Give Your Heart A Break
17 Capítulo 17 - Desejos
Notas iniciais
POV Caroline
Acordei e percebi que estava deitada sobre o corpo de Klaus. Olhei em seu relojo e vi que eram 7:00 horas, eu só teria aula no segundo tempo, mas precisava ir em casa antes me trocar, mas quando olhei para Klaus, ele estava dormindo tão sereno, que achei melhor não acordá-lo, pensei que Rebekah ou Kol ainda poderiam estar em casa e eu pediria uma carona.
Me soltei dos braços de Klaus delicadamente para não acordá-lo, dei um beijo sua testa e abri a porta de seu quarto, já sabendo o caminho, quando cheguei na sala, Rebekah me olhava confusa.
– Meu Deus, Caroline! O que Niklaus fez com você? – Ela me perguntou preocupada.
– Ah, isso? – disse apontando para o curativo que estava o machuco. – Bom, ontem eu acabei bebendo demais, e bati com a cabeça em um poste e seu irmão me trouxe pra cá para me analisar. – Ri com a lembrança.
Rebekah não aguentou e se juntou a mim rindo.
– Niklaus vai ter muito trabalho com você pelo visto. – Ela disse ainda rindo. – Está indo para a escola? Posso te dar uma carona...
– Só preciso de uma carona até em casa...
– Ok, então vamos! – Disse Rebekah rindo e a segui até o carro.
Durante o caminho, eu e Rebekah conversamos sobre diversos assuntos, eu gostava dela, ela sabia como fazer uma pessoa se sentir a vontade e em quase todo o trajeto ela me fez rir. Quando estava quase chegando em minha casa, perguntei curiosa:
– Rebekah, por que está indo tão cedo para a escola? Nós só temos aula no segundo tempo...
– Ahhh... – ela ficou pensativa pensando se deveria me contar ou não... — É por causa do Matt, ele queria que eu fosse mais cedo. – Ela disse enquanto corava.
– Entendi. – sorri para ela enquanto estacionava em frente à minha casa. – Muito obrigada, ah, e não se esqueça que hoje temos uma seletiva para as novas líderes de torcida... Você não precisa fazer o teste, eu, Elena e Bonnie decidimos que você está dentro, mas você irá nos ajudar a escolher as novas meninas. – Disse saindo do carro.
– Ah Car, muito obrigada! Saiba que darei o meu máximo! – Disse sorrindo enquanto eu fechava a porta.
Entrei em casa, fui correndo para meu quarto, tirei minha roupa e tomei um rápido banho, optando em deixar meu cabelo secar naturalmente, passei uma leve maquiagem fazendo com que meu machucado do dia anterior não fosse percebido, peguei meu material e meu uniforme de líder de torcida, desci as escada e parei na cozinha pegando uma maçã, sai de casa e fui em direção ao meu carro, comendo minha maçã, assim que entrei, peguei meu celular mandando uma sms para Klaus, avisando que havia ido para a escola, e depois dirigi até a escola.
***
Acordei com o sinal do intervalo tocando, eu havia dormido nas duas aulas do Sr. Fitz, mas ele não pareceu ligar. Bonnie me esperava na porta para irmos para o pátio, e assim que chegamos, nos aproximamos de Stefan e Elena que conversavam.
– Oi pessoal. – disse sorrindo.
– Car, você está de bom humor. – Stefan disse me abraçando.
– Claro, o que você queria? Ela dormiu duas aulas seguidas. – Elena falava rindo debochando de mim.
– Claro, o remédio que Klaus me deu ontem para dormir ainda está fazendo efeito, não sei como consegui vir para a escola dirigindo.
– Por que ele te deu remedio para dormir? O que aconteceu? – Stef me olhava preocupado.
Contei para meus amigos o que havia acontecido e eles começaram a rir de mim, disseram que alguém precisava dar um jeito em mim. Não me contive e ri com eles.
– Vamos almoçar hoje no Grill? – Perguntou Bonnie.
– Claro! – Elena, Stefan e eu respondemos juntos.
O sinal havia tocado e teríamos duas aulas de português.
***
Depois do que pareceu séculos, o sinal tocou, havia acabado a aula de português.
