Gimme More
18 Secrets
Notas iniciais
Secrets 1 – Bianca
Distraída na Starbucks quase vazia, a menina de aparência impecável observava diversas revistas de moda jogadas sobre sua mesa. Tomou outro gole de café e circulou dois modelos de sapatos. Ela e Annabeth estavam trabalhando no projeto de reformas da Boate. Annabeth escolhia os temas e Bianca cuidava do figurino das cinco princesas e das outras dançarinas. A música e a coreografia elas fariam juntas depois.
Ouviu mais uma vez o sininho da porta. Ou alguém tinha chegado ou alguém tinha saído. Levou o copo a boca mais uma vez e virou a página.
–Que visão agradável – a voz sibilou em seu ouvido. Ela conhecia-a muito bem.
–Hermes! – exclamou mais sedutoramente do que esperava; o sorriso do irmão de sua melhor amiga era terrível de tão sensual. – Que surpresa agradável. Sente-se – ela indicou a cadeira vazia a seu lado.
–Lição de casa? – ele perguntou analisando as revistas que ela tinha em mãos.
–Procurando o salto mais sexy já lançado. Tudo até agora é muito comum – Hermes sabia bem que moda era um assunto importante para garotas, especialmente para Bianca. O homem colocou sua mão sobre o joelho da menor e tirou a revista das mãos dela. Bianca estremeceu.
–Gosto muito desse – apontou para um modelo que ela a princípio não notara, mas que percebeu o quanto era realmente bonito; circulou-o. – Você está muito arrumada, Bia. Vai encontrar alguém.
Ela estava de fato muito arrumada: o cropped de oncinha, o short de cintura alta vermelho e o salto preto poderoso. Sem mencionar as diversas jóias douradas.
–Já encontrei – ela disse com descaso, quase raiva – e foi uma perda de tempo – Bianca realmente não gostara do pretendente que a princípio parecia promissor.
–Lamento – mas não parecia lamentar. Sua mão subiu um pouco mais até a coxa descoberta. Bianca sempre quis brincar com os irmãos de Thalia, mas nunca pensou que um deles quisesse brincar com ela. Ela merecia uma pequena distração.
Virou-se para o homem de cabelos castanhos cacheados, facilitando bem mais os movimentos de sua mão debaixo da mesa.
–Não precisa lamentar – sorriu e levou a própria mão até a coxa coberta pela calça que Hermes usava. Próximo demais do membro; Hermes estremeceu sentindo que algo lá embaixo se erguia – A propósito, gostei muito do salto. De quais outros você gosta? – enquanto ela falava com normalidade sua mão subiu até o cós da calça e voltou a descer dessa vez por dentro; apertando aquele volume crescente ainda sobre a cueca. Hermes precisou morder os lábios.
–Tem certeza? – a mão dele puxou as pernas dela para cima, colocando-as sobre seu joelho – Sabe que eu talvez me empolgue.
Bianca riu e sua mão ultrapassou a última camada de pano. Seus dedos se fecharam em volta do pênis grosso. Hermes apertou-lhe as coxas, mas não era o bastante.
–Pois se empolgue. Quero que me de tudo de si. – ela sussurrou enquanto deslizava apenas o polegar para cima e para baixo. Hermes sabia que não conseguiria acariciar nem sua intimidade nem seus seios. Era ela quem comandava. Não se incomodou; ele mandava, mas pelo menos sabia o que fazer... E fazia bem. Bianca, com a mão fechada, subia e descia pelo comprimento devagar, esfregando-o vez ou outro. Ela já se sentia molhada apenas vendo aquele rosto contorcendo-se em prazer. Descontente, foi aumentando a velocidade até que Hermes não se aguentou e gemeu seu nome.
