Gimme More

14 Capítulo 14


Notas iniciais
=]

Capitulo catorze –

Nico era a última pessoa com quem eu imaginaria passar à tarde, mas eu amo boas reviravoltas. O menino sempre gostou de se manter a sombra; principalmente se fosse à sombra da tão perfeita Bianca. Segredos não podiam faltar nele.

Eu sempre sentia a necessidade de absorver cada detalhe de cada pessoa que eu conhecia; isso podia ser tanto qualidade quanto defeito, mas nunca me importei. Durante toda a tarde fiz com que o menino me confessasse todos os seus defeitos, seus medos e receios, seus sonhos e suas decepções. Tudo sem revelar nenhum segredo meu. Marcos dizia que era um belo dom e que eu poderia ser mais perigosa sorrindo do que com uma arma na mão. Com toques suaves e meigos sorrisos, o menino se abriu.

Aparentemente Nico era tudo o que previra na primeira vez que o vi: um garotinho assustado e intimidado pelo pai, vivendo na eterna sombra da irmã perfeita. Mas a grande novidade foi ele me confessar sua bissexualidade. Por mim isso era totalmente normal, mas nada seria mais impagável do que assistir essa descoberta chegar às mãos de Hades. Claro que eu não contaria; a menos que fosse preciso.

Querendo ou não querendo admitir, a promessa de Luke havia me incomodado bastante. Porra! Haviam se passado pelo menos três meses e ele decidiu que agora era o momento de me atormentar? Castellan continuava sendo um paradoxo para mim.

Estava decidida a não voltar para a mansão Grace, mas dois brutamontes do meu pai me agarraram pelos pulsos de surpresa em uma ruazinha qualquer. Meu choque foi imediato, mas lógico, não pude reagir como gostaria. Deixei-me ser levada para o tão conhecido inferno.

Não vi absolutamente nada. Minha visão estava desfocada e meu rosto inexpressivo. Deveria estar me contorcendo de raiva, mas não conseguia sentir nada que não fosse um grande cubo de gelo me envolvendo e me deixando cada vez mais dormente. Chegamos na mansão, e me deixei ser levada para o sei interior. Como previ fui levada até o escritório magnífico de Zeus. A surpresa foi ver meu pai: assim que me deixaram sentada na poltrona de frente para a sua mesa observei sua fisionomia. Estava cansado, um copo de conhaque quase vazio sobre a mesa desorganizada. A camisa tinha alguns botões abertos e a gravata estava bem frouxa. Juro que pensei que nunca viveria para ver Zeus Grace tão relaxado e com olheiras.

A porta foi fechada e só então me dei conta de que estava presa com o meu maior inimigo: o cara que havia prometido ser sempre meu amigo.

–Então você está de volta... — a voz rouca e fraca me surpreendeu, nem por isso deixei meus sentimentos de lado; minha resposta foi curta e fria.

–Não por vontade própria.

–Não seja assim tão dura...

–Não seja tão cego!

–Como se atreve a falar assim comigo?

–Como você se atreveu a me sequestrar?

–Sequestrar? Você fugiu de casa por um capricho bobo...

–Capricho bobo? Quer dizer que Abelle é apenas isso? Um capricho bobo? — trinquei o maxilar em ódio; como era possível ele se referir à antiga esposa, a falecida mãe de seus filhos como um nada?

–Você compreendeu mal...

–Pare de tentar arranjar desculpas para odiá-la! Ela é minha mãe! — Abelle pode ter sido fraca, mas eu não duvidava que ela amava os filhos que tinha; Zeus eu duvidava até das broncas por sair a noite — Você não tem o menor direito de falar dela assim!

Era. – ele jogou na minha cara e com uma frieza sem limites o fato de Abelle estar morta; não que me importasse, eu podia ser muito mais fria, mas mantendo meu disfarce e minha criança interior, Zeus não deveria falar assim. Abelle era minha mãe e era tudo o que não tinha e precisava ter – E o que você quer que eu diga? Que ela foi uma mulher incrível? Perfeita? Saiba que sua mãe não era tudo isso o que você pensa que é; não era lá tudo o que você vê nessas revistas...

–E você é? Você se acha melhor do que ela, não? Então coloque isso na sua cabeça, seu velho: Abelle sabia cada um dos seus defeitos e nunca saiu falando mal de você. Claro que o grande e importante Zeus Grace não se importaria com uma artista... Afinal, todos aqui nessa casa sabem o quanto você odeia artistas e que despreza...

