Gimme More
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Capitulo dez —
Annabeth não apenas permitiu, mas exigiu a minha presença. Dirigi pelas ruas de NY com os pulmões comprimidos pelo ódio. Não acredito no que Zeus havia feito! Trazer Deméter foi à pior coisa que ele poderia ter feito... Deméter tinha sérios problemas mentais no meu ponto de vista. Vivia numa fazendinha isolada e só comia cereais. Katie era um doce de menina visto a mãe psicótica que tinha. Minha tia tinha sérios problemas de controle e autoridade que eram típicos dos Grace, mas a sua rigidez era desgastante. Ninguém nunca tinha visto aquela velha sorrir!
Ignorei meu sangue fervendo nas veias e parei em frente ao sobrado simples do pai da menina. Annabeth estava escorada na porta, bastante impaciente, o corpo escultural da loira, coberto apenas por uma regata e short curtíssimo, era admirado pelos pedestres errantes. Subimos para o seu quarto ignorando seus meio-irmãos, a madrasta e o pai. O quarto dela era muito simples, mas muito bem arrumado. Toda a decoração em cores muito claras tendo a predominância do branco, porque o pai a via como um ser delicado, angelical, puro. Otário!
– Eu to louca pra sair daqui! — ela disse com esperança. O sonho dela era poder ir morar com a mãe, mas era seu pai quem tinha a guarda; ninguém sabia o porquê exato. A casa da mãe era mais espaçosa, mais estilosa, mais tudo.
–Eu to louca pra sumir daquela casa! — exclamei de volta.
–Vem, vamos começar a nossa rotina de estudos e depois fazer uma pequena bagunça como festa do pijama.
A noite foi produtiva. De uma forma geral, Annie me explicou o projeto dos túneis, porque não seria apenas um só, fizemos o adiantamento de algumas tarefas e trabalhos e nos aconchegamos em sua cama para assistir alguma coisa... O noticiário dava queixa de um cientista desaparecido; ele havia esquematizado uma nova bomba atômica. Além dele, um homem aparentemente comum havia alegado conhecer alguém da tão famosa Máfia; também havia sumido.
Com aquela menina ao meu lado até observar o capim crescer era algo prazeroso. Annabeth e as meninas eram quase meu mundo inteiro... Nem notei à hora em que adormecemos.
O dia seguinte tinha um clima chuvoso. A chuva estava fraca e o som das gotas contra o telhado da escola me dava à sensação de sonolência. Nos corredores, eu sabia que Nico agora era muito bem aceito e isso me tranquilizava... Passei reto pela turma dos atletas sem nem olhá-los, mas sabia que naquele meio estava Percy Jackson, Will Solace e Luke Castellan.
Luke me seguiu e me parou pelo braço outra vez. Não resisti a seu toque, porém, me virei cansada.
–Teremos outra aula hoje? — ele perguntou visivelmente interessado.
–Não. Não posso te dar aula hoje — eu nem tinha interesse em voltar para casa — Eu não sei Luke... Acho que... Bom, não vai dar hoje, muito menos lá em casa.
Afastei-me do menino. Ele tinha ficado visivelmente decepcionado, mas eu não podia e nem faria nada a respeito. Encaminhei-me para a saída e saí na chuva. Havia deixado meu carro na casa de Annabeth e agora eu queria apenas seguir pelas ruas parcialmente vazias e pensar na desgraça que minha vida tinha virado.
Minhas roupas grudavam de uma forma incomoda em meu corpo. O gelo atravessando minha pele e corroendo meu interior... Como Marcos esperava que eu aceitasse as atitudes de Zeus? Não tinha qualquer cabimento nas ações do velho! O céu estava tão cinzento quanto meu animo e a chuva era as lágrimas que eu não me atrevia a derramar. Peguei um desvio para minha casa que passava por diversos becos escuros e sombrios.
