Give Your Heart a Break
1 Capítulo 1- A Universidade
ÁGATA
Primavera, Atenas
Bom dia a todos!
“É uma honra, por mais um ano, abrir os trabalhos da 10º cerimonia de boas vindas aos alunos da University of Greek History, Art and Politics-UGHAP. Sou Saga Castor, reitor da universidade, sou doutor em Ciência Politica e estou na reitoria da instituição desde sua fundação...”.
Todos olham impressionados para aquele belo homem grego, que deveria ter recebido graças de Afrodite e Ares. Tinha cabelos longos e ondulados de tonalidade azul marinho que estavam amarrados, seu rosto jovem e belo contrastava com função que o mesmo dizia exercer- para mim reitores de universidade deveriam ter cabelos grisalhos, olhar enfadonho e serem bem chatos ao falarem, mas com certeza o Sr. Saga não se adequava a isso– todos estavam admirando as palavras daquele ser que tirava suspiros de 90% das mulheres que estava no local- não me incluam nesses 90 %, ele é bonito, mas não me balançou tanto assim- Ele continuo seu discurso sobre a universidade e todas as possibilidades que teríamos ao está ali, por certa de 20 mim.
“... Nossa universidade tem como intuído primordial preparar pessoas criticas para a vida, aqui vocês terão a chance de conhecer um mundo cheio de novidades. Aproveitem”.
Ele terminou seu discurso de forma empolgante o que fez os alunos se levantarem e aplaudirem, assim como eu.
Estava sentada na lateral direita da plateia, próximo ao corredor, no auditório da faculdade, usava um visual casual/acadêmico - minha opinião, é claro - uma blusa bege de mangas e botões e uma saia preta de pregas, botas de cano curto com salto, não estavam provocante, eu juro — Realmente não queria isso, ainda precisava ver o que poderia ou não usar naquela faculdade, ou melhor, em minha nova vida a parti de agora- mas assim que levantei vi que alguns olhares ocorreram, vários na verdade. Parece que estava chamando mais atenção do que o lindo reitor então, rapidamente, tratei de me sentar, percebi que minhas bochechas estavam ficando quentes, o que me fez abaixar a cabeça por alguns instantes ate que elas voltassem ao normal. Estava distraída com o que acontecia, mas fui chamada a realizada por uma cutucada em meu ombro, era uma menina, que estava com uma cara de poucos amigos:
- Para você- ela disse secamente mostrando-me um bilhete.
- Obrigado- respondi pegando papel e virando-me.
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Você me parece ótima, na verdade quase perfeita. Só lhe falta uma coisinha: eu do seu lado.
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Abafei um riso e olhei rapidamente para traz, vi um grupo de garotos cochichando algo, todos sorriram quando me virei. Retribuir o sorriso. O que estava no centro dele piscou para mim, ele parecia ser o mais velho entre eles- prováveis veteranos- estava com uma calça vermelha e uma blusa azul marinho de cor muito similar aos seus cabelos- Tinha cara de “badboy”; mal encarado- Balancei minha cabeça negativamente, mas ainda estava sorrindo, o mesmo percebeu meu sinal, não parecia ter gostado, mas estava conformado com minha negativa.
Voltei minha atenção ao palco, o Sr. Saga esta respondendo alguma pergunta que peguei pela metade, acho que deveria haver com a Fundaçao Graad, não me atentei a isso. Logo depois o Reitor anunciava a presença do Vice-Reitor de Cuidados ao Aluno e Relações Internacionais e disse que nos deixaria a companhia do mesmo, o que gerou uma serie de suspiros desanimados que foram sufocados pela presença da nova figura em palco.
“Só tem galã nessa faculdade?” Lembro-me que pensei. O docente que ia ao palco agora não parecia ter um mesmo charme que Saga, mas não perdia em nada no quesito “Sou um Deus Grego”. Possuía cabelos verdes-azulado que se destacavam em sua pele pálida, usava óculos de leitura, tinha olhos profundos e serenos, mas o que mais chamava atenção daquele homem era o respeito que ele transpirava, ele nem precisou falar para que mais de 600 alunos fizessem silencio.
“Bom dia a todos! – ele iniciou sua fala- Sou Albert Camus, Vice-Reitor de Cuidados ao Aluno e Relações Internacionais, primeiramente quero parabeniza-los por estarem aqui, vocês são os melhores estudantes que nossa instituição poderia ter e aqui será a melhor universidade que vocês terão, isso eu garanto. Não me prolongarei por muito, apenas apresentarei as regras de nossa instituição e as orientações a parti de agora...”