Eu e as meninas fomos para o vestiário colocar nossa roupa de líder de torcida. Assim que terminamos, fomos para perto de onde os meninos treinavam futebol, coloquei no rádio a música para tocar enquanto mostrava para Elena, Bonnie e Rebekah e as meninas que já estavam selecionadas os novos passos antes das outras meninas chegarem... Elas aprenderam rápido e avistamos as novas meninas chegando, sentamos na cadeira, avaliando cada uma que fazia o teste, algumas nos surpreendiam, outras preferimos não comentar. Depois de uns 20 minutos de teste, separamos as meninas selecionando em quem ficaria.
Quando estava tudo completo, eu, Elena, Bonnie e Rebekah começamos a ensinar os passos para as meninas novas, elas eram bem dedicadas, o que me deixou impressionada.
POV Klaus
Avistei Caroline perto de onde os meninos estavam treinando e fui me aproximando lentamente. Quando me aproximei, percebia que Caroline estava se alongando, e as outras meninas a imitavam, em um momento oportuno, Caroline foi descendo as duas pernas em direções contrárias, fazendo um espacate, sim, eu sabia, pois Rebekah já havia feito ballet e vivia me infernizando falando que já sabia fazer o tal do espacate, mas ver Caroline naquela posição, me fez ficar louco, ela jogou seu corpo para frente se alongando, e quando voltou, ela me avistou, se levantou e veio andando em minha direção.
– Oi meu amor. – Disse sorrindo.
– Oi amor. – Ela disse me dando um rápido selinho. – O que faz aqui?
– Vim te avisar que hoje vou sair mais tarde do hospital... – ela fez uma carinha triste. – Mas a noite eu passo em sua casa, pode ser? – Disse tocando meus dedos levemente em sua coxas descoberta e fazendo um movimento de sobe e desce.
– Tudo bem então! – Ela disse mordendo os lábios e logo em seguida me deu mais um selinho. – Nos vemos à noite.
***
Estar sem realmente tocar Caroline todo aquele tempo estava tirando minha razão. Não conseguia me concentra em nada.
– Klaus! — Elijah gritava do outro lado da linha no meu celular.
– Desculpe irmão, estou desconcentrado hoje. O que você precisa?
– Preciso que você pague a multa do meu carro, Klaus.
Revirei os olhos.
– Você não tem uma secretaria paga para isso? — Reclamei.
– Eu a dispensei durante a minha lua de mel. Por favor irmão, se não minha carteira vai ser apreendida aqui.
– Ok, está bem. — Cedi. — Onde raios está essa multa?
– No meu antigo quarto. Você precisa pagar até amanhã.
– Estou indo para a casa mais cedo e ai eu faço pagamento online.
– Obrigado irmão.
Sem me despedir, desliguei o celular e peguei a chave do meu carro. Se era para ficar imaginando coisas com Caroline, que fosse na minha casa, no sossego do meu quarto.
****
Após chegar em casa, achar a maldita multa de meu irmão, fui para o meu quarto tomar banho, mas para minha surpresa, me deparei com Caroline curvada olhando debaixo da minha cama. Andando sorrateiramente, abracei-a por trás, enquanto ela se erguia assustada.
– Mais o que? — Caroline arquejou.
– Olha se não é a líder de torcida que não saiu da minha cabeça hoje. — Sussurrei baixinho em seu ouvido, apertando ainda mais meus braços ao redor de sua cintura.
– Ah é? — Ela sorriu sedutoramente, virando-se para ficar de frente para mim.
– Ah é! Principalmente depois de te ver com essa roupinha e alongando. — Mordi seu pescoço de leve enquanto passava a mão em sua cintura nua e sentia sua pele se arrepiar ao meu toque.
– Klaus... — Ela tentou argumentar sem muito sucesso. — Preciso ir para casa.
– Você irá, mas não agora..
Colei ainda mais meu corpo ao de Caroline, eu estava tão atordoado com ela naquela roupa que no meio do nosso beijo, acabei colando as costas de Caroline na parede, ela sorriu e mordeu meu lábio e voltou a me beijar, dei um selinho nela e fui descendo meus beijos até o seu pescoço enquanto abertava sua cintura com força, peguei Caroline em meu colo, no qual ela logo entrelaçou com suas pernas, a levei para o banheiro, e liguei o chuveiro entrando de baixo da água com Caroline, que soltou uma risada, ela desceu do meu colo e eu percebi o quanto seu uniforme de líder de torcida estava molhado e colado ao seu corpo.
– Klaus? – Ela me olhava com cautela.
– Hmm... – Respondi a única coisa que me vinha a cabeça.
