Give Me Love

1 Onde tudo começou


Notas iniciais
Oe. Eae.
Essa aqui é minha primeira fanfic, por isso ela vai ser uma merda. Só to avisando porque dai ninguém vai poder dizer que eu não avisei que ia ser uma merda.
Enfim.
Espero que gostem :)))))))))))

O dia de Bradley estava sendo uma merda.

Ele acordara dez minutos atrasado porque a droga da bateria de seu telefone acabara, esquecera de levantar a tampa da privada antes de mijar, tinha tropeçado duas vezes em Marmelada, sua gata demoníaca, deixara seus óculos em algum canto na noite passada e não tinha tempo para procurar por eles porque seu chefe iria esfregar sua cara no asfalto quente se ele demorasse mais, o que resultou em Bradley correndo desembestadamente rua abaixo, parcialmente cego e com uma fome colossal. Ele quase atropelou uma velhinha, quase foi atropelado por uma variedade alarmante de veículos e só percebeu que tinha calçado seus tênis ao contrário no meio do caminho.

Conseguiu chegar ao prédio da Jackson Company com vinte e cinco minutos de atraso, irrompendo pelas portas como um raio e correndo em direção ao elevador o mais rápido que suas pernas curtas permitiam, gritando um "SEGURA PRA MIM" e sendo completamente ignorado pelos caras de terno e gravata lá dentro, que apenas o encararam inexpressivos enquanto a porta se fechava com um suave cling. Bradley parou por alguns segundos, a boca escancarada de choque, antes de correr para as escadarias xingando aqueles caras de nomes que fariam sua avó atirar cadeiras nele.

Quando ele finalmente alcançou a merda do 15º andar, com as pernas queimando e a certeza de que havia deixado um de seus pulmões em algum lugar perto do terceiro lance de escadas, deu de cara com Joshua.

- Brad, oi! — ele diz alegremente, tomando um gole de seu café — Bom dia. Você parece um pouco afobado, tá afim de tomar um café?

- Café? — Brad retruca, abismado — O que você tá fazendo aqui fora tomando café enquanto tem uma reunião acontecendo lá dentro?!

Joshua era meio que o melhor amigo de Bradley desde o Ensino Fundamental e por acaso também era o filho mais velho de Charles Jackson, o dono da Jackson Company, para qual Bradley por acaso trabalhava. Ele era dois anos mais velho, usava muitas palavras difíceis, era legal com todo mundo e estava sempre irritantemente calmo.

Joshua piscou.

- A reunião foi adiada. — ele disse, simples, tomando mais um gole de seu café

- A reunião foi adiada. — Bradley repetiu

- Uhum.

- ...Você só pode estar de brincadeira.

- Não estou. Lilian mandou mensagens para todo mundo avisando que a reunião tinha sido adiada para às duas. Você não recebeu?

Bradley visualizou seu telefone sem bateria jogado na gaveta da cômoda de seu quarto.

- Não. — ele disse, com pesar — Não recebi.

Joshua deu de ombros, alheio ao sofrimento do amigo.

- Pois bem. Agora você sabe. Se me der licença, tenho alguns assuntos pendentes para resolver, se é que me entende. — e com uma piscadela atrevida ele sai andando, com certeza para beijar a secretária gostosa pelas próximas horas

Como Bradley havia dito, uma merda. Seu dia estava sendo uma merda.

[...]

Ele passou as próximas duas horas correndo para lá e para cá, fazendo o que as pessoas mandavam e levando café para todo mundo. Seu trabalho não era exatamente o mais bem remunerado do universo mas Bradley tinha seus truques (que consistiam em sorrir de forma sedutora para todas as mulheres de até 35 anos, conversar amigavelmente com as mais velhas do que isso e não dirigir a palavra ou o olhar aos caras usando ternos caros) e sempre conseguia receber mais do que o combinado no fim do mês.

Ele estava levando um copo de café para o cara que trabalhava na sala 328 pela oitava vez no dia ("Três colheres e meia de açúcar, se colocar um grão à mais está demitido") quando alguém se materializou do quinto dos infernos e esbarrou nele fazendo o café voar diretamente em sua direção. O café quente.

Quente.

- Porra!

- Meu deus! — o outro berrou — Desculp...Ah, Brad, é você.

Bradley tirou sua atenção do café quente que estava quase fazendo sua pele derreter e cair no chão em uma poça de pele líquida.

- "Ah, Brad, é você"?!! — ele reclamou, escadalizado -"Ah, Brad, é você" minha mão no meio da sua cara. O que tem de errado com você?

Sebastian quase teve um derrame de tanto rir. Ele respirava fundo para se acalmar e recomeçava tudo de novo quando olhava para a expressão indignada de Bradley.

- Não tem nada de errado comigo. Desculpe. — ele disse, rindo mais alto — É que... Você tá parecendo um cachorro molhado.

Bradley trincou os dentes.

