Give Me Love

2 Baladinha da vergonha


Notas iniciais
........Oi? ~cara de pau pra caralho~ Como estão vocês? Ok ok, eu sei que eu demorei MUITO tipo MUITAO MESMO nossa senhora me desculpem. Eu não queria demorar tanto mas aconteceu, a vida tem dessas. Muito obrigado a vcs que ainda não me chutaram das historias que acompanho. Vlw ae. E cara, vou avisar logo. Eu odeio enrolar e odeio demorar três anos pra postar e pra fazer coisas no geral e eu prometo que eu vou fazer o possível para que isso não aconteça POREM contudo todavia isso vai acontecer às vezes, por motivos pessoais que eu não posso controlar e já estou me desculpando antecipadamente hihihihihihih. Enfim. Ta aí. Esse capitulo é meio que enrolação pra caralho, mais pra vocês conhecerem os amigos do Brad e tal. O próximo já está na metade então até terça-feira ele já vai estar por aqui. Desculpa se ficou uma bosta. Espero que gostem. E que não tenha ficado uma bosta.

Era quarta-feira à noite. Dia de jogo.

Bradley não gostava muito de futebol mas sempre ligava a televisão e colocava no canal do jogo. Em sua cabeça, ele fazia aquilo para poder dizer a quem quer que mandasse uma mensagem para ele que estava assistindo ao jogo e essa seria uma resposta melhor do que "estou olhando fixamente para o teto há aproximadamente duas horas e pensando em como diabos meu vizinho pode ser tão barulhento". Não fazia muito sentido, mas afinal de contas, ele não devia explicações à ninguém.

A não ser sua mãe.

De qualquer forma, Bradley não estava prestando a mínima atenção ao jogo esta noite. Ele estava deitado de cabeça para baixo no sofá, com as pernas no encosto e Marmelada em sua barriga, dormindo alegremente. Seus óculos de leitura estavam pendurados em sua cara (embora ele não estivesse lendo porcaria nenhuma). E ele, é claro, pensava no garoto do quase atropelamento.

Não é como se ele não conseguisse parar de pensar no garoto ou algo assim, mas Bradley se pegara pensando sobre ele várias vezes ao decorrer da semana. O garoto havia, de fato, deixado para trás uma forte impressão. Mas como não deixaria? Depois de Bradley ter heroicamente arriscado sua vida para salvar aquele menino das perigosas garras do trafego londrino e de ele ter percebido que sua camisa estava ao avesso, o garoto simplesmente se levantara e correra para longe.

Sim, ele saiu correndo. Que nem um maluco.

Sem nem mesmo dizer obrigado.

Isso deixava Bradley um tanto irritado. E o fato de que sua mente o levava de volta àquele fatídico momento de novo e de novo também o irritava. E o fato de que Bradley conseguia se lembrar do tom de verde incrível que seus olhos tinham melhor do que se lembrava da irritação que sentira quando o menino deu no pé também o irritava. De forma resumida, Bradley estava bem irritado.

Mas não é como se ele estivesse dando a mínima para isso.

Sua linha de pensamento foi interrompida quando ele sentiu seu telefone vibrar e o desbloqueou, lendo a nova mensagem recebida.

josh pika das galáxias: e aí, fazendo o que?

Bradley revirou os olhos como sempre fazia ao ler o nome de contato para o número de Joshua. Não fora ele que escrevera, obviamente. Pois ele não era uma criança de onze anos para utilizar a expressão "pika das galáxias".

brad: assistindo ao jogo

A resposta veio em menos de um minuto.

josh pika das galáxias: parece legal mas tenho uma ideia melhor

brad: desembucha

josh pika das galáxias: eu, você, GSSW, beijar na boca

brad: hummm... josh, uau, eu não sabia que essa era a sua praia. Me sinto lisonjeado mas terei que recusar.

josh pika das galáxias: para de ser tapado, seu animal. Não foi isso que eu quis dizer.

Bradley riu. Era tão (tão) fácil deixar Josh encabulado.

brad: eu sei, eu sei. Ok, vamos lá.

josh pika nas galáxias: te pego em dez minutos. Mike e Harvey estarão lá também.

E assim a conversa foi encerrada.

Bradley colocou Marmelada no chão, recebendo um olhar de puro ódio em resposta (gata demoníaca) e se dirigiu ao quarto. Vestiu uma camiseta social azul escuro e uma calça jeans apertada, que fazia seu traseiro parecer três vezes maior. Escovou os dentes e deu uma bagunçada no cabelo.

Ele não era daqueles que passavam horas se arrumando antes de sair para algum lugar, até porque, ele sabia que não era exatamente feio. Tinha olhos azuis-piscina, cabelos castanhos tão claros que eram quase loiros e uma mandíbula levemente marcada. Não era um super modelo ou alguma merda do tipo mas dava para o gasto.

Josh chegou em quase exatos dez minutos e Bradley entrou em seu carro com a mesma felicidade de sempre. Esses eram os momentos em que ele agradecia pelo dia em que conhecera Josh, há uns nove anos atrás. Ele duvidava muito que teria a chance de pisar dentro de um Aston Martin se não fosse por seu melhor amigo rico para um caralho.

Eles rodaram pela cidade por aproximadamente meia hora antes de chegar à GSSW, uma das boates mais frequentadas da cidade. GSSW era uma abreviação mas era usada há tanto tempo que Bradley sinceramente nem se lembrava mais do nome original. Provavelmente, o dono do lugar também não.

Josh e Bradley ignoraram totalmente a fila gigante, indo direto ao segurança enorme na frente da porta. Josh mostrou sua identidade e então eles estavam magicamente do lado de dentro.