Pensei em Annabeth, na menininha que cresceu ao meu lado e partilhava das mesmas inseguranças que eu. Tentei pensar no que ela faria para distrair a mente da raiva que estava sentindo... Provavelmente ela levaria seu professor de francês para a cama... Um sorriso me brotou no rosto com a lembrança que me atingiu... Bianca com seus treze anos matou a mãe, Annabeth seduziu o professor e o filho dele. Lembro do sorriso malicioso da menina contando como havia se divertido com o garoto e logo em seguida com o pai... Lógico que aquilo daria um grande rolo depois então ela optou por descartá-los... Os dois estão tão vivos quanto Maria DiAngelo.
Um raio cortou o céu e pensei ter visto o rosto da minha tia... Não! Eu não suportava aqueles lábios finos comprimidos em uma linha reta, aquele olhar frio desprovido de vida. Cambaleei me sentindo zonza. Apoiei a mão em uma parede áspera enquanto via meu mundo girar... Tudo sumiu e conheci apenas a escuridão e o som abafado do meu corpo contra o chão.
[...]
–Finalmente está acordando... — a voz masculina era uma intrusa aos meus ouvidos; tentei abrir os olhos, mas fui pega de surpresa por uma luz fluorescente. Meu corpo estava gelado e úmido, ao meu redor sentia as toalhas felpudas, minha cabeça dava voltas... Onde eu estava?
–Lia? Vamos garota... — a voz era conhecida; abri os olhos mais lentamente dessa vez: Luke estava ajoelhado ao meu lado, os cabelos pingando, os olhos preocupados, sua mão segurando firmemente a minha... Baixei o olhar mirando nossas mãos juntas; a única parte em mim que ainda mantinha o calor.
–O que aconteceu?
–Você desmaiou. Sua pressão deve ter caído...
–Onde estou?
–Um motel...
–Você me trouxe a um motel? — queria ter gritado, mas não precisei: minha voz soou tão rígida que senti Luke se encolher; sua mão soltou a minha — Melhor ainda: você estava me seguindo?
–Você não parecia muito bem, no colégio, digo... Deveria estar me agradecendo por ter tirado você daquela chuva.
–Eu ainda ia chegar lá.
–Claro... — senti o sorriso em seu rosto. Lentamente, fui me sentando e observando a estética do quarto; as cores brincavam em tons provocativos de vermelho, vários espelhos cobriam as paredes... E eu conhecia aquele quarto muito bem. Sabia que aquele motel era uma "filial" da Máfia e logo "eles" saberiam que eu estava em uma suíte com um garoto... Viver cercada por homens é uma desgraça!
–Sabe que horas são?
–Por volta das 16h00min da tarde.
Mordi o lábio inferior, de uma forma pensativa. Bom, hoje era sexta e ainda haveria aula amanhã, mas não era obrigatória a nossa presença. Tia Deméter chegaria esta noite e eu não me faria presente... Luke não deveria ser uma companhia tão ruim. Retirei minha blusa e meu short ficando apenas de peças intimas na frente do rapaz. Luke estava de olhos arregalados devorando com os olhos cada mínimo pedaço de pele exposta. Realmente patético. Ele já havia me visto assim antes.
–Vou tomar um banho quente. Depois você vai — vi a decepção em seu rosto, mas contive meu riso. Não acredito que ele realmente pensou que iríamos tomar banho juntos. Ai, é cada coisa que eu sou obrigada a testemunhar. Tranquei a porta no instante em que entrei, torci minhas roupas e as pendurei em algum cantinho deixando-as secar um pouco. O choque térmico foi imediato, mas maravilhoso; fiquei minutos incontáveis embaixo daquele calor... Mas não podia demorar; Luke deveria estar com os lábios roxos há essa hora. Enrolei a toalha no corpo e saí. Ele entrou bem rapidinho (estava sim com os lábios arroxeados) e saiu cinco minutos depois também apenas com uma toalha ao redor da cintura.
Ficamos segundos em silencio ouvindo apenas o ruído da chuva que havia se tornado mais forte e intensa.
