Gimme More
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Capitulo quinze —
Eu estava caminhando o mais lentamente possível de volta para o carro que me trazia e levava para a escola. O estacionamento se enchia rapidamente de estudantes uniformizados, mas eu não queria ir embora. A outra opção depois da escola era apenas o inferno.
O som horrível do cantar de pneus preencheu meus ouvidos e o estacionamento da escola. Sem que notássemos, todos estavam quietos esperando saber o que havia sido aquilo. Não precisamos esperar muito: três carros pretos, velozes e bem turbinados pararam derrapando impedindo a saída de qualquer carro, moto ou pedestre. Fiquei estática por um segundo... Mas que diabos...?
Cobertos de noite, vários homens armados desceram dos veículos disparando sem parar. Acertaram três garotos que caíram gritando. De longe vi que os tiros foram apenas de raspão. Revirei os olhos. Os estudantes começaram a gritar e a correr em disparada... Vamos! Atue Thalia!
Corri em direção ao motorista e aos meus seguranças contratados por Zeus. Assim que eles me viram correr, vieram em minha direção... Três tiros acertaram o primeiro; não consegui contar quantos tiros os outros levaram, mas aqueles com toda a certeza estavam mortos. Comecei a chorar de soluçar. Uma mão enluvada me agarrou e eu gritei. Comecei a me debater e gritar por ajuda, mas as mãos teimavam em me segurar firmemente. Um pano foi colocado em meu rosto cobrindo minha boca e nariz... Continuei me debatendo e chorando, mas me senti leve, mole; levaram meu corpo para o interior de um dos veículos antes de finalmente apagar.
[...]
Um spray com um cheiro estranho me fez acordar no interior do carro. Eu sorria. Fobos e Deimos tiraram as máscaras e me sorriram de volta. O carro fazia curvas fechadas e a velocidade estava claramente acima de 200 km/h. A adrenalina me consumia; depois de quase um mês eu estaria voltando para o meu lar, minha vida, meu tudo... Freiamos bruscamente.
–Vamos trocar de carro. Só por precaução. – Fobos me segurou pelo braço e me guiou para dentro do outro carro de aparência comum. Eles voltaram a se sentar do meu lado e voltamos a avançar agora em uma velocidade inferior. Deimos me deu seu casaco e me abraçou de lado.
–Sentimos sua falta, princesa.
–A Máfia não é a mesma sem você.
Não consegui evitar sorrir, lisonjeada, pelas palavras. Não era apenas porque o rei da Máfia me considerava como filha ou por eu ter subornado alguém de alguma forma, muito menos por eu ser apenas uma menina. Eu era querida, era importante apenas por ser eu. Um ser independente e que não precisava de qualquer tipo de proteção. Nunca me senti tão acolhida.
–Aonde vamos?
–Vamos sair da cidade – olhei pela janela; eu vi as rodovias não muito a nossa frente – Tem um túnel distante da terceira saída; vamos descer por ele e levá-la até Marcos.
–Ele tem diversas idéias para novas... Ah, novas brincadeiras – Deimos sorriu de um jeito que fez meu coração disparar. Finalmente teríamos um pouco de ação!
O túnel estava bem escondido; levamos bastante tempo para encontrá-lo sem levantar suspeitas. Eu não pude descer do carro até terem certeza de que estávamos no lugar certo. Quando acharam, fui escoltada até lá embaixo de um jeito perfeito em que não havia como alguém de longe percebesse. Os longos quilômetros de túneis deveriam ter me cansado, mas eu estava animada demais para conseguir parar, estava em êxtase.
[...]
Uma chuva de aplausos, gritos entusiasmados e sorrisos me acolheu quando saí do túnel; as meninas ainda não haviam chegado. Era muito provável que estivessem dando depoimentos para a policia, se tiverem o azar que eu sei que terão, elas seriam interrogadas por Ares.
Marcos veio até mim com os braços abertos e um sorriso no rosto. Seus braços se fecharam a minha volta e eu perdi a noção de tudo. Não importava quem estava ali nos vendo, presente, passado e futuro não significavam nada. Era ele ali na minha frente, seus braços me apertando contra ele e meu espírito mais leve.
–Minha menina... – ele sussurrou afagando meus cabelos – Não vou deixar você sumir por muito mais tempo.
