Gimme More
19 Capítulo 18
Notas iniciais
Capitulo dezoito –
O “prédio” era bastante grande e chique. Eu estava sedada, amordaçada e com os pulsos e tornozelos amarrados. Para o meu mínimo conforto, eu me encontrava sobre uma poltrona bastante grande. A minha frente, três homens musculosos contavam e embalavam pilhas de dinheiro. Armas sobre a mesa e algumas fichas de papel se encontravam sobre a mesa de aço. Pelas janelas amplas a claridade me incomodava.
Era quarta-feira de manhã. Não deveria ser nem 08h00min. Eu contava os segundos para algo acontecer. Como o tempo era difuso em minha mente, não tenho certeza de quanto tempo se passou: o som de tiros seguidos e rápidos atormentou meus ouvidos até meu cérebro interpretar e me fazer sentir medo. Um homem caiu e os reforços dos meus captores chegaram saindo de portas ocultas; no fundo ainda eram poucos. Três se renderam quando minha visão enquadrou homens das forças armadas. Fechei os olhos e os abri quando senti uma mão dura e forte em meu braço. Ares me livrou das correntes e ergueu meu corpo tremulo sem se importar se minha calcinha estava ou não amostra para um ou dois policiais pervertidos.
As ordens gritadas por meu irmão não faziam sentido, passavam por mim embasadas e nebulosas. Sei que diferenciei as luzes de uma ambulância e apertei meu irmão com a pouca força que me restava:
–Quero ir pra casa – ele retrucou, mas pedi inúmeras vezes, cada vez com a voz mais fraca, até que eu estivesse encolhida no banco de trás de uma viatura com meu irmão ao meu lado seguindo para casa.
Tentei descer normalmente do carro, mas minhas pernas cederam. Fui amparada e levada para dentro antes que fotógrafos conseguissem uma foto. Na mansão a história foi bem dramática. Meus irmãos, Apolo, Dionísio, Hermes, e Hefesto estavam inquietos nos sofás, Hera continuava com sua pose de megera: as pernas cruzadas, a maquiagem impecável. Zeus andava de um lado para o outro como se não conseguise parar no lugar, seja o corpo, seja a mente. Não pareceram notar minha presença ali talvez porque imaginaram tanto aquele momento que em suas mentes ainda não era real.
–Papai? – chamei quando Ares me pôs no chão ainda me aparando pela lateral do corpo. Zeus virou com tamanha velocidade que me assustei. Ele correu até mim me erguendo no ar em um abraço forte, comprometido por lágrimas de ambos. Sua camisa ficou úmida e meus cabelos também. Eu tinha plena consciência de que estava fedendo e suada, mas, por um milagre, isso não pareceu incomodá-lo.
–Senti tanto sua falta, minha pequena – ele sussurrou em meu ouvido, a voz rouca me surpreendendo. Não respondi, apenas apertei mais meus braços ao redor dele. Senti-me sufocada quanto os cinco outros homens da casa se juntaram ao abraço... Mas me senti amada. Sentia-me amada por eles como nunca me sentira antes. Mas doía demais saber que aquilo era passageiro.
Beijei cada um deles e fui levada ao meu quarto. Na suíte, Teresa me esperava com a banheira cheia; ao lado dela outras duas mulheres de feições gentis. Fui despida e passada na ducha antes de me colocarem sentada na água morna e perfumada. Fui esfregada até ter a pele cor-de-rosa e irritadiça, os cabelos receberam todo o cuidado que elas tinham para dar. Pelo canto dos olhos vi uma delas levar o uniforme rasgado e fedido para o lixo. Fui vestida em tecidos leves enquanto elas passavam cremes perfumados em minha pele e cabelos. Estava sendo mimada como nunca antes.
