Tento me acalmar ante esse desafio, não tenho a minima chance de conseguir reagir contra tal inimigo, enquanto permaneço imóvel esperando pelo ataque, Merphisto estende sua mão.

— Use isto. Diz ele.

Uma enorme espada aparece em sua mão, então ele a joga para mim, parece ser bem pesada e perigosa, uma espada cheio de entalhes de dragões.

— Como se suponha que eu usarei isto? Parece ser bem pesada.

— Acredito que até um forte homem não conseguiria levantá-la. O Pergunto.

— Apenas pegue-a. Me diz ele.

Duvidando por um segundo a pego.

— O que é isso? Apesar de sua aparência é bem leve. O digo espantada.

A gigantesca espada está sendo segurada por apenas uma de minhas mãos, aparenta ser pesada, mas na verdade é bem leve, é incrível como algo assim é possível.

— Como eu pensei...

— Vamos começar. Se apressa ele.

Merphisto se posiciona, eu tento fazer o mesmo, mas a verdade é que eu nunca utilizei uma espada antes, não tenho postura nem estilo algum de luta, acredito ser impossível manejá-la de forma correta.

— Não vou me conter!. Grita ele.

Merphisto retrai todos os músculos de suas pernas e como um projetil salta sobre mim, não tendo muito o que se fazer colco a espada em minha frente numa tentativa de me defender.

— HAAAA!!!. Com suas longas e afiadas garras Merphisto acerta um grande golpe contra minha espada, com o impacto sou jogada a vários metros de distância, chocando-me contra uma rocha.

— Buha!(Vomita sangue*).

— *Aaa a... Eu vou morrer... com certeza vou morrer*. Sinto varias costelas quebradas e não consigo me mexer.

— Vamos Rei, não me diga que isso é tudo...

— Cade aquela coragem que você demonstrou enfrentando aquele Cérberos, não me diga que era só papo?. Diz ele zombando.

— (tosse sangue*)

— C-co...mo você quer que eu (tosse*), batalhe contra alguém que arrancou uma das cabeças de Cérberos com uma só mão!? (tosse* tosse sangue*). O respondo cansada.

— Você se subestima de mais... . Diz ele

— Eu sou fraca, não possuo força alguma, só não gosto de ver pessoas se ferindo, por mas que não gostem de mim, sempre quero pagar o que devo (tosse*)

Merphisto me olha de forma sombria.

— Esta é sua ultima chance...

— Se levante!. Grita ele.

— É IMPOSSÍVEL!!! (tosse* tosse*)

— Então... você ira morrer!. Afirma ele.

— [Dark Blade]. Conjura.

Merphisto conjura uma espada de chamas negras e parte para cima de mim novamente, a espada claramente almeja meu pescoço.

— *(ri fracamente*) Então é assim quando estamos prestes a morrer? Tudo parece estar em câmera lenta, parece uma eternidade... Acredito que seja o ponto onde você repensa a sua vida toda, e se arrepende do que não pode fazer... (ri novamente*)

[Voz desconhecida]

— Você está errada, você ainda pode lutar. Alguma coisa se pronuncia em minha cabeça.

— Vamos... somos bem mais que isso.

Sinto uma cálida sensação dentro do meu peito, a dor se vai, minhas forças retornam, minhas feridas se curam, o ínfimo momento que parece durar para sempre, me da uma chance de contra ataque, meu corpo por um momento se movimenta sozinho. Com um giro veloz para a esquerda desvio de seu ataque, ao mesmo instante o golpeio no abdome.

— Argh!

— Você... consegui se tentar não é mesmo? (ajoelha*). Diz ele ensanguentado.

— Meu corpo apenas... . Tento explicar, mas não consigo.

— Você duvida de mais de sua força...

— Rei... Krustofer. Ele ri.

— Krustofer... do que está falando?. O questiono.

— Você é... a Rainha perdida. Diz ele

— Isso... não pode ser verdade. O refuto.

Merphisto se levanta segurando seu abdome.

— O que não pode ser verdade?

— O fato de ser um demônio? Ou o fato de ser não só um demônio, e sim o mais forte entre eles?. Pergunta ele.

— Tudo! Você só está tentando me confundir! Nunca fui forte o suficiente nem para aprender magias básicas, como pode dizer tais absurdos como esse?. Grito a ele.

— Parece que ainda não se deu conta de seus poderes não é mesmo...