Bradley agradecia tanto pelo dia em que conhecera Josh. Tanto.

Muito mesmo.

O lugar estava completamente lotado. Pessoas bebiam, se beijavam obscenamente e dançavam, gritando a letra da música que tocava o mais alto que podiam. Bradley adorava toda aquela animação, todo aquele calor humano. Fazia com ele se sentisse maravilhoso.

– Ei! — alguém gritou em seu ouvido, praticamente pulando em cima dele — Vocês demoraram uma eternidade para chegar! Harvey já está bêbado, aquele merdinha.

Bradley riu e abraçou Mike, um de seus únicos amigos com os quais ele se importava além de Josh.

– A capacidade desse garoto de tomar duas doses de qualquer coisa alcoólica e ficar louco pra caralho é incrível. — ele disse

Mike riu escandalosamente, jogando seu corpo para trás e quase atingindo uma garota que passava por ali, que o fuzilou com o olhar antes de continuar andando. Mike era uma pessoa meio... extrovertida. Sempre tinha um comentário engraçadinho para fazer e era hilário até mesmo quando não estava tentando ser. Para resumir, o cara era uma piada com pernas. E cabelo black power.

É.

Eles se enfiaram mais no meio da multidão, abrindo caminho até chegarem à um dos quiosques de bebida. Os três pediram a coisa mais alcoólica que conseguiram encontrar e se dirigiram a pista de dança.

– Ei. — Josh chamou de repente — Aquele ali não é o Harvey? — e apontou para um cara que dançava no meio da pista, como se fosse um figurante de The Walking Dead

– Mas que porra ele tá fazendo? — Bradley disse, boquiaberto

Harvey deu uma voadora no ar e abriu os braços, como a porra de uma águia, e se virou, dando de cara com eles.

– Ah, oi! — gritou, acenando como uma criança — Oi, gente. Achei vocês! Venham dançar, eu me sinto tão sozinho aqui. Eu tentei chamar aquela garota pra dançar mas ela disse que se eu chegasse perto ela chamaria a polícia. A polícia, acredita?! As pessoas de hoje em dia estão tão sensíveis. — disse, alongando as vogais de "tão" e revirando os olhos

Bradley não sabia se queria rir ou fazê-lo ir embora dali antes que alguém resolvesse chutá-lo ou algo do tipo. Optou pela primeira opção. Harvey riu também, de uma forma meio duvidosa, e Bradley suspeitava de que ele nem sabia do que estava rindo.

Por fim, os três seguiram o exemplo do mais velho do grupo e se jogaram na pista também. Bradley não sabia dançar mas isso não o impedia de balançar pra lá e para cá e jogar os braços para o alto. Afinal, todos ali estavam tão bêbados que nem prestariam atenção nele. E então seus olhos encontraram uma bunda, que requebrava loucamente alguns centímetros a sua frente. Ele encarou por alguns segundos e subiu seu olhar até o rosto que pertencia ao dono da bunda. E Bradley tinha que admitir, era um belo de um ser humano. Tinha a pele bronzeada demais para alguém que estava em Londres (onde o sol parece a porra de uma pedra de gelo), cabelos loiros e olhos castanhos, quase negros. Os músculos de seus braços se destacavam na camiseta de mangas compridas e Bradley não pôde deixar de imaginar se o resto de seu corpo seria tão bonito quanto aqueles braços.

Algo dizia a ele que sim.

Mike, que dançava com ele, percebeu a distração e seguiu seu olhar, gargalhando logo em seguida.

– Você vai me afogar com essa sua baba.

– Cale a boca, Michael.

Mike gargalhou.

– Vai lá falar com ele.

– Não. Não, não. Nem comece.

– Ah, por que não?

– Você tá cheirado?! É claro que não. Eu nem sei se o cara é gay.

Mike olhou para o cara e olhou de volta para Bradley, seus olhos brilhando diabolicamente.

– Só há um jeito de descobrir. — e antes que Bradley pudesse abrir a boca, ele tinha sido puxado bruscamente para o lado do cara

Braley arregalou os olhos, balançando a cabeça freneticamente e Mike deu uma piscadinha, cutucando o garoto, que parou de dançar na hora e se virou, confuso.

– Oi, você conhece o Brad? — Mike disse de uma vez, apontando para Bradley

– Hum... Não?

– Ótimo! Agora você conhece. Adeus.

E Mike se enfiou na multidão, desaparecendo como um ninja, deixando Bradley para trás.

– Então... — o garoto se virou para ele — Brad?

Bradley assentiu, ainda de olhos arregalados. Mas que porra...? Ele mataria Mike. Com um machado. Um machado bem grande.

O garoto finalmente riu, quebrando o clima tenso, parecendo aceitar toda aquela situação. Brad riu logo em seguida, ainda meio sem graça, querendo enfiar a cabeça em um triturador de carne.

– É um prazer, Brad. — ele disse — Meu nome é Joseph.

– Oi. — Bradley disse — Oi, Joseph.

Joseph riu de novo, observando o rosto de Bradley mais atentamente. Sua expressão se abrandou um pouco e e seu sorriso aumentou, levantando uma das sobrancelhas (proeza que Bradley nunca conseguira, infelizmente, realizar).

– Quer ir para algum lugar mais calma? — perguntou

Ok. Direto. Bradley gostava de direto. Tudo bem. Ele podia lidar com isso.

– Claro. — ele respondeu, finalmente — Quero sim.

Notas finais
Espero que tenham gostado??????????????????????? Os próximos serão melhores (eu acho) por favor não me deixem. Vlw.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.