Gin no Majo 銀 の 魔女
3 A verdade.
Tento me acalmar ante esse desafio, não tenho a minima chance de conseguir reagir contra tal inimigo, enquanto permaneço imóvel esperando pelo ataque, Merphisto estende sua mão.
— Use isto. Diz ele.
Uma enorme espada aparece em sua mão, então ele a joga para mim, parece ser bem pesada e perigosa, uma espada cheio de entalhes de dragões.
— Como se suponha que eu usarei isto? Parece ser bem pesada.
— Acredito que até um forte homem não conseguiria levantá-la. O Pergunto.
— Apenas pegue-a. Me diz ele.
Duvidando por um segundo a pego.
— O que é isso? Apesar de sua aparência é bem leve. O digo espantada.
A gigantesca espada está sendo segurada por apenas uma de minhas mãos, aparenta ser pesada, mas na verdade é bem leve, é incrível como algo assim é possível.
— Como eu pensei...
— Vamos começar. Se apressa ele.
Merphisto se posiciona, eu tento fazer o mesmo, mas a verdade é que eu nunca utilizei uma espada antes, não tenho postura nem estilo algum de luta, acredito ser impossível manejá-la de forma correta.
— Não vou me conter!. Grita ele.
Merphisto retrai todos os músculos de suas pernas e como um projetil salta sobre mim, não tendo muito o que se fazer colco a espada em minha frente numa tentativa de me defender.
— HAAAA!!!. Com suas longas e afiadas garras Merphisto acerta um grande golpe contra minha espada, com o impacto sou jogada a vários metros de distância, chocando-me contra uma rocha.
— Buha!(Vomita sangue*).
— *Aaa a... Eu vou morrer... com certeza vou morrer*. Sinto varias costelas quebradas e não consigo me mexer.
— Vamos Rei, não me diga que isso é tudo...
— Cade aquela coragem que você demonstrou enfrentando aquele Cérberos, não me diga que era só papo?. Diz ele zombando.
— (tosse sangue*)
— C-co...mo você quer que eu (tosse*), batalhe contra alguém que arrancou uma das cabeças de Cérberos com uma só mão!? (tosse* tosse sangue*). O respondo cansada.
— Você se subestima de mais... . Diz ele
— Eu sou fraca, não possuo força alguma, só não gosto de ver pessoas se ferindo, por mas que não gostem de mim, sempre quero pagar o que devo (tosse*)
Merphisto me olha de forma sombria.
— Esta é sua ultima chance...
— Se levante!. Grita ele.
— É IMPOSSÍVEL!!! (tosse* tosse*)
— Então... você ira morrer!. Afirma ele.
— [Dark Blade]. Conjura.
Merphisto conjura uma espada de chamas negras e parte para cima de mim novamente, a espada claramente almeja meu pescoço.
— *(ri fracamente*) Então é assim quando estamos prestes a morrer? Tudo parece estar em câmera lenta, parece uma eternidade... Acredito que seja o ponto onde você repensa a sua vida toda, e se arrepende do que não pode fazer... (ri novamente*)
[Voz desconhecida]
— Você está errada, você ainda pode lutar. Alguma coisa se pronuncia em minha cabeça.
— Vamos... somos bem mais que isso.
Sinto uma cálida sensação dentro do meu peito, a dor se vai, minhas forças retornam, minhas feridas se curam, o ínfimo momento que parece durar para sempre, me da uma chance de contra ataque, meu corpo por um momento se movimenta sozinho. Com um giro veloz para a esquerda desvio de seu ataque, ao mesmo instante o golpeio no abdome.
— Argh!
— Você... consegui se tentar não é mesmo? (ajoelha*). Diz ele ensanguentado.
— Meu corpo apenas... . Tento explicar, mas não consigo.
— Você duvida de mais de sua força...
— Rei... Krustofer. Ele ri.
— Krustofer... do que está falando?. O questiono.
— Você é... a Rainha perdida. Diz ele
— Isso... não pode ser verdade. O refuto.
Merphisto se levanta segurando seu abdome.
— O que não pode ser verdade?
— O fato de ser um demônio? Ou o fato de ser não só um demônio, e sim o mais forte entre eles?. Pergunta ele.
— Tudo! Você só está tentando me confundir! Nunca fui forte o suficiente nem para aprender magias básicas, como pode dizer tais absurdos como esse?. Grito a ele.
— Parece que ainda não se deu conta de seus poderes não é mesmo...