Todos estavam atentos às palavras do Sr. Camus – alguns nem piscava diante daquela beleza e elegância, aquele não era grego com toda a certeza, deveria ser francês – regras não eram problema para mim, por mais que tentasse, sempre acabei as quebrando, elas nunca gostaram de mim tanto então nem dei muito atenção para o que ele falava, mas depois me veio à mente: “- Poderia ser pior, acho que conseguirei viver com essas determinações, eu só acho”.
Camus começou as orientações diretas às turmas, orientou cada uma, sobre o que deveria fazer ao fim daquela cerimonia. Ao fim de minutos entediantes finalmente meu curso foi chamada, acho que foi o ultimo da lista dele – Odeio ser a ultima em qualquer coisa.
“... Bacharelado em Relações Internacionais...”.
Percebi a movimentação de algumas pessoas ao longo da plateia, os meus novos - primeiros na verdade- colegas de classe estavam bem misturados, em meio aquela multidão, não dava para gravar o rosto de ninguém ali.
“... devo parabeniza-los em especial pela excelente atuação que vocês tiveram nos exames de admissão. Foi uma grande surpresa uma concorrência tão alta para esse curso. – aplausos- O departamento de vocês se encontra no Prédio BETA, no centro de nosso campus, vão ate o setor administrativo do prédio e lá vocês receberam as primeiras apostilas as chaves dos armários que ocuparam como também o manual de regras e horários do departamento. Assim como nas outras turmas , a primeira aula de vocês será com o coordenador de seu curso. Boa sorte.”
Achei estranho aquele desejar de “boa sorte” foi o único curso que ele havia se mostrado um pouco mais simpático – na verdade, menos careta- Ele finalizou a assembleia dizendo:
“Todas as aulas serão iniciadas as 10 h, usem esse tempo para irem a seus departamentos e conhecerem um pouco o campus. Sejam bem vindos mais uma vez e levem minhas palavras a parti de agora: Conservem os olhos fixos num ideal sublime, e lute sempre pelo que desejam, pois só os fracos desistem e só quem luta é digno de vida. Obrigado”.
Camus também foi aplaudido de pé, dessa vez não me senti tão constrangida, o Sr. Camus saiu do palco e os alunos começaram a sair do auditório, devido a minha localização consegui retirar-me rapidamente do local antes do “empurra, empurra”. Eram 08h45min ainda, tinha algum tempo para andar por ali, mas precisava trocar de roupa, porque naquele calor mangas compridas não davam muito certo.
Fui ate meu carro que não estava muito longe dali, devo ter andado por uns cinco mim, tempo o insuficiente para admirar aquele local. O campus era de perder de vista, muitas arvores de espalhadas pelo local, os prédios apesar de modernos possuíam uma arquitetura voltada a Grécia Antiga com grandes pilares e estruturas monumentais. Era um lugar muito agradável de estar - Lembrava-me de casa- queria poder aproveitar um pouco mais aquela paisagem, deitar na grama e até tira um cochilo- estava precisando, tinha chegado à Grécia e ido direto do aeroporto para a universidade. Não pude nem descansa no voo, o avião poderia cair com isso- entrei no carro, liguei o motor para que o ar condicionado funcionasse, respirei fundo e fique um tempo com os olhos fechados, acabei cochilando, mas não durou muito fui surpreendida por meu celular. Alguém me ligava.
* Estou chamando, Estou chamando, Estou chamando, Estou chamando, Estou chamando,...*
“Preciso trocar esse toque”, pensei enquanto procurava o celular dentro da bolsa. Havia cochilado por uns minutos no banco do carro e estava com uma preguiça inimaginável.
- Bom dia! Como foi a viajem? Chegou bem Ágata?- foi à primeira coisa que ouvi.
- Bom dia Mestre! Foi tudo bem sim, tirando a parte que não dormi quase nada. Respondi.
- Como assim “não dormiu”? Nem para me avisar que havia chegado a solo grego em Senhorita Ágata, ele disse enfatizando o “senhorita Ágata”
- Peço desculpa por isso, Senhor Aioros, mas assim que cheguei tive que vim para a faculdade e não pude falar no caminho, pois estava dirigindo. Ah! Muito obrigado pelo presente, eu simplesmente amei. — Comecei a falar ironizando-o, mas depois passei a voz meiga e agradecia.
- Você gostou?- Ele me perguntou.
- Se eu gostei? Eu amei. O senhor só meu deu um Jagar... Como eu posso não ter gostado? Estou agora mesmo nele, na verdade estava cochilando até o senhor me ligar- Respondi dando risadas no telefone.
- Ótimo, fico muito feliz que tenha gostado. Achei que era sua cara, veloz e seguro, mas tome cuidado com ele viu? — Ele me orientou.
