Notas iniciais
Pois bem, como prometido mais dos nossos boys vai mostrar a cara... e revelar segredos traumatizantes... Level minha anjinha maravilhosa, mafiosa de plantão, hehehehehe, querida eu a.m.e.i a recomendação. =') me emocionei ao saber que minha fic não te desagrada em nada, principalmente nos erros de português (sempre ocorre um ou dois errinhos, contanto que não seja nada gritante ainda dá para ler, não? rsrsrsrs), o enredo querida também é feito em parceria com leitoras como você; cada sugestão e cada pedido nos comentários é seriamente levado em conta, então mafiosa se essa fic é perfeita é por causa de leitoras tão amáveis quanto você ;D Boa leitura:

Hidden 2 – Nico Di Angelo

Havia fugido de casa. De novo. O menino bonito andava com as mãos enterradas nos bolsos da jaqueta, a cabeça finalmente erguida como se apenas na noite ele não tivesse medo de se impor. A festa havia sido louca demais para ele, meninas demais, meninos demais. Estava perto de casa, mas não queria voltar. Corria o risco de ver a madrasta e o pai e isso ele não desejava. Queria apenas pensar... Sozinho.

Não conseguia esquecer Thalia. Não conseguia e deus sabia o quanto ele tentara. Eram os lábios vermelhos e convidativos, tão doce e provocante. Lembrava-se da visão de seu corpo nu a sua frente, da beleza, da superioridade que ela impunha. Ainda conseguia sentir a pele aveludada, macia e quente, os seios brancos e cheios, tão perfeitamente redondos que ele ainda suspirava, os mamilos rosados tão saborosos quanto os lábios; a simples lembrança do enrijecer deles nos dedos dele o deixavam de pau duro, ainda podia sentir a si próprio dentro dela, aquele calor que emanava de seu interior.

Agradecia a noite por ser sua amiga e não permitir que ninguém visse o quanto à simples lembrança da melhor amiga de sua irmã o atormentava. Tão linda. Tão inalcançável. Voltou para casa, não queria exatamente voltar, mas pelo menos no seu quarto a lembrança de Thalia era mais vívida, mais forte, mais real.

–Nico? – virou assustado para voz que o chamava. Estava ainda parado no meio da escada – Você está bem?

Era Bianca sua linda e perfeita irmã. Era outra menina que o provocava. Thalia e Bianca. Duas beldades, duas perfeitas imagens femininas. Duas mulheres proibidas a ele. Lá estava ela com sua camisola curta e transparente, a calcinha minúscula bem amostra, os cabelos longos jogados displicentemente sobre os ombros.

–Aonde você foi? – a voz suave perturbou-o, lembrava a forma sedutora com a qual Thalia falara naquela noite magnífica.

–Por que quer saber? – estava cansado, não queria responder.

–Papai saiu com a bruaca, uma viagem aparentemente a negócios – o sorriso da menina indicava que ela não acreditava na palavra negócios – Tive que dizer que foi estudar na casa de um garoto da sua sala.

–A vadia se foi? – perguntou bem mais animado.

–Foi – Bia parou na frente dos degraus, saindo de trás do corrimão que a escondia parcialmente; de frente a ele Bianca admirava-o: seu irmão era lindo, mas parecia não saber disso. Mesmo tendo apenas 14 anos ele já tinha um corpo favorável, desejável, porém sempre oculto sobre camisetas largas e jaquetas grandes – Os empregados foram embora, devem voltar amanhã por volta do meio dia. – desceu as escadas um degrau de cada vez, seduzindo-o, parou de frente a ele e acariciou aquele rostinho – Estava pensando em Thalia, não era? Não quero que se iluda, ela não quer nada com você, nada sério.

Nico não era mais tão ingênuo; o sorriso malicioso que deu a irmã era a prova disso. A menina se derreteu observando-o.

–Então você vai me fazer esquecê-la, não?

–Claro – Bianca não perdeu tempo algum arrancou tanto blusa quanto a jaqueta dele, travavam um beijo insano, louco; as línguas se enroscavam com brutalidade enquanto as mãos se moviam com força e rapidez. Bianca já soltara o cinto do irmão e este apertava as nádegas tão redondas da mais velha. Bia suspirava. Nico era bom... E isso ela não esperava. As mãos ásperas dele arrancaram a peça minúscula que era a calcinha da irmã e logo aquelas mesmas mãos estavam prendendo Bianca contra a parede; os dois espremidos frente a frente nos degraus da escada, ela ainda contra a parede, presa entre o concreto e o corpo gostoso do irmão. Estava inegavelmente surpresa... Mas uma surpresa boa. Voltaram a se beijar loucamente e antes que ela percebesse já havia dois dedos dentro dela brincando de girar e fazer movimentos indescritíveis. Ela sentia e apenas sentia aqueles dedos, aquele calor que emanava dos dois, a pressão dos lábios selvagens.

