Gimme More
21 Secrets
Notas iniciais
Secrets 2 – Clarisse
Dona de coxas grosas e uma cintura bem fina, a menina escondia bem as curvas. A camiseta ficava larga em seu corpo, a estampa do Coringa era sua preferida. Havia sido um presente de Thalia outro motivo para que gostasse ainda mais daquela peça. Seu short era totalmente encoberto pela blusa, mas a morena não se importava. Os tênis surrados quase não faziam barulho pela calçada, mesmo seus passos sendo pesados e fortes. Mesmo assim ainda atraia alguns olhares maliciosos.
A oficina era um segundo lar para ela. Gostava bastante de mexer naquelas peças e depois ouvir o barulho dos motores. Parecia indescritivelmente perfeito a ela.
–O que está fazendo aqui? – a voz surpreendeu-a.
–Eu poderia perguntar o mesmo – retrucou deixando a mochila sobre o balcão do professor. Óbvio que a menina sabia bem mais do que aquele velho, mas era bom fingir-se ingênua. Chris Rodrigues olhava-a esperando uma resposta, mas também a admirando, tanto o corpo quanto a atitude.
O motivo da pergunta se devia ao fato de não haver aula e que aquela oficina deveria estar fechada; não deveria haver qualquer funcionário, aluno ou professor ali, e, no entanto, lá estavam os dois.
–Queria ficar sozinho – respondeu o menino vendo que ela não falaria – Sinto que posso ficar louco com a minha mãe.
Clarisse não sorriu como ele esperou que fizesse. Família era um assunto delicado para ela como era para as outras amigas, mas para aquela garota era um tanto pior. Virou o rosto escondendo a dor em seus olhos.
–Eu também queria ficar sozinha com os carros – ela disse, começou a caminhar de volta para o balcão onde deixara a mochila – Acho melhor eu ir...
–Não! Fica. – Chris muito rápido se pôs entre o balcão e a menina.
–Por quê? Pensei que também quisesse ficar sozinho.
–Queria, mas se você for minha companhia não vou me importar.
–Por quê? – repetiu.
–Você é legal, Clarisse. Será possível que ainda não percebeu isso? – a pergunta foi feita com raiva. Chris não aguentava aquela menina tão extraordinária não reconhecer o próprio valor.
Ela irritou-se. Deu a volta e chegou ao balcão; a mochila estava a menos de um metro a sua direita. Segurando-lhe o pulso, ele virou-a até tê-la presa entre seu corpo e o cimento. Chris era mais alto, mais velho, mais forte. Um corpo bonito, sem exageros, excessos. Os cabelos escuros e os olhos castanhos como os dela. Clarisse o via como fazendo parte da elite da escola. Certo que ela também fazia, mas nunca se sentiu bonita, desejada, tão perfeita como as outras quatro. Rodrigues merecia alguém como Rachel e seus cabelos em chama ou com a noite dos olhos de Bianca. O que ela era comparada as outras quatro? Nada, sabia que sim.
–O que pensa que está fazendo? – tentou soar grossa, mas ofegou. Fazia semanas desde que a morena sentia-se atraída por ele. Ele se forçou sobre ela e cobriu-lhe a boca com um beijo forte e ardente. Pararam apenas para respirar; o rapaz ficou vermelho. Queria beijá-la há dias, meses, mas esperava ter sido bem mais gentil do que havia sido.
–Desculpe. Eu não devia... – Clarisse passou os braços sobre o pescoço dele, puxando-o e grudando aquele corpo maior sobre o dela, completamente indefesa e pressionada por ele. Beijou-o com ainda mais força do que ele, e Chris não precisou de esforço para saber onde ambos iriam parar. O balcão, que não era muito alto, batia na cintura da menina. Colocando-a sentada sobre ele, Chris abriu-lhe as pernas, pegando a dica ela o abraçou com as mesmas, colando-os como podiam. Estavam tão juntos que foi difícil para ele tirar a regata cinza que usava. – Devíamos fazer isso aqui? – ele perguntou ofegando tanto quanto ela.
–Onde mais? – com os olhos fechados e o coração a mil por hora.
–Não sei. Na sua casa, na minha, em um motel, mas na escola... – a menina riu baixinho. Uma risada rouca e tão sexy que o fez apertar ainda mais os corpos já tão colados.
–Não sabia que você era tão certinho.
–Não sou certinho – aquilo afetou.
–Prove.
Ele afastou-se. Fechou os portões e a única porta que ligava a oficina a escola. Sem a claridade do sol da tarde, aquele lugar ficava na penumbra já que nenhum dos dois tinha se incomodado em acender as luzes.
–Acho bom que você não recue. Eu não vou conseguir parar – ele parecia selvagem; Clarisse gostou e muito. Riu outra fez, pulou do balcão e andou até ele já descalço e pulou em seu pescoço. Ele tirou-a do chão por bastante tempo, erguendo-a pela cintura e pela bunda. Ela gemia a cada aperto naquela região enquanto ele se excitava ainda mais.