–O que vamos fazer enquanto essa chuva não passa? — sua voz soou bem próxima.
–Podíamos jogar verdade ou desafio, só que valendo apenas as verdades... — sorri; era o jeito perfeito de conhecê-lo, seus segredos e defeitos, esperava conseguir preencher o vazio que era seu nome.
–Eu começo então. Você... Você não se da muito bem com seu pai como todos pensam, não é?
Aquilo foi um pouco chocante; ninguém nunca tinha percebido meus sentimentos por Zeus além das pessoas realmente próximas; Luke só havia passado poucos segundos na presença do meu pai.
–Não posso mentir?
–Não.
–Zeus não é meu pai há muitos anos — repassei o arquivo roubado na mente até lembrar que seu pai não era mencionado na matricula — E o seu pai? Como ele é? — o corpo de Luke ficou tenso.
–Não posso mentir? — ele forçou um sorriso.
–Não — sorri com maldade.
–Ele abandonou minha mãe e a mim. Eu tinha seis anos.
–Pelo menos deve ter sido feliz nesses seis anos.
–Nem tanto; ele me ignorava, nunca quis ter um filho... Eu era um erro, mas é a minha vez de perguntar — esperei em silencio uma pergunta que não chegou. Voltei meus olhos para ele, confusa demais para pensar no seu silencio.
–Luke? Sem perguntas ou você acha que me conhece?
–Olha... Eu, é que... Não! Eu não acho... — sorri e vi suas bochechas corarem; Luke respirou fundo.
–Não precisa responder, se quiser...
– Você é tão intocável... Nem sei o que te perguntar... Tão perfeita...
–Eu tento ser. É muito bom saber que sou perfeita de algum modo... E sua infância? Sua mãe cuidou de você, não foi?
–Ela adoeceu depois que o canalha foi embora. Eu que cuidava dela e não o contrário... Acho que ela nunca se recuperou... Sabe, ela o amava, entende? — seu olhar estava perdido; eu o entendia bem: Abelle sofrera muito com Zeus; deu a ele seis filhos, mas ela conhecia cada uma de suas traições. Minha mãe preferiu se afogar em álcool ao contrário de ir embora. Claro que a mídia influenciava muito o casamento dos dois, mas... Eu não compreendia verdadeiramente o amor dela por ele. O engraçado era que Hera passava o mesmo que Abelle. Bom, quase.
–Te entendo muito mais do que parece — um silencio se estabeleceu no quarto sobrando apenas o canto, agora melancólico, da chuva — Eu nunca senti nada assim.
–Assim como?
–Amar desse jeito. Tão profundamente... Acho que isso não é pra mim... Sabe, amar alguém — seria perigoso demais; para mim e para ele ou ele; nunca se sabe!
–Claro que é! — ele mostrou espanto — Só não encontrou ainda uma pessoa pela qual vale à pena... Bom... Sofrer.
–Acha mesmo? — meus olhos estavam embasados.
–Acho... Não gostei de ver aquele beijo — olhei para Luke sem emoções — Nico não precisava de um beijo daqueles... É só um pirralho...
–Ele pode ser só um pirralho, mas é maravilhoso. E não pense você que me arrependo de beijá-lo. Ele podia até ser inexperiente, mas beija muito bem — seus olhos se estreitaram em raiva.
–Will também não merecia seus lábios. Ele não para de dizer para todos que você vai ser dele e...
–Will é um iludido; não percebeu ainda que eu o usei e descartei. E quando perceber será tarde e a dor que ele sentir será prazerosa para mim... Mas diga, Luke: então quem os merece? Meus lábios — perguntei irritada; ele estava se parecendo muito com meus irmãos. E fisicamente ele me lembrava Apolo.
–Ninguém — ele deu um passo vindo ao meu encontro — Ninguém nunca vai merecê-la, Thalia. Ninguém nunca vai ser digno de um toque seu — meu ar simplesmente desapareceu dos pulmões, a proximidade do seu corpo agora significava mais do que eu saberia dizer... Um calor ao nosso redor diferente do clima ou de qualquer calor que já senti antes...