Deuses! Thalia fez um trabalho magnífico! Pensou a menina. Suas pernas começaram a tremer em excitação; em segundos ela cederia... Nico apoiou-a, deixando-a deitada na escada, sobre dois ou três degraus. Levando uma das pernas da irmã a seu ombro e afastando a outra com força, ele levou a boca aquela intimidade tão úmida e tão quente. Deslizou a língua agora com lentidão saboreando o líquido que a lubrificava, percorreu toda aquela deliciosa boceta com tanto prazer que esqueceu Thalia, esqueceu Hades e a maldita madrasta. Sua irmã era tudo, céu, terra, inferno e o que quer que fosse pior do que isso. Beijou os lábios inferiores com a intensidade que beijara os lábios de cima fazendo a menina gemer alto em prazer. E logo permitiu que a sua língua a penetrasse; Bianca agarrou os cabelos negros do irmão entrelaçando seus dedos neles, puxando-o para mais perto enquanto ofegava e gemia; ele não tinha qualquer sinal de inexperiência, muito pelo contrário. Aquele corpo gritava por algo forte, era exigente, era fogo ardente e excitante e... Ela gritou quando além da língua ele introduziu um dedo. Deuses como isso pode ser tão bom...

Eu não poderia querer minha irmã... Foda-se! É só uma maldita e espetacular transa. Ele pensou enquanto sentia o interior da irmã pressioná-lo, sentia o calor que emanava de dentro e de fora dela como algo sublime, algo sagrado, queria satisfazê-la... O bom mesmo era satisfazê-lo primeiro.

Bia tinha a coluna dolorida pela posição e lugar nada favoráveis, mas não conseguia se importar. Seu próprio corpo havia demorado a transformar aquela pressão em algo coerente como a dor. Nico era tão... Quando ela sentia que estava em seu ápice ele recuou. O sorriso maldoso dele deixou-a chocada. O brilho que atingia aqueles olhos negros o modo como os lábios estavam inclinados naquele sorriso... Ele irradiava um brilho mafioso.

–Espero que tenha gostado vadia. – e deixou-a naquela posição enquanto descia as escadas e caminhava para a cozinha. Claro que antes o principal objetivo dele era o quarto, mas Bianca havia acalmado-o de certa forma. Certo que ele pensara que estava satisfeito por uma noite, mas agora via que não era exatamente verdade. Precisava desesperadamente de sexo bom, algo no nível que Thalia proporcionara, e naquela noite Bianca havia sido como a amiga. Será que as duas aprenderam juntas? Será que são íntimas desse modo? Os pensamentos tão eróticos o faziam sorrir de um modo insano. Estava louco pelas duas: duas musas, duas perfeições tão proibidas à mente quanto ao toque e mesmo assim ele desafiara as leis do universo e as tocara, fodera com elas e elas o foderam de muitas formas. Deu por si virando a garrafa de tequila do pai na boca, ignorando os copos a sua frente, completamente feliz com o gargalo.

Ainda carregando a garrafa foi para fora, para o jardim dos fundos. Desde que ele e a irmã destruíram o jardim, Perséfone praticamente ordenara a Hades que colocassem grades com cadeados para a proteção de suas tão preciosas flores. Estava admirando a vista do jardim banhada apenas pela luz de fracas estrelas já que a casa estava apagada e a noite parcialmente nublada; queria destruí-lo outra vez, massacrar cada flor, cada fruta, cada folha daquele jardim, pois cada coisa viva do outro lado da cerca representava a madrasta. A mulher que era a rainha má daquela mansão. Jogou a garrafa de encontro à grade tão meticulosamente feita de forma que o aço ou ferro (Nico não sabia) se encontravam cruzados em um desenho xadrez e observou os pedaços de vidro voar e se espalharem pelo chão ao seu redor; um deles passou raspando por sua bochecha deixando um arranhão, não saiu sangue, mas ardia. Uma ardência que só o fazia se lembrar do ódio que ardia dentro dele.

Foi rápido para que ele não percebesse, mas em questão de milésimos de segundos estava presso, as mãos algemadas presso a grade da madrasta, condenado a olhar aquela vista tão... Quando percebeu estava completamente nu. Ele se lembrava da irmã despindo sua jaqueta e sua camiseta, mas... Sentiu algo o penetrar por trás; estava ofegando e contendo um gemido quando a notou. Ela passou por debaixo de seus braços se colocando entre a grade e seu corpo. Ela estava ali nua como veio ao mundo, só deus pode dizer o quanto Nico ficou satisfeito por estar vendo aqueles seios e não as maças do outro lado da cerca.

