Notas iniciais
Hey princesas, estão gostando mesmo da fic? Espero que sim! Esse capítulo será fofo e leve. Enfim, enjoy :D

Violetta’s POV

Eu já estava praticamente no outro corredor, quando Leon conseguiu me alcançar e segurou meu braço com uma força incrível. O fuzilei com os meus olhos chocolates, o que o fez relaxar a pressão em meu corpo.

– Me solta – Falei pausadamente e com uma calma enorme, o que até me assustou.

– Não antes de você deixar eu me explicar – Leon falou rápido. Ele também me fitava assustadoramente, junto com sua “amiguinha”.

– Não preciso de explicações, Leon – Falei – Eu não sou burra e sei muito bem o que está acontecendo aqui. Você só quis se passar de bonzinho pra mim, e depois sair correndo atrás de outra.

– Caramba, será que a gente pode conversar em um lugar mais restrito? – Leon respondeu com uma voz exaltada.

– Leon, depois a gente conversa... – A morena bonita dos olhos castanhos falou rapidamente, percebendo que não era um momento propício para sua presença. Leon foi até ela e os dois se abraçaram. Ela olhou para mim de volta e sorriu ternamente – Tchau, Violetta.

Não respondi. Se aquela garota idiota estava querendo me tirar do sério, ela conseguiu. E, ainda teve a cara de pau de me mandar um sorriso e falar um tchau.

Eu e Leon fomos calados até um café próximo. Entramos no local e sentamos em uma mesa mais afastada das demais, para que pudéssemos conversar melhor.

– Muito bem – Iniciei assim que nos sentamos – Pode começar suas explicações, mesmo sabendo que elas não são verdadeiras.

– Você é terrível – Leon respondeu rindo um pouco. Eu não – A Francesca é uma amiga.

– Ah claro, e minha mãe é virgem – Sorri sarcástica – Faça-me o favor, Leon.

– Violetta, a Francesca é minha melhor amiga há mais de 10 anos. Ainda por cima ela tem namorado, o Marco, que por sinal também é o meu melhor amigo.

– Isso é sério? – Eu perguntei assustada. Meu Deus, acho que eu cometi uma injustiça com o Leon e com essa tal de Francesca. Mas é que a raiva tomou minha mente quando eu vi os dois juntos, e um medo de perder Leon para alguém me maltratou por completo. Só não sabia o por que.

– É claro que é sério – Ele respondeu com um sorriso encantador nos lábios. Ele meio que bagunçou os cabelos, deixando-o com o com um ar mais sexy, o que me fez delirar.

– E porque eu acreditaria em você? – Estreitei meus olhos. Leon me observava.

– Porque eu gosto de você.

Nesse momento meu coração parou. Minha mente girava compulsivamente, minhas mãos suavam frias e minhas pernas seguiam inquietas.

– Você o que? – Perguntei ainda assustada. Leon me fitava com um sorriso fofo nos lábios. Não posso negar que eu também não sinta algo por Leon, ele havia mudado tanto desde a última vez que eu o tinha visto, de uma maneira muito melhor.

– É isso mesmo que você ouviu, Violetta. Eu estou gostando de você! – Leon disse rapidamente. Eu o fitava, surpresa – Faz quantos dias que a gente voltou a se ver? Dois ou três?

– Dois.

– Enfim, a questão é que desde muito antes eu sentia algo por ti. Mesmo com esse teu jeitinho... Diferente – Leon riu nessa última parte, acompanhado por mim – E quando eu te vi há dois dias meus pensamentos mudaram. Violetta, eu estou fazendo qualquer coisa e você vem em minha mente, é incrível.

– Uau – Foi a única palavra idiota que eu consegui falar. Violetta, você é tão patética.

– Eu sei que pode ser uma chuva de sentimentos caindo sobre você, mas é que eu queria colocar tudo pra fora, tudo que eu estava sentindo dentro de mim...

– Não, não... Não se cobre tanto assim – Respondi com uma voz tão delicada e doce, que até me surpreendeu. A mão de Leon estava sob a mesa, a peguei e fiz um carinho – Não vou ser hipócrita falando que eu não sinto nada por você. Eu sinto sim, mas acho que precisamos ir devagar com isso. Nossos pais são casados, acabamos de nos rever...

