Give Your Heart a Break
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Já havia alguns dias que estava aqui nesse lugar, cujo nome ainda não sei, sei que se passaram quinze dias, pois marque na parede com um grampo de cabelo, fazendo um risco na pintura branca a descascando, nos primeiros dias eu não comia, tinha medo de a comida estar drogada ou envenenada, vai saber, mas depois a fome era tanta, eu sentia meu estômago se revirar, se moendo e acho que senti tanta fome que ele chegou ao ponto de comer a si mesmo. E quando vi que eu morreria de fome decidi comer, era ridícula a ideia de morrer de fome, não morri nem por garras de demônios e ia morrer de fome o que seria mais ridículo ainda sendo que eu tinha comida de sobra, não gosto de admitir mas uma comida muito boa por sinal.
Sebastian vinha ao meu quarto todos os dias pela manhã e pela noite, sempre tetando me tirar do quarto, tanto calmamente como com ameaças, no primeiro dia pensei em que Sebastian veio falar comigo, apos eu me trocar, discutimos e ele me bateu, lembrando- me sinto o gosto do sangue na boca, os lábios inchados, o sangue na face, pensei em fugir, mas seria a coisa mais ridícula e idiota de todas porque primeiro: Estou em uma dimensão fodidamente diferente e nova para mim.
Segundo: essa dimensão é fodidamente protegida e vigiada pelos servos infernais de Sebastian.
Com meu grampo marco mais um risco na parede, guardo o grampo no bolso do vestido e ao ouvir a porta corro para a cama, me sento e finjo observar o vazia a minha frente.
Emeline entra, seu sorriso branco e reto direcionado a mim.
– Mestre Sebastian mandou você se trocar e descer, nada de jantar no quarto hoje — Ela fala.
– Não estou com fome — Falo o que é mentira, meu estomago gira e treme, só a menção de comida.
– Qual é Clarissa? Você quer apanhar de novo? — A garota pergunta — Se lembra da ultima vez em que ele veio aqui te buscar? — Ela fala.
Aperto os braços em volta de mim, é claro que me lembro, ainda sinto o gosto do sangue.
–Então troque- se, coloque esse vestido — Ela diz pegando o vestido vermelho ( http://www.polyvore.com/clary_18_give_your_heart/set?id=182459483 ) do armário de madeira maciça escuro.
Emeline queria arrumar meus cabelos o que não deixei, não quero ficar bonita, não para Sebastian, após calçar os sapatos vermelhos, o que achei desnecessário, uma batida na porta foi ouvida, Emeline a abriu revelando dois subordinados assim digamos de Sebastian, que me conduziram pelos enormes e negros corredores até a sala de jantar.
Dessa vez eles não me arrastaram como da última vez em que estive na mesma situação.
Sebastian já estava na sala de jantar se é que se pode chamar assim, porque isso aqui é mais um mega salão que serviria confortavelmente como salão de dança, ao me aproximar da mesa ele se vira para mim, dos pés a cabeça, seus olhos negros brilham com cobiça e desejo, me fazendo estremecer com o frio que me corre a espinha.
– Clarissa minha querida irmã — Ele fala vindo em minha direção — Esta belíssima como sempre — Diz bem perto ao meu rosto, sinto seu halito quente em minhas bochechas.
– Não vai falar nem mesmo um "Oi" para seu querido irmão?- Ele pergunta — Acho que Jocelyn não a fez tão educada assim — Ele fala sarcástico — Tudo bem, se não quer falar então coma — Sebastian fala e puxa uma cadeira para mim, me sento, não quero arrumar brigas com ele, mas também não me sinto satisfeita com a situação. Sebastian se senta na ponta da mesa ao meu ledo.
Uma empregada entra com os pratos o pondo sobre a mesa a nossa frente.
Olho para o prato, uma salada muito colorida e chamativa com alguns pedaços de nozes chamam minha atenção me fazendo salivar.
– Salada de Alface, rúcula, com tomates cereja, pequenos cubos de abacaxi, com castanhas, nozes, pêssegos e algumas folhas de hortelã como entrada senhor — A empregada, uma mulher de uns cinquenta anos fala, Sebastian assente com a cabeça em sinal de tudo bem e com isso a mulher se retira.
Pego o garfo e começo a comer, meu estômago teme em agradecimento, depois de um tempo comendo vejo Sebastian me observando o que me deixa um pouco nervosa, na verdade mais que nervosa, ele é meu irmão, mas é do mal, cruel.
– O que foi? — falo.
– Oh o gato não comeu sua língua — Ele ironiza. Dou de ombros. — Nada, só estou te vendo comer — Fala, e o silêncio cai sobre nós novamente.
Termino de comer minha salada e menos de trinta segundos depois uma empregada loira, e mais nova que a outra entra com dois pratos de comida na mão, os colocando a nossa frente e tirando os outros dois, dessa vez vejo arroz preto, com algo que julgo ser pato assado e batatas. E novamente meu estômago treme, a salada não foi o suficiente, levo a comida aos lábios e gosto de pato com laranja explode em minha boca ao tocar minha língua me fazendo soltar um suspiro, a comida esta simplesmente divina. Mas dou por mim percebendo que Sebastian me encara com os olhos brilhando de algo que não conheço.