– Não precisa resistir... – Ela me deu um sorriso malicioso e colocou uma de minhas mãos em um de seus seios.
Ou Caroline estava querendo acabar com a minha sanidade, ou ela queria me deixar mais louco, ou até mesmo os dois, então, tirei a parte de cima de seu uniforme, encontrei seus seios descobertos e os apertei com um pouco de força com uma mão, enquanto a outra descia por suas pernas, apertando com um pouco de força a parte interna de sua coxa. Caroline tirou minha blusa e logo em seguida minha calça e minha boxer junto, que cairam no chão, Caroline mordeu meu lábio e me beijou, enquanto seus seios roçavam em meu peito, sem pensar, a virei de costas para mim, encostando seu corpo na parede, comecei a acariciar a parte externa de sua coxa e depois a interna novamente, subi meus dedos até sua calcinha, na qual afastei um pouco para o lado e pude sentir o quão molhada ela estava, e abaixei sua calcinha, logo em seguida tirando sua saia. Deixei Caroline ainda de costas para mim, fui beijando de seu ombro até as suas costas, apertei novamente seus seios com minhas mãos, quando investi em Caroline, ela soltou um fraco gemido e jogou seu corpo para trás na minha direção, logo em seguida encostou suas mãos na parede e empinou um pouco a bunda na minha direção, a sensação de estar dentro de Caroline naquela posição era extremamente maravilhosa, enquanto investia, eu passeava com minha mão em cada parte de seu corpo, me concentrando ao máximo para que aquele momento de prazer não acabasse logo, quanto mais investia, ela gemia, então, de repente, a virei de frente para mim, e a encostei na parede, ela entrelaçou suas pernas em minha cintura e novamente e eu voltei ainvestir. Seus peitos estavam na minha frente, o que me permitiu sugá-los com força.
– Klaus... – disse Caroline no meio de um gemido. – Não pare.
Eu senti que logo iria perder todo o controle e não aguentaria mais, não com ela gemendo daquele jeito. Mais uma vez suguei seus seios e a segurei com mais força contra a parede, logo em seguida senti seu orgasmo e não aguentei chegando ao meu ápice também. Caroline me olhou e sorriu, e então me beijou.
– Você é um filho da mãe sem-vergonha! — Ela sorria enquanto dava um tapa forte no meu peito.
– Essa é uma acusação que eu possa negar. — Mordi sua orelha levemente.
A desci de meu colo e assim terminamos nosso banho.
POV Katherine
– Esse tanto de dia em que estamos aqui e você só saiu de casa uma vez. O que você tem?
Meu pai questionava preocupado provavelmente pensando que eu estava doente, e não que estava fugindo de um cara gostoso que não parava de me ligar e com quem eu havia transado em um beco sujo.
– Não é nada, pai. Só estou aproveitando para descansar.
– Então vá trocar de roupa porque iremos a casa dos Salvatore hoje. O irmão de Stefan nos chamou para um jantar.
Todos os pêlos da minha nuca se eriçaram naquele momento.
– Ah não pai, não quero ir. Minha cabeça dói e eu estou naqueles dias. Você sabe como eu fico irritada nesse período.
Mentira. Eu só não queria encarar o dono daqueles olhos azuis que me perseguiam em sonho e que insistia em ligar no meu celular, mesmo eu nunca atendendo. Talvez esse fosse o motivo de ele ter marcado esse jantar.
– Credo! Fique em casa mesmo. — Ele suspirou e olhou para as escadas. — Vamos logo Elena e Jeremy, ou se não a gente vai é tomar café com os Salvatore!
– Já estamos indo pai, relaxe. — Jeremy descia as escadas de braço dado com Elena. — Você não vai? — Perguntou-me.
– Nops. Não estou nos meus melhores dias.
– Uh credo. Vamos pai, antes que ela comece a dar xilique com a gente. — Ele soltou o braço de Elena e passou correndo os últimos degraus fugindo a tempo de um tapa meu, fazendo minha irmã e meu pai rirem.
– Você vai ficar bem? — Elena questionou.
– Sim, podem ir despreocupados.
Jenna apareceu abrindo a porta e olhando impaciente para nós.
– Vamos ou não?
Depois de todos se despedirem e irem para o maldito jantar, subi para o meu quarto sem me preocupar em trancar a porta da sala. Dei uma risada ao pensar na cara de desapontamento de Damon ao ver que eu não havia ido e todo o seu plano tinha sido atoa. Bem, problema era dele.