— Me diga, como conseguiu levantar está espada que segura? Nenhum humano ou demônio conseguiria levanta-la sem o devido treinamento.
— Até mesmo eu, tive que treinar por um dez anos antes de poder levanta-la, e até hoje não consigo utiliza-la...
— E como posso dizer... você... fez isto parecer brincadeira de criança, chega a ser frustrante. Me explica ele.
— Não é verdade, meus pais foram mortos... durante um ataque de demônios!
Merphisto começa a rir.
— (rindo*) Foram isso que te contaram?
— Quanta bobagem.
— Seu pai foi um dos maiores Rei Demônio que já existiu, todos os demônios o temiam e o respeitavam por quem ele era; Do jeito que fala parece até que odeia sua própria espécie!. Se exalta ele.
— Isso não é verdade, eu sou... Humana!. O refuto.
— Vejo que te manipularam de alguma forma.
— Aqui vai alguns fatos que provam que você não é humana.
— 1º(primeiro) Esse tempo todo eu estava hostilizando essa área, um humano não permaneceria de pé ao sentir tal ameaça.
— 2º(segundo) Como já havia dito, essa espada é uma Matadora de Dragões, que pertenceu ao seu pai Raikku Krustofer, nenhum demônio muito menos um mero humano conseguiria manejá-la.
— E por ultimo e mais importante...
— Você ainda está viva!
— ... O que você quer dizer com isso?. O pergunto.
— Como já expliquei, não posso sair de perto de você, ao menos que sua magia seja toda drenada ou que você morra...
— Você deve estar ciente de que, quando alguém invoca algo, sua magia é automaticamente compartilhada com o mesmo.
— Isso não quer dizer que sua magia será drenada por isso, a verdade é que, ninguém gosta de ser escravo dos outros, por isso pegam mais mana do que precisam, para poderem escapar.
— E eu, estive fazendo isso desdo começo!. Me responde ele.
— ... . Permaneço em silêncio.
— Tire suas próprias conclusões, você acha mesmo que um humano fraco, conseguiria me invocar e me fazer permanecer ao seu lado por todo esse tempo, tendo sua energia drenada a cada instante, sem que morra?
— Humanos nos classificam, se fossemos usar tal insulto, me classificam como um demônio de Rank S, um demônio superior. Continua ele.
— Não, isso não pode ser verdade...
— Eu passei os últimos dez anos acreditando que meus pais foram mortos por demônios e culpando-os por isso, não posso simplesmente aceitar o que você diz, até alguns dias atrás, eu era apenas uma garota fraca e sem magia, não tem como agora eu ser filha de um rei demônio!. Nego novamente.
— Sim, você tem razão.
— Mas isto também tem uma explicação, e é bem simples na verdade.
— Suas lembranças, seu poder e sua personalidade, foram todas seladas, como sua mana não pode circular pelo seu corpo corretamente, seu crescimento foi retardado...
— Você... tem essa aparência pequena e frágil por não crescer como os outros demônios.
— Me diga... você se lembra de sua infância? Sabe a quanto tempo faz? Lembra sua idade?. Me pergunta ele.
— ... . Não consigo responder a ele.
— Muitos do conselho queriam te matar, outros queriam te estudar e encontrar um jeito de extrair seu poder magico, fazendo-a acreditar que era apenas uma pessoa sem sorte, que nasceu sem magia e sem afinidade para nada, te deixaram num colégio sob a supervisão de alguns magos do conselho, claro que dentre eles, também haviam magos que se opuseram a isto.
— O ultimo incidente que ocorreu no colégio magico Griff, não foi acaso, alguns desses membros que te querem morta, conjurou um Cérberos para que o selo em você se rompe-se, fazendo assim o seu poder se descontrolar e então tendo uma boa razão para te matar.
Merphisto parece sério sobre isso, mas me nego a acreditar.
— ...
— Isso... é
— Você está tentando me enganar... . O nego novamente.
— (suspiro*) Você ainda não acredita?
— Vejo que não me resta escolha. Merphisto se aproxima e estende sua mão sobre minha cabeça.
— O que vai fazer!?. O questiono.
— Vou tirar o selo de suas lembranças, isso é algo simples de se fazer.
— Veja por você mesma... quem você é.
— [Liberar]. Conjura ele.
Nesse instante minha cabeça se enche de lembranças desconhecidas... ou talvez lembranças... que eu já não lembrava mais.
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