–Não quero que deixe – sussurrei de volta.
–Você deve estar exausta. Tome um banho e descanse. Logo nós iremos começar a temporada de terrorismo por essa cidade.
Sorri; não queria admitir nem para mim mesma que o cansaço me consumia. Fui a única a sair daquela comemoração. Acenei para uns, cumprimentei outros. Demorou, mas consegui sair. Subi de elevador até meu andar. Senti falta daquele meu quarto. Entrei no closet sem me lembrar de trancar a porta; livrei-me daquele uniforme e vesti a primeira camisola que encontrei. Ela deveria ser antiga já que não cobria quase nada do meu corpo, mas não me importei. Nem me recordo de ter acendido as luzes. Ouvi a porta se fechar e o ruído da fechadura do closet.
–Nossa! Thalia, você vai acabar matando um desse jeito. – era voz de um dos gêmeos.
–Travis ou Connor? – perguntei em tom divertido.
–Connor; aquela mala está pegando uma gatinha, mas não se atreveu a me dizer quem é.
–Por quê?
–Minha cara, ele tem medo de que ela pasme com a minha beleza incondicional e que canse dele.
Eu ri. Connor veio até mim e puxou minha cintura colando nossos lábios. Foi um beijo infernal em que a luxúria gritava, mas o prazer se sobressaia. Puxei seus cabelos chocolate e esfreguei meu corpo no dele. Ouvi-lo gemer me trouxe um fogo acesso desde a saída da escola. Sua mão desceu e apertou minha bunda com força para logo seus dedos fazerem movimentos circulares na mesma região. Arfei, mas não deixei por isso mesmo. Levei minha mão para dentro de sua calça onde já existia um volume bem considerável; apertei seu membro e Connor estremeceu gemendo e me puxando para mais perto, em um beijo sem fim. Meus dedos brincavam animadamente com seu pênis e logo passavam para as suas bolas. Connor gemia alto, mas, graças a Deus, as portas e janelas e até as paredes eram a prova de som.
–Que dedinhos... Ah – ele mordia meu lábio para não gemer mais alto – Que dedinhos maravilhosos...
Arranquei sua camiseta e voltei e beijá-lo por beijar. Aquilo era apenas um jogo para nos dois: estávamos animados, excitados e dispostos. Não precisávamos de sentimentos ingênuos para ter um sexo bom e gostoso. Éramos amigos e isso bastava e compensava tudo. Empurrei-o para o divã e me sentei em seu colo em um beijo frenético; ele apertou minhas coxas e em resposta, esfreguei minha intimidade contra o volume que existia em sua calça.
–Deite – sua voz soou enrouquecida de desejo; estremeci apenas em ouvi-la. Deitei no divã enquanto Connor se colocava de pé por um instante. Ele não precisou subir o tecido da camisola, ela sozinha já expunha tudo o que ele queria; acariciando o lado interno da minha coxa, ele arrancou a calcinha e não me deu tempo de pensar em nada. Ele ajeitou minhas pernas e pôs a cabeça entre elas. Sua boca na minha intimidade distribuía beijos, lambidas e até chupões dolorosos. Arqueei as costas e puxei seu cabelo, instigando-o a continuar. Seus lábios brincavam com meu clitóris e meus gemidos ecoavam pelo closet escuro.
–Connor... – eu chamava seu nome em sussurros baixos e isso o estimulava mais do que qualquer outra coisa. Sua língua entrava e saia gerando arrepios infindáveis; arranhei suas costas. Connor introduziu um dedo e logo eram dois entrando e saindo me motivando a gemer, arfar e esquecer o mundo. Eu precisava disso e eu sabia que o rapaz estava ali somente por mim e para mim. – Connor!
Eu gozei em sua boca, mas ele não parou. Ele continuou lambendo, me instigando, provocando até eu gozar de novo, puxando seus cabelos para trazê-lo ainda mais perto enquanto ele engolia tudo mais uma vez.
–Você é tão gostosa... Tão saborosa...
Meu corpo tremia em prazer e talvez cansaço físico, mas mentalmente eu estava acessa, querendo mais de Connor. Ele se levantou e retirou as últimas camadas de roupa, me levantei também ainda tremendo. Mais ouvi do que vi o som da camisinha. Empurrei-o para o divã e me sentei sobre seu membro sem calma. Gememos juntos. Meu corpo queimava. Connor se movia devagar, mas com força, gemendo em meu pescoço.
