Gimme More
27 Capítulo 24
Notas iniciais
Capítulo vinte e quatro –
Luke parecia se aproximar mais de mim, os olhos claros pareciam brilhar com um sentimento que eu não conhecia. Ele estava perto demais e isso estava me provocando de um jeito estranho. Ele queria me beijar e não havia nada de errado nisso, certo? Afinal, já não éramos tão desconhecidos assim... Mas eu nunca havia sentido aquela sensação ao qual não sei descrever.
No último instante virei o rosto e me afastei dois passos para o lado. Meu peito subia e descia como se eu tivesse corrido por toda a cidade sem nunca parar.
–Eu não te entendo, Thalia – ele sussurrou mesmo estando longe da festa – Por que guardar tantos segredos?
–E você? – virei já recomposta; ainda sem ar, mas já havia recuperado minha postura altiva – O que esconde? Ou melhor ainda: por que finge ser quem não é?
–Como?
–Acha mesmo que eu sou tão tonta quanto os outros? Depois de todo o tempo que passamos juntos ainda acha que pode negar?
–Do que você está falando? – ele parecia desesperado, mas não confuso... Ele sabia do que eu falava e tinha medo.
Ri com maldade.
–Se finge de sonso na escola e com todos eles – apontei em direção aonde deveriam estar todos; voltei a me aproximar dele, mas dessa vez não senti nada se não a emoção de estar no controle de tudo – Você é esperto, não vê as coisas de um jeito comum, esconde sua verdadeira força, guarda segredos... Você é... – Mafioso, estava pronta para falar, mas me contive. Soltar isso seria me denunciar, seria expor toda a minha pessoa, todos os meus segredos. De repente eu não estava mais no controle e meu coração perdeu todo o compasso.
Ele deu um passo à frente colando nossos corpos, sem me segurar e olhando profundamente em meus olhos... Meu estomago se revirou. Por que diabos estava tão nervosa? Ele não podia me machucar!
–Sou o que? Diga Thalia.
É inacreditável! Eu podia ver todas as vezes que Luke fora de fato um mafioso: o jeito como se fazia de submisso comigo, mas se necessário para minha segurança desobedeceria, podia ver sua raiva quando tentavam me forçar a algo que eu não queria, sentia seu desejo, sua luxúria, sua pegada forte... Seu olhar era por vezes tão parecido com o de Marcos... Como agora; o azul reluzia em determinação, superioridade, autoridade.
–Esqueça – murmurei chocada com seus olhos. Comecei a me afastar da festa, ia para longe daquela multidão de adolescentes chapados até a raiz dos cabelos. Eu sabia que ele me seguia a uma distancia “segura”, como se eu não o notasse. A noite já estava escura quando me encostei a uma árvore entre as raízes grandes que saiam da Terra.
–Thalia...
–Vai embora. – eu me encolhi, sentando no chão coberto de folhas; estava frio e eu deixara minha blusa dentro da bolsa bem distante de mim. Eu começava a sentir uma vontade estranha de chorar que não condizia com a situação. Minha pele estava toda arrepiada com o vento forte e gélido que passou. Levantei os olhos quando senti um pano sobre meus braços: Luke despira seu casaco colorido à moda Bob Marley e envolvera meus ombros com ele.
–Não vou deixá-la sozinha. – senti por cima daquele pano grosso suas mãos me puxando para seu colo. – Sabe, você não me engana Thalia. Sei que você tem um segredo enorme e que não quer contar. Tudo bem por mim. Não conte, sufoque-o dentro de si se preferir – ele dizia de um modo suave e não com raiva como eu sabia que queria – Eu não sei o que você pensa de mim, o que pensa que eu sou.
–Me deixa sozinha, Castellan – fui grossa, no que ele me apertou contra si; minha cabeça em seu ombro e meu corpo em seu colo, suas mãos passeando por cima do pano as minhas costas. A vontade de chorar persistia, mas Luke de alguma forma me acalmava com seu toque mesmo indireto.
–Nunca. – o sussurro veio de encontro aos meus ouvidos. O jeito como pronunciara as palavras era tão... Tão... Estranho eu não saber descrever o que acontecia comigo. Estremeci.
–Sua namorada não ia gostar de saber que você não quer ficar longe.