–Peguei emprestado um vibrador...

–Da Persé... – ele não terminou a frase devido a um gemido. Aquele brinquedinho sexual estava deixando muito estimulado.

–Claro que não, tolinho – ela acariciou-lhe o rosto, o sorriso branco e maldoso – É do papai. Óbvio que você não sabia – ela riu da cara de surpresa do coitado – Não fique tão surpreso. Estava escondido ainda na caixa e não faz o menor sentido ele entregar um pinto postiço para esposa... – o sorriso dela e a vibração na bunda estavam deixando-o louco; aquilo era absurdo – Mas não estou interessada nos dois otários. Achou mesmo que eu ia permitir aquilo? Que brincasse comigo? Não, Nico... Ninguém nunca poderá ir embora não antes que eu goze o quanto eu quiser gozar. E você vai pagar caro por aquele atrevimento.

O tom foi frio, maldoso e muito pervertido. Ela pulou enlaçando as pernas na cintura dela e, de algum modo inexplicável a ele, ela parecia ter todo o controle do vibrador com as pernas, como se mesmo com aquela parte do corpo conseguisse fazer aquele brinquedinho penetrá-lo ainda mais, as mão seguravam as grades logo acima de sua cabeça. Rebolava deixando louco, aquilo era quase demais para ele que nunca experimentara algo nestas proporções. Logo ela se movimentava para frente e para trás loucamente, as costas colidindo com o metal. A visão dele estava ficando embasada devido às ondas de prazer e luxúria que corriam por suas veias, e mesmo assim focava o olhar no balançar dos peitões da irmã.

–Droga Bianca! – exclamou sentindo seu corpo se contorcer, as mãos tentando tocá-la, mas não havia qualquer sucesso: estava cortando os próprios pulsos na tentativa falha de tocá-la de forma desejosa. Ela gargalhava com malicia, com maldade. Espremia-se contra a intimidade do irmão e apenas quando ficou com dó, forçou o tronco para frente fazendo com que um mamilo roçasse nos lábios de Nico. Obviamente ele não perdeu tempo, tomando-o na boca, chupando-o com força sem nunca soltá-lo com medo de perdê-lo. Ele gozou primeiro, ela logo depois.

–Gostou meu querido viadinho? – ela ria enquanto descia e saía de sua frente, retirando o vibrador. As pernas dele cederam, Nico estava pendurado apenas pelos pulsos que sangravam. Bianca poderia perfeitamente ter ido embora, tê-lo deixado preso ali e essa era uma de suas idéias quando ele havia largado-a na escada, mas agora... –Nico – seu tom era doloroso até para ele. Droga ele teve tempo de pensar – o que aconteceu com suas costas?

–Bianca, isso não é nada.

–Nada? – poderia ter sido um grito. Ela se lembrava de filmes medievais e da própria Máfia, mas aquilo era muito mais perto dela do que jamais esperava. As costas do irmão tinham diversas cicatrizes, diversos vergões como se tivesse apanhado uma vida inteira com chicote. Ainda havia cortes semi-abertos... Ela sentia vontade de chorar – Quem fez isso com você? Me diz Nico! Vou matar qualquer um que tenha ousado machucá-lo dessa forma!

–Você não vai fazer nada contra ela!

–Ela? Quem é ela? – ela começou a livrá-lo das algemas notando apenas agora o sangue que ele perdia em pequenos filetes – Droga Nico! Sou capaz de torturar o próprio Deus se tiver sido ele...

–Foi a Perséfone.

O sangue da mafiosa gelou e esquentou com tamanha rapidez que ela poderia ter sofrido com isso.

–Vou matá-la...

–Até parece. – ele resmungou virando-se olhando de frente para a irmã; esfregava os pulsos mais por hábito, não sentia dor alguma.

–Não duvide de mim Nico, você não sabe até onde eu iria e irei para defendê-lo. Não conhece meus limites – havia algo no tom dela que o assustou, suas emoções haviam sumido de seu rosto. Bianca deu-lhe as costas e seguiu para seu próprio quarto revirando o closet desorganizado a procura de uma boa escolha de roupas. Escolheu uma bem intimidadora: regata justa, calça justa, botas altíssimas de saltos finíssimos. Tudo preto. Estava prendendo os longos cabelos quando Nico entrou em seu quarto vestindo apenas uma calça jeans preta. O peito nu não era nada desagradável aos olhos alheios.

–Bia, o que você está pensando em fazer?

–Nada que te preocupe a mente, garanto. – começou a dar passos para fora do próprio quarto, mas foi detida pela mão dele em seu braço; o aperto era firme, inquebrável – Qual é o seu problema?

