Notas iniciais
Hey galera, mais um capítulo para vocês, espero que gostem. Boa leitura.

Acordo, permanecendo com os olhos fechados, sinto minha cabeça doer como se meu coração batesse em meu cérebro, ergo um braço e gemo ao sentir o mesmo arder, esfrego minha cabeça e algo pegajoso gruda em meus dedos e logo sei que é sangue, meu sangue me sento, me sentindo tonta, olho ao redor, minha visão turva, tento me lembrar mas nada, fecho meus olhos e a lembrança me arrebata como um soco na cara, Jace caído, dor, e nada, nada, nada, escuridão, limbo, um sentimento de vazio e mais nada, não tento me levantar, não tento respirar, não ouso nem me mexer, sei que estou em algum lugar com Sebastian, em algum lugar, que eu não conheço, longe de tudo, longe de Jace, parece idiota mas minha vida acabou, e me deixo cair em esquecimento novamente com lembranças e momentos que sei que talvez, jamais terei novamente.

~°~

Andando através do corredor, presto atenção por um momento na chão de mármore preto a minha frente, ela esta aqui, comigo, sei que no começo vai resistir, mas depois sucumbira, depois que eu acabar com seus sonhos e esperanças de uma vida normal ao lado de Jace, eu poderia tentar traze- lo para cá também, para viver conosco, eu, ele, e minha amada Clary, mas não, não a quero dividir com ele, ela é minha, só minha, minha rainha, ela querendo ou não, minha Clary, minha pequena e doce Clary.

Antes, eu achava que era frio, que nunca amaria, que meu sangue me impedia de tal ato, eu achava isso errado, como o pior dos pecados, dois irmãos juntos, uma paixão proibida, mas aprendi que o amor não é um pecado, o amor é uma das maiores dadivas que já foi dada ao ser humano, sei que ele destrói, mata, ilude, enlouquece, corrói de dentro para fora, o amor é um sentimento desnecessário, mas o ser humano é falho, fazer o que, nunca achei que precisaria de alguém como preciso de Clary, e farei de tudo para que ela me queira como eu a quero, a farei feliz, lhe darei meu reino a farei minha rainha, ela querendo ou não, ela sera minha, e quando eu possuir seu corpo e sua alma não terá volta.

Chego a porta de seu quarto, entro sem fazer um único barulho, ela dorme em sono profundo sobre sua cama, sem um som, se não fosse por seu peito que sobe e desce com a respiração poderia pensar que esta morta, me aproximo de sua cama, estico a mão tirando os cabelos ruivos de sua face alva, pálida, salpicada por sardas canelas, suas bochechas coradas, em sua testa um machucado, faço uma iratze em seu braço, me levanto saindo de seu quarto, volto pelo longo corredor passando por um salão de meu castelo, o atravessando, passo por mais alguns extensos corredores até chegar a uma pequena sala que funciona como local de descanso para meus criados.

– Emeline, vá ao quarto de Clarissa e a limpe, troque suas roupas e tire a sujeira de seu corpo, a troque e lhe vista um dos vestidos que deixei em seu quarto — Ordeno a Emeline, uma de minhas empregadas, admito que ela é muito bonita, longos cabelos negros, de pele branca e olhos cinzas, como nunca vi antes, já passamos várias noites calorosas juntos, já cheguei a pensar em estar apaixonado pela mesma, mas seria impossível pois meu grande amor, é Clarissa, somente ela.

– Sim senhor Sebastian — Ela responde olhando em meus olhos, ela é a única empregada que faz isso, acho que ela não tem amor a vida, coloco meu olhar gélido, minha face impassível.

–Então vá, agora — Ordeno, me virando e indo embora.

~°~

Acordo novamente, sentindo mãos em mim, me desespero, pensando ser Sebastian, mas quando abro os olhos, vejo somente uma moça, me acalmo me sentando melhor na cama, reparando melhor, ela é um pouco alta, longos e lisos cabelos castanhos, quase negros, de pele branca, veste um vestido roxo, muito bonita.

–Calma, eu não mordo — Ela diz sorrindo — Sou Emeline -

Não sei porque mas não consigo ser mal educada com ela, não sei se por seu sorriso amigável ou por seu jeito, mas isso também não significa que posso confiar nela.

– Sou Clary — falo.

– Sim, eu sei — ela diz pensativa — Todos aqui sabem — Fala me olhando de sima a baixo.

– O que você faz aqui? — a pergunta sai sem que eu perceba.

– Trocando suas roupas, não Vê? — Emeline responde.

– Não quero dizer aqui, quero dizer, nesse lugar com... — Não consigo terminar minha frase, desde criança acredito que o que não é dito não é verdade.

– Com Sebastian — Emeline completa.

Faço que sim com a cabeça.

– Sou sua serva, empregada, como queira interpretar — Fala e me pergunto como alguém faria isso por vontade própria -Não é ruim, não tão como você imagina -

Após dizer essas palavras ela se vai me deixando sozinha com elas em mente.

Notas finais
Bom foi isso, espero que tenham gostado... Se possível comentem. Beijos.