Give It Up

27 Road trip


Notas iniciais
Heey gente! Postando cedo essa semana, vo viajar no feriado =D
Falando nisso, eu rachei de rir com um comentário!
Alguém mais viu que a Michelle ta no Nyah?
"https://www.fanfiction.com.br/u/74626/" kkkk' Eu ri muuuito!
Parabéns aí pra quem teve essa ideia!
Espero que gostem do cap! Beeeijo

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Era o último dia de aula antes das férias do Natal, foi completamente inútil, academicamente falando, mas as pessoas faziam planos para as férias e falavam sobre suas viagens e festas.
Os garotos me importunaram para eu ir e acabei aceitando.

O Natal foi como todos os anos, comida, presentes que quase nunca tem nada a ver comigo… Enfim, dia 25 a noite Fernanda apareceu desesperada na minha casa com uma mala do tamanho do mundo.
- Preciso de ajuda!
- Diga lá, quer desovar um corpo?
- Que? Não! Preciso de ajuda para fazer a mala! Não pode ser uma mala grande, mas eu preciso de espaço!
Subimos para o meu quarto e eu mostrei a ela minha bagagem, uma mala preta pequena e ela me perguntou como eu tinha conseguido, expliquei de forma simples, embole tudo e coloque em sacolas apertadinhas, eu uso muitas botas e invés de colocá-las enroladas e gastando espaço, coloquei coisas dentro e tudo mais.
Demorou, mas arrumamos uma bagagem de tamanho aceitável para ela e fomos dormir, sim, essa criatura dormiu aqui.

No outro dia acordamos cedo e nos arrumamos, peguei minha bolsa e meu bilhete, larguei-o na cozinha e fomos a pé para a casa de Gates.
- Você disse que ele morava perto! — Reclamou
- Meu Deus! Ele morra nessa rua! Pare de reclamar!
Ela fez bico e eu bufei, a van estava parada na porta e Matt nos viu, correndo para pegar as bagagens.
- Obrigada amor.
- Valeu grandão.

Dentro da van, todos sentados e fazendo bagunça, Matt dirigindo e Fernanda na frente com ele, eu Jimmy, Zacky, Johnny e Gates atrás.
- Como conseguiu que seus pais te deixassem vir? Você disse que eles não tinham gostado da ideia. — Jimmy perguntou enquanto comia um sanduíche suspeito.
- Não deixaram. Aliás, nem sabem ainda.
- Como?
- Deixei um bilhete.
- Você fugiu?
- Não exatamente.
- Claro que sim!
- Não me complica!

Algum tempo depois, já estavam todos dormindo, Jimmy, por sinal, no meu colo.
Matt encostou o carro e me disse para chamá-los que íamos almoçar, mas eu tive uma ideia melhor, ligar o som no máximo com uma música bem gritada.
Eles acordaram assustados e Fernanda soltou um grito ensurdecedor.
Eu e Matt saímos da van rindo como retardados e batemos as mãos.
- Bolaremos mais planos malignos.
- Com certeza grandão.
Fernanda ficou emburrada e ele foi atrás dela. Jimmy me empurrou de leve e fez cara feia para mim.
- Está me trocando pelo Shadows agora?
- Claro que não! — Disse rindo e o abraçando
Fomos para dentro e sentamos em uma mesa larga, o lugar não era exatamente um sonho, mas poderia ser pior.
Eu não estava com fome, por tanto não comi nada, os garotos e Fernanda comeram e nós saímos de lá.

Quando chegamos na primeira cidade do itinerário, sentamos todos na parte de trás da van e eu e Matt calculamos coisas básicas e óbvias, dinheiro e comida.
Johnny era mais interessado em passar o dinheiro para a parte de bebida e Gates o apoiava, Zacky e Jimmy eram a favor da comida, eu e Matt tentávamos balancear tudo e Fernanda, se não me engano, estava dormindo.