— Me diga, como conseguiu levantar está espada que segura? Nenhum humano ou demônio conseguiria levanta-la sem o devido treinamento.

— Até mesmo eu, tive que treinar por um dez anos antes de poder levanta-la, e até hoje não consigo utiliza-la...

— E como posso dizer... você... fez isto parecer brincadeira de criança, chega a ser frustrante. Me explica ele.

— Não é verdade, meus pais foram mortos... durante um ataque de demônios!

Merphisto começa a rir.

— (rindo*) Foram isso que te contaram?

— Quanta bobagem.

— Seu pai foi um dos maiores Rei Demônio que já existiu, todos os demônios o temiam e o respeitavam por quem ele era; Do jeito que fala parece até que odeia sua própria espécie!. Se exalta ele.

— Isso não é verdade, eu sou... Humana!. O refuto.

— Vejo que te manipularam de alguma forma.

— Aqui vai alguns fatos que provam que você não é humana.

— 1º(primeiro) Esse tempo todo eu estava hostilizando essa área, um humano não permaneceria de pé ao sentir tal ameaça.

— 2º(segundo) Como já havia dito, essa espada é uma Matadora de Dragões, que pertenceu ao seu pai Raikku Krustofer, nenhum demônio muito menos um mero humano conseguiria manejá-la.

— E por ultimo e mais importante...

— Você ainda está viva!

— ... O que você quer dizer com isso?. O pergunto.

— Como já expliquei, não posso sair de perto de você, ao menos que sua magia seja toda drenada ou que você morra...

— Você deve estar ciente de que, quando alguém invoca algo, sua magia é automaticamente compartilhada com o mesmo.

— Isso não quer dizer que sua magia será drenada por isso, a verdade é que, ninguém gosta de ser escravo dos outros, por isso pegam mais mana do que precisam, para poderem escapar.

— E eu, estive fazendo isso desdo começo!. Me responde ele.

— ... . Permaneço em silêncio.

— Tire suas próprias conclusões, você acha mesmo que um humano fraco, conseguiria me invocar e me fazer permanecer ao seu lado por todo esse tempo, tendo sua energia drenada a cada instante, sem que morra?

— Humanos nos classificam, se fossemos usar tal insulto, me classificam como um demônio de Rank S, um demônio superior. Continua ele.

— Não, isso não pode ser verdade...

— Eu passei os últimos dez anos acreditando que meus pais foram mortos por demônios e culpando-os por isso, não posso simplesmente aceitar o que você diz, até alguns dias atrás, eu era apenas uma garota fraca e sem magia, não tem como agora eu ser filha de um rei demônio!. Nego novamente.

— Sim, você tem razão.

— Mas isto também tem uma explicação, e é bem simples na verdade.

— Suas lembranças, seu poder e sua personalidade, foram todas seladas, como sua mana não pode circular pelo seu corpo corretamente, seu crescimento foi retardado...

— Você... tem essa aparência pequena e frágil por não crescer como os outros demônios.

— Me diga... você se lembra de sua infância? Sabe a quanto tempo faz? Lembra sua idade?. Me pergunta ele.

— ... . Não consigo responder a ele.

— Muitos do conselho queriam te matar, outros queriam te estudar e encontrar um jeito de extrair seu poder magico, fazendo-a acreditar que era apenas uma pessoa sem sorte, que nasceu sem magia e sem afinidade para nada, te deixaram num colégio sob a supervisão de alguns magos do conselho, claro que dentre eles, também haviam magos que se opuseram a isto.

— O ultimo incidente que ocorreu no colégio magico Griff, não foi acaso, alguns desses membros que te querem morta, conjurou um Cérberos para que o selo em você se rompe-se, fazendo assim o seu poder se descontrolar e então tendo uma boa razão para te matar.

Merphisto parece sério sobre isso, mas me nego a acreditar.

— ...

— Isso... é

— Você está tentando me enganar... . O nego novamente.

— (suspiro*) Você ainda não acredita?

— Vejo que não me resta escolha. Merphisto se aproxima e estende sua mão sobre minha cabeça.

— O que vai fazer!?. O questiono.

— Vou tirar o selo de suas lembranças, isso é algo simples de se fazer.

— Veja por você mesma... quem você é.

— [Liberar]. Conjura ele.

Nesse instante minha cabeça se enche de lembranças desconhecidas... ou talvez lembranças... que eu já não lembrava mais.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.