Luke voltou a entrar no banheiro, mas saiu vestindo as roupas úmidas. Seus olhos estavam longe do meu alcance, mas seu rosto era indiferente.
–Suponho que consiga se virar agora que já esta acordada.
–É — minha voz não passava de um eco.
–A chuva passou... Te vejo no colégio — e saiu.
Eu estava ainda chocada demais para escutar meu celular tocando, caminhei até o sofá onde estive desacordada e peguei... Era Zeus. Rejeitei a ligação e notei as 27 ligações perdidas. Todas dos Grace: Zeus, Hefesto, Ares, Dionísio, Hermes e Apolo. Joguei meu celular sobre a cama de lençóis brancos e encontrei uma escova para pentear meus cabelos ainda úmidos. Conversar com Luke havia trago lembranças de volta, palavras que eu nunca me esqueceria. Retirei a toalha do corpo e me joguei nua sobre o colchão, adormecendo assim.
“... Ele e mais duas garotas estavam na cama. Senti meu coração se comprimindo e as lágrimas me chegaram aos olhos. Como eu podia ser tão tonta?... Saí de lá o mais rápido possível [...] As garrafas de álcool se aglomeravam no porta-malas do carro. Lágrimas saiam sem permissão [...] Voltei para o estúdio de gravações com a máscara da perfeição no rosto; enganei a todos [...] Em frente ao espelho observei meu reflexo: os cabelos loiros batiam na cintura em ondas, os olhos castanhos eram ternos, amigáveis [...]
Meus lindos meninos corriam pelos jardins tão felizes e inconscientes da realidade que meu peito se comprimiu. Zeus não se importa tanto com eles como um verdadeiro pai se importaria... Hefesto e Ares sempre discutindo, Dionísio com um cacho de uvas nas mãos, Hermes correndo e meu pequeno Apolo apenas observa a tudo... E eu esperava mais uma criança dele... E ele tão longe de mim... Não suporto a distância entre nós dois...”
A cada folha que eu virava mais desiludida eu ficava... Agora eram as minhas lágrimas rolando pelo meu rosto. Fui iludida por Zeus por longos doze anos, mas não seria mais. Me recusava a sofrer o que minha mãe sofreu.Me recusava a amar meu pai por ter feito minha mãe sofrer e quem sabe quantas garotas ainda choram por ele... Quem sabe o quanto Hera chora por ele...
Dormir em um motel já era suficientemente estranho, mas acordar em um motel, nua e sozinha era o auge da minha esquisitice. Puxei o lençol e cobri meu corpo; ouvi batidas na porta.
–Pode entrar — meus olhos ainda estavam cerrados então apenas ouvi o som de passos largos e pesados em minha direção.
–Vamos sair para brincar, princesa. Acho bom se apressar. — abri os olhos e na penumbra vislumbrei o perfil de Travis. Ou seria Connor? Tanto faz. Ele jogou um amontoado de roupas no colchão.
–Pensei que você e seu irmão fossem inseparáveis.
–Ele está de vigia na porta. Sabe, o Marcos não gostou de saber que você estava em um motel com um cara desconhecido. Parecia irritado como se fosse seu...
–Meu pai? — sorri; fiquei feliz em saber que o irritei. Era um modo de saber que ele realmente se importava — Me faça um favor, lindinho. Saia do quarto e me deixe me trocar em paz, ok? — ele saiu decepcionado, mas sorrindo.
Vesti as peças intimas, uma saia tule preta, uma blusa cinza chumbo e a jaqueta de couro; estava calçando as botas quando o gêmeo voltou a entrar no quarto acendendo as luzes. Ele trazia nas mãos uma maleta que sabia estar cheia de maquiagem. Em frente ao espelho, deixei meus olhos mais misteriosos do que o normal, marcando-os em preto e um leve traço de gloss nos lábios. Deixei os cabelos soltos.