Nos primeiros dias da viagem estava dando tudo certo, eles tocavam de noite e nós íamos para o motel mais próximo para dormir e depois saíamos de novo. Mas adolescentes são adolescentes e em alguma hora estranha o plano dos gastos desandou…
Se antes nós dormíamos em três quartos, depois passamos para dois e um e agora nada.
Misteriosamente o dinheiro para a bebida não acabava nunca e isso pelo menos nos ajudava a não ficar entediados ou nada parecido.

No quinto dia, ou seja, último dia do ano, nós paramos em sei lá onde, eu e Fernanda estávamos dormindo e Jimmy nos acordou.
- Hey! São onze horas.
- Da manhã? — Fernanda perguntou zonza
- Só se for no pólo norte! Olha a escuridão! — Eu falei apontando pra fora
- Da noite óbvio! Vocês foram dormir sete.
Sentei e me ajeitei, Matt e Gates estavam sentados na praia à direita, Zacky e Johnny não vi.
Saí da van e tentei arrumar meu cabelo, mas não estava funcionando.
Andei até a areia e sentei ao lado de Gates.
- O que vocês estão fazendo?
- Nada de mais. — Ele respondeu passando um braço pelos meus ombros, eu estava com muito sono para retrucar. — Já resolveu atender seus pais?
- Não. E sempre tem o risco de eles rastrearem então desliguei o celular.
- Umh…

O tempo passou e as pessoas começaram a encher a praia, Zacky e Johnny voltaram com ainda mais bebidas e Fernanda e Jimmy se juntaram a nós na areia.
- Vamos lá seus putos, parem de beber pelo menos para não começarem o ano em coma alcoólico. — Eu disse tomando a garrafa da mão de Gates.
- Você está toda de preto, isso não é um sinal ruim para o ano novo?
- Como se eu ligasse muito. — Ele riu e beijou minha bochecha — Nem vem! — Eu disse limpando o local com a mão. — Eu já tomei banho hoje.
Faltando dois minutos, nos levantamos e fomos para a beirada da praia, Jimmy e Gates começaram a chutar água um no outro e o resto deles entrou na maldita brincadeira, isso é, até eu e Fernanda ralharmos com eles e todos voltarem para a areia.
As pessoas em volta dançavam ao som de uma música estranha e, em geral, me olhavam feio por estar toda de preto. Mas a culpa não é minha, não sei nem se eu tenho uma blusa branca!

A contagem regressiva começou do dez, e eu contei nem de longe tão animada quanto o resto das pessoas.
- Você não vai ficar de preto. — Gates disse me virando para ele.
- Ou preto ou pelada. — Ele sorriu sacana e eu rolei os olhos — Não é você que decide isso.
- Sou sim. — Ele disse e arrancou a própria camisa
- O que…? — Comecei, mas ele enfiou a blusa em mim
- DOIS, UM, FELIZ ANO NOVO! — O grito das pessoas me fez fechar a cara e ele sorriu.
- Feliz ano novo Vampira. — Disse e me abraçou, eu nem que quisesse poderia corresponder, pois meus braços estavam presos sob a camisa dele.
- Feliz ano novo. — Disse rolando os olhos.
Ele se afastou de mim poucos milímetros e sorriu. Então se aproximou de novo, colando os lábios aos meus.
Tive cinco segundos para pensar se corresponderia ou não, e antes da minha decisão ele se afastou rindo e foi pular em Jimmy.
Arrumei meus braços na camisa dele e fui fingir de simpática, dando feliz ano novo para as pessoas.
Fernanda agarrou meu pescoço e ficou gritando coisas de feliz ano novo e que seus sonhos se realizem, eu falei, pra você também e saí.
Procurei Jimmy para abraçá-lo e vi que eles estavam os cinco de braços dados pulando ondas juntos.
Depois da aparente sétima onda, eles pararam de pular e se abraçaram, gritando coisas que eu não entendi por causa da música e dos outros gritos.
Assistir aquela cena me deu um sentimento estranho, então olhei para Fer que sorria olhando-os.

