Girls in Black

21 Edge Of The Abyss


Notas iniciais
Esse cap ta todo focado na Mari ( pq eu tava sem ideias) e eu quase desisti dele Boa leitura.


Quando Mari acordou, percebeu que estava em sua cama. Concluiu que sua mãe tinha chegado e a visto dormir no chão na frente da TV. Ela deu um pequeno sorriso, aquilo lhe lembrava a infância. A diferença é que o pesadelo não acabava quando ela acordava.
Ela levantou-se e ouviu seu celular tocando encima da cama, exatamente onde deixara antes de ser sequestrada.

— Alô? — Mari perguntou ao colocar o aparelho no ouvido.
— Graças a Deus! Não achei que fosse atender. — A voz do outro lado soava baixa e aliviada, mas Mari sabia a quem pertencia.
— Lucas? — Ela ouviu a sua respiração acelerada do outro lado da linha. — O que aconteceu?
— Escuta, eles me deixaram fazer uma ligação, mas estão observando cada movimento meu. — Ele respondeu — E você provavelmente já sabe o que aconteceu.
— Thomas te obrigou a se entregar pra polícia? — Mari perguntou embora já soubesse a resposta.
— Exato. — Ele suspirou. — Então, você sabe porque liguei?
— Pois sou a única pessoa que você pode ligar? — Ela pensou um pouco mais — Precisa da minha ajuda pra sair?
— Sim, é óbvio. Tudo foi destruído. Preciso que pense em algo.
Mari franziu a testa. O que foi destruído? Sua dignidade?
— Do que está falando? — ela perguntou mas não houve resposta.
— Meu tempo acabou. Preciso desligar agora. — Ele respondeu e desligou.
Mari suspirou e foi até a sala. Será que as provas contra Thomas haviam sido destruídas? Esperava que não, ela precisava provar a inocência de Lucas e a culpa de Thomas.
— Oi mãe — Ela sorriu para a mulher sentada ao sofá, que lhe deu um forte abraço.
— Estou muito feliz por está de volta — A mãe exclamou feliz de um jeito que Mari não via há muito tempo.
— Também estou. — Ela diminui o sorriso — Olha mãe, se não se importa, vou dar uma saída agora.
— Onde vai? — Ela perguntou com o olhar preocupado.
— Eu só vou até a esquina pra ver como minha foto ficou nos jornais. — Ela respondeu a primeira coisa que lhe veio a cabeça. Precisava pensar em um plano, não iria conseguir dentro daquela casa — Não há com o que se preocupar, ele já está preso. — Ela sabia que isso não era verdade, mas precisava que sua mãe acreditasse que fosse.
Ela lhe lançou um olhar desconfiado, mas deixou que ela saísse.
Mari ficou todo o caminho pensando em sua conversa com Lucas. O que faria para ajudá-lo?
Ela era uma prova de toda a maldade de Thomas. Ela podia falar com a polícia como testemunha de que Lucas não foi o sequestrador. Mas havia um problema : Ela não foi exatamente vítima de Thomas, e sim de Ashley e um médico maluco. Mas conhecia alguém que havia sido.
Ela se aproximou do poste e arrancou um cartaz com a foto da Denise. Ela precisava encontrá-la.
— Está procurando por ela? — Uma voz falou atrás dela, o que fez ela se assustar. Ela se virou e viu uma garotinha loira.
— Oi... O que você está fazendo aqui? — Ela perguntou por ver que ela não estava acompanhada de nenhum adulto.
— Só estou passeando. — Ela estendeu a mão — Meu nome é Milan.
— Mari. — Ela apertou a mão da garota relutantemente.
— Eu sei. Conheço sua amiga.
— Denise? — Ela mostrou a foto do cartaz e Milan assentiu. — Sabe onde ela está?
— Sei. Ela está em uma cabana no meio da floresta. — Ela sorriu ao ver Mari franzir a testa. — Posso te levar até lá.
— Então tá. — A garotinha segurou sua mão e a levou até a floresta.
— Você não sente medo? — Mari perguntou encarando seus pés enquanto a garotinha a puxava pra dentro da floresta. Aquele lugar lhe dava arrepios.
— O tempo todo — A garota murmurou — Mas aprendi a conviver com ele.
Mari refletiu sobre a resposta de algo tão pequeno.
— Como conheceu a Denise?
— Meu quarto tinha uma passagem secreta — Ela respondeu — E ela me achou.
— Seu quarto? — Mari indagou confusa — Na casa de Thomas?
— Sim.
Não fazia sentido para Mari que Thomas também sequestrasse crianças. Isso a fez se sentir mais motivada a acabar logo com aquilo.
— Milan, você gostaria de se juntar a mim e a Denise para denunciar Thomas à polícia?
— É meio arriscado — Ela pareceu pensar — Mas aceito.
Mari deu um sorriso mínimo, quanto mais gente melhor.
— Ela está ali — Milan apontou para um penhasco.
— Tem certeza? — Ela franziu a testa. Denise não estava em um penhasco, sentiu como se estivesse perdendo o seu tempo ali.
— Vem ver — Milan se aproximou e ela a seguiu com passos cautelosos. — Ali, olha. — Bem no fim do precipício era possível ver uma cabana.
— E como chegamos até lá?
— Eu posso ajudá-las a chegar até lá. — Uma voz atrás delas falou. Mari sentiu um dejavú ao se virar pra ver quem era.
Um garoto que parecia ser um pouco mais velho que ela, com olhos claros e cabelos negros, sorrindo para as duas.
— Vocês se conhecem? — Mari perguntou para Milan.
— Sim — Ela respondeu retribuindo o sorriso. — Ele é o Rafael.
— O que vocês fazem aqui? — Rafael colocou as duas mãos na cintura, aquilo fez Mari se sentir acovardada
— Procurando uma amiga, mas já estávamos de saída. — Ela colocou as mãos trêmulas atrás do corpo pra que ele não percebesse.
— Como eu disse, posso ajudá-las.
— Não creio que consigamos descer por uma escada. — Mari retrucou enquanto Rafael se aproximava delas em passos lentos. Mas o que diabos ele estava fazendo?
— E quem foi que falou em escada? — Ele parou em frente a Mari e fuzilou seus olhos — Deveria parar de ser tão inocente quanto Milan.
Ele levou a mão direita até o pescoço de Milan e a empurrou, fazendo-a cair abismo abaixo.
Mari o empurrou para longe mas já era tarde de mais. Sentiu seus olhos se encherem de água ao ouvir o grito de socorro da garota ecoando em seus ouvidos.

Notas finais
Aiai