–Não posso e não vou deixar que saia. – o tom era tão firme quanto o aperto. Bianca explodiu:

–Como? Como pode permitir que ela faça algo assim em você?

–Foi por você! – ele gritou; ela ficou em choque, congelada em uma expressão confusa – Sempre foi por você, será que não entende? – ele começou a chorar, sentou-se na cama dela e apoiou a cabeça nas mãos. Era um choro de verdade, com direito a soluços e nariz melecado. Bia entregou-lhe uma caixa com lenços e de joelhos tocou no joelho do irmão.

–O que quer dizer com isso?

–Que você é perfeita. Sempre foi e sempre será perfeita demais... Eu não entendo as meninas; vocês competem entre si, mas nunca abertamente e – fungou – Ela sempre sentiu inveja de você... O chicote que marcou cada uma dessas cicatrizes sempre foi direcionado a você – fazendo uma pausa para erguer os olhos e olhar diretamente para ela – E eu sempre entrei na frente. Sempre estive entre a cruz e a espada por você.

–Não... Não, não, não... – ela sussurrava agoniada com o relato. Durante longos três anos Nico havia sido severamente torturado para defendê-la...!

–A primeira vez foi quando você dormiu com a porta aberta, numa noite que o papai disse que não poderia vir para casa – seu tom era mórbido – você tinha feito algo para ela, desafiara-a de algum modo, eu não lembro. Mas de noite ela veio como um demônio; o olhar fixo em você, os passos lentos e... Eu segurei o chicote. Ele cortou minha mão, mas não deixou cicatriz; naquela noite ela me levou até os jardins dos fundos da casa e...

–Pare Nico!

–Fiz um acordo com ela depois que parou. Que ela nunca, jamais se atreveria a te machucar... Em troca eu oferecia meu corpo para que ela libertasse sua raiva.

Estavam quase se afogando em lágrimas... Bianca começava a se arrepender de ter matado a própria mãe. Havia sido uma questão de necessidade seu cérebro forçava-a a se lembrar. Mas seu Nico... Seu irmãozinho...

–Era eu quem deveria ter te defendido todos esses anos... E eu nunca percebi! Como eu sou estúpida, como eu sou... – Nico pulou nos braços dela e ficaram ali, de pé no meio do quarto abraçados e chorando tudo o que nunca haviam chorado em três anos de longas torturas – Por favor, Nico me perdoa! Por favor!

–Não tenho porque te perdoar, Bia.

Ela chorou mais. Aquilo era culpa dela e somente dela. Maldita seja Maria Di Angelo por ter mexido nas coisas da filha e forçá-la a matá-la... Pois fazendo o que fez estava condenando Nico, a única pessoa no mundo que ela realmente amara.

–Vem comigo Nico – disse limpando o rosto – Vou te mostrar como se livrar da dor e do ódio.

–O que quer dizer?

–Vou te deixar conhecer uma nova parte de mim.

[...]

As ruas eram escuras, os becos mais ainda. Os dois estavam caminhando como se fossem felinos, faziam parte da noite, da escuridão, das trevas. Passaram em frente a praças e a pequenas boates, atraiam olhares invejosos, mas era compreensível: eles possuíam a graça e a leveza de um caminhar, a beleza escura e hipnotizante e a frieza da despreocupação. Nenhum dos dois esboçara a menor das emoções depois daquele instante de fraqueza no qual choraram desesperadamente. Agora vestiam máscaras indecifráveis e belas.

Chegando a lugares povoados pela “ralé” da cidade, os “mafiosos” e gangues como a policia pensava, lugares onde a encrenca era quase liberada. Ali encontraram um beco povoado de gatos de todos os tipos. Pararam ali. Nico olhava-a com uma interrogação nos olhos, ela apenas assentiu e... Então no segundo seguinte um gato amarelo esperneava nas mãos do garoto, no instante seguinte uma tesoura prateada brilhava nas mãos do adolescente... O gato estava morto. Não apenas morto, mas estripado. Irreconhecível.

Alguns gatos fugiram, outros tentaram. Nico matou mais dois arremessando a tesoura e o canivete que tinha guardado na bota. Um último gato se encontrava preso pelo pescoço até o crack do osso ser ouvido.

–Como se sente? – Bianca tentava esconder sua surpresa e seu sorriso. Seu irmãozinho não percebera que estava sendo testado: a velocidade com que pegara os felinos, o olhar maníaco, sem qualquer tipo de hesitação para com a morte. Era um teste mafioso.

–Me dê mais – ele sussurrou depois falou mais alto – Bia, isso foi bom, mas... Mas nunca será o suficiente. Dê-me mais disso!

Ele havia passado.

Notas finais
So? Conforme os Hidden compreenderemos bem melhor o título e subtítulo da fanfic ;) # Até