Notas iniciais
Olá, tudo bom? Esse primeiro capítulo foi escrito por mim,Mari.O proximo vai ser pela Denise e tals.Boa leitura

Denise olhava pros próprios sapatos em busca de alguma distração, enquanto Mari experimentava mais uma blusa. Não sabia mais quantas haviam sido, parou de contar na vigésima.

Denise respirou forte e jogou a cabeça pra trás numa tentativa de não dormir na cadeira.Já estavam naquela loja há horas.

— Terminei. — Mari disse finalmente, jogando uma pilha de roupas no colo de sua amiga, que até protestaria, mas estava cansada demais para isso.

— Você vai comprar tudo isso?

— Claro que não- Ela fez uma careta — Essa loja só tem roupa brega!

— Então por que estamos aqui a tanto tempo?- Retrucou enquanto a fuzilava com o olhar.

— Porque eu gosto de ter certeza das coisas — Ela dirigiu o olhar para a saída da loja, onde um segurança a encarava. — Acho melhor a gente ir, não é?- Sua voz falhava

Ela saiu e Denise a seguiu, enquanto a praguejava mentalmente.

Elas chamaram um táxi, e enquanto o carro seguia, Denise ouvia musica com a cabeça encostada no vidro e Mari prestava atenção nas notícias do rádio .

"Trazemos mais informações sobre o homem que matou vinte e sete pessoas em menos de 24h. Ele foi visto por testemunhas pela ultima vez na cidade de Miscit. A polícia pede para que se evite sair de casa até ele ser encontrado"

—Denise..- Mari chamou, com a voz trêmula, mas a amiga continuou cantarolando baixinho com os olhos fechados, então ela puxou de forma brusca o fone de ouvido da garota ao seu lado.

— Oque foi?- Questionou ela, visivelmente enfurecida.

— Você ouviu isso?

— A única coisa que estou ouvindo é a sua voz irritante.

— Minha voz não é irritante. E presta atenção, estou falando do rádio.

E então ouve-se alguns segundos de silêncio, interrompidos pela Denise.

—Oque que tem? Só está tocando uma música — Ela pegou os fones novamente — Ah, sua voz é irritante sim.

Mari desistiu, de nada adiantaria tentar falar com a amiga ali.

Ω

Mari digitava freneticamente em seu nootbook, enquanto Denise assistia algum filme aleatório na TV com um balde de pipocas

—E então? Achou algo? — Denise pergunta com a boca cheia.

— Achei uma suposta foto dele em um site mas não da pra ver o rosto, a foto ta muito escura.

— Você ta aí há uma hora. Só achou isso mesmo?- Denise pergunta, desviando o olhar da TV para Mari.

— Você quer oque? Apenas a polícia tem acesso as informações mais importantes. — Mari fecha o nootbook e apoia a cabeça no joelho-Eu desisto!

— Então deixe a polícia cuidando disso, ué.

— Você sabe que a nossa polícia não é confiável, se não ja teriam o pego. — Mari falou baixinho, como se quisesse acreditar nisso, enquanto levantava cabeça e observava o filme pensativa.

— Então, já está ficando tarde, e eu tenho que ir embora. — Denise se levantou rapidamente e caminhou em direção a porta.

— Depois de acabar com toda a pipoca, né? — Mari apoiou a mão na cabeça, sentido uma leve dor ali.

A amiga apenas deu um sorriso antes de sair.

Ω

Denise abriu os olhos preguiçosamente, e resmungou ao ouvir o irritante toque vindo do celular.

— Diz logo Mari. — Ela disse após atender o celular, com a voz firme.

— Você não vai acreditar no que eu descobri! — A garota do outro lado falou entusiasmada. — Tenta adivinhar!

— São quatro horas da manhã. Fala logo!

— Sabe aquela foto? — Ela pergunta num tom mais baixo.

— Que foto? — Denise apenas franze a testa.

— A foto de você-sabe-quem.

— Ah, claro que sei. — Ela fala de forma irônica, revirando os olhos.

— Eu consegui clarear a foto dele o bastante para ver seu rosto.

— Sério? — Denise responde claramente entediada — E como ele é?

— Não sei, ele usa uma mascara preta.

— Realmente não sei oque tem de impressionante nisso.

— Você poderia tentar ser mais normal, sabia? — Mari disse, impaciente.

— Olha quem fala, a garota que passou a madrugada pesquisando sobre um serial killer!

— Olha, se você não quer me apoiar, tudo bem. Não preciso de você ! — Ela desliga antes que Denise diga qualquer coisa.

A garota apenas bufa enfurecida.

— Não posso mata-la.- A garota ouve a baixa voz vindo do lado de fora.

— Não posso fazer isso! Não posso mata-la.- Ela ouve a mesma voz, um pouco mais alta dessa vez. Ela caminha com cautela até a janela, na intenção de não fazer barulho, e ao chegar proximo o bastante vê apenas seu jardim. Ela pula sob a janela, em busca da voz desconhecida.Olhando para os lados, ela caminha até a metade do jardim, sentindo arrepios pelo corpo.

Um homem rapidamente tampa sua boca com a mão, e a puxa até o lado de fora da casa. Denise tenta se soltar, mas não consegue. Ao tentar gritar, sai abafado. O homem apenas injeta algo em seu braço e a garota adormece segundos depois.

Ω

Denise acorda, e logo percebe que está amarrada junto a uma cadeira, com as mãos presas atrás dela, em um pequeno e escuro cômodo. Havia uma mesinha velha e uma segunda cadeira ao lado dela — Provavelmente para outra vitima- E cordas mais resistentes penduradas na parede.

— Gostou de sua nova casa? — O homem indagou ao entrar no cômodo.

O homem usava um capuz, luvas e uma mascara preta que Denise reconheceu imediatamente .

— Oque você vai fazer comigo? — Ela sentiu os olhos se encherem de lágrimas, enquanto as cordas apertavam cada vez mais seus pulsos.

O homem apenas sentou na cadeira e cruzou os braços.

— Por favor! Não me mate. Eu imploro!- Ela gritava, chorando descontroladamente. O homem parecia se divertir com aquilo.

— Ninguém vai te ouvir aqui. — Ele retrucou e a garota viu que era a mesma voz que escutara mais cedo.

O homem se levantou e foi até a garota,e se agachou até ficar na sua altura. Ela sentiu arrepios ao vê-lo tão perto.

— Alguém que esta nessa sala vai morrer daqui a algumas horas. E adivinhe só ?Não sou eu..

Notas finais
Comente oque achou. Beijos.