–Mais rápido. – pedi e senti seu sorriso. Nos movíamos quase violentamente um contra o outro, com força e cada vez rápido. Não nego que doía, mas era muito mais prazeroso do que doloroso. Sua mão em minha cintura e a outra na bunda me ajudavam a ir mais rápido, ajudava ele a entrar cada vez mais fundo dentro de mim. Connor não parou. Eu pulava em seu membro e ele mordia seu lábio para não gritar em prazer. Sei que não parei. Continuávamos como se não existisse cansaço; diminui o ritmo, quase parando, tirei sua mão da minha cintura e a levei até meu seio onde recebi um leve beliscão.
–Ai, Connor... – suspirei ainda me movendo; eu queria me cansar de gozar hoje. Afinal, eu tinha muito que comemorar.
–Vou te levar aos céus, princesa... – sua voz estava sexy, extasiada – Quantas vezes você quiser... – gozamos juntos no instante em que ele me apertou contra si e não permitiu que eu me afastasse; seu pênis inteiro dentro do meu corpo. Estávamos a horas ali, horas maravilhosas...
Uma batida leve na porta do closet nos fez parar.
–Thalia? Connor? – era a voz de Travis soando bem baixinha.
Eu não queria levantar, não queria que Connor saísse de dentro de mim, mas eu queria saber o porquê daquele gêmeo também estar ali. Connor levantou e me colocou no chão devagar. Caminhei até a porta com as pernas bambas e a destranquei devagar.
–Eu tranquei a porta – ele sorria, os olhos oliva brilhando em malícia.
–Você não está namorando?
–Estou, mas ela não está aqui... Você está. – ele me beijou, me empurrando de volta para o interior do closet, voltamos a trancar a porta por precaução. Ele me puxou para ele, arrancou minha camisola e sua camisa, quase tudo no mesmo segundo.
–Travis, não seja egoísta – Connor reclamou se aproximando; não parei de beijar seu gêmeo – Eu ainda a quero! – encontrei o cinto de Travis e o tirei junto com a calça e a cueca em um movimento rápido.
–Você já a teve! – Travis resmungou puxando minha cintura; seu membro ereto batia em minha barriga; arfei com o contato. Connor me puxou por trás, me afastando de seu irmão.
–Você tem namorada...
–E você nunca consegue nada...
–Chega! Eu posso ser dos dois – retruquei em voz firme e muito sexy – Eu quero os dois!
Travis me empurrou, Connor me puxou. O gêmeo de trás se sentou sobre uma mesinha qualquer derrubando seja o que for que estivesse em cima. Travis me ergueu e me pôs sentada exatamente sobre o pênis animadinho do irmão. Gemi alto. Connor enlaçou minha barriga com um braço me impedindo de me mover.
–Divirta-se, Travis – eu sentia o sorriso dos dois, mesmo sem vê-los com clareza – Ela é ainda mais gostosa do que pensávamos.
Travis ajoelhou com as mãos em minhas coxas, apertando-as. O membro de Connor em minha bunda continuava imóvel, mas ainda assim era gostoso. Travis beijou minha intimidade, Connor beijou meu pescoço. Travis lambia meu clitóris quando eu puxei seus cabelos para mais perto; introduziu um dedo e meu ar pareceu sumir. Ao mesmo tempo em que Travis colocava o segundo dedo e me estimulava ainda mais, Connor começou a se mover. Eu gemia sem parar, murmurava palavras desconexas, chamava-os pelo nome. A velocidade aumentava e eles gemiam junto de mim. Travis voltou a encaixar sua boca em meu sexo, sem tirar os dedos e acompanhando os movimentos do irmão. Connor apertou-me ainda mais, me impedindo de me mover; com a outra mão ele apertou meu seio, arfando e abafando um gemido em meu pescoço. Eu nunca havia experimentado uma sensação assim. Incapaz de mexer mais que o braço, puxei Travis para mais perto, sentindo-o soltar o ar e o gemido próximo a minha pele já sensível. Se gozei na boca de Travis juro que não sei e não me importo.
