Give Your Heart a Break
8 Capitulo 8
Notas iniciais
Sentada a mesa da cozinha, escuto horrorizada, tudo que minha mãe me diz, mas claro, tudo isso com Jace ao meu lado.
Desde o momento em que ele disse "acho melhor você se sentar", eu soube que a coisa era séria, mas não tanto.
– Mas mamãe, desde quando o sitio de Luke é mais seguro que alicante? — pergunto, porque sério, alicante é a cidade dos caçadores de sombra, desde quando eles não podem oferecer proteção e segurança?. Minha mãe troca um olhar nervoso com Luke, e sinto que ela me esconde algo.
– Clary, além desses ataques a caçadores de sombras ao redor de Idris, e em todo mundo, Alicante foi atacada por demônios e renegados — diz minha mãe.
– Mas como? se alicante tem as torres demoníacas, isso é impossível, a unica vez que isso aconteceu foi quando... — e nesse instante minha voz falha, sinto uma onda de horror e medo passar pelo meu corpo, me lembrando que isso só aconteceu quando Sebastian e Valentim atacaram alicante.
– É, eu sei isso só aconteceu quando Sebastian, estava vivo e Valentim também — minha mãe diz nervosa.
– E, como aconteceu? — digo.
– Através de um portal — diz luke — um portal foi aberto em uma pequena aldeia em Idris, algumas pessoas morreram, outra ficaram feridas, a maioria não eram caçadores de sombras, e sim diurnos, alguns lobisomens, outros fadas e vampiros, poucos caçadores estavam lá.
– Más isso é impossível, eu mesma tentei ir por um portal até Idris sem autorização, e aconteceu que eu fui parar dentro do lago Lyn, você estava comigo Luke, você viu — digo nervosa.
– Esse portal é diferente — diz Magnus — ele tem muito poder — ele me olha — muito poder mesmo, e não é um poder bom.
– O que você quer dizer com "não é um poder bom" — Jace pergunta.
– Quero dizer, que não é bom, é um poder de demônio — ele diz — um demônio muito forte, e por isso as torres não aguentaram, e durante um minuto ela não funcionou, assim abrindo uma brecha, que foi possível a entrada de uns renegados e alguns demônios.
– E a clave sabe que é o autor disso tudo? — pergunto para logo em seguida ver um sorriso sarcástico no rosto de Magnus.
– Mas é claro que não, aquela bosta de clave nunca sabe de nada — Jace fala o que eu estava pensando.
Vejo Maryse o olhando feio, Jace somente da de ombros.
– Mas então, e essas crianças, ainda não sei porque eles tem que vim pra cá — digo — a gente nem tem proteção aqui — Luke faz uma carranca e olha pra minha mãe.
– É melhor contar pra ela — ele diz.
– Contar o que pra mim? — pergunto.
– Uhm, Magnus colocou um feitiço de proteção no sitio — diz minha amada mãe.
– E porque? — pergunto.
– Por causa dos ataques, e porque a clave não achou o corpo de seu irmão, assim não tendo como provar a morte dele eu fiquei preocupada, e com medo Clary — minha mãe diz, então ela acha que Sebastian está vivo, isso me faz ficar com um pouco de medo, tipo ela é a mãe dele e acha que ele esta vivo, todas mães tem isso de instinto materno e tals, mas deixa pra lá.
– Uhm — digo sem emoção — E quando eles chegam? -
– Hoje pela madrugada — Luke responde.
– Legal, vocês vão ser babas, de caçadores de sombras — Eu falo.
– A gente o caramba — diz Magnus — Se eu for vocês também vão — Fala nos olhando.
– Coitado, vai sonhando — fala Jace.
– Sonhar mais um sonho impossível... — começo a cantar a musica que ouvi na tv um dia desses.
Ao meu lado Jace começa a rir e eu acompanho o mesmo.
– Aiiiiiiii socorro como minha namorada é irônica — Jace diz sorrindo — Alec revira os olhos e Magnus bufa, Luke tenta esconder o riso o que é meio impossível, vejo minha mãe limpar o canto dos olhos com o dedo, sorrio com a imagem a minha frente, isso é bom.
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Depois do café da manhã cada um foi para seu canto fazer algo, fui pro meu quarto troco minha calça de moletom, por uma calça jeans preta que é tão colada que parece ser minha pele, coloco uma regata preta e meu coturno ( http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=182606692 ) prendo meu cabelo em um coque mal feito e vou para o quintal, ando um pouco até achar uma arvore, me sento em baixo da mesma e me permito relaxar, uns pássaros cantam aqui por perto, fecho meus olhos e sinto a brisa fresca do vento, não sei quanto tempo passei ali sentada, até que um barulho vindo de um dos arbustos perto da arvore me chama a atenção, olho para o mesmo e vejo que ele se meche, penso em ir lá ver o que é mas mudo de ideia, vai que é uma cobra!