–Não se atreva a continuar!

–E por que não? Vai me bater? Tente a sorte e eu posso e vou te acusar de agressão.

Seu rosto aparentava medo.

–Você nunca seria capaz disso.

Ri com escárnio; ele pareceu se encolher e olhava para mim como se esperava que alguém olhasse para um psicopata.

–Quer apostar? Quem você acha que ganha? — enrolei uma mecha de cabelo nos dedos e fiz cara de choro — O rígido Zeus ou a sua filhinha assustada demais para ficar perto do pai? Posso ser sua copia física, mas posso atuar tão bem quanto Abelle.

Ele estava pasmo. Os olhos arregalados brilhando em medo e raiva. Um Grace nunca admite perder; aposto que perder para a filha deve ser pior do que perder para um estranho.

Sorri com maldade.

–Eu não te conheço...

–Aleluia, irmão! Deus seja louvado! Glorifiquemos a Virgem! Zeus finalmente abriu os olhos – ele não sabia como reagir a minha súbita explosão; mudei de tom zombeteiro para o sério e frio, inclinando meu corpo para a frente, mas mantendo o meu sorriso no rosto — Você nunca me conheceu, querido. Você não conhece nenhum dos seus filhos. Não conheceu sua esposa e duvido que conheça Hera.

–Isso não é verdade...

–Não é? Há três meses você nem sabia que Dionísio tinha uma namorada. Você sabe que Hefesto e Ares não se suportam por causa de uma garota? — ele me olhava de queixo caído. "Como ela sabe de tudo isso e eu não?" seus olhos deixavam a pergunta no ar.

–Eu... Como você...

–Sei o que acontece nessa casa mesmo sem estar nela. Mas você não consegue perceber o que está diante dos seus olhos todas as noites!

–E o que é que eu não percebo? — ele perguntou irritado. Meus olhos se encheram de água. Eu não suportaria chorar na frente dele de novo, mesmo que fossem lágrimas de ódio e não de dor. Como ele podia não ver que eu e meus irmãos sentíamos falta do pai? Como podia não ver o quão largada eu estava?

–Sabe, por que você não tenta descobrir? Você é tão perfeito que a voz de uma adolescente desequilibrada e rebelde não vale porra nenhuma... — continuei xingando-o e falando mal dele como podia, mas eu já estava longe para ele me ouvir.

[...]

Senti falta de entrar ali e sentir o ar frio, mas carregado de tensão: o galpão era meu refúgio nessa casa enorme. De frente para o espelho, minha imagem era tudo o que eu conseguia ver sem sentir uma pontada no abdômen. O “vestido” era justo e só soltava próximo aos quadris, ele não batia nem na metade da coxa. As sapatilhas nos meus pés me faziam perceber a saudade que eu tinha dos shows na boate.

Sem música além da batida do meu coração e memórias intrusas deixei meus pés traçaram um caminho suave pelo chão de madeira. Cada giro, cada pequeno salto, cada gesto... Era Abelle que eu via ali no espelho e não Thalia.

–Sou um intruso?

–Depende. Vai correr e contar a Zeus o que estou fazendo? – perguntei em meio a um giro. Apolo se pôs as minhas costas e com as mãos em minha cintura me ajudou a aumentar a velocidade do passo de dança. Parei de frente para a nossa imagem no espelho com a perna erguida. Soltando a cintura e segurando minha coxa com delicadeza, meu irmão me inclinou para o chão. – Como soube onde eu estava?

–Sou bem convincente.

–Não acredito que subornou Teresa!

–Não subornei. Eu sorri e amansei a voz – a última frase foi sussurrada sedutoramente em meu ouvido. Lutei contra o instinto de estremecer.

–Você é perfeita, sabia,Lia? Mamãe teria muito orgulho de você. – não demonstrei o quanto aquilo me aqueceu.

–Mas estaria tremendamente chateada com você – ele baixou o olhar – Você ama isso! Por que não corre atrás? Você é um médico espetacular, mas... Você ama artes: música, dança e poesias... Mamãe iria querer ver você como um artista.

–Mas o pai...

–Esqueça Zeus – meu tom foi ríspido – Você é maior de idade e pode fazer o que quiser. Eu sou a única nessa casa que se pode fazer de vítima, ok?

Ele parou em um silêncio estático, raivoso pelas minhas verdades claramente dolorosas e percebendo que, mesmo ainda sendo influenciado por Zeus, já não era dependente dele. A contragosto e com a voz ainda grossa pela mistura de emoções, Apolo respondeu em pausas:

–É verdade. Me perdoa?