–Connor? – Travis chamou o irmão quando decidiu parar; eles se entenderam sem palavras quando o gêmeo me soltou. Minhas pernas não foram capazes de sustentar completamente meu corpo. Travis me deitou no divã com calma e respeito. Além de todo aquele desejo, os dois me respeitavam e me temiam. Sabiam que estavam ali para oferecer prazer a mim e não o contrário.
Talvez tenha sido por ele perceber meu cansaço ou por achar melhor eu estar deitada, ouvi o som da embalagem da camisinha. Travis metia seu pau para dentro de mim sem piedade, com as mãos apoiadas ao lado da minha cabeça para conseguir mais força Passei minhas mãos pelas suas costas tensas e encontrei as cicatrizes de tiros levados antigamente; senti-me estremecer pensando no quanto eu amava homens maus.
Eu gemia, Travis gemia raramente. O maxilar travado, seus olhos rolavam de prazer e ele colocava mais força no instante em que gozou; ele continuou até eu gozar. Ele não se moveu, continuou com o corpo sobre o meu olhando meus seios com desejo, mas não se atrevendo a tocá-los.
–Quer mamar? – perguntei acariciando sua nuca; ele gemeu um sim em resposta. Eu trouxe sua boca para meu seio direito e levei sua mão ao seio esquerdo. Travis se arrepiou enquanto tocava e mamava como uma criança.
Fui pega desprevenida quando ele se levantou me levando junto.
–Vai por trás – eu já não sabia quem falava; um deles me fez prender as pernas em volta da cintura enquanto metia dentro de mim. O outro me penetrou por trás devagar como para eu me acostumar. Joguei a cabeça para trás no meu gemido mais alto. Os dois pareciam sincronizados: quando um saía o outro entrava, eu não tinha tempo para respirar, meu ar sumia enquanto a cada dez estocadas de cada um eu me sentia em extase. Eu me senti ser rasgada quando eles entravam juntos e saiam juntos. Eu gritava em prazer e eles também. Aquilo era incrível, muito mais do que eu esperava. Estávamos naquele closet há horas, eu tinha certeza. Eles esfregavam seus corpos contra mim; aqueles corpos definidos por anos de treinos... Eu me contorcia em êxtase quando suspirei e gozei deixando meu corpo mais leve. Meu líquido me escorria pelas pernas. Fui colocada no chão, sendo segurada pelo gêmeo de trás enquanto o da frente lambia minhas pernas limpando o que ele mesmo causara.
Fui deixada no divã enquanto os gêmeos destrancavam o closet e iam para a suíte. Eles devem ter tomado um banho rápido, mas não sei dizer. Fechei meus olhos e respirei pela boca diversas vezes. Até sorrir parecia ser demais para mim. Eu nem sabia mais quantas vezes tinha gozado só hoje. Eu sentia meu corpo escorregadio de suor e os cabelos grudando em função disso.
Logo um gêmeo me pegou no colo, ainda nu, e me levou a minha suíte e me deixou na banheira, imersa em água morna e perfumada. Juntos os dois irmãos lavaram meus cabelos com cuidado como se eles fossem feitos de fios de ouro, passaram esponjas em minha pele suavemente me tocando agora sem malícia. Quando acabaram, me coloquei de pé sobre um tapetinho e os dois me secavam com cuidado, não contendo os sorrisos ao notarem algumas regiões avermelhadas. Fui levada até a cama e nua mesmo, sem me importar com os dois, adormeci.
Acordei com os carinhos de Marcos em meus cabelos. Ele estava sentado na cama ao meu lado. Sei que talvez eu devesse me incomodar por estar nua por baixo dos lençóis, mas ele era meu “pai”; ele não iria me estuprar. Sentei-me deixando os seios amostra por meio segundo antes de os meus cabelos os cobrirem naturalmente. Ele me ofereceu uma xícara de chá, o sorriso inabalável.
–Como foi a vinda até aqui, meu bem? Gostou do espetáculo na sua escola?
Sorri grandemente.
–Foi maravilhoso!
–Me contaram que você foi uma excelente atriz. Sua mãe teria orgulho – meu sorriso tornou-se mais tímido – Tenho novidades, mas... Você gostaria de brincar do que mais tarde?
Seria impossível decidir o que eu queria fazer primeiro. Eu queria... Eu queria... Eu queria...
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