Give Me Love - Cancelada!
5 Colocando alguns planos em prática.
Notas iniciais
Leon’s POV
Acordei com o telefone tocando insistentemente em meu quarto. Abri as pálpebras levemente, para que eu pudesse me acostumar com a claridade e enxergar o aparelho que ainda zumbia em meus ouvidos.
Sorri ao ver ao ver o nome que estava na tela do meu celular. Era a Francesca.
– Oi, minha morena– Falei quando atendi a chamada. Minha voz soou rouca e esquisita.
– Leon! – Fran praticamente gritou quando ouviu minha voz – Estava dormindo?
– É obvio, estou de férias – Disse rindo um pouco – Mas, porque me ligou tão cedo?
– Tenho novidades muito importantes – Ela respondeu com uma voz ansiosa – Será que a gente poderia se encontrar no shopping? Na hora do almoço?
– Podemos.
– Ótimo, eu ligo pra você depois – Francesca suspirou alegre – Te amo.
– Também te amo – Desliguei a chamada e coloquei meu celular de volta a cabeceira. Fechando meus olhos e sonhando com uma certa loira que rondava meus pensamentos ultimamente.
*
Finalmente tinha deixado a preguiça de lado e havia me levantado para tomar um banho. Já estava na hora do almoço e Francesca provavelmente estava no shopping, matando-me mentalmente.
Corri para o banheiro e tomei uma ducha rápida e morna, vestindo a primeira roupa que eu visse em seguida. Peguei minha carteira, celular e a chave da moto, correndo para a garagem.
Meu pai e Tia Maria tinham saído para trabalhar e Violetta continuava em seu sono de Bela Adormecida. Não me contive e, antes de ir pegar a moto, acabei espiando seu quarto. Ela estava tão linda. Sua respiração era ritmada e ela estava espalhada em torno da grande cama de casal. Sorri ao ver a cena.
*
– Hey, aonde é que você está? – Perguntei quando Fran atendeu minha chamada. Estava com uma terrível sensação que ela iria me engolir quando me visse.
– Estou naquele restaurante que adoramos comer – Ela respondeu de imediato. Para o meu alívio, ela não parecia irritada – Há séculos.
– Uow... Desculpa linda, estou chegando aí – Respondi um pouco apreensivo e desliguei a chamada, guardando o celular de volta em meu bolso.
Em pouco tempo, já estava entrando no tal restaurante que Francesa estava. Ela havia se sentado em uma mesa mais afastada e de longe eu podia ver seus cabelos negros caindo como cascatas sob suas costas e ombros.
– Oi, morena – Sussurrei no ouvido de Fran e dei um beijo em sua bochecha. Ela sorriu.
– Ah, oi.
– Desculpa a demora, mas acabei pegando no sono – Falei me sentando em uma cadeira de frente para ela e pegando na sua mão que estava em cima da mesa.
– Tudo bem. Meu humor está muito perfeito para arranjar brigas idiotas contigo – Francesca respondeu sorrindo.
– Graças a Deus – Falei – Mas, afinal, o que você queria falar comigo de tão especial?
– Eu e Marco – Fran começou a falar, com um brilho especial nos olhos que hoje estavam incrivelmente castanhos. Geralmente eles eram castanhos acinzentado, mas hoje estava bastante claro – Começamos a namorar!
– Você e o Marco? – Perguntei surpreso. Finalmente aquele idiota tinha ouvido os meus conselhos! – Não acredito! Que maravilha, linda!
– Obrigada – Ela sorriu de um jeito meigo – E você sabe... Bem... Rolou.
– Fico muito feliz – Respondi sorrindo. Minha melhor amiga estava namorando com o meu melhor amigo! Tem como alguma coisa ficar melhor? Ah, tem... Sempre tem!
– Mas, me conte de você.
– Contar o que, ué? – Perguntei confuso. A que ponto aquele garota retardada queria chegar?