Quando elas me guiaram para o quarto propriamente dito, encontrei meus homens lá, Hefesto colocando uma bandeja com frutas e suco sobre o criado mudo. Sentei no colchão e com um aceno os convidei a chegar mais perto; as empregadas saíram. Apolo fez um exame rápido confirmando que minha saúde física estava impecável.
–Então, o que foi que eu perdi? – perguntei com meio sorriso, fazendo cinco rirem abertamente deixando todo o nervoso escapar. Zeus continuava encostado à parede distante, apenas com os olhos em mim.
–Apolo está apaixonado...
–Como? – eu já havia me empolgado. Hermes pegou um morango e o colocou na minha boca. –Quem é? – perguntei depois de engolir a fruta doce.
–Não estou nada... – Ares tapou-lhe a boca com um movimento rápido e forte. Dionísio riu.
–Lembra daquela competidora de...
–Arco e flecha? – perguntei entusiasmada – Não acredito! Apolo e Ártemis... – fechei a cara repentinamente; todos me olhavam assustados como se eu fosse ter um ataque de pânico – Francamente irmãozinho, você não merece ela, porque vamos combinar...
Depois da crise de riso, nos empenhamos em uma adorável discussão sobre os defeitos de Apolo. Eram tantos que dariam um bom livro.
[...]
A casa tinha visitas a cada dia, a cada hora, a cada instante. Em uma velocidade ainda mais rápida chegavam flores de todas as espécies e cores possíveis. Minhas redes sociais transbordavam mensagens de apoio e Hermes afirmava que metade da suas empresas só transportava cartas endereçadas a mim.
Era perturbador.
Era quase fim de tarde quando as empregadas anunciaram outra visita para mim. Ares era sempre o primeiro a levantar para inspecionar os visitantes. Estranhamente ele não demorou desta vez.
–Lia – ele me chamou – Um amigo veio te ver. – Luke estava ao lado dele, as mãos nos bolsos dos jeans e um sorriso no rosto – Ele afirma ter encontrado um bilhete rabiscado por você... Foi com base nele que te encontramos, então... Então acho...
–Diga logo! – me estressei e Castellan prendeu o riso.
–Você tem outro herói – ele murmurou; eu sabia que ele odiava dividir os créditos.
Caminhei até o rapaz e o abracei; ele correspondeu. Milagrosamente fomos deixados sozinhos. Puxei-o pela mão até meu quarto ele me olhava temeroso no que eu apenas sorria. Fechei a porta atrás de nós.
–Seu pai não vai se estressar de novo?
–Ele não está em casa.
–E seus irmãos?
–Apenas Ares está em casa; ele nos deixou sozinhos.
Luke sorriu, olhou ao redor e ficou boquiaberto.
–Nossa! Quantas flores! –eu ri – O que aconteceu? Elas não cabiam mais na sala?
–É isso ai.
Nós rimos e fomos envolvidos em um silencio pesado. Acho que queríamos dizer algo, mas não tínhamos o que dizer.
–Obrigada. Por mentir... – deixei a frase no ar; ele assentiu.
–Quando vai me explicar... – me aproximei rápido demais, fazendo cair sobre uma poltrona comigo em cima, o dedo em seus lábios pedindo silencio.
–Aqui não.
–Mas...
–Você vai ter que esperar... – mordisquei sua orelha e ele me apertou contra ele. Suspirei em seu pescoço e ele me apertou ainda mais.
–Quando vai voltar para a escola?
–Sente falta das nossas tardes de estudo?
–Muita –ele voltou a me apertar contra si; dessa vez de um modo que a sua intimidade encostasse na minha. Arfei tomando ciência daquele volume logo abaixo de mim. De forma automática me esfreguei a ele de volta; Luke riu em pleno ofego – Parece que você também – sua mão antes na minha cintura desceu até a bunda, me apertando contra seu volume mais uma vez. Por que o jeans tem que ser um tecido tão grosso?
Antes que ele pudesse tirar minha blusa como estava pronto para fazer, seu celular vibrou. Ele não leu a mensagem, mas parecia saber do que se tratava.