Coloquei a banheira para encher, enquanto tirava minha roupa, satisfeita comigo mesma. Meu celular começou a tocar e como eu já esperava, era Damon. Eu não poderia perder a oportunidade de rir da sua cara.
– Alô? — Atendi docemente.
– Hmmm. Então você resolveu me atender? Por que você não foi ao jantar? — Ele perguntou calmo.
– Porque eu entendi o seu plano e fui mais esperta que você. — Dei uma risadinha enquanto colocava o celular no viva-voz e tirava o sutiã.
Ouvi sua risada no celular.
– Será que entendeu mesmo? — Damon perguntou com a voz baixa e sedutora, de modo que novamente os pêlos de minha nuca de arrepiaram.
– O que você quer dizer? — Perguntei um pouco arfante.
– Se você fosse tão esperta, eu não estaria te vendo só de calcinha agora.
Girei meu corpo atonitamente em direção a porta e lá estava ele, escorado de maneira despreocupada, porém sexy até no ato de respirar. Procurei um roupão ou algo que pudesse tampar minha nudez, mas não havia nada por perto. Enfim encontrei minha voz enquanto ele se aproximava lentamente de mim.
– Você invadiu minha casa? Saia agora ou eu vou chamar a polícia! — Exclamei da forma mais ríspida que eu podia naquele momento.
– Se você tivesse atendido minhas chamadas, eu não iria precisar bolar um plano mirabolante desse só para te ver.
– Eu estou te evitando. Será que você é tão burro que não conseguiu perceber isso? Agora dê o fora da minha casa ou eu vou começar a gritar. — Minha voz já estava a beira do histerismo.
Damon estava tão próximo de mim, que a cada respiração, meus mamilos roçavam em seu peitoral. Ele abaixou a cabeça lentamente até sua boca estar próximo ao meu ouvido.
– Sim, você vai gritar! Mas vai ser do tanto de prazer que eu vou te oferecer. — Sussurrou me fazendo arquejar.
Meu cérebro desesperadamente buscava uma saída, mas meu corpo já denunciava o meu desejo por aquele homem. Um sorriso sacana se abriu em seus lábios enquanto seu olhar descia para os meus seios.
– Olha só você. Seu corpo me mostra o quanto me deseja. — Uma de suas mãos desceu por minha barriga suavemente, parando no meio das minhas pernas, fazendo-o suspirar profundamente. — Mal te toquei e você já esta excitada. Apenas admita, Katherine. — Seus dedos começaram a movimentar sobre o meu clitóris.
– Eu... Não... Não quero... — Consegui responder sem formular uma frase completa.
No mesmo instante seus dedos pararam e o azul de seus olhos se tornaram gelo.
– Ok então. — Damon se virou para a porta.
Antes que eu processasse o que estava fazendo, minha mão o puxou de volta e eu me agarrei ao seu pescoço invadindo sua boca com a minha língua e tentando arrancar tudo que eu podia dele naquele instante.
Nossas mãos tocavam nossos corpos de forma desesperada e logo ele já estava nu. Para podermos recuperar o fôlego desci minha boca para seu pescoço, onde mordiscava e chupava.
– Então agora você me quer? — Ele perguntou ofegante enquanto eu me pressionava mais contra sua ereção.
– Óbvio. — Respondi mordendo sua boca.
Nesse mesmo instante ele segurou minhas duas mãos de repente e se afastou um pouco me olhando de um jeito irritado e sério.
– E se eu te dissesse não? — Questionou.
O quê? Ele estava mesmo querendo acabar com a nossa festa?
Uma vozinha murmurou sarcasticamente em minha cabeça "você queria fazer isso a instantes atrás, agora aguente se ele fizer o mesmo". Meu sangue ferveu em minhas veias vendo ele lutar contra o próprio desejo para demonstrar que estava chateado comigo.
Consegui soltar uma de minhas mãos de seu aperto.
– Primeiro: você está doido só de pensar em estar dentro de mim. — Sussurrei voltando a me aproximar dele, vendo ele perder sua própria luta interior. — Segundo... — mordi meu lábio e corri os dedos da minha mão livre por sua barriga. — ... eu não vou deixar você ir.
Pegando-o desprevenido, puxei minha mão presa, o empurrei para que ele sentasse na cama e cai de joelhos na sua frente, pegando seu membro e colocando em minha boca, começando uma sucção intensa. Ele se apoiou em seus braços. Seus olhos azuis estavam arregalados e sua boca aberta libertando os gemidos que aumentavam ainda mais a minha vontade de dar prazer para aquele homem.