–Claro — ele me abraçou como se eu fosse seu porto seguro; eu gostava disso. Talvez eu não odiasse tanto assim meus irmãos.

Tanto assim...

[...]

Havia dois brutamontes do lado de fora da minha porta; estava confinada ao meu quarto. E assim foi por três semanas. Não comia em casa, e na escola comia pouco. "Cortei" meus laços com a Máfia, com as meninas e nem Luke vinha mais estudar. Eu estava sendo mantida refém na minha própria casa!Isso era tão absurdo quanto indignante, quanto terrível. Eu estava a ponto explodir no meio da quarta semana. Mas não nego que tive meus divertimentos. Deitada de bruços ainda confinada a minha cela, eu relia a última coisa realmente marcante nas páginas perfumadas do diário.

"Andar pelos corredores daquele colégio de esnobes retardados está se tornando cada vez mais esquisito, beirando o insuportável. Sei que havia poucas pessoas no corredor e que o sinal já havia soado comunicando nosso retorno as salas de puro tédio. Na Máfia aprendemos de uma maneira muito mais divertida sem deixar a seriedade de lado e conseguimos muito mais progressos. Mas o foco não foi esse.

Castellan me evitava já a algumas semanas e eu nunca fiz questão de correr atrás de alguém. Com exceção de olhares muito profundos e indecifráveis, não recebi mais nada dele. Não sei como explicar, mas... Era estranho passar esses dias com seu silêncio."

A esse ponto eu já revivia a cena de olhos fechados sem precisar ler minhas frases sinceramente confusas.

Luke segurou-me pelo cotovelo. Olhei para ele espantada. Nunca me surpreendi com um toque tão repentino. Ele tinha uma expressão séria no rosto, do tipo acadêmico:"estamos aqui apenas para estudar" ou seja lá o que seu rosto expressava. Luke era uma verdadeira incógnita para mim.

–Podemos conversar? — suas palavras eram tão calmas contrastando com o turbilhão de sensações que se atreveu a passar por seus olhos durante meio segundo — Preciso que me explique uma nova frase.

–Agora? — ajeitei a alça da bolsa no ombro. Luke notou o movimento e analisou meu busto: diferente das meninas, hoje, eu não usava a gravata. Ele sorriu minimamente, mas voltou os olhos para os meus tão indecifráveis quanto antes.

–Sim. Falei com o diretor e ele permitiu que usássemos uma sala de aula pequena e vazia no fim do terceiro andar. — abri a boca para reclamar, mas ele me impediu — Os professores já nos dispensaram; eles sabem que você é brilhante, que vai recuperar a matéria perdida mais rápido do que os que tiveram a aula.

–E você?

–Sou bastante esforçado, mas meu único problema é Inglês.

Não concordei em palavras ou com um sorriso; estava esgotada emocionalmente e mentalmente. Me virei para a direção contrária a que seguia antes e senti seu sorriso no ar enquanto caminhava ao meu lado. Sua aparência negava, mas seu cheiro denunciava o quanto ele estava animado. Me senti uma loba por pensar dessa forma, mas era, além de um pensamento divertido, a verdade.

Entrei na sala tomando consciência de que não havia ninguém por perto. Nenhum inspetor, aluno, responsável. Não tinha ninguém. Senti meu estomago se revirar em uma sensação esquisita que nunca senti: a mistura de ansiedade e medo. Era o famoso frio na barriga que muitas meninas descreviam... Mas por que isso agora?

Deixei minha bolsa no chão ainda de costas para a porta; ouvi o fechar não apenas da madeira, mas o click da fechadura. Virei no mesmo instante em que Luke avançou. Sua velocidade me chocou e meu cansaço e surpresa eram demais para pensar em reagir. De forma bruta e desesperada, mas sem machucar, Castellan me jogou sobre a mesa grande do professor e não tardou a vir para cima de mim. Aquela posição já não era mais desconhecida por nós; depois de tantos acidentes em que parávamos um sobre o outro me acostumei. Já era capaz de ver aquilo como um "aperto de mão secreto", era algo nosso por mais comum que parecesse.

–Castellan...? — seus olhos me mostravam enfim um desejo voraz; suas mãos prendiam meus pulsos. Eu não podia reagir de forma bruta e, no instante, eu não conseguiria... E nem pensei em querer.