O arbusto se meche novamente, porem a curiosidade vence meu medo, me levanto e ando até o arbusto, quando vou toca- lo pra ver o que ha nele, quando toco no mesmo, uma coisa pula em mim, me fazendo dar passos para traz e tropeçar em algo indo pro chão,sinto um peso em meu rosto, fico com os olhos fechados imaginando que é um demônio nojento que vai comer minha cabeça, mas sinto algo quente e molhado passando por meu rosto, abro os olhos e vejo um filhote de cachorro, lambendo minha cara, começo a rir dos meus pensamentos estúpidos, achando que um demônio ia comer minha cabeça, risos só eu mesmo pra pensar uma merda dessas, abro os olhos de novo e vejo o cachorro gordinho com olhos azuis, o pelo meio amarelo me olhando com a cabeça para o lado, orelhas pra cima língua pra fora e baba escorrendo pela mesmo caindo no meu pescoço, eca.
– Ei você me deu um baita susto sabia? — pergunto pro cachorro que ao ouvir minha voz solta um latido e lambe meu rosto.
– Aaaaa que nojo, você baba muito — ele lati novamente abanando o rabo, me sento e o pego em meu colo — você até que é bonitinho, vamos ver se você tem um a coleira — mecho em seu pescoço mas não acho nada — é parece que você não tem dono, será que minha mãe deixa eu ficar contigo — pergunto pro cachorro o apertando, mas ele não me responde o que é obvio — vamos pra casa, acho que se eu der um banho em você e tirar esses carrapichos que tem ela deixa — digo e ele abana o rabo feliz soltando um latido.
Depois de voltar pra casa e dar um banho no cachorro que estava imundo, fui falar com minha mãe, que quando viu o mesmo quase teve um treco, falando que um cachorro era responsabilidade de mais, que eu não cuidava nem de mim direito que o pobre coitado ia morrer de fome. Me senti super ofendida com essas palavras, minha própria mãe falando que eu não tinha capacidade para cuidar de um cachorro, mas no final eu fiz um biquinho, olhei pra ela arregalando os olhos, e ela finalmente cedeu, dei gritos de alegria e o cachorro me acompanhou com seus latidos.
– Qual é o nome dele? — minha mãe perguntou.
– Eu ainda não sei — digo fazendo careta.
– Ele me lembra o Jace — minha mãe fala, olho pro cachorro e caio na risada, ele realmente lembra o Jace com cara de cachorro que cai da mudança.
– É ele lembra sim — digo rindo.
– Quem lembra o que? — Izzy pergunta entrando na cozinha.
– O cachorro da clary lembra o jace — minha mãe fala rindo, Izzy olha pra cachorro e racha de rir. jace entra na cozinha e nós paramos de rir.
– Ué porque você param de rir? — ele pergunta bravo.
– Nada — falo segurando o riso.
– Sua namorada tava te zuando falando que o cachorro que ela achou na rua parece com você — Alec que até o momento eu não tinha visto que estava na cozinha fala, Izzy que tentava não rir a todo custo cai na risada, minha mãe também, Jace olha pro cachorro depois pra mim semi serrando os olhos, faço minha melhor cara de inocente.
– Então você acha que esse cachorro gordo se parece comigo? — ele pergunta.
– Só um pouquinho, inho — respondo encolhendo o ombros tentando não rir.
– Legal, então corre pro seu cachorrinho ai quando você estiver tendo pesadelos ou precisando de mim já que eu não posso te tocar mesmo — ele diz bravo e sai andando pela porta dos fundos a batendo com força.
Minha boca se abre em um perfeito "O" enorme, e lágrimas invadem meus olhos, não acredito que ele me disse isso por causa de uma coisa tão idiota, pego meu cachorro no colo e saio da cozinha, pego meu celular no meu quarto, desso as escadas e saio andando por ai, paro em um ponto de ônibus, pego o primeiro que passa, depois de uns dez minutos me vejo em frente a uma pequena lanchonete, e me lembro de quando Luke me trazia aqui quando era pequena, entro na mesma me sento em uma mesa perto da janela e fico lá, quando uma garçonete loira com uns peitões aparece me perguntando o que vou querer digo que só quero um suco, ela anota meu pedido e vai embora, depois de tomar meu suco deixo uma nota de cinco em cima da mesa e vou embora, no caminho de volta decido ir andando mesmo.
Quando chego em casa, como não quero ver ninguém, vou para a cachoeira, lá eu vou ficar sozinha pelo menos, caminha da mesma, ouço um latido e vejo que meu cachorro sem nome está me seguindo, chegando a cachoeira me sento e pego meu cachorro, fazendo carrinho nele, sinto as lágrimas rolarem por minhas bochechas, me sinto triste e vazia, por causa de Jace, por causa do fogo celestial, a gente tentou levar nosso relacionamento em frente mas sempre acabamos brigando pela mesma coisa, sempre pelo fogo celestial, quando trouce Jace de volata achei que iriamos ficar finalmente juntos, porém eu estava enganada, sinto meu cachorro lamber minhas lágrimas, fazendo cosquinhas em mim.
– Acho que já sei seu nome — digo a ele/ ela — mas primeiro eu tenho que ver se você é menino ou menina — digo o/a erguendo — uhm você é um menino Joy, porque você me traz boas lembranças.
Quando vejo que o sol está se pondo volto pra casa com Joy ao meu lado e só agora eu percebi que ele é tão gordinho que sua barriga arrasta no chão quando ele anda, sorrio com a imagem.
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