– Katherine, devagar. — Ele suspirou afoitamente enquanto eu chupava com força a ponta do seu membro. Uma de suas mãos foi para a minha cabeça, incentivando eu ir mais fundo e ele arqueava o quadril para me ajudar. — Eu... Não vou aguentar. Chega... Por favor, chega. — Ele suplicou.
Porém eu não estava disposta a ceder a ele dessa vez. Eu queria que seu orgasmo fosse meu. Liberando meus dentes, corri minha boca mais uma fez pelo seu pênis, fazendo ele gritar ao chegar ao seu orgasmo e desabar de costas na minha cama.
Levantei do chão limpando a boca e fui em direção ao banheiro. Antes de entrar, soltei meus cabelos que estavam presos em um coque frouxo e dei uma ultima olhada para ele que me observava parecendo estar surpreso e assustado.
Já no banheiro, desliguei a água que enchia a banheira e me olhei no espelho me apoiando na pia.
– Meu Deus. — Suspirei com um sorriso safado no rosto relembrando o que eu tinha acabado de fazer e sentindo a excitação percorrer novamente meu corpo. Eu precisava de mais, muito mais.
Tirando minha calcinha, abri a porta do banheiro e encontrei Damon sentado em minha cama. Nossos olhares se encontraram e naquele mar azul, eu podia ver que ele ainda me desejava. Caminhei sedutoramente ate ele, montando em seu colo. Puxei os cabelos de sua nuca para ele me olhar nos olhos e aproximei minha boca da sua.
– Você ainda vai me dizer não? — Perguntei mordendo seu queixo.
Seus braços se fecharam em minha cintura e logo ele me jogou na cama, ficando por cima de mim.
– Você é uma maldita de uma gostosa sedutora. Eu não consigo ficar longe de você. — Damon murmurava em meu pescoço, enquanto simulava investidas em cima de mim. — Você é meu vício!
Gemi ao ouvir suas palavras e me movi ainda mais debaixo dele para que a ponta de seu penis passasse em meu sexo.
– Por favor, Damon.
Mas ele não cedeu. Sua boca e mão foram para os meus seios, me estimulando e levando ao limite da excitação.
– Damon! — Gritei não suportando mais.
Seu membro entrou dentro de mim de forma bruta e depois de três estocadas intensas e fundas, eu cheguei ao meu orgasmo, me contorcendo.
– Como eu adoro ver você gozar! — Ele gemeu saindo de dentro de mim e levantou. — Não terminei com você. Vire-se. — Exigiu.
Sem muita força, me virei na cama e ele puxou minha bunda para cima, me fazendo ficar de quatro. — E como eu adoro estar dentro de você. — Ele me penetrou novamente e se debruçou sobre mim, mordendo minhas costas.
Eu gemia de forma incoerente a cada investida e a cada conversa suja que ele sussurrava para mim.
– Vamos minha gostosa. Se entregue de novo para mim. — Disse apertando mais minha cintura contra seu corpo.
E como sua escrava, meu corpo se rendeu novamente a ele que logo teve seu prazer.
Desabei na cama de bruços, com Damon em cima de mim. Depois que nossas respirações normalizaram, me mexi em baixo dele para que ele saísse de cima de mim e assim aquele deus grego fez. Me sentei na cama prendendo o cabelo em coque frouxo novamente. Senti seus lábios tocando levemente meus ombros e me virei um pouco para poder olhar para ele.
– Eu não consigo me cansar de você. — Damon suspirou em meu ouvido.
– Você é insaciável! — Respondi rindo e me levantando enquanto ele me observava. Estiquei o braço esperando que ele pegasse minha mão. — Vem?
Sem responder, ele pegou minha mão enquanto caminhávamos para meu banheiro. Ele sentou na banheira primeiro e logo em seguida eu sentei entre suas pernas, onde ele me abraçou e ambos demos um suspiro de satisfação.
– Confesso que sentia falta desses momentos nossos. — Murmurei baixinho.
– Eu também. Poucas mulheres conseguiram chegar ao menos perto de me satisfazer como você.
Senti uma pontada inesperada de ciúmes.
– E foram muitas? — Questionei tentando não parecer irritada.