Acabei por cansar do barulho decidi ir para a van, deixei a camisa de Gates com Fernanda e comecei a andar pela areia.
- Feliz ano novo! — Algum desconhecido desejou e eu sorri falso e desejei o mesmo, mas no meu olhar para o lado, acabei trombando com alguém.
- Desculpe. — Disse me virando para ver
- Que isso. Não foi nada. — O cara disse, mas com o tamanho dele também, só se eu fosse um caminhão para fazer alguma diferença. — Feliz ano novo. — Disse sorrindo
- Pra você também.
- Você não é daqui é?
- Não.
- Mh, imaginei, cidade pequena a gente conhece todo mundo.
Sorri e concordei com a cabeça, apesar de não concordar, mas sempre existe o fato de eu ser anti-sociável.
- VAMPIRA! — Grito estridente veio de trás e me virei para ver Jimmy acenar loucamente e correr para nós.
- Vampira?
- Mh? Ah! Meu nome é Jade, mas me chamam de vampira.
- Legal, me chamo Dean.
- Prazer.

Os braços tatuados de Jimmy me ergueram do chão e eu comecei a rir. — Você não vai sair sem se despedir do seu melhor amigo vai?
- Claro que não Jimmy! Eu só ia ali… Trocar de blusa.
- Mas o Syn não te deu a blusa dele?
- Eu não quero a blusa dele!
- Por que?
Rolei os olhos — Feliz ano novo Jimmy.
- FELIZ ANO NOVO VAMPS! — Sorri e ele me deixou no chão. — Vamos pra lá, deixa de ser chata.
- Tchau Dean.
- Até.
Fomos andando e Jimmy me importunou sobre ter ido embora e não ter falado com ele.

Eles estavam todos bebendo e gritando de novo, andamos até lá e Jimmy roubou uma garrafa de Zacky.
- Hey! Aonde você estava? — Gates perguntou e percebi que ele ainda estava sem camisa
- Eu ia ali na van, ver se eu tenho alguma coisa branca. — Menti de novo, mas quem liga?
- Por que? Eu já te dei minha blusa.
- Mas ela é gigante, e se a intenção é ficar de branco, você está de nada.
- Meu peito é branco.
Dei de ombros — Se for assim — Segurei a borda da minha blusa e puxei dois centímetros, mas ele agarrou meus pulsos com a cara fechada.
- O que você pensa que vai fazer? — Perguntou sério e eu comecei a rir e soltei minha blusa.
- Estou brincando. Até parece que eu sou do tipo de pessoa que fica andando de sutiã no meio de uma galera.
Ele pegou a blusa com Fernanda e me entregou. — Veste.
- Preto é legal.
Ele me forçou a vestir a camisa de novo e eu ri. — Agora, você passou o ano novo com minha camisa, por tanto vai passar o ano todo com elas.
- Vou sim… Pode esperar.
- E tem mais…
- O que? Vou ter que lavar elas também?
- Não. Você passou me beijando também.
- Ha! Pensa de novo quem foi que beijou, e sozinho ainda por cima.
- Sozinho não, sua boca estava lá.

Rolei os olhos e soquei seu ombro, estava um frio do caralho, beira de mar a noite venta caramba!
Meus braços arrepiaram e eu os abracei. — Merda!
- Que?
- Frio.
Ele abriu os braços e eu ergui as sobrancelhas. — Anda logo! — Disse e me puxou, me prendendo entre os braços grandes e, no momento, quentinhos.
- Você devia vestir sua camisa.
- Para de encher o saco, você vai ficar com ela e pronto.
- Mas está frio.
Ele parou e piscou confuso, se afastou um pouco e me encarou — Você está preocupada comigo? — Perguntou com uma surpresa tão grande na voz que quase chegou a me ofender.
- Algum problema com isso Brian? — Perguntei irritada
- Nenhum. — Disse sorrindo e me puxando para seus braços de novo.
Se não fosse o frio eu não ficaria, mas frio é frio. Me aconcheguei nele, passando os braços por sua cintura e apoiando a cabeça em seu ombro.

