Gin no Majo 銀 の 魔女
2 O desafio.
— Ah!!!
— Ha... Ha... Ha... . Acordo ofegante e assustada em um lugar desconhecido, minha cabeça doí quando tento me lembrar de alguma coisa.
Tento me levantar da cama em que estou deitada, sem forças caio ao chão, meu corpo todo doí, como se estivesse em pedaços.
— Onde estou?... Minha cabeça...
— ... Eu estava...
— ...
— Ai!
Minha cabeça volta a doer.
— Hum... Impressionante, já esta de pé. Alguém se pronuncia.
Olho para a mesma.
— Uma pessoa...
— ...
— Não... Não é isso!
— Um demônio!?
Por fora aparenta ser um homem, mas tenho uma estranha sensação de que não seja humano, sinto um poder familiar...
— (silencio*)...
— Você realmente... . Diz ele pensando alto.
O demônio então da um sorriso e começa a se revelar.
— M-Merphisto!. Me exalto.
— O-o que você está fazendo aqui, ou melhor, o que eu estou fazendo aqui?. O pergunto.
Ele então diz:
— Hoo... Você me invoca e agora tenta me mandar embora?
— Mas não sera tão fácil se livrar de mim, você não se esqueceu não é mesmo? Uma invocação de sangue só acaba se você conseguir me vencer ou se você... (Risada maléfica)
— Mas como está agora seria chato de se fazer, você já era fraca, agora não passa de um inseto.
O olho com desgosto.
— O que você...
Antes de me pronunciar ele continua.
— Te darei uma semana para se recuperar, então resolveremos isso.
Não sei ao certo, mas escutar isso não me deu se quer medo, parece que minhas emoções estão confusas e não me deixam pensar direito. Antes de ele partir, o pergunto:
— Merphisto!
— ...
— O que aconteceu... com eles...
Ele me olha e diz:
— Não que me importe esses humanos...
— Mas sinta-se honrada, você ganhou meu interesse, por isso dei um fim a fera.
Suspiro aliviada e digo:
— Entendo, obrigada.
Antes de desaparecer, com o rosto um pouco sombrio ele sussurra.
— *Era o minimo que poderia fazer por ele.*
Dias se passam desde que Merphisto apareceu, não pude agradece-lo e nem sei se terei esta chance, ele me pareceu serio ao dizer que lutaria contra mim, tudo que posso fazer é sentar e esperar, do que me adianta pensar muito nisso, eu não sou forte e não possuo experiência alguma em combate, o mérito pela derrota de Cérberos não pode ser dada a mim, por mais que quem o derrotou seja algo que eu invoquei, esta mesma invocação irá acabar comigo daqui a alguns dias, mas eu não consigo sentir raiva ou remorso algum por ele, ao contrario disso, minha mente e alma estão em paz, me sinto leve como se pudesse fazer qualquer coisa, não me sinto mais fraca como antes, me parece que de alguma forma meu corpo se curou completamente, me sinto diferente como se algum poder estivesse dentro de mim, me pergunto se Merphisto tem algo a ver com isso, ou se tem alguma relação com o poder que saiu do meu corpo antes.
— (suspiro*)
Mais um dia se passa, amanhã completa uma semana, me sinto inquieta ao saber que estou a um dia de uma morte certa, mas nada mais que isto, talvez eu já tenha aceitado qualquer coisa que o destino me guarda, já consegui me redimir com as pessoas do colégio, acredito que não tenho mais nada a temer.
O Dia marcado chega, de manhã recebo algum tipo de mensagem telepática, "Monte Yngra", o monte que fica a oeste do colégio, este monte era utilizado para teste de magias de nível 5, aliás magos são categorizados por níveis:
Nível 0 — Não tem muito o que dizer, magos categorizados com nível 0 são magos como eu, quase não possuem afinidade com magia alguma e tem pouca mana em seus corpos. Maga é a energia utilizada para lançar magias, se sua mana acabar você sera incapaz de lança-las e ficara sem forças pelo resto do dia, magos experientes possuem reservar de mana em seus corpos;
Nível 1 — Magos de nível 1 são magos que não possuem afinidade com os elementos, mas possuem uma boa quantidade de mana em seus corpos, geralmente são utilizados como fonte extra de magia para barreiras magicas ou armas que precisam de grandes quantidades de mana, geralmente muito os veem como escravos.