- Pode deixar... Ele esta em boas mãos- Respondi — E todos por ai? Como estão?- Perguntei.
- Por aqui esta tudo na sua mais perfeita paz. Eles estão treinando agora- Ele me respondeu com um tom de aliviou.
- HAHAHAHAH! Mande um beijo para eles, assim que a correria abaixar faço uma vídeo transferência e falo com todos- Disse-lhe.
- Eles irão adora, já estão com saudades de você. Mas e agora, o que fara?- Ele me pergunta.
- Minha primeira aula começara às 10hs, mas antes tenho que ir à administração do departamento para pegar algumas coisas. Vou daqui a pouco lá, porém comerei algo antes. Respondi.
- Acho que não vai dar tempo para você comer nada não Ágata- Ele me disse em um tom de alerta.
- Mas por quê? Perguntei.
- Porque já são 9:35hs- Ele me respondeu, tenho certeza que ele fez uma careta no outro lado da linha.
- O QUE? Não acredito... Vou me atrasar e eu estou muito longe do departamento... Porque isso sempre acontece comigo? Vou desligar Mestre, quando eu sair da aula eu lhe ligo de novo, isso se pelo menos eu entra na sala- Disse rapidamente ao mesmo tempo em que vasculhava uma mala que havia deixado no banco traseiro do carro.
- Sim, sim... Vai logo menina. Sempre atrapalhada *risos* que Atena esteja com você- Ele me disse despedindo-se.
- Muito obrigado Mestre Aioros, que Atena esteja com o senhor também. Bom dia, beijos... Estou com saudade. — Falei.
- Muito obrigado meu anjo alado, boa sorte, boa aula.- Ele me respondeu.
- Obrigado, disse e logo em seguida desliguei o celular.
Tratei de procura uma blusa mais confortável naquela mala, achei uma branca de alcinhas e me troquei e coloquei uma meia calça preta por baixo da saia para cobri minhas pernas – Jamais pensei que fosse tão difícil trocar de roupa dentro de um carro, por Atena. - Após o sucesso nessa breve missão, soltei meus cabelos e os arrumei com os dedos, peguei minha bolsa, coloquei o celular e meus documentos dentro e sair do carro ajeitando minha nova combinação do lado de fora do mesmo. Vi que algumas pessoas me olhavam, mas não me importava, tinha que correr, 15 minutos eram o que me restavam.
Tranquei o carro andei a passos velozes pelos caminhos da faculdade, procurando o PREDIO BETA, perguntei para um casal que andava de mãos dadas pelo parque e eles me orientaram perfeitamente. Olhava para o relógio, faltavam 10 minutos para o iniciou da aula.
- Com licença- Falei apressada na recepção- Sou aluna de relações internacionais e...
- eu já sei, quer seus materiais, aqui estão - A recepcionista, de certa idade, pós no balcão varias apostilas e um chaveiro com três chaves e que tinha uma plaquinha transcrito “13” e mais alguns papeis. Ela continuou falando- As primeiras apostilas, a chave do seu armário, os horários e outros panfletos que acho bom que leia.
- Muito obrigado, — respondi, já pegando as coisas- a senhora é muito eficiente. Elogiei.
- Não é isso minha criança – só o mestre me chama assim- ficou mais fácil organizar suas coisas, já que você é a ultima a passar por aqui.
- O que? Todos já estão na sala? — Perguntei a ela espantada.
- Sim, só falta você. Assine aqui- ela indicou uma lista e continuou falando- e corra o senhor Shaka é sempre muito pontual.
- Esta bem- disse apressadamente e peguei minhas coisas meio sem jeito- muito obrigado.
- Não a de quer minha querida. Boa sorte tenha uma boa aula.
Subi apressadas as escadarias, o elevador estava em manutenção e a sala ficava no 3º andar – tudo conspirando contra mim, só para variar- poderia fazer aquele trajeto em um segundo, mas isso assustaria as pessoas que estavam por ali e provocaria alguns estragos. Faltavam 5 minutos e eu comecei a agradecer por esta chegando à sala- porque ela tinha que ser a ultima do corredor?- Também me questionava. Era a sala 24, ao passar pude ver pelas minúsculas janelas que muitas turmas já estavam como professor presente, o que me deixou muito nervosa, suava frio, esta temendo aquele lugar por um instante. Isso é estranho, jamais aconteceu algo assim comigo.
Quando estava passando pela porta da sala 23 tomei um susto, uma pessoa sair muito rápido de lá, tão rápido que quase não enxerguei, e se posicionou na minha frente. Lembro-me que disse:
- O garoto do auditório...
- Já tenho um apelido, começamos bem- ele me respondeu, ainda possuía a cara de garoto malvado, mas como um sorriso.