- Oi casal. — Zacky disse debochado
- Oi solitário. — Gates respondeu também debochado
- Solitário e burro. — Comentei — Tem que ser pra pensar que nós somos um casal.
- Todo mundo que vê vocês acha que são um casal.
- Claro que não. — Eu disse emburrada
Zacky rolou os olhos e cutucou uma mulher que estava de costas — Oi, feliz ano novo. Não quero incomodar, mas você pode dizer aqui para a minha amiga que ela faz um casal lindo com esse cara.
- Vocês são um casal lindo. — Ela disse rindo de Zacky — Mas usem camisinha.
Fechei a cara mais ainda e Gates começou a rir.
- Obrigado. — Zacky disse e me olhou sacana
- Você mandou ela dizer que nós somos um casal.
- Espera aí então.

Ele saiu andando e eu o encarei trançar entre as pessoas, ele voltou para perto de nós e cutucou um cara dessa vez.
- Eu estava pensando em chegar naquela garota, você conhece?
- Não cara, mas ela ta com o namorado. Acho que vai dar confusão.
- Será que é namorado?
- Acho que é. Tá até com a camisa dele.
- Ah, valeu. — Voltou a andar entre as pessoas e parou ao nosso lado. — Ouviu?
- Não interessa!
- Vocês estão pagando de casal, mais que a Fernanda e o Matt por sinal.
- Cala a boca Zacky! Ou eu vou arrancar seus olhos e guardar num potinho!
- Potinho?
- São bonitos.
- Obrigada. Os seus também.
- Já deu dessa melação de cueca vocês dois.
- Ciúmes Syn?
- Claro Zacky. — Disse irônico
Uma ventania maior ainda começou e eu me apertei mais no peito de Gates.
- Casaaal! — Ele disse de novo e eu o chutei — Caralho! Vou chamar reforços, você vai ver… JIMMY!
- Ah não… Mais gente para encher meu saco.
Jimmy chegou saltitante e nos olhou sacana — Oi gente. Zacky, que feio, atrapalhando o casal…
- MAS QUE PORRA! — Gritei me soltando de Gates e me virando para eles — QUAL É O PROBLEMA DE VOCÊS? NÓS NÃO SOMOS UM CASAL! — Os dois me olharam com os olhos arregalados e eu cruzei os braços. — Faça-me o favor… Ser casal com o Gates. — Disse e rolei os olhos.

Eles se entreolharam e depois olharam para trás de mim, me virei para ver o que ele poderia estar fazendo, mas aí é que está… Gates não estava mais lá.
- Aonde ele foi? — Perguntei me virando para os outros dois
- Não sei. — Zacky disse dando de ombros
- Vem cá Vampira. — Jimmy disse pegando meu pulso e me puxando, saímos andando para longe do tumulto de pessoas e sentamos na areia.
- Que foi?
- Você sabe o que está fazendo e quer foder o garoto, ou você realmente não percebeu?
- Percebi o que?
- Por favor né Vampira! Ele faz tudo pra você, sempre fez! Te dá a blusa dele, te leva em casa e te carrega porque você tem medo de cachorro… Eu, que sou seu melhor amigo, ia assistir rindo você correr.
- E o que tem a ver você ser um péssimo melhor amigo, com o Gates ser um bom amigo regular?
- Amigo regular que te pega? Ele não é seu amigo regular Vampira!
- Ok, meu amigo regular tarado.
Jimmy esfregou o rosto e ergueu as mãos — Eu desisto de você.
- Viu só? Péssimo.
- Vamos voltar pra lá.

Me levantei e segui Jimmy para o luau, mas vi Gates sentado em uma pedra no alto, fui até lá, não que tenha sido fácil escalar todas aquelas malditas pedras, mas…
- Fazendo o que aqui? — Perguntei amigável e ele me olhou de esguelha.
- Sentado.
- Por que saiu aquela hora? Ficou com vergonha dos meus gritos? — Tentei ser bem humorada, mas também não deu certo.
- Estava afim.
Bufei e cruzei os braços, sentando ao seu lado — Estou tentando aqui! Coopera comigo!
- Claro. — Disse e se levantou
- Aonde você vai?
- Embora.
- Por que?
- Cooperando com você.
- E de onde você tirou que sair é cooperar. Isso é, no mínimo, abandonar.
- Que seja.
- Gates!
- Mh?
- Senta aqui.
- Pra que?
- Anda logo!