A cozinha ficava longe e o único atendente tinha fones no ouvido e o olhar focado no celular. E apenas eles dois como clientes... Bianca se levantou sem soltar aquele membro tão duro em sua mão, puxou Hermes pelo próprio pau até o banheiro, onde trancaram a porta. Com Hermes contra a madeira recém trancada, Bianca agilmente soltou a calça e a deixou correr até o chão. Abocanhou o pau grosso e que latejava. Hermes rugiu. A boca quentinha e úmida que subia e descia sobre seu pênis era tão boa quanto suas mãos macias; Bia apertava suavemente as bolas do homem enquanto este começou a ditar a velocidade puxando os cabelos longos e negros dela. Os olhos de ambos rolavam em prazer até que, em um último puxão, ele segurou-a com todo o seu tamanho dentro da boca dela e gozou tudo o que podia.
Ela engoliu tudo sorrindo perversamente.
O homem se livrou de todas as peças de roupa que usava com muita rapidez, chocando a menina. Levantou-a, tirando-a dos sapatos e arrancando dela o cropped e o short.
–Quer tirar as jóias? – ela se livrou de algumas, as que mais tinham o risco de machucar um deles. Caminhou devagar com sua nudez parcial até ele, deixando-o apreciar seu corpo curvilíneo e suave. Puxou-a pela cintura com força e arrancou as últimas peças. Ergueu-a outra vez e a pôs sentada sobre a pia feita de um mármore frio. Bia tremeu sob aquele choque térmico.
Hermes não perdeu tempo algum. Sugava um mamilo enquanto enfiava dois dedos de forma quase sofrida dentro dela. Tão apertadinha. Bianca gemeu alto.
–Hermes seu gostoso... – ela arfava; deslizando a língua sobre a barriga e subindo para morder e chupar o outro mamilo. Colocou um terceiro dedo fazendo-a gritar – Mais rápido, mais rápido... – ela tremia enquanto ele virava os dedos em movimentos circulares quase impossíveis. – Hermes, eu não... Eu não sei se eu vou aguentar... N-não... – gritou quando o homem mordeu seu mamilo e a tirava de cima do mármore deitando-a no chão e tirando os dedos melados de dentro dela. Bia chupou-os quando Hermes os colocou sobre seus lábios. Meu gosto é tão bom. Ofegando ela sorriu – Posso te chupar de novo?
Ele sorriu deitando-se ao lado dela, mas com a cabeça do lado dos pés da moça. Bianca compreendeu e se excitou com a ideia. Rolou para cima dele deixando as pernas bem abertas. Ele foi primeiro: lambeu todo aquele líquido que a lubrificava. Ela assoprou deixando-o com a pele arrepiada... Ele enfiou a língua dentro dela. A moça abocanhou o membro para evitar gemer. Mas era vez dele de dar prazer: além da língua colocou um dedo e depois outro. O grito que soltou foi abafado devido ao pau na sua boca. Hermes chupou-lhe o clitóris, lambeu, chupou e até mordiscou. Sem se aguentar, estapeou-lhe a bunda vendo a marca de seus dedos na pele clara.
–Me fode logo... Me fode, por favor! Hermes! – ele virou a ambos e entrou de uma vez, sem dar tempo, se movendo com violência além da que deveria – HERMES! – ele puxou-o pelos cabelos se mexendo embaixo dele deixando-o louco.
–Você... DROGA! – ele gritou indo muito forte e muito fundo. Bianca arqueou as costas, mas ainda não chegaram ao clímax; ela montou nele encaixando-se e rebolando – Muito gostosa... Isso! Mexe mais, sua puta... Rebola gostoso para mim... Vai. Vai, vai... – ela cavalgava e espremia-se a ele, que apertava sua bunda. Gritaram quando o prazer de fato chegou.
Ficaram dez minutos apenas retomando o fôlego... Antes de se foderem mais algumas vezes.
[...]
Chegar em casa nunca era fácil. Bianca estava com os braços ocupados pelas revistas então precisou de ajuda de uma empregada para abrir a porta. Mesmo longe do escritório do pai ela podia ouvir os gritos dele dirigidos a Nico. Seu irmão tão lindo e tão diferente dela... Essa era a principal e maior pedra jogada por Hades. Você nunca pode ser nem metade do que sua irmã é?