Chris arrancou a blusa dela, jogando-a no chão. Tirou o sutiã com a mesma facilidade, habilidade e rapidez. No instante seguinte, para a surpresa de Clarisse, ela estava inclinada para trás, o corpo totalmente dependendo das mãos firmes e calejadas dele. Os chupões deixaram marcas no pescoço e até no colo. Chris queria brincar com aqueles peitos tão grandes e firmes que ela tinha, queria apertá-los com as mãos, mordê-los, sugá-los, mas seu membro estava rijo, ereto e pulsava pedindo por atenção.
Por essa razão, sua mão desceu até o botão do short, que escorregou junto com a última peça até o chão. Colocou Clarisse de bruços sobre o capô de um dos carros que ele acabara de concertar. Ela sabia o que viria, e aguardava com ansiedade. Chris se livrou das próprias peças de roupa e penetrou-a de uma só vez, fazendo com que ela gritasse de prazer. Ele próprio queria gritar, mas abafou-o em um gemido longo. Estocadas, longas e fundas na qual ele temia machucá-la, mas parou de se importar: a cada nova investida, mais forte, mais funda, mais Clarisse empinava a bunda para ele. Toda minha – ele pensou. Puxou os cabelos dela, presos em um rabo no alto da cabeça, bateu em suas coxas tão grossas e firmes... Ela gemia em prazer, gritava seu nome e pedia por mais.
–Vou ter você inteirinha – ele falou sobre os gemidos loucos dela; urrou quando sentiu o interior dela se contrair, apertando seu pau. Ela riu outra vez, aquele som que o levava ao inferno, tamanha a capacidade de fazê-lo pensar em perversidades com ela. Grudou seu corpo no dela quando enfim gozou. Ambos gemendo o nome do outro.
Clarisse tremia quando se virou, encarando nos olhos. Ele ficou chocado vendo naqueles olhos castanhos, tamanha perversão, desejo e luxúria. Ela queria-o ainda mais. Soltou os cabelos que caíram em ondas magníficas e sensuais.
–Acho bom que você ainda não tenha acabado – sua voz baixa e rouca bateu em seu rosto. Chris ficou louco.
–Eu nem comecei – mordicou sua orelha, seu pescoço e voltou a dar-lhe um beijo louco e selvagem nos lábios. Ambos guiados apenas pela memória de como seria a local que conheciam bem, foram para a salinha ao lado da sala do professor: um lugar sem decoração, apenas com um sofá e um armário com poucas bandagens; era o necessário até que pudesse ir para a enfermaria ou o enfermeiro ir socorrer os alunos mais desastrados.
Clarisse jogou-o no sofá. Ela podia não se achar no mesmo patamar que as outras, mas ainda era uma das cinco princesas da Máfia. Ela mandava. Ele obedecia. Pegando do armário o que precisava para se divertir voltou para Chris. Sentou-se sobre ele, não sobre o pau ereto como ambos queriam, mas no abdômen definido e bem malhado.
–Tão molhadinha... – ele sorriu malicioso sentindo sua barriga se umedecer com o líquido dela.
Com faixas longas e firmes o suficiente, ela amarrou os punhos do menino e os levou para cima da cabeça dele. Logo ali, do lado do sofá havia duas argolas de ferro pressas na parede para que se pendurassem os panos sujos ou limpos. Ela amarrou a faixa ali e com força. Ela sabia que nem a argola, nem a faixa cederiam.
–Clarisse... O que você...?
Ele teve tempo de pensar: aqueles seios tão perfeitos estavam tão perto e... Não podia tocá-los. Clarisse passava o seio direito sobre o rosto do rapaz, deixando o mamilo rijo deslizar sobre as maçãs do rosto dele, na curva do nariz (onde ele inspirava com força sentindo o cheiro suave do sabonete que ela usava), sobre os lábios. Quando Chris abria a boca para mordê-lo, chupá-lo, beijá-lo, Clarisse o retirava muito, muito rápido. A menina fez isso tantas vezes que além de excitado, Chris estava desesperado precisava dela, estar dentro dela, ter aqueles peitos nas mãos e na boca e que o inferno o esperasse pela manhã. Ele a teria. Tinha que ter.
A faixa começava a ceder tamanha a força que ele fazia para se soltar. Clarisse levou sua mão até os pulsos presos dele, como que para acalmá-lo. Ela deitou-se sobre ele, sentindo aquela ereção encostar-lhe no corpo, mas no lugar errado. Beijou-o com suavidade pela primeira vez, enquanto suas mãos habilidosas tratavam de desfazer o nó que ela fizera. Quando livre, ele inverteu as posições ficando por cima, mas sem quebrar aquele beijo; pelo contrário, aumentou a intensidade até que desceu os lábios para o pescoço, ombro e o seio... Mordeu o mamilo como que para mostrar o quanto o queria, o quanto aquela tortura teria revanche. Clarisse gritou, mas sua mão pressionava a nuca do menino, prendendo-o ao seio. Chupou-o e deslizou a ponta da língua sobre, chupava com vontade. Sua mão atacou o outro, mas com suavidade a principio. Apenas pressionando.