Ele respirou fundo e voltou, sentando do meu lado, eu tirei a camisa dele e coloquei sobre seu ombro.
- Eu sei lá o que tem na sua cabeça de garoto doente. Mas caso eu tenha te ofendido, desculpa.
- Tanto faz.
- Tanto faz não, se não você não tinha se isolado do mundo aqui em cima.
- Isso é problema meu.
- E culpa minha. Me desculpa. Isso importa pra mim, sinceramente. — Disse o encarando.
Gates deu de ombros. — Já disse que tanto faz.
- E eu já disse que não! O que eu tenho que fazer uh? Te comprar vodka?
Ele sorriu — Álcool é o que mais tem.
- Te arrumar um travesseiro bom?
- Eu roubei o do último motel.
- Ah assim fica difícil.

Ele virou o corpo na minha direção e eu continuei o encarando, esperando o que ele ia fazer.
- Vem cá. — Disse puxando meu braço
- Aonde?
Gates bateu em uma das coxas com a mão livre, enquanto me puxava de leve.
Relutei um pouco, mas acabei sentando no colo dele.
- Valeu por vir.
- Aonde? Aqui ou na viagem?
- Nos dois. Acho que fizemos um progresso aqui.
- Claro que fizeram, saíram até na TV.
- Não estava falando disso. Estava falando de nós.
- Nós quem?
- Nós dois Vampira.
- É, acho que sim, não brigamos por cinco dias.
Ele alisava minha coxa com uma das mãos e a outra subiu para o meu pescoço, me puxando de leve, travei o pescoço o impedindo de me puxar mais.
- Vem. — Pediu rouco.
- Não.
Gates suspirou e beijou meu ombro. — Você tem que aprender a ser menos orgulhosa.
- Gosto do meu orgulho.
- Eu não.
- É meu orgulho, você não tem que gostar.
Ele riu pelo nariz e beijou meu pescoço, fazendo um caminho para a mandíbula.
- Eu disse não.
- Mas não está me impedindo.
- Gates! — Chamei irritada, mas ele nem ligou, aproveitou que eu tinha parado de forçar pra trás e me puxou, beijando minha boca com urgência.
Acabei me deixando levar, e dessa vez nem tinha a desculpa do álcool.

Passei a unha de leve em seus braços e ele me puxou mais, me ajeitando em cima dele.
Parti o beijo e coloquei a testa na dele, brincando com os cabelos negros.
Os foguetes retardatários ainda estouravam, sempre tinha alguém que guardava essa merda pra fazer barulho depois.
- Pensei em te perguntar uma coisa… Mas você não deve querer me responder.
- O que?
- Deixa pra lá. — Murmurou e me deu um selinho — Voltamos?
- Voltamos.

Levantei do colo dele, que se levantou em seguida, voltamos para a confusão de pessoas e encontramos os garotos, exceto Matt que estava se pegando com Fer num canto.
- Eu achei que vocês tinham morrido! — Johnny gritou e nos abraçou — Senti saudades.
- Bêbado! — Gritei rindo e correspondendo ao abraço triplo que virou grupal, quando Zacky e Jimmy se uniram a nós.

Quando toda a confusão de ano novo acabou, voltamos pra van e deitamos na parte de trás, Matt resolveu dirigir um pouco mais, para sair do tumulto, não sei aonde ele parou, pois eu dormi bem antes.

Acordei com um braço por cima de mim e esfreguei o rosto. O ombro de Jimmy estava quase na minha cara, olhei pra trás e descobri Gates me abraçando, estavam todos jogados, cada um para um canto. Hoje era a última apresentação deles, amanhã iríamos voltar para HB.