Terminamos de comer em silêncio o que para mim foi maravilhoso, não quero falar com Sebastian, tenho medo de falar algo errado o que ele não goste, não sei porque mas sinto que não devo me por em risco mas mesmo assim as palavras saem de meus lábios sem controle.
– Ainda não sei muito menos intendo o motivo de eu estar aqui — Sebastian me olha mais atento agora, não que ele não estivesse antes — Tudo isso porque eu sei desenhar malditas runas? — Pergunto.
– Não, não são só pelas runas, sério mesmo que você achou que eu te sequestraria por causa de seu dom com runas? É muito mais e muito mais alem do que isso Clarissa — Ele fala.
– Então me diz o que é esse "Muito mais" porque eu realmente não entendo Sebastian! — falo mas no fundo sei o que é esse seu "muito mais", não sei porque porém quero que ele fale.
– Eu sabia que você era lerda, agora a esse ponto você me surpreendeu — Ele diz debochado — Eu já disse, quero uma rainha, e ninguém melhor que minha querida irmã, uma Morgestern para isso — Fala dando de ombros.
– Só por isso? — Retruco.
– Você sabe muito bem que não, e sabe o motivo, só não sei porque a insistência no assunto e motivo — Sebastian fala debochado como sempre.
Dou de ombros nem eu sei o porque de minha insistência no assunto, Sebastian me passa um copo com liquido escuro dentro.
– Beba você vai gostar -
– O que é? E como sabe que vou gostar? — Retruco seca, ela dá de ombros, não sei se posso beber vai que está com algo.
– Eu não coloquei nada nele — Sebastian diz o que não muda muita coisa.
Um criado entra e diz algo a Sebastian que somente acena com a cabeça e diz que já iremos, o que quer dizer que eu estou no meio de seja lá o que for.
Ele se levanta me ajudando a me levantar também, segurando em meu cotovelo me guai por um caminho nunca conhecido por mim, parando em frente a uma enorme porta que é aberta por dois soldados revelando um enorme, quando digo enorme é enorme mesmo, salão de dança/festa, local onde vários seres desde fadas, a lobos, caçadores de demônios e até mesmo demônios se encontravam, alguns dançavam, outros bebiam, logo vários nos olhavam, tentei me soltar de Sebastian o que foi inútil ele me puxou para o salão me levando para a parte alta, aonde se encontravam dois tronos, ao nos aproximarmos todos se calam e se faz silêncio no local todo.
– Et hic confringes regina Clarissa — Sebastian fala em um idioma o qual não conheço mas suspeito ser o Latim e urros são soltos pelos seres abaixo de nós, como um brado de vitoria — Sed ad delicias et fruatur parte recta nocte — Ele diz e os seres e pessoas voltam a sua farra.
Fico sentada ao lado de Sebastian, sem escapatória alguma, uma mulher alta com vestido preto de pele roxa clara e cabelos verdes que se parecem cipós com pequenas flores rosas roxas e azuis se aproxima, de nós de perto seus cabelos realmente são cipós verdes e com vida, seus olhos de um verde brilhante como a grama de primavera, igual os olhos do primeiro demônio que vi em minha vida que se parecia um humano.
– Meu rei, se me permite — Ela diz apontando para mim com a cabeça, Sebastian assente.
Ela se aproxima tirando de sua cabeça um cipó, que no caso seu cabelo, uma noda branca escorre por ele criando lindas flores coloridas, ela o amarra e prende em minha cabeça como uma coroa de flores, cheiro maravilhoso e inebriante de flores e primavera me envolve me acalmando e levando as alturas.
– Uma coroa para uma rainha — Ela diz, logo se abaixando como em reverencia, indo embora em seguida.
– Vê isso? Eles já a tratam como uma rainha — Sebastian diz, mas não retruco, pois o cheiro das flores me deixam tonta e embriagada, o salão fica mais calmo e sem barulho, o ar rarefeito leve e com uma brisa maravilhosa que não sei de onde veio, Sebastian me da uma taça com uma bebida rosa meio prata brilhante, sei o que é mas não me lembro o nome, nem onde o tomei muito menos seus efeitos, e mesmo assim, viro o copo tomando do liquido espeço que desce por minha garganta, talvez seja o efeito das flores, elas são tão lindas e perfeitas, elas são perfeitas, perfeitas, assim como as da corte Saliee, como as da fazendo de Luke, que me lembram a Jace meu loiro gostoso bom de cama que eu sinto falta, pera de onde saiu tal pensamento? Mas é verdade loiro gostoso bom de cama, que me ama e eu amo também.
LOIRO GOSTOSO BOM DE CAMA, QUE ME AMA E EU AMO TAMBÉM EM... EM.. EM....
LOIRO GOSTOSO BOM DE CAMA, QUE ME AMA E EU AMO TAMBÉM EM... EM.. EM....
LOIRO GOSTOSO BOM DE CAMA, QUE ME AMA E EU AMO TAMBÉM EM... EM.. EM....
LOIRO GOSTOSO BOM DE CAMA, QUE ME AMA E EU AMO TAMBÉM EM... EM.. EM....
Canto em minha cabeça, solto uma risada.
Meu loiro gostoso bom de cama, que me ama e eu amo também.
Meu loiro gostoso.
Sorrio de novo, acho que não devia ter bebido aquele treco rosa, penso comigo mesma.
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