava por Bento, mas o mesmo havia a enviado uma mensagem avisando que se atrasaria, a garota estranhou, o amigo nunca se atrasava para o trabalho, esperava que pelo menos não fosse nada grave.

—Vocês não vão acreditar em quem eu e o Bento vimos ontem – Giane iniciou a conversa.

—Algum famoso? – Odila ajudava a garota a cuidar das flores.

—A entrega era na casa daquela atriz, Bárbara Ellen, a filha dela, a Amora estava dando uma festa de noivado.

—Então quer dizer que vocês foram fazer uma entrega para a festa de noivado da Amora, a amiga de vocês de infância?!

—Amiga vírgula né tia, depois que foi adotada aquela ali nunca mais ligou pra nenhum de nós, e ela era mais amiga do Bento do que minha, mas foi isso mesmo – afirmou – E sabe quem vimos além dela, nada mais nada menos que o Fabinho.

—O Fabinho? Fabinho, filho da Margot? – Odila perguntava sem acreditar.

—Esse mesmo.

—Mas que engraçado né, o que o Fabinho estava fazendo nessa festa de rico?!

—Boa coisa não é tia, tenho certeza, chegou lá cheio de si, já foi logo fazendo amizade com o pessoal lá da Bárbara, pagando de amiguinho da Amora, fingiu até que nem sequer nos conhecia.

—Quer saber, nunca que achei que esse Fabinho fosse coisa boa hein.

—Ele e a Amora se acham melhores do que a gente, a Amora foi adotada por uma família rica, o Fabinho nem parece que mora aqui no bairro, age como se fossemos gentinha, aquele nariz empinado.

—Ouvir dizer que ele saiu de casa – Silvério comentou, entrando na conversa.

—Quer dizer que ele conseguiu o que queria, sair daqui? – sorriu sarcástica – Não vai fazer falta, mas eu aposto, eu aposto que agora ele e a Amora, nunca mais vão por os pés nessa rua.

—Gente, gente – Nestor corria ao encontro deles – Vocês não imaginam quem tá lá na casa do Gilson.

—Quem Nestor? – Odila perguntou.

—A Amora.

—O quê? – Giane não conseguia acreditar que aquela garota estava novamente naquele bairro, e instintivamente pensou em Bento, para ser mais exata, em seu atraso.

Giane

Eu não posso acreditar, Amora de volta à Casa Verde, do jeito que aquela lá é, com certeza tem alguma coisa aí, ela não viria aqui para reencontrar o tio Gilson e relembrar da vida que ela tinha antes de ser adotada. Eu preciso descobrir o que tem por trás dessa visita.

—Ei cara, tá maluco? É assim que você passa na rua? Pirou?– falei quando um louco quase me atropelou numa moto, ele parou bem a minha frente e tirou o capacete revelando ser, nada mais nada menos que o Fabinho.

—Cadê a Amora? – ele perguntou com aquele jeito dele.

—Fabinho?! – falei fingindo surpresa.

—Vamos moleque fala, cadê a Amora?

—Eu sei lá onde tá Amora, quem disse que ela está aqui? – não tinha a mínima obrigação de dar satisfação pra ele.

—O carro dela ali – apontou.

—Olha, já sabe até qual é o carro dela, tá fazendo bem o serviço hein?! – debochei.

—Tá fazendo bem o serviço – ele falava com a voz afetada, estava sem paciência e eu adorava isso – Cadê a Amora?

—O nome Gilson Rabelo, te diz alguma coisa? – ele enfim parou de discutir.

Fabinho seguiu para o Lar do tio Gilson e o acompanhei, não por sua presença, mas porque queria saber o que aquela garota estava fazendo lá. Amora nunca se importou com nenhum de nós, principalmente com o Bento, porque então ela reapareceu assim de repente?! Isso tudo é muito estranho, até porque aquela patricinha, está de casamento marcado com aquele playboyzinho.