Sentei com cuidado para não acordar ninguém e soltei Gates de mim, colocando um travesseiro entre seus braços.
Saí da Van e percebi que ainda estávamos na praia, mas em um lugar afastado.
Peguei minha bolsa e fui para o starbucks, eu teria um cartão de crédito, se ele não tivesse sido bloqueado, então, milagrosamente, achei o da conta da poupança, que nunca ficava comigo, o que ia ser meu café egoísta só pra mim, virou um grande café pra todos.

Peguei as sacolinhas de papel e voltei, Jimmy estava acordando as pessoas aos berros.
- Bom dia! — Eu disse entrando na parte de trás
- Bom humor Vampira? Que isso einh Gates? Te admiro. — Zacky disse piscando e eu rolei os olhos.
- Olha aqui o que me deixa de bom humor. — Disse levantando as sacolas
- Você assaltou o starbucks por nós? — Zacky perguntou animado.
- Claro que não! Sozinha? Eu achei o cartão da poupança, comprei comida e café.
Eles atacaram a sacola enquanto eu tomava meu café quieta no meu canto, ouvindo vários “valeu Vampira” e coisas do gênero.

Fechei os olhos e encostei a cabeça no banco da frente, uma mão passou pela minha barriga e me puxou, abri os olhos e vi Gates me puxar pra perto.
- Bom dia. Por que não me acordou pra ir com você?
- Bom dia. Porque não sou uma chata irritante.
- Tem certeza disso? — O olhei de canto e ele sorriu. — Vou sair pra comprar cigarro, quer alguma coisa?
- Que você pare de fumar.
- Alguma outra coisa? — Perguntou rindo
- Não.
Ele segurou meu rosto e apertou a boca na minha, logo depois saiu pela porta acompanhado de Jimmy, voltei ao meu repouso no canto, mas ele, obviamente, foi interrompido de novo.
- Uh, pegou o Gates de novo?
- Olha o Matt ali Fer, vai lá ficar com ele.
- Pode acreditar, eu vou. Mas antes…
- Não.
- Anda! Me conta.
- Eu tenho preguiça de você. Por que não foi com eles? Você é uma chaminé também.
- Vampira. — Ela choramingou
- Sai! MATT! — Gritei e ele me olhou — Tira seu encosto de mim.
- Vem cá Nanda.
Ela me olhou feio e foi até ele, que a beijou e eu rolei os olhos.
Zacky voltou a dormir depois de comer e Johnny foi na farmácia em frente comprar remédio pra dor de estômago. O que o álcool não faz…

Quando todos chegaram, Jimmy foi dirigir e Matt e Johnny foram na frente com ele.
Demoraríamos um pouco para chegar a tal cidade, e dessa vez não dormiríamos para sair no outro dia, já que estávamos bem longe de casa.
Eu e Fer íamos dirigir assim que saíssemos e depois de eles descansarem trocaríamos.
Por esse motivo, deitei de novo no meu canto e abracei meu travesseiro, Fer e Zacky discutiam sobre Nirvana e Guns e Gates veio sentar do meu lado.
- Com sono?
- Um pouco.
- Quer deitar no meu colo?
- Não.

Ele sorriu e acariciou meu cabelo, brincando com as mechas vermelhas e passando-as pelo meu rosto de leve.
- Você está fedendo. — Grunhi
- Estou?
- Cigarro.
- Só minha mão.
- Vai feder meu cabelo.
- Bom que você acostuma.
Tirei meu cabelo da mão dele e enrolei, num rabo de cavalo torcido. — Não vai feder meu cabelo!
Ele escorregou até deitar do meu lado e me puxou pra perto. — Para de reclamar e vai dormir.
Fechei os olhos enquanto sentia ele acariciar meu rosto, logo depois os braços descendo para a barriga.
Provavelmente ele esqueceu que a ideia era me fazer dormir e me puxou mais, beijando meu ombro e me apertando contra seu corpo.
- Para. — Reclamei o empurrando um pouco — Eu quero dormir.
- Desculpe.