Nível 2 — Magos de nível 2 são parecidos com magos de nível 1, só que possuem uma grande afinidade com os 6 elementos, mas não possuem mana e não conseguem lançar magias elementais poderosas sem ajuda de alguém, em raras ocasiões eles recebem ajuda de magos de nível 1, formando duplas um ajuda o outro e as vezes são considerados magos de nível 4 por conseguirem em cooperação lançarem magias poderosas.
Nível 3 — Magos de nível 3 são magos "comuns" por assim dizer, possuem afinidades com até 2 tipos elementais e uma razoável reserva de mana, não tem muito o que se dizer.
Nível 4 — Magos de nível 4 são magos fortes, magos que atingem esse nível algumas vezes até recebem medalhas da Associação Magica e são chamados para se juntar ao exercito real, esses magos possuem afinidades com até 4 tipos elementais e possuem um estoque considerável de mana, podendo batalhar por até 3 dias sem descanso.
Nível 5 — Magos de nível 5 são magos poderosos, possuem afinidades com 5 tipos elementais, possuem um enorme estoque de mana e uma reserva com a metade de sua mana atual, possuem também uma magia de nível intermediário, magia de nível 6; Estes magos geralmente são reis ou até mesmo algum membro prestigiado da Associação Magica.
Esses são os 5 níveis básicos da magia, magos que conquistam magias acima desses níveis, são chamados de Grand Master, acima do nível 5 estão:
Magias de nível 6 a 10, que são chamadas de magia intermediarias, somente seres poderosos como, demônios e poucos humanos, conseguem alcançar tais níveis, aliás o demônio que vai me massacrar é um deles, por isso muitos o temem.
Além de magias intermediarias, existe a magia Avançada, de nível 11, só existe dois seres nesse mundo que alcançaram esse nível, um deles foi o Rei Demônio Raikku Krustofer VII e o outro permanece em segredo até hoje, dizem que essa magia pode levar o mundo a ruínas.
— Bom, isso foi tudo o que li em um livro no meu tempo livre.
— De qualquer forma, acho melhor eu ir andando...
— Não pretendo fugir, mesmo que tente, seria perda de tempo.
— Com certeza ele me encontraria num piscar de olhos.
— (rindo*) Que demônio cruel não é mesmo?
— Espera minha recuperação, só pra poder brincar um pouco mais comigo, não que eu dure muito.
— (suspiro*)
Depois de um longo suspiro, saio da cabana em que estava e me dirijo ao monte Yngra.
Olho em volta para me localizar, desde que vim pra cá nunca deixei a cabana, tudo que eu precisava já estava la dentro, não sei ao certo se foi Merphisto ou se já estavam na cabana antes de chegarmos, de qualquer forma isso não importa muito. Depois de confirmar minha localização, caminho em direção ao monte, durante o caminho começo a ter sensações que nunca antes havia tido, é como se eu pudesse distinguir todas as criaturas e seres vivos que estão por perto, como se eu pudesse sentir diferentes tipos de mana por todos os cantos, não sei se é coisa da minha cabeça, ou alguma coisa tentando me confundir, de qualquer forma tenho que continuar em frente. Depois de caminhar por algum tempo, chego ao monte.
— Hoo... Você veio. Alguém se pronuncia.
— Merphisto... . Olho para ele.
— Tenho que elogiar sua coragem, não esperava que viesse. Diz ele tentando parecer surpreso.
— Não é como se eu tivesse alguma escolha não é mesmo?.
— ...
— Antes disso... quero te perguntar algo. O digo
— Vá em frente. Me responde ele
— Eu não sou habilidosa, muito menos forte, por que dar-se o trabalho de batalhar comigo?. Ele pensa por alguns segundo e diz:
— Hum..
— Se eu quiser retornar pra onde eu estava, terei que te derrotar, o ritual que você usou me deixa preso e me impede de me afastar até que o conjurador tenha toda sua mana drenada ou morra, por mais chato que isso seja, e uma magia absoluta que nenhum invocado pode ir contra. Diz ele sem motivação alguma.
— Se esse fosse o caso, você poderia ter me matado na cabana, enquanto estava inconsciente. O questiono novamente.
— Não poderia fazer isso, a duas coisas que preciso confirmar. Afirma ele.
— Duas coisas?. O pergunto confusa.
Merphisto diferente de antes, parece sério sobre isso, poderia jurar que ele era mais um entre os demônios, que mataria qualquer um sem se quer hesitar.
— Sem mais conversa, vamos começar. Impõe-se ele.
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