–Eu lembrei. — a voz rouca e sexy contaminada pela luxuria fez um arrepio passar pelo meu corpo; ele percebeu e sorriu admirando os botões da minha blusa — Eu lembrei tudinho, Grace — contorci a cara, mas ou ele não se importou ou não viu — Sei que me torturou... — a malicia não era algo que eu esperava dele, bom, não naquele momento, tão pouco esperei que lembrasse. Meu rosto provavelmente demonstrou medo ou surpresa; seja o que for, Luke Castellan um vagabundo muito gostoso e irritante sorriu mais, aproximou sua boca carnuda ao meu ouvido e me fez arfar tanto com as palavras quanto com a sensação indescritível dos seus lábios me roçando a pele -Agora eu vou torturar você.

Luke mordia meu pescoço afastando a gola da camisa do uniforme ainda sem soltar minhas mãos. Controlando minha respiração, analisei a sala. A porta estava trancada, as janelas fechas não permitiam a passagem de uma brisa que fosse, as cortinas afastavam a luz do sol e as lâmpadas estavam apagadas. O ambiente estava misterioso e quase agradável. Senti-me em êxtase não por Luke, mas pelo simples prazer de voltar a quebrar regras de novo.

Com violência e com muita pressa ele soltou os botões da camisa, mas sem estragá-la; precisaríamos manter as aparências depois disso. Castellan não se atreveu a me soltar: depois de se livrar dos botões voltou a segurar meus pulos como que para lembrar que era a minha vez de ser a vítima. Com os olhos fechados, seu nariz roçava minha pele desde o pescoço, passando pelo vão dos seios e só parando próximo a saia. Meu corpo estremecia e minha respiração se acelerava, mas me neguei a gemer. Eu não era uma vítima, não me agradava ser e eu nunca seria. Luke rosnou frustrado por eu não soltar o menor dos gemidos o mais baixo ronronar e quase me atrevi a gargalhar. Contentei-me a rir baixinho.

Ele levantou os olhos irritado e me viu sorrindo de lado. Ele era bom, não posso negar, mas eu e vítima na mesma frase? Não, não combinava. Porem ele mal havia começado, seus olhos diziam isso. Ele ficou mais do que contente ao notar que o fecho do sutiã era na frente. Com os dentes ele abriu a peça de roupa e expôs meus seios aquela sala de ar quente. Sei que ele ficou segundos olhando maravilhado para o meu corpo.

–Tão linda... — o sussurrar não durou muito; sua boca mordia, chupava e lambia meu seio direito. Arqueei as costas o pouco que ele permitiu e arfei. Devo ter estado tensa até então, mas não sei dizer. Luke não sabia bem com o que se contentar já que sua boca não parava em um lugar só. Os arrepios constantes, o coração disparado, sua boca em meu seio era tudo o que me importava. Luke sugava-o como se fosse um bebê mal alimentado, como se sua vida dependesse disso... Estava se tornando insuportável não gemer, era natural demais arfar, mas eu já sentia meus esforços perderem forças.

–Então isso não passa de vingança? — perguntei com voz falha e baixa. Seus olhos voltaram aos meus brilhando demais, mas sem sinal de vingança. Seu sorriso foi terno entretanto, nada de palavras.

Castellan soltou minhas mãos devagar temendo que eu o agredisse ou fugisse. Os olhos brilhavam e não sei bem o porquê de minhas ações: levei a mão a seu cabelo acariciando-o e descendo até a nuca, forcei-o a voltar ao seio esquerdo. Já livre dos meus pulsos, sua mão me apertava o seio disponível com desejo, os beliscões nos mamilos me fizeram arquear as costas; sua mão me sustentou e suas mordidas voltaram para o meu pescoço. Luke levantou me levando junto, as mãos me segurando pelas coxas e agora com as costas na parede, as pernas em volta daquele corpo tão bem definido, Castellan era toda a minha fonte de equilíbrio. Seus olhos estavam presos aos meus, mas as mãos se atreveram a deslizar subindo e se escondendo por baixa daquela saia azul. Fechei meus olhos arfando. Beijei-lhe o topo da cabeça quando ele voltou a descer pelo busto, a mão em seus cabelos apertando-o contra mim como se isso pudesse trazê-lo para ainda mais perto de mim, prolongar o toque.

Ele se afastou milímetros com a respiração quente batendo em minha pele exposta e agredida. Meu corpo queimava de uma forma que eu me sentia tão viva... Meus problemas, meus ódios, meus objetivos viraram fumaça quando sua boca macia encontrou qualquer pedaço de pele disponível.