Ele me deixou em paz e dormi em poucos minutos, quando acordei já era tarde, estava sentindo frio e me encolhi, recebendo em resposta um puxão, bati contra o peito dele, que me abraçou beijando meu cabelo.
- Que horas são? — Perguntei correspondendo ao abraço.
- Cinco.
- Porra! Por que não me acordou?
- Você parecia cansada.
Vi por cima do ombro dele que Fernanda dormia e Zacky tinha sido substituído por Johnny.
- Paramos para almoçar?
- Sim. Quer comer? Comprei um lance de burrito vegetariano pra você.
- Quero. — Disse sorrindo e ele se levantou, voltou com uma sacola de plástico e me entregou.
O negócio estava mais do que bem embalado, em uma caixa de plástico dentro de uma outra sacola de papel.
Comi devagar, encarando meus próprios pés com interesse nulo. O burrito vegetariano era bom e eu me senti satisfeita com ele. Joguei as embalagens uma dentro da outra e coloquei no saquinho de lixo que ficava na porta.
- Obrigada. — Disse beijando a bochecha de Gates e ele piscou.
- De nada.
Deitei de novo, não para dormir, mas porque preferia isso do que ficar sentada, encarei o teto branco sem nenhum atrativo que eu pudesse fixar a visão.

Ele me imitou, deitando também, só que de lado. — Vai dormir mais?
- Não. Acho que nem é possível.
- Claro que é.
- Mas não vou.
Ele levou a mão a minha barriga e puxou a blusa pra cima, brincando com o piercing.
- Você gosta mesmo desse troço.
- Eu disse que gosto.
- Tira uma foto e coloca no seu quarto.
- Posso? — Perguntou sacana
- Não.
- Virou vegetariana pra manter a barriga lisa?
- Não, nunca fui nem no peso direito, e carne nem engorda tanto.
- Mh, não faço ideia de nada disso.
Coloquei o braço sobre o dele, brincando com a pele, arranhando-o de leve.

Ele se aproximou e beijou minha bochecha, depois virou meu rosto e foi pra boca, beijando com calma e me puxando de leve pra ele.
A van parou e eu quebrei o beijo, olhando para ver aonde estávamos.
- Anda logo que o show hoje é as nove horas galera. — Matt disse lá da frente, não que Gates tenha escutado, estava afundado no meu pescoço.
- Que horas são Matt? — Perguntei
- Seis e vinte.
- Gates, larga. — Eu disse batendo em seu ombro — Larga!
Ele se sentou e saiu da van, eles foram arrumar as coisas e eu e Fer fomos para o motel mais próximo, a mulher nos olhou estranho, pedimos um quarto com camas separadas, mas mesmo assim ela deve ter achado que somos lésbicas, já que Fer veio me abraçando e choramingando sobre eu ter que contar pra ela.

Tomamos banho e fomos para o bar aonde eles estavam, de dois em dois eles foram, e depois sobrou Matt, que foi com Fer… É, agora quero ver a mulher achar que somos lésbicas.
Oito e qualquer coisa, já tínhamos tirado tudo do motel e colocado na van, tudo preparado para quando formos embora.
Eles tocaram e depois fomos para a estrada, eu e Fer dirigimos duas horas cada uma até amanhecer, Zacky e Johnny tomaram nosso lugar e nós fomos para trás.

Matt estava num sono profundo que parecia pedra, Fer deitou do lado dele e fez o mesmo. Jimmy estava em coma, porque nem pra respirar ele se mexia direito. Já Gates estava acordado.
- Sem sono? — Perguntei quando sentei ao seu lado
- Pois é.
- Por que?
Ele sacudiu a cabeça em negativa e me puxou. — Nada.
- Então vai dormir, você e o Matt são os próximos.
- Eu sei.
- Vem, deita aqui. — Eu disse pegando seu travesseiro e colocando sobre minhas pernas. Ele se ajeitou e deitou a cabeça lá.
- Boa noite.
- Que seja. — Eu disse dando de ombros.

Notas finais
Likeed?
Espero que sim!