– Você e sua meia-irmã – Respondeu com um sorrisinho malicioso nos lábios. Rolei os olhos e sorri – Marco me contou.
– Acho que eu estou apaixonado – Disse de uma vez só. Eu não iria mentir para Fran, ela me conhece faz mais de 10 anos, e sabe o que eu estou sentindo apenas pelo meu olhar. E realmente eu estava gostando da Violetta, mesmo achando que aquilo era errado.
– E isso não é bom? – Francesca perguntou, erguendo as duas sobrancelhas claras como seu cabelo.
– Não sei – Respondi sincero – A Violetta é muito imprevisível, grossa, indelicada. Fora que ela é praticamente minha irmã, não sei se é certo.
– Ah Leon, larga de ser careta — Ela disse de imediato. Assustei-me com essa reação repentina – Se primos, que são da mesma família, se casam, imagine vocês dois, que nem irmãos são. Se você gosta mesmo dela, garanto que isso não vai ser um obstáculo para a relação.
– É, talvez não seja – Falei olhando para o prato vazio que estava na minha frente. Senti meu estômago roncar de fome, mas precisava conversar com ela logo sobre isso. Afinal, os melhores conselhos são dela – O que me incomoda mesmo é o jeito dela. Porque ela sabe ser doce, carinhosa, mas quando quer.
– Você já parou pra pensar que isso pode ser medo? Insegurança? Lê, entende uma coisa, nenhuma garota é grossa ou indelicada por natureza. Se ela agir dessa forma, é porque tem um bom motivo e já foi machucada muitas vezes.
– Nossa – Falei olhando para Fran, que tinha um olhar de ternura no rosto – Você pode se formar em psicologia agora mesmo e, ainda ganhar, um troféu de Melhor Amiga e Conselheira de todos os tempos.
– Obrigada – Ela sorriu – Mas, você quer ajuda com essa menina? Afinal, sinto que podemos ser amigas.
Parei para pensar um pouco na proposta dela. Acho que ela poderia pelo menos desvendar junto comigo alguns mistérios que rondam em Violetta. E sim, eu estou disposto a passar por qualquer coisa para tê-la ao meu lado. Estou decidido, eu quero a Violettapara mim. Eu quero poder chamá-la de meu amor, linda, namorada, coisas do tipo.
– Eu quero, Fran. Eu quero conquistar a Violetta, mas eu vou precisar de sua ajuda.
– Conte comigo – Francesca deu um último sorriso e fomos fazer nossos pedidos para o almoço, o que fez minha auto-estima subir bastante.
Tivemos um almoço mais que agradável, até porque eu estava na companhia da minha melhor amiga, aquela que eu mais confiava. Ela me contou como foi o pedido de namoro (já está anotado para quando eu chegar em casa, mandar uma mensagem no WhatsApp para Marco, alegando que ele é um namorado fofo, carinhoso, e todas as coisas fresquinhas que a Francesca me contou). Ah, não posso deixar de falar nos planos que a Francesca está bolando para mim e Violetta. Mas, primeiramente, ela precisa conhecê-la e se aproximar também.
Depois do nosso almoço, resolvemos passear pelo shopping. E, para a minha felicidade – ou, nem tanta – acabamos encontrando a Violetta por lá. Ela praticamente fez um escândalo, provavelmente pensando que eu tinha alguma coisa com a Francesca.
Violetta já estava indo embora, correndo especificamente, quando eu me toquei e fui correndo ao lado de Francesca, que continuava confusa, sem entender nada do que estava acontecendo. Até que com muita luta conseguimos alcançá-la e convencê-la a ter uma conversa séria, mas seria séria mesmo. Nela, eu iria abrir meu coração, falar realmente tudo que eu estava sentindo dentro do meu peito. Mesmo que com poucos dias, ela já havia transformado minha cabeça e o meu coração por completo. De uma maneira assustadora, fascinante e viciante.
Fale com o autor