–Ela que lamente então. – seus braços me apertaram mais, só que com gentileza, de um modo protetor – Eu não vou deixá-la.
–Por quê? – minha voz saiu um fiapo; tão fina e quebradiça como se eu fosse me desfazer de uma vez por todas. Fiquei com raiva de mim mesma: como eu podia me deixar ser confortada por ele, estar prestes a chorar na frente dele sem um motivo aparente e permitir que minha voz soasse tem desamparada?
–Porque eu menti para você no inicio do ano quando te ofereci uma carona – ele alisou suavemente meus cabelos e sussurrou – Eu te conheço, Lia... E me nego a deixá-la.
[...]
Quando abri meus olhos fui cegada pela claridade do sol que transpassava pelas folhas douradas de outono; fechei-os depressa e senti algo se mexer embaixo de mim. Ouvi vozes chamando-me pelo nome e rosnado quase caninos, mas proferidos por uma humana. Voltei a abrir os olhos e virei para o lado.
Luke estava no mesmo estado sonolento que eu e ainda me abraçava. Estava me sentindo tão pesada que ele voltou a si primeiro: levantou me erguendo nos braços como se eu não pesasse mais que uma pena. Encostei o rosto em seu peito e fechei os olhos como se dormisse, mas estava escutando tudo. Pelo visto alguns amigos tinham acordado cedo/ou nem dormiram, e saíram para nos procurar; entre eles estavam as quatro mafiosas, Kelli, Perseu e Will que devia ter voltado para a festa no meio da noite.
–... Não! Você tem que explicar o que fazia dormindo agarrado a ela... – a voz de Kelli era uma lixa e eu podia sentir minhas amigas prendendo o riso. Sentia que nos movíamos e ainda o peso da blusa dele em meus braços. Analisei a situação por completo ainda de olhos fechados como se dormisse: 1º eu havia dormido com Luke no meio do bosque, 2º estávamos muito próximos e dividindo sua blusa, 3º ele me levava nos braços e ignorava a namorada, 4º ele dissera que nunca me deixaria... Um calor diferente e incomodo cresceu na altura do meu peito e se espalhava por todo o meu corpo e me fazia sorrir; reprimi isso. O que raios era tudo aquilo?
Parte de mim queria me forçar a abrir os olhos e ir para o chão, mas outra bem diferente me dizia para ficar ali, agarrada a ele apenas escutando Kelli morrer de ciúmes. A primeira delas venceu, mas depois de longos minutos. Quando abri os olhos, olhei diretamente para os olhos dele; Luke havia parado de andar apenas para corresponder ao meu olhar e me oferecer um sorriso. Quer andar? Ele sussurrou baixinho apenas para que eu ouvisse. Muito devagar, me pôs no chão e arrumou mais uma vez sua blusa em meus ombros. Quase não piscávamos, mas desfiz esse contato e me abracei com Clarisse e Annabeth.
A festa continuou normalmente até as três da tarde. A beleza negra que era Kelli não desgrudou um só instante do loiro, eu evitava qualquer contato com ele mesmo que fosse apenas um olhar. Eu não queria sentir aquela confusão toda de novo. Claro que as meninas queriam saber o que tinha acontecido, prometi contar depois, longe daquela gente.
Depois já no ônibus, Grover fez questão de ir deixando cada um em sua casa. Cada um ia ditando o caminho; quando chegamos à frente do meu “castelo particular” ouvi vários suspiros e perguntas do tipo você mora aí nada demais. Afinal apenas seis ali conheciam minha casa, um deles conhecia muito mais que os outros. Agradeci como manda a boa educação e pedi ao porteiro que abrisse os portões. Não me importei de descer ali mesmo e ter que andar até a porta (era um tanto quanto longe), eu simplesmente não queria dar o gostinho de todos ali verem o que era minha casa linda e maravilhosa. Só depois que entrei no terreno oficial da mansão senti um peso no ar que fez os pelos da minha nuca se eriçar como um gato. Fiquei inquieta e percebi que todos os funcionários estavam muito tensos. Chamei um dos seguranças mais distante ainda da porta.
–Aconteceu alguma coisa? – perguntei nervosa como perguntaria a um amigo; eles amavam isso em mim, eu sabia. Meus funcionários amavam a mim e não apenas respeitavam e isso me dava muitas vantagens; ele estava tão preocupado quanto eu.