–Thalia... — ele gemeu, eu teria rido se não estivesse, de certa forma, hipnotizada — Por favor... — o vão entre os seios recebeu o mais singelo e arrepiante dos beijos — Por favor...

–Luke... — gemi seu nome e ele me apertou mais contra si — Ah, Luke — outro beijo, dessa vez na clavícula; apertei-o contra mim — Você não vai conseguir parar... — ele apertou meu seio com força enquanto a outra mão alcançava o pano frágil da minha peça íntima; gemi — Você não quer parar...

Ele não queria e não conseguiria. Seu membro estava rígido e ereto. A pressão dele contra a minha intimidade me deixava quase sem ar. Voltamos a andar. Castellan se sentou sobre a mesa onde eu antes estava deitada; havia apenas as camadas de roupas nos impedindo de um sexo bem gostoso e rápido. Mas ele não podia. Luke queria se vingar por eu tê-lo deixado antes de enfim gozar, mas eu era capaz de sentir que ele não conseguiria parar se de fato começasse.

Cansei de deixá-lo conduzir.

Tirei-lhe a gravata e abri os botões da sua camisa devagar. Deixei que ele escorregasse por seus braços e parasse no chão, também deixei minha camisa e o sutiã se juntarem ao chão. Seu peito era sarado na medida certa, sem qualquer exagero; fiquei segundos observando-o do mesmo modo que ele. Cheirei-lhe o pescoço e logo o mordisquei. Luke não apenas gemeu, mas apertou minha cintura de encontro ao volume em sua calça. Mesmo ainda estando separados por pedaços de tecidos, o contato, a pressão foi tão prazerosa quanto. Nós dois gememos.

Provavelmente íamos prosseguir. Lógico que não conseguimos. Um barulho de rodinhas no corredor nos tirou do clima, mas nem por isso voltamos para a sala de aula. Castellan deitou-me com mais delicadeza sobre a mesa e deitou-se sobre mim. Sua pele exposta encontrou a minha e o meu fogo pareceu encontrar a gasolina dele. Gemi apenas com o contato do calor de nossas peles. Ele deitou com a cabeça apoiada em um seio e com os dedos brincava suavemente com o outro mamilo. Perdi a conta de quantos suspiros perdi.

Reabri os olhos ainda me sentindo dentro daquela lembrança. Luke não conseguiu se livrar de mim e nem eu dele. Ficamos até o fim das aulas trancados em uma sala escura absorvendo o calor que tínhamos para oferecer. Na confusão de sensações que me tomava, eu tinha quase certeza de que todo aquele prazer vinha do fato de que era a primeira “emoção” que eu vivia em um período quase longo demais.

Não importava.

Espreguicei-me sobre o colchão.

Ouvi as vozes de George e Martha em algum lugar da casa. Aquelas cobras viviam a procura de um bom "ratinho", uma presa fácil para foderem na cama enquanto Hermes se distraía com ligações de garotas anônimas.

Estava cansada de ficar ali trancafiada. Não saí para nada além da escola e me negava a comer. Algumas empregadas, principalmente Tereza, vinham me trazer bandejas com comida; neguei tudo. Meu estomago roncava agora, mas não me importei. Não via o rosto de Zeus ou dos meus irmãos há quase um mês inteiro e essa era a minha única satisfação (ficar fora do alcance da curiosidade de Katie também não era nada mau). A solidão não é um defeito, mas uma grande bem feitora; ajudando-nos a refletir e a nos descobrimos melhor. A solidão para mim era o sinônimo de vida, parte dela.

Não importava. Marcos não ia desistir de mim. Ele tramava algo para me tirar de casa, sabia que sim. Era como se Marcos fosse uma extensão de mim ou eu dele, como pai e filha devem ser. As meninas não sabiam o que era, não estavam autorizadas a saber, mas eu sabia que logo eu voltaria a sumir desta mansão... E por um tempo maior... Para uma grande diversão.

Notas finais
Então a bonita aqui pensou que ia conseguir passar em todas as matérias, mas ficou de recuperação final =/ mas ela já acabou e eu voltei com muitos momentos... Intensos. Definitivamente eu amo os próximos caps que virão logo. Para as meninas que esperam um momentos Thalico e/ou Percalia, acalmem-se. Eles chegaram e não serão poucos, hehehehe... Mas esperem outros casais também ;D