–Chris... – ela acariciava seus cabelos, dedilhando-os, puxando-os. Rodrigues estava louco, louco por ela. – Chris... – ela suspirava o nome dele enquanto seus dedos esfregavam um mamilo e sua boca sugava o outro – Você não é mesmo tão certinho...
Como resposta, ele beijou o vão entre os seios. Um beijo suave e seco. Mas delicioso. Ela tremeu. Chris abriu as pernas dela com suavidade, com calma, colocou as mãos sobre o couro do sofá ao lado do rosto dela e se posicionou. Ficou olhando-a nos olhos se perdendo naquele tom de castanho. Ela sorriu com malicia.
–O que está esperando? – ele encarou-a ainda mais intensamente; ela passou o braço sobre o ombro, envolvendo as costas e arranhando-o; ele gemeu baixinho o nome dela – Eu quero você, Chris. Quero já.
Penetrou-a só a cabecinha; Clarisse arfou. Foi entrando devagar como que para prolongar ainda mais seu prazer. Suspiraram. Meteu nela por longos minutos e ainda não parecia ser o bastante. Ela colocou-o sentado, sem sair de dentro dele e lhe mostrou tudo o que era capaz de fazer. Rebolava, devagar e com força, depois mais rápido e com ainda mais força. Chris estava louco vendo aqueles peitos balançarem na sua frente, sentindo o interior dela se contrair e apertá-lo enquanto ela se mexia... E ela começou a cavalgar. Cavalgava como se lembrava de fazer em uma excursão da escola, quando não tinha mais do que nove anos. Cavalgou com vontade, chegando a pular sobre o pênis de Chris. Ela diminuiu a velocidade, mas a intensidade era mesma. Ela sentia aquele pau pulsando dentro dela e, enquanto gozava apertava as bolas do parceiro. Rodrigues apertou-lhe a bunda e mordeu o mamilo mais próximo evitando gritar, mas não teve como.
–CLARISSE! – apertou-a bem contra sim enquanto a preenchia com seu líquido. Não conseguiam se mexer. Estavam acabados. Os cabelos de ambos grudavam nos corpos reluzentes de suor. Com as mãos tremulas, ela se apoiou nos ombros dele e o beijou com suavidade, ainda mais calma. Era um beijo doce, o beijo que ela nunca havia cedido a ninguém. Um beijo quase apaixonado.
[...]
Clarisse andava pelas ruas com o coração ainda disparado e os pés leves, quase tropeçando no ar em seu caminho. Os dois haviam trocado as blusas: ela ficou com a regata cinza e cavada que Chris usava. “Vou querer minha blusa de volta o mais rápido possível” ela dissera quando entregou-lhe a própria camiseta. Seus cabelos voaram com a brisa.
A noite abraçava a cidade e a menina a si mesma. Sentia o cheiro dele impregnado no tecido e suspirava. Fazia tempo que ela não tinha uma boa transa, mas aquela superara todas as que ela já tivera. Chris era safado e doce ao mesmo tempo e ela quase não sabia o que pensar. Ele oferecera carona, mas ela nunca poderia aceitar carona.
Nunca antes ela deixara alguém deixá-la em casa. Nunca.
O edifico se erguia em simplicidade. Não tinha nada de diferente, que chamasse a atenção que não fosse o letreiro. Com o coração nas mãos pelo desgosto, entrou tentando não chamar a atenção. Não deu certo.
–Está atrasada!
–Impomos um horário, mocinha!
–Onde esteve?
As três perguntas vieram de uma única vez e Clarisse arrepiou-se na voz das três velhas quase totalmente cegas. Cloto, Láquesis e Átropos. As “velhas psicóticas” como costumava chamar Clarisse pelos próprios pensamentos. Popularmente eram conhecidas por um dos sobrenomes: Parcas ou Moiras.
–Vocês não sabem onde fica. – respondeu seca.
–Não sabemos. Não sabemos – falaram as três; Láquesis continuou – Seus irmãos já foram dormir.
–Eu não tenho irmãos.
–Tem irmãos de criação. Crianças criadas sobre o mesmo teto que você, criança ingrata. – Átropos não perdoava.
–Cuidamos de você com carinho...
–Cuidaram por obrigação. – retrucou seca e grossa; Clarisse detestava aquela conversa. Subiu as escadas e entrou no seu quarto. Tinha sorte de ser a garota mais velha naquele lugar e ter um quarto só seu. Era ridículo; nunca poderia trazer suas amigas para aquele lugar: as paredes tinham a pintura descascando de um nude mofado por dias de chuva, a cama de madeira velha e os colchões de mola que rangiam toda vez que ela deitava. O armário era pequeno, mas cabiam bem suas coisas.
Ela também tinha seus segredos escondidos cuidadosamente sob o assoalho, dentro do tubo de ventilação, no telhado.
Deitada de bruços deixou cair uma lágrima grossa em seu travesseiro fino. Pensava na carona que Chris oferecera, nas noites nas casas das amigas, naqueles quartos luxuosos e no descaso dos pais delas... E os dela própria; afinal, olhe só onde ela se encontrava.
Uma das cinco princesas da Máfia... Sozinha em um orfanato.
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