–Não sei ao certo, senhorita. Ouvimos gritos, mas nossas ordens são de não sair do posto. Começaram por volta das 23h00min e ainda não cessaram completamente.
Estava ansiosa e nervosa ao mesmo tempo, dessa vez de um jeito bom, mas tinha que manter a compostura e ser uma atriz melhor até do que Abelle: eu seria outra vítima naquela casa. Assim que passei a porta da frente fiquei pasma, havia muitas coisas fora do lugar, diversas coisas quebradas e havia gritos no andar de cima. Deixei meu chapéu sobre o sofá junto a bolsa.
–Olá? Eu cheguei! – gritei forçando minha voz a tremer suavemente como se eu estivesse morrendo de medo; os gritos cessaram por um instante e então retornaram mais fortes. Subi a escada “aterrorizada”. Os gritos aumentaram de tamanho e... Eu gritei verdadeiramente de dor. E me encolhi contra a parede e só então eu os vi como eles a mim; levando os dedos da mão esquerda ao braço direito o líquido vermelho, espesso e quente jorrava de minha pele com uma lentidão hipnotizante e bela de se ver. Arranquei do meu braço o pedaço de vidro que se prendera a pele e olhei para meu pai e minha madrasta abismada e com dor (agora totalmente verídica) – O que deu em vocês? – não foi um grito raivoso como eu pretendia fazer, mas sim um sussurro assustado de uma menininha confusa. Ai Abelle!
Hera não sabia bem o que fazer ela tinha o rosto inchado e manchado de maquiagem e lágrimas. Zeus olhava fixamente para o corte em meu braço, via o sangue que eu perdia como algo raro e único que não devia estar sendo desperdiçado por um erro dele. Minha madrasta voltou para seu quarto e saiu correndo depois com uma mala; Zeus nada fez. Meus irmãos agora saiam de seus quartos, minha chegada os deu forças.
–O que aconteceu...? – não terminei a pergunta simplesmente olhei para dentro do quarto, as fotos que eu deixara de presente continuavam ali, agora muitas delas estavam fora do lugar, o computador parecia ter sido atirado pela janela devido ao vidro quebrado; abaixei-me e peguei uma das fotos que tão cuidadosamente continham datas; Ramiro como eu te adoro! – De novo? Qual é o seu problema? – joguei com raiva na cara de Zeus.
–O que você...? – ele arrancou a foto das minhas mãos possivelmente envergonhado.
–Não se faça de inocente nem de burro. – fui fria; eu previa que sairia do personagem já que aquele cortinho no meu braço me tirava do sério – Não bastou trair Abelle tinha que fazer o mesmo com Hera também, não é? Você é nojento!
–Thalia.
–Eu sei bem o meu nome, não preciso que o repta com tamanho desprezo – fui ríspida – Sim, eu nunca gostei da sua namoradinha, mas isso é um direito meu. Também não quer dizer que ela merecia isso o que fez com ela.
–Você não compreende...
Ri com amargor.
–O que? Compreendo muito melhor do que você acha.
–Você é muito inocente para saber dessas coisas...
–Eu não sou virgem já faz muito tempo Zeus se é esse o ponto em que quer chegar – não vi motivo em guardar aquelas palavras; meus irmãos e meu paizinho ficaram em choque – Será possível que você não saiba ser fiel com ninguém?
–Thalia.
–Porque a sua família você não foi, a sua namorada também não, deve ser um corrupto como todos aqueles seus amigos políticos – o desprezo que saia da minha voz começava a me chocar; Zeus deixou escapar uma lágrima, me surpreendi? Claro, mas isso não quer dizer que parei – Você é exatamente o tipo de pessoa que não deveria ter nada. Você não sabe o valor das coisas que têm – sorri com tanta maldade – que teve seria melhor, não? Me diz quantos filhos você ainda tem? Será que são realmente cinco?
–Thalia, pare já com isso! – sua voz estava embargando, o interessante é que nenhum dos meus irmãos negou minhas palavras. – Tenho seis filhos, sabe disso!
–Seis? Será possível que sou eu a inocente? Você me teve por seis anos no