Sorrindo com doçura, ela pediu a Alecto que deixasse as revistas em seu quarto. Ela tinha algo mais interessante a fazer. Entrando como um demônio no quarto do pai encontrou exatamente o que esperava. Perséfone gargalhava a desgraça do enteado. Era isso porque (a) não era primeira vez que ela ria de um deles e (b) ela cantarolava algo como “o fedelho se deu mal”.
O eco do tapa foi gritante. A mulher chegou a cair para trás em choque. Bianca estava perdendo o controle; da mesma forma que perdera com Maria? Não. Maria descobrira um segredo, Perséfone estava maltratando seu irmãozinho. Bianca poderia matá-la de uma maneira tão cruel e fria que... Ela estava começando a mostrar sua verdadeira face; a face da princesa que ela precisava ocultar... E ocultou a tempo suficiente.
–Não ouse humilhar, desdenhar ou constranger meu irmão, fui clara?
–Sua puta! Está pensando que é quem? – ela tinha o rosto vermelho.
–Você não é dona dessa casa, baranga, sugiro que se comporte bem ou eu vou por você na linha.
–Vai se arrepender da ousadia, Bianca!
–Ouse me atingir e vai arder no inferno!
Hades ainda gritava com o filho menor. Poucas vezes Nico havia elevado a voz durante aquele tempo. Demorou bastante, mas Nico apareceu abatido no corredor que dava para os quartos. Bianca que estivera esperando um longo tempo por ele, saiu do quarto.
–Nico – chamou-o e puxou-o com um abraço caloroso. Aqueles irmãos se entendiam e se amavam muito. Talvez fossem os únicos irmãos que realmente sabiam o que era amor de família, pelo menos parte dela. Meia hora depois estavam os dois deitados na cama dela, ainda abraçados e ainda melancólicos. No quarto próximo ao dela, podiam se ouvir os gritos histéricos de Perséfone para o marido pedindo, implorando, exigindo uma melhora na conduta dos filhos ou que fossem para um internato na França; aquilo era um abuso para ela.
E o silencio veio de repente.
–Finja que está dormindo – ela sussurrou segurando uma das mãos dele e encostando a testa dele em seu ombro. Hades abriu a porta e viu os filhos ali, juntos, unidos como ele se orgulhava de poder dizer. Não quis acordá-los ou gritar mais naquela noite. Fechou a porta e saiu.
–Eu os odeio – Nico sibilou.
–Podemos nos vingar... De Perséfone. Quer?
–Sério? – ele ergueu-se sobre um cotovelo.
–Claro. Vamos colocá-la no lugar dela.
–Quer dizer no meio da rua bem amarrada para que uma carreta dirigida por um cego a atropele e só sobre seus miolos?
Bianca queria rir, gargalhar, mas Hades suspeitaria. Aquele era um lado mafioso...
–Isso é o que queremos fazer. Isto é o que vamos fazer...
Duas horas da madrugada os dois irmãos saíram às escondidas do quarto e desceram até os jardins, colocaram luvas e galochas e começaram o trabalho: com uma tesoura destruíram o corte dos arbustos, arrancaram pétala por pétala de algumas flores e para satisfazer a vingança em seus corações, veneno: espirram um gás que Bianca tinha escondido no próprio quarto. Pela manhã o jardim não teria sido apenas morto, mas teria sido torturado.
–Você pode dormir no meu quarto hoje, Nikito. – ela passou o braço sobre os ombros dele pensando no quanto era grata pelo irmão que tinha. Thalia tinha irmãos muito gostosos, mas que não a amavam como deveria – Vai ficar comigo?
–Vou.
Na manhã seguinte, acordaram envolvidos nos braços um do outro, aos berros histéricos de Perséfone... Sorriam com maldade.
Bem vinda ao inferno, baranga!
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