Ri apenas, não sabia o que falar e não queria falar, estava atrasada. Mas ele então quebrou o prevê silencio.
- Desculpe o bilhete, foi só uma brincadeira- Ele disse.
- Tudo bem, foi engraçado, apenas respondi.
- Obrigado. O mandei porque você realmente chamou muito a atenção. - ele dizia pausadamente- trocou ate de roupa, ele observou. Esta muito linda... Meu nome é Ikki, sou do 3º período de Literatura Inglesa.- Ele finalizou pegando minha mão que estava livre e a beijando
Certamente fiquei corada, mas não podia perder mais tempo, retirei minha mão educadamente e disse:
- Muito obrigado! Prazer em conhecê-lo. Desculpe-me, mas tenho que ir, estou atrasada, com licença.
Não dei tempo para que ele respondesse me virei e de cabeça baixa foi até a porta da minha sala, coloquei a mão na maçaneta, mas Ikki interveio e impediu que eu abrisse a porta dizendo:
- Quando uma pessoa se apresenta no mínimo a outra também deve dizer pelo menos o nome, princípios de educação, não acha?
O olhei severamente, como ele ousou se interpor entre mim e essa porta, quem ele pensa que é? Infelizmente tenho que me manter sã e não mata-lo.
- Concordo e acrescento que quando uma pessoa não pode ou não quer conversar a outra não deve insisti, é uma falta de educação e delicadeza. Então por favor, eu irei abri essa porta e o senhor não me impedira tudo bem?
- Você já ouviu falar que por trás de uma rosa sempre existem espinhos? Bom, essa é você. — Ele apenas disse.
Fique revolta e certamente elevei meu tom de voz, mas tentei manter a compostura - Não deveria está na aula em vez que vim me atrapalhar?
- O que você tem haver com isso?- Ele disse em um tom grosseiro.
- Ela esta certa Ikki, tenho certeza que a aula de Aldebaran esta bem proveitosa.
Uma voz surgiu da porta, que não estava mais na minha frente, um homem havia a aberto – e que homem em? Minhas pernas ficaram um pouco bambas- era um pouco mais alto do que eu trajava sapato esportivo, uma calça jeans e uma camisa rosada social com os dois primeiros botões abertos e as mangas enroladas ate a altura dos cotovelos, devia ter um belo corpo atlético, aquelas roupas lhe caiam muito bem. Possuía longos cabelos loiros e um rosto- pelos deuses do olimpo, que rosto- belíssimo, traços finos que delimitava muito bem cada milímetro daquela obra de arte, sua boca é inexplicável e seus olhos... — os olhos mais azuis e mais profundos que já havia visto- ao encara-lo senti uma energia descomunal emanando daquelas belas pedras preciosas.
Meu consciente trabalhava para armazenar cada informação que eu identificava naquele homem, com toda certeza aquela energia se tratava de cosmo muito poderoso e principalmente puro, mas algo me trouxe a realidade – p#!@ #&rd@! O que é que esta acontecendo aqui mesmo?
Os dois homens se encarraram por um tempo, não era um duelo de palavras mais sim de olhares, não demorou muito para que o mais novo virasse, sem dizer qualquer palavra, e voltasse para sua sala.
- Ele ti disse algo de ruim- ? O loiro me perguntava atenciosamente.
Quem diria que eu ficaria sem consegui falar perante alguém, aquele foi o primeiro que conseguiu isso.
- Na... Não, tudo bem. Obrigado. — Não sabia o porquê, mas agradecia de qualquer forma.
- Você vai entrar nessa sala ou ficar ai em pé? — Ele me perguntou segurando a porta.
- Eu vou entrar, aqui é esta a turma de Relações Internacionais?- Não sabia o que falar, então comecei a perguntar aleatoriamente.
- Sim, é aqui mesmo. Esta atrasada- Ele alertou-me.
Olhei para o relógio em meio pulso, era 10h02min. Fiquei cabisbaixa por uns instantes.
- Dessa vez irei deixar passar, mas na próxima chegue no horário, entre e sente-se. Ele foi categórico, mas só um pensamento existia em minha mente.
“ele é um professor lindo e tem olhos que emanam um profundo cosmo energia. Será que estou com problemas?”
Entrei na sala e todos me olharam, tinham por volta de uns 30 alunos daquele local, pessoas muito diferente umas das outras, identifiquei varias nacionalidades ali. As cadeiras estavam circundando a sala, havia apenas uma cadeira vazia e ela estava ao lado da mesa do professor. Sentei-me desejando que nada estranho acontece-se ate o fim da aula. Evitava olhar para aquele homem, não sabia o porquê disso, mas não queria me embebedar com aquela perdição.
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