Sebastian seria o que se pode chamar de "amigo por circunstância". Os dois não eram realmente amigos fora do trabalho, mas sempre conversavam por ali quando não tinham nada para fazer. Era um pouco complicado. E o outro meio que era um pé no saco. Escandaloso pra caralho.

- Você vai levar café para o cara da 328 e eu vou te mandar a conta da lavanderia. — ele disse enquanto saltitava em direção ao corredor — Três colheres e meia de açúcar.

- Certo, certo. — Sebastian respondeu, sem se importar muito, e se dirigiu à maquina de café ainda rindo sutilmente

Bradley revirou os olhos e se dirigiu ao banheiro. Não havia muito que ele podia fazer. Lavou o rosto e passou as mãos molhadas pelo cabelo, não querendo que o café secasse e fizesse com que ele ficasse espetado em trezentas e cinquenta direções diferentes.

Olhou para o espelho e ergueu as sobrancelhas para seu reflexo. Havia uma mancha enorme no centro de sua camiseta. Ele choramingou e se perguntou porque aquele tipo de coisa sempre acontecia com ele, enquanto tirava a camiseta e a vestia novamente ao contrário.

Olhou para o espelho novamente.

É isso mesmo, Bradley. Continue indo por esse caminho. Seu futuro será brilhante.

[...]

Ele foi para a sala de reunião no horário certo dessa vez e ficou por lá pelo resto do dia. Sua bunda já estava quadrada e ele estava com uma vontade estranha de esmurrar o empresário babaca desde umas duas horas atrás.

A discussão sobre o lançamento dos carros novos durara bem mais do que o esperado e tudo o que Bradley queria era ir pra casa. Não é como se ele fosse fazer alguma falta, já que nem tinha permissão para abrir a boca nessas reuniões a não ser que alguém se dirigisse à ele, o que acontecia com pouca frequência.

Já passava das oito da noite quando eles finalmente acabaram e cada um tomou seu rumo. O prédio já estava completamente vazio a não ser pelos faxineiros. E por Bradley, claro, porque ele tinha a tarefa de organizar a papeleira enorme no escritório de Charles todas as noites depois de passar o dia todo distribuindo café. Como já mencionado anteriormente, melhor trabalho de todos.

Ele estava com uma dor de cabeça insuportável quando, quase duas horas depois, abriu as portas do fundo do prédio e sentiu a brisa bagunçar seus cabelos com cheiro de café. Bradley abriu os braços como se fosse Mary de Titanic.

Liberdade.

Ele segurava uma pasta com mais trabalho para fazer em casa e desejava que tivesse dinheiro para comprar uma moto, ou pelo menos alguém para acompanhá-lo durante o trajeto de volta para sua casa. Sonhar mais um sonho impossível, seu otário.

Bradley estava quase no meio do caminho quando o viu. Quando viu o garoto.

Ele estava usava um casaco preto muito largo e estava de costas para Bradley, atravessando a avenida. O garoto andava muito lentamente e parecia estar meio alheio ao que acontecia à sua volta. Bradley provavelmente teria dado de ombros e deixado o garoto estranho pra lá se não tivesse visto o caminhão vindo em sua direção.

O que aconteceu à seguir foi muito rápido. Um borrão, Bradley diria. Ele jogou a maleta que carregava no chão e correu. Quando abriu os olhos, estava do outro lado da rua, em cima de um corpo. Ele ofegou, percebendo o que tinha feito (e aliviado por estar vivo, talvez?). Ficou mais alguns segundos naquela posição, tentando respirar novamente e rolou para o lado.

- Você está bem? — perguntou para o garoto estirado no chão, que se virou para ele com os olhos verdes arregalados, quase saltando das órbitas

Ele parecia muito surpreso, como se Bradley tivesse acabado de descer de uma nave extraterrestre no meio da avenida, tentando entender o que diabos tinha acabado de acontecer.

- Ei! Você está bem? — Bradley repetiu a pergunta, mais alto, preocupado em ter empurrado o garoto com força demais e causado um traumatismo craniano ou algo do tipo

- Por que a sua camiseta está ao contrário? — ele perguntou, com os olhos ainda arregalados

Bradley piscou inexpressivamente por alguns segundos, pensando que talvez ele tivesse batido a cabeça.

- Eu... derramei café nela...? — ele respondeu, totalmente perdido, fazendo a afirmação soar como uma pergunta — Você está bem?

O garoto encarou Bradley, parecendo pensar no assunto. Por fim, ele respondeu, suspirando e deitando a cabeça na calçada.

- Estou. Estou sim.

Notas finais
É. Foi isso.
tuts tuts
Primeiro capítulo. O que acharam? Deixem comentários. Ou não, até porque eu não mando em vocês. Mas sla, escreve um "continua" ou "ta legal" ou "que porra foi essa sua arrombada" coisas do tipo, grata desde já.