Give Your Heart a Break
19 Capítulo 19
Notas iniciais
A primeira coisa que sinto é o ar gelado beijar minha pele, os pelos de meus braços se arrepiam em reação, a seda que supostamente se trata de um lençol acaricia minha pele.
Após o frio o que sinto é a dor latejante em minha têmpora, ainda de olhos fechados acaricio meu couro cabeludo, sentindo os fios sedosos e ao mesmo tempo úmidos de suor, depois de muito criar coragem me sento, minha cabeça protesta, o lençol escorre por meu corpo acariciando e revelando meus seios desnudos, olho em volta e vejo meu vestido vermelho todo amarotado no chão, minhas peças intimas uma em cada parte do corpo o que me faz perguntar o porque de estar nua.
A porta de meu banheiro se abre revelando ninguém mais que Sebastian, somente em cueca preta com sus pernas musculosas, tronco e braços desnudos, em reflexo puxo o lençol sobre meus seios e puro medo se apodera de meu corpo.
Flashs da noite passada tomam conta de minha cabeça, porém só me lembro até o momento em que bebo uma bebida cor de rosa com gosto divino e depois mais nada e isso fazem lágrimas de pavor e medo virem aos meus olhos mas o pior de tudo, lágrimas de horror.
— Querida, não tem nada ai que eu não tenha visto noite passada — Sebastian, meu irmão diz se aproximando da cama, me encolho na cabeceira.
— Não — é o único som quase inaudível que sai por meus lábios, soando mais como uma súplica.
Sebastian solta um suspiro dramático, eu não acredito, não acredito em suas palavras, não acredito que algo tenha acontecido entre nós dois na noite passada, meus estômago se aperta e se contrai, bile queima minha garganta e me levanto, com o lençol enrolado em meu corpo correndo aos tropeços para o banheiro até que me enrosco e vou ao chão soltando ali mesmo o liquido amarelo que me queima de dentro para fora, lágrimas ardem em meus olhos e muco escorre de meu nariz, vomito tudo ali no chão, meu cabelo grudando em minha face se misturando com vomito e suor, Sebastian para a meu lado, seus dedos longos e finos fazem carinho em meus cabelo o que me faz afastar dele sujando o lençol em vomito, ao me afastar no chão o meio de minhas pernas lateja, um soco em meu nariz doeria mesmo, isso só é uma prova do que aconteceu entre mim e Sebastian, prova de quão suja e abominável sou.
— Clarissa, de nada vai lhe adiantar fugir de mim, o que tinha de acontecer já aconteceu e por mais que você tente negar eu sei que você queria se não teria resistido —
— Você é nojento, o que você me deu para beber ontem? Você me drogou! — Grito do chão me erguendo dando socos em seu peito — Seu monstro, monstro nojento somos irmãos -
— Irmão não sentem o que nós sentimos, não sentem o que eu sinto por você! — Sebastian grita segurando meus pulsos olhando em meus olhos.
— Eu não sinto nada por você há não ser ódio e repulsa, você é nojento — Digo praticamente cuspindo as palavras em seu rosto.
Suas mãos sobem por meus braços, uma acaricia minha nuca me segurando firmemente e quando sua outra mão roça em meu seio esquerdo fico tensa, cada célula de meu ser se contrai e diminui em medo, raiva e nojo.
— Eu desejo você, e sei que você também me quer, bem no fundo você só não admite porque tem medo, medo do que as pessoas vão falar — Ele diz — Medo de ser recriminada por Amar seu irmão, porque no fundo você sabe que me ama.-
— Eu até posso já ter te amado sim Jonathan- Seu maxilar trava e um músculo de sua bochecha tensiona quando o chamo assim — Mas um amor puro, de irmã, mas agora tudo o que sinto por você é ódio e pena — Digo puxando meus braços com força me livrando de seu aperto — Agora saia de meu quarto — Digo irada apontando meus dedos para a porta.
— Como quiser Clarissa, já tenho o que queria e mais cedo ou mais tarde teria novamente e será você a me pedir que a tome e a leva — Ele diz com um sorriso sinistro e malicioso.
— SAIA — grito segurando as lágrimas de raiva e frustração.
Ele anda todo confiante até a porta o que só me enche de mais ódio ainda.