– Eu entendo – Ele respondeu com um sorriso perfeito nos lábios, observando o carinho que eu estava fazendo nele – Mas, será que eu tenho alguma chance?

– Sim – Sorri ao ver seu rosto se iluminar. Estava feliz por o meu sentimento ser correspondido de uma maneira tão positiva.

– Fico muito animado com isso, Vilu – Leon falou.

– Eu também – Sorri – Mas será que podemos voltar para casa?

– Claro. Vem, a moto está estacionada nesse andar!

Levantamos e saímos do café sem pagar, afinal não tínhamos consumido absolutamente nada. Caminhamos até a moto e Leon foi o primeiro a montar no veículo, seguido por mim.

– Posso? – Perguntei a Leon indicando minhas mãos na direção do seu abdômen.

– Deve – Ele respondeu e pegou minhas mãos, as prendendo em volta da sua barriga completamente definida. Pude ver um sorriso safado tomar o seu rosto, o que fez minha sanidade acabar por completo.

Leon ligou a moto e saímos do shopping, indo em direção a nossa casa. O dia já havia ido embora, é incrível como o tempo passa rápido quando se está no shopping. Eu não sou muito fã de passar horas e mais horas fazendo compras, mas não as dispenso.

Em pouco tempo já estávamos chegando em casa, as luzes estavam todas acesas, indicando que todos estavam em casa. Leon estacionou sua moto na garagem e descemos juntos, indo em direção a porta principal do local.

– Olá! – Praticamente gritei quando entramos dentro da casa. Leon virou-se e trancou a porta, e em seguida fomos em direção a sala de estar. Minha mãe dormia desconfortavelmente no sofá da sala – Mãe? – Me aproximei dela e a chamei delicadamente. A televisão também estava ligada, falando com as paredes brancas.

Minha mãe despertou ao ouvir minha voz, abrindo e fechando as pálpebras rapidamente, como se estivesse acordando de um pesadelo.

– Oi, filha – Ela deu um sorriso amarelo, se sentando desajeitada no sofá e tentando prender os cabelos bagunçados.

– A senhora está bem? – Perguntei preocupada, me sentando no sofá ao seu lado.

– Apenas cansada – Ela sorriu fracamente – Vocês querem que eu prepare o jantar agora?

– Não precisa, Tia Maria – Leon rapidamente respondeu – Pode deixar que eu preparo o meu jantar e o da Violetta.

– Tudo bem, crianças. Eu já jantei e seu pai também, Leon. Eu vou me recolher, então – Minha mãe se levantou e foi em direção a escada que dava acesso ao primeiro andar, onde os quartos se encontravam.

– Muito bem, Sr. Maldonado, o que vamos comer? – Perguntei me levantando do sofá e caminhando em direção a ele.

– Pizza! – Leon disse – Modéstia a parte, eu sou um ótimo cozinheiro.

– Então prove – Falei sorrindo, acompanhada por ele.

Fomos em direção a cozinha. Chegando lá, me sentei no balcão e passei a observar Leon, já que eu não fazia a mínima ideia de como preparar uma pizza.

Dentro de aproximadamente 40 minutos, a Pizza de quatro queijos estava pronta. Eu havia preparado a mesa, com os pratos, talheres, copos e uma garrafa gelada de Coca Cola.

– Violetta Castillo tomando refrigerante, que inédito! – Leon soltou a piada quando viu a mesa posta.

– Você é chato, viu? – Eu respondi rindo e depois lhe estirei a língua – Não se pode comer pizza sem refrigerante para acompanhar.

– É verdade.

Sentamo-nos à mesa e começamos a comer a pizza, que por sinal estava maravilhosa. Tivemos um jantar bastante agradável, rimos e conversamos sobre tudo.

– Que tal irmos assistir um filme? – Leon propôs.

– Acho uma boa ideia – Respondi sorrindo – Alguma sugestão?