– Não posso te afirmar com certeza, dado meu nível de embriaguez em certos dias. — Ele riu e eu mexi desconfortável em seu colo. — O que houve? — Damon questionou reparando na minha inquietude e apertou mais os braços em minha volta.
– Nada. É só que você fica contando vantagem disso como se fosse grande coisa comer essas piranhas de baladas.
– Hei! — Ele puxou meu cabelo de forma gentil de modo em que ele conseguisse ver meu rosto. — Não fala assim! Você também deve ter ficado com metade da cidade, eu conheço esse seu fogo. Além do mais, foi você mesma quem me mandou cair fora, lembra?
Arquejei surpresa com a audácia daquele homem ao praticamente me chamar de vadia. Virei-me na banheira de modo ficar de frente para ele e fiz minha melhor cara de indignação.
– Você por um acaso esta me chamando de puta? Por favor, não me compare com essas vulgarzinhas que você come por ai.
Damon começou a rir, mas parou quando eu fechei a cara.
– Olha, você me mandou ir passear e foi embora. Esperava o que? Que eu ficasse esperando você voltar ou que entrasse para o seminário? — Ele respirou fundo já começando a deixar transparecer sua irritação. — Eu sou homem, Katherine e o melhor jeito que eu conseguia me livrar do tormento da sua lembrança, era estando nos braços de outra mulher. Você não pode me culpar por isso. Além do mais, que eu saiba, estamos apenas ficando novamente.
Revirei os olhos enojada com o rumo daquela conversa e irritada com a falta de simancol em Damon.
– Ok. Para mim já deu. — Resmunguei me levantando da banheira.
– Para onde você vai? — Ele questionou confuso.
– Eu não vou para nenhum lugar, mas você sim. Pegue suas coisas e dê o fora da minha casa.
– Você só pode estar brincando.
– Nunca falei tão sério na minha vida.
– Katherine!
– Fora Damon!
Ele se levantou e ficou na minha frente me encarando irritado.
– Por que você é assim? — Perguntou frustrado. — Eu não tenho que dar satisfação para você sobre a época que não estávamos juntos, assim como não estou te cobrando nada.
Encarei seus olhos intensos azuis.
– Olha Damon, eu não quero conversar sobre isso. Apenas vá embora. — Abaixei a cabeça para não precisar olha-lo.
– Olhe nos meus olhos e diga que é isso mesmo que você quer. — Ele sussurrou segurando meu queixo para que eu olhasse para ele. — Diga agora.
– E-eu.. Eu...
Damon me confundia de uma maneira impressionante. Eu era uma presa fácil em suas garras. Sua língua percorreu levemente meus lábios e um gemido baixo escapou de sua garganta. Um leve tremor percorreu meu corpo enquanto o silêncio preenchia o banheiro. Por fim, ele se afastou de mim.
– Certo. Sua escolha. — Ele disse irritado e saindo da banheira me deixando sozinha.
Três minutos depois eu me enrolei na toalha e fui para o quarto onde Damon terminava de calçar seu sapato. Parei e fiquei encarando-o, mas ele se recusava a olhar para mim.
– Damon... — Comecei a falar enquanto meu coração se apertava ao ver ele com raiva e indo embora.
– Agora não, Katherine. — Ele respondeu.
– Eu só queria dizer que...
– Não! — Damon me interrompeu de novo levantando da cama e me olhando irritado. — Você já disse tudo o que queria.
– Me escuta só um instante, por favor. — Falei baixinho parando na sua frente e cruzando os braços com força contra meu corpo. — Ele suspirou fundo enquanto passava as duas mãos no cabelo. — Olha, as coisas estão muito confusas pra mim no momento e você tira toda minha razão. Quando estamos juntos é tudo tão intenso que é uma avalanche de emoções e sentimentos.
Damon me olhava agora curioso.
– Eu realmente sinto muito. — Conclui.
– Tudo bem, Katherine. — Seu rosto trazia uma expressão triste, porém determinada. — Talvez seja melhor mantermos distância um do outro já que só nos fazemos mal. — Ele vestiu sua jaqueta.
– Damon...
Tentei argumentar, mas ele ja caminhava em direção a porta, parando apenas para me olhar rapidamente por sobre seus ombros e soltar um longo suspiro. Ouvi seus passos ecoando pela escada e depois a porta da sala batendo indicando que ele havia saído.
– Meu Deus, o que eu fiz? — Me questionava enquanto uma dor apertava meu coração e eu deitava perdida em minha cama vazia, mas impregnada com o cheiro de Damon.
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