— Ah, só mais uma coisa — Ele diz se virando para mim, com a por já aberta — Me surpreendi ao descobrir que nem virgem você é mais, sério pensei que a garotinha da Jocelyn fosse... Casta — Fala com um sorriso de zombaria me dando as costas indo embora e me permito me jogar ao chão em miséria e chorar meu pranto, chorar como nunca chorei antes e desejar como nunca desejei estar morta nesse momento.
Depois de esfregar meu corpo até ficar vermelho e em carne viva em certos lugares me visto com um conjunto qualquer de moletom me sento na cadeira vermelho sangue que havia em meu quarto e lá me permito ficar, não quero me deitar na cama em que Sebastian esteve, só de tal pensamento fecho meus olhos com força forçando a bile e descer pela garganta.
Podem haver se passado minutos, horas, dias e eu não saberia dizer ao certo quanto tempo fiquei ali, sentada na mesma posição, criados iam e vinham, limpavam, variam espanavam porém eu não me mexia um centímetro se quer muito menos comia.
Em certo momento a porta de meu quarto se abriu e Sebastian passou pela mesma, se aproximando de mim mas não expressei reação alguma, muito menos me mexi.
— Tenho uma surpresa para você no salão principal querida — Ele disse sorrindo todo empolgado.
— Não quero nada que venha de você — Falo sem emoção alguma na voz.
— Que pena, eu realmente achei que você iria gostar dessa surpresa — Sebastian fala fingindo desapontamento — Curiosa do jeito que você é, achei que já estaria correndo palácio adentro — Diz fazendo biquinho.
Lhe lanço meu melhor olhar de raiva e dou de ombros.
— Tudo bem, não vou ficar tentando lhe agradar se você não quer ser agradada, problema é seu cansei de tentar ser legal com você Clarissa, agora as coisas vão ser do meu jeito — Sebastian diz se afastando com um olhar sombrio em sua face, não ligo para suas palavras por mais que elas fizessem os cabelos em minha nuca se arrepiarem, o que mais ele poderia me fazer? Me matar ele não vai, nem que eu lhe implorasse pela morte, me obrigar a cair de joelhos e pagar uma pra ele? Acho que não, solto uma risada amarga com tal pensamento.
Oras depois quando caio no sono mas acordo ao sentir minha cabeça cair brutalmente de minha mão apoiada no sofá, sinto que a desidratação devido tanto vomitar e a falta de água já levou a maior parte de meu corpo me ergo, sem querer dar meu braço a torcer porém eu sabia que não queria morrer de desidratação, não morri em batalha e vou morrer de sede? Nunca!
No banheiro levo água da pia aos lábios com as mãos e sinto como se pedras fossem jogadas ao meu estômago a muito vazio. A ânsia me abraça novamente como um aperto de sufoco e solto toda a água que bebi na pia, minha garganta arde como se pegasse fogo, todo meu corpo treme me protesto quando ele insiste em por para fora o que não tem, lavo a boca e levo mais água aos lábios, dessa vez me obrigando a fica com ela dentro de mim, volto para o quarto e quando uma criada vem até mim com comida, pergunto a ela quanto tempo se passou, ela me responde — Cinco dias minha senhora — De cabeça baixa e me pergunto como passei tanto tempo sem comer ou beber água, com todo esse enjoo me atacando a tontura me levando para a escuridão em certos momento, chego a cogitar a ideia de ficar preocupada com minha saúde mas desisto, é só falta de comida e se eu morrer não me seria de mal algum, porém uma chama pequena dentro de mim brilha, a chama da esperança de que um dia ainda verei os olhos de Jace por uma última vez, nem que eu morra depois.
O que me assombra e assusta é que no momento em que tenho tal pensamento, quando a criada abre a porta para ir embora de meu quarto, ouço a voz limpa e como de um anjo de Jace, em um tom alto e tudo o que penso é que estou tão louca e necessitada de Jace e seu carinho que deliro imaginando sua voz, que logo sumirá no silêncio das paredes negras e frias desse local.
Porém sua voz continua, limpa e cada vez mas forte, tampo meus ouvidos crendo e aceitando que a loucura está me tomando completamente e me levando para o pais da maravilha lugar o qual terei Jace comigo, para mim e por mim para o resto de minha existência, apoio minha cabeça entre os joelhos e oro a Deus para que a loucura me leve logo mas percebo que nada acontece e a realidade me da um tapa na cara, meu corpo congela como se cubos de gelo me cobrissem completamente e neve me enterrasse.
Jace está aqui.
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