– Ah, e como! – Leon falou com um sorriso malicioso nos lábios.

– Medo eterno de você – Disse – Vou tomar um banho e depois vou ao seu quarto.

– Ok.

Saí da cozinha e subi as escadas indo até o meu quarto, tomando um banho rápido em seguida. Fui até o closet e vesti um pijama composto por short e uma regata. Saí do meu quarto e fui até o de Leon, que era ao lado do meu.

– Leon? – Perguntei quando abri a porta do quarto. Ouvi um barulho do chuveiro e imaginei que ele estava no banho. Sendo assim, sentei-me na cama e esperei ele voltar.

15 minutos depois, Leon saiu do banho apenas enrolado em uma toalha na altura da cintura. Meu Deus, que cena foi aquela? Seu corpo estava semi-molhado, o abdômen completamente amostra e seus cabelos negros estavam molhados e bagunçados, com um ar completamente sexy.

– Desculpa, Leon – Falei envergonhada e abaixei o olhar. Pude ouvir seu riso abafado – Se quiser eu saio.

– Não se preocupa, eu troco de roupa no banheiro – Ele sorriu – Há propósito, você tem belas pernas.

– Hum... Obrigada, eu acho.

Leon gargalhou e foi até seu closet, pegando algo e voltando para o banheiro, se trancando lá em seguida. Ele voltou minutos depois, trajando uma bermuda simples e uma camisa básica.

– Qual o gênero que vamos assistir? – Perguntei quando Leon havia voltado para o quarto.

– Terror e Suspense.

– Ai meu Deus! – Exclamei assustada. Não gostava de filmes água com açúcar, mas Terror embrulhava o meu estomago. Prefiro mil vezes uma boa comédia.

– Você vai gostar – Ele sorriu. Ele foi até o móvel e pegou o DVD, colocando-o dentro do aparelho e ligando a televisão.

Me deitei na cama e enrolei-me com um lençol, acompanhada por Leon. Ele deu play no filme e apagou as luzes principais, deixando apenas o abajur ligado.

– Invocação do Mal? – Perguntei espantada quando vi o menu do filme.

– Sim – Leon gargalhou.

– Se você ficar todo arranhado a culpa será totalmente sua – Avisei logo. Quando eu sinto medo, tenho mania de arranhar as coisas que estão a minha volta, no caso, Leon.

– Eu supero.

O filme deu-se início. Mas, para a minha infelicidade, ele era pior do que eu pensara. Eu estava realmente perturbada, fechava os meus olhos, me debatia e arranhava os braços de Leon. Foram as piores duas horas de toda a minha vida. Mas, para a minha felicidade, finalmente o filme havia chegado ao fim.

– Ah, acabou – Leon falou fazendo um biquinho nos lábios.

– Graças a Deus – Eu falei rapidamente – Olhe seus braços, estão todos dois vermelhos com as minhas marcas.

– Tudo bem – Leon disse sorrindo e ficamos um bom tempo no puro silêncio, apenas observando um ao outro.

– Bem... Ér... Eu vou dormir! – Falei tentando quebrar o silêncio.

– Hum, ok, tudo certo, tudo bem – Leon se enrolou com as palavras, foi engraçado.

– Então, tchau – Me levantei da cama, mas, para a minha surpresa, Leon também se levantou.

– Obrigado – Ele disse assim que se aproximou de mim.

– Obrigado por que? – Perguntei confusa.

– Por me dar alguma esperança, mesmo que seja singela – Falou. Sorri ao ouvir aquilo.

– Você é muito especial pra mim, Leon.

– Pra mim também.

– Hum... Então, boa noite.

– Boa noite.

Calcei meus chinelos e já estava saindo do quarto, quando olhei pra trás e vi que Leon ainda me observava. E, por um impulso, voltei ao quarto e corri em direção a ele, depositando um rápido selinho em seus lábios macios.

Ele sorriu.

Saí correndo do quarto e fechei a porta em seguida, me apoiando no corredor do andar, com as pernas completamente bambas. É, realmente eu estava perdida.

Notas finais
Último capítulo de hoje, espero que tenham gostado!