—Fabinho? – tio Gilson o olhou diferente, o sorriso se desfez assim que o viu.

—Oi tio – Fabinho também estava diferente, alguma coisa havia acontecido, mas descobriria isso depois.

Narrador(a)

Socorro tirava várias fotos com a dondoca, enquanto os outros apenas riam da situação, inclusive Bento, bom, todos com a exceção de Giane que não estava gostando nenhum pouco da presença da antiga namorada do melhor amigo.

Salma estava animada por ver todos juntos novamente, principalmente por rever Amora após anos, logo tratou de servir alguns petiscos e claro, convidar à todos para um almoço, como faziam antigamente.

—Eu gostaria de saber quem é que vai servir a cocotinha? – Nestor perguntou deixando Amora desconfortável, Odila o cutucou, repreendendo pelo termo usado, segundo ela, ninguém mais usava esse nome hoje em dia, Nestor protestou, mas resolveu ficar na dele.

—Vai uma linguicinha aí? – Giane perguntou segurando uma tigela à sua frente, sabia que a patricinha não aceitaria, desde que a viu notara seu aparente desconforto em seu antigo lar.

—Para com isso Giane, você não sabe que a Amora está fazendo a dieta da luz, ela não pode comer isso? – Socorro, como uma ótima fã, retirou a tigela levando-a para a cozinha.

—Amora, disfarça e vem comigo – Fabinho se aproximou da antiga amiga.

—O quê?

—Não discute e vem logo – Amora apenas levantou-se o acompanhando até a entrada da casa.

—O que foi Fabinho, como você me achou aqui? – Amora perguntou.

—Ontem na festa quando o Bento foi embora, eu vi a cara que ele fez, lembrei de quando éramos crianças, sempre que o Bento fazia aquela cara você ia atrás dele, lembra? Mas me diz uma coisa Amora, o que você está fazendo aqui?

—Isso não te diz respeito.

—Vamos embora daqui agora – segurou em seu braço.

—Eu não vou a lugar nenhum – puxou o braço se negando a acompanha-lo.

—Hoje quando cheguei na Agência estava todo mundo louco atrás de você, esqueceu que tinha um trabalho hoje?! Se o Natan descobrir que você está aqui, não vai ser nada bom pra você, então você escolhe, se vier agora comigo, eu digo que você passou mal precisou ir para o hospital e tudo está resolvido, caso contrário você perde esse trabalho.

—Você está me ameaçando?

—Não, eu nunca faria isso, eu apenas disse que se o Natan descobrir que você está aqui, em vez de estar agora na Agência, não vai ser nada bom pra você, pensa bem, é melhor você vir agora comigo.

—Fabinho, eu não confio em você – Amora confessou – E quer saber eu vou resolver isso agora.

Amora pegou o celular e rapidamente discou um número, logo foi atendida.

—Maurício? – era o noivo – Calma meu amor, não precisa se preocupar, olha, hoje eu não acordei muito bem, eu sentia que precisava vir aqui no lugar onde eu fui criada, aqui no Lar do Tio Gilson, eu sentia que eu precisava fazer isso, sabe? Eu sei que tinha essa campanha na Class Mídia, mas me desculpa amor, eu precisava vir aqui. Amor, eu queria te pedir um favor, diz para o seu pai que eu não estava me sentindo muito bem e que eu precisei ir para o hospital, eu sei que o que eu estou pedindo é demais, mas por favor, faz isso por mim. Obrigada meu amor, beijo.

Fabinho encarava a cara de pau da patricinha.

—Pronto, tudo resolvido, se você contar para o Natan que eu estava aqui vai se queimar com o Maurício, é isso o que você quer?

—Amora, Amora, eu não sou seu inimigo, eu sou o seu aliado – Fabinho disse deixando a moça curiosa, por que ele seria o seu aliado? Pensou antes de retornar para o interior da casa.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem por favor.