–Está perfeita, como sempre.
–Mas acho que posso melhorar — peguei um mix de colares e vários anéis. Esta noite eu daria um motivo para a repreensão de Zeus.
–Vamos? — ele perguntou estendendo um calibre 38; peguei-o e fomos embora pelos fundos do motel.
[...]
A penitenciaria estava a alguns quilômetros a nossa frente; as luzes brilhavam fortes ali e parecia dia mesmo sendo 23h17min. Eu e os meninos colocamos os óculos de sol e descemos. Havia quatro homens parados longe das câmeras e próximos do carro. Fobos e Deimos eram os policiais, grandes amigos de Ares... Grandes partidários da Máfia... Ao lado estavam os dois caras que nos ajudariam no assalto ao banco.
Sem dizer nada, apenas com um gesto, mandei os dois para o carro escoltado pelos gêmeos. Fiquei sozinha com os policiais.
–Ares falou alguma coisa hoje?
–Estão todos preocupados com o seu sumiço — Deimos sorriu.
–Disse que Zeus não sabe como te controlar...
–Nunca serei controlada — sorri de volta — Me mantenha informada de tudo.
–Logo vem nos visitar, eu espero — Fobos piscou; dei as costas e voltei para o carro. Ainda tínhamos muito que brincar. Por isso, chegamos à balada mais movimentada de NY,sempre frequentada por famosos, eu desci sozinha, mas sem os óculos e já fui pega por flashes de câmeras... Encontrei minhas amigas na porta me esperando. Sei que menores de 21 não entram em boates, mas quem tem verba e influencia pode tudo. E eu tinha ambos dos dois lados.
–Nossa! Ficamos super preocupadas contigo! — Annabeth disse em um desabafo.
–Conto depois.
–Vem. Vamos curtir um pouco — Clarisse me puxou pela mão e adentramos aquele mundinho fútil. As luzes neon, o bar cheio, as pistas de dança animadas... Um lugar livre dos Grace. Dançamos, bebemos, curtimos... Sumimos da multidão e fomos para os fundos. Uma porta secreta na parede nos permitiu passar para um túnel subterrâneo, tão bem feito que tinha canais de ventilação. Tínhamos que ser rápidas; eu não suportava ficar muito tempo longe de ar puro.
Havia quilômetros e mais quilômetros de túneis e mais quilômetros em construção. Sorri sozinha pensando na confusão que seria se a policia descobrisse nosso labirinto.
–Quem está com o mapa?
–Eu — a voz de Bianca ecoou pelos túneis.
–Vamos rápido. Não podem notar a nossa ausência — Rachel abriu caminho... E cinco garotas percorreram NY sem transito ou vigias, pais ou guarda-costas... Subimos uma escada e viramos à direita; outra escada e seguimos em frente.
–Calma gente. — falei passando as mãos na parede; Annabeth fez o mesmo.
–É aqui — ela exclamou pressionando um símbolo grego... A porta se abriu e nós voltamos a sair. A sala era pequena e bastante limpa. Ofegos de dor e medo vinham de algum canto a direita.
–Sentiram nossa falta, queridos? — Bianca sorriu inocentemente.
–Não! Deixei-nos ir... Deixe-me ir... E...
–Cale a boca, inútil — rosnei saindo das sombras.
–É a menina Grace!
–Santo deus! Como isso pode ser possível... Deus terá misericórdia...
–Mas nós não — voltei a rosnar — Vão se arrepender de terem dito não a Máfia. Sabe doutor, conseguimos seus papéis. — o homem ficou apreensivo; virei-me para o outro — Sabe, querido patético, você nunca conheceu a Máfia... Clarisse divirta-se.
A menina se aproximou em meio aos protestos e gritos angustiados... A noite seria interessante e dolorosa para eles... Mas não havia outro modo: a Máfia nunca receberá um “não” como resposta.
Nunca!
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