–Eu – ele arfou quando eu me forcei sobre ele uma última vez – Eu...
–Você precisa ir – sussurrei as palavras me pressionando contra ele outra vez... E levantei. Luke estava com a respiração irregular com um volume nada discreto nas calças.
–Sei que não vai fazer a menor diferença, mas... – ele tirou um pacote comprido de dentro da jaqueta e colocou sobre a mesinha mais próxima – Que bom que voltou, Grace.
Ela saiu do quarto fechando a porta. Não me incomodei em acompanhá-lo, preferi pegar o pacote em mãos. Dentro havia uma rosa solitária de um vermelho intenso ao qual eu nunca havia visto antes. Suspirei e a coloquei sobre meu travesseiro branco, observando o contraste.
No fim havia feito sim, diferença.
[...]
Ainda naquela noite, Hades ligou para meu pai perguntando como estávamos. Ele falou algo sobre Bianca e as outras, mas eu não consegui ouvir já que ele saiu da sala. Quando Zeus retornou, me avisou que eu poderia dormir na casa da Bianca, se quisesse, e que todas as outras já se encontravam lá. Como confirmei, ele pediu que eu me apresasse em pegar o que precisaria; enchi uma mochila e saí correndo até a garagem. Zeus me levou até a casa do antigo “irmão” em um silencio tenso. Murmurou um divirta-se e me deixou ir.
Jantamos todos juntos, Nico sempre mantendo o olhar baixo. Durante o jantar percebi os olhares famintos trocados entre Hades e Perséfone. Bianca sussurrou em meu ouvido:
–Eles apostaram que ficariam sem sexo até que você viesse dormir aqui em casa – ela tentou não rir – Tipo, eles sempre escapam durante a noite acham que eu e Nico não notamos, mas dessa vez o negócio foi sério. Eles vão escapar de madrugada e vão se foder até as 11h00min se aguentarem.
Quando terminamos, subimos para o quarto da Bia, colocamos nossos pijamas e nos sentamos nos colchões amontoados pelo quarto. Começamos a típica conversa feminina, na qual ficamos sabendo que Annie andava fodendo com o Jackson.
–Ele é só um joguinho – ela afirmou jogando o cabelo loiro cacheado para trás – É um gato, muito gostoso, mas é lerdo demais. Também fodi o Michel essa semana.
Rachel havia desmontado a maior e mais cara maquete do pai e colocou fogo em uma das plantas arquitetônicas; Annabeth ficou em choque. Bianca disse que fazia dias que não tinha uma boa noite de sexo com alguém que prestasse.
–Isso significa que você dormiu com qualquer um? – nós rimos.
Em algum ponto a conversa morreu. Já era tarde então todas dormiram rápido, inclusive eu. Poderíamos aproveitar a manhã ao máximo depois. Quando abri os olhos notei que ainda era uma da madrugada. Hades já havia saído há tempos, mas havia algum barulho, um ruído... Era Nico. Ele tinha o péssimo costume de deixar a porta destrancada.
–Oi – murmurei e ele se assustou; o ruído vinha da TV ligada, o volume um pouco alto demais – Não consegue dormir?
–N-não... Não! Eu... – o filme que passava era claramente impróprio para a idade dele; compreendi o problema.
–Vai me contar o que foi? Sou sua amiga, lembra?
Ele fez uma cara estranha, como se estivesse nervoso e soltou quase de uma vez em voz baixa:
–Tinha um cara ontem em uma festa e ele... E ele queria que eu... Que nós... – ele estava vermelho – eu não sabia como e... Depois uma garota também...
–Quer aprender? – perguntei suavemente. Ele ficou ainda mais corado.
–Ham, e-eu... Eu q-quero...
Fiquei de pé exatamente na frente da televisão; a claridade pálida destacando meu corpo coberto apenas por uma blusa de moletom.
–Fique de pé, Nico. Na minha frente – ele veio com o corpo tremulo de nervoso; tirei sua camiseta e a joguei no chão... Ele respirava rapidamente, como se não se sentisse seguro. Tranquei a porta do quarto e voltei para perto dele, de joelhos no chão tirei sua calça e cueca com calma – Ainda se lembra como me beijar? – perguntei sorrindo; Nico me beijou com timidez, mas não posso negar que foi bom. Empurrei-o até a cama e o joguei no colchão – Já viu uma garota nua?
–Não – ele sussurrou.
Tirei o moletom ficando apenas de calcinha ainda de pé na frente do garoto. Ele virou o rosto para o lado como se não pudesse me ver.
–Aprecie, Nico – ele virou o rosto de volta – Não deve ter vergonha de nada.
Ele olhou em meus olhos durante muito tempo, mas se atreveu a ir descendo o olhar parando nos meus seios. Ele começava a ter ereção. Sorri. Seu membro não era grande, nem pequeno, tinha um bom tamanho para a idade. Me sentei sobre ele, ainda deitado, fui me esfregando devagar, ainda com a calcinha nos “atrapalhando”. Sua ereção foi crescendo até não haver mais como ele segurar um gemido.
–Isso foi bom?
–Foi. – ele ofegou.
–Então podemos melhorar.
Fiquei de pé sobre o colchão e retirei a última camada de pano. Fiquei em pé durante um tempo deixando que ele me visse nua, e voltei a me sentar em seu colo. Primeiramente não permiti que seu pênis entrasse de uma vez. Só a cabecinha – ele arfou – me permiti descer o corpo um pouco mais, entrando até a metade – Nico gemeu – Me sentei realmente com Nico totalmente dentro de mim.
–E agora? Isso é melhor?
–É... – comecei a me mexer, me esfregar sobre seu corpo deitado e imobilizado. Ele arfava à medida que eu me mexia. Cavalguei sobre ele em uma velocidade lenta, mas satisfatória. Percebi que eu estava fazendo aquilo mais por mim do que por ele; não me importei. Me mexi mais forte e mais intensamente, sem mudar a velocidade. Nico gemia, gemia, gemia e não parava. Fui mais rápido, mais por mim do que por ele. Pressionei sua barriga com uma das mãos arranhando-o, sem nunca deixar de me mover de forma insistente. Cavalguei como se houvesse qualquer monstro me perseguindo e o único meio de evitá-lo fosse esse.
Eu não queria que as meninas ficassem sabendo disso dessa forma, mas os gemidos dele aumentavam e nem a televisão parecia alta o suficiente. Puxei seu tronco para cima e o segurei pelos cabelos, grudando sua boca em meu seio. Ele se assustou a principio, mas logo o pôs na boca, fechando os lábios e movendo a língua sobre ele. Nico era pequeno, por isso não precisava se inclinar para brincar com meus seios. Peguei uma de suas mãos e a levei até a minha bunda e fiz com que a apertasse. Em segundo algum deixei de me mover. Me movi um pouco mais rápido, mas, por incrível que pareça, ainda era bastante devagar. Para Nico aquilo era muito, demais talvez. Ele apertou os lábios com força, me fazendo “pular” em seu membro com um pouco mais de força.
Aquilo para ele foi o ápice. Ele mordeu meu mamilo com tanta força que pensei que eu fosse sangrar, e derramava seu gozo dentro de mim. Eu apertei sua nuca e puxei seus cabelos... Mas não parei. Como eu disse, eu estava ali por mim... Continuei com mais força, mais rápido, mas tomando o cuidado de mudá-lo para o outro seio e levando sua mão para o antigo... Continuei subindo e descendo até gozar. Nesse intervalo, o garoto gozara mais duas vezes.
No fim deixei-o dormindo e invadi o quarto dos pais; bem fácil, no criado mudo de Perséfone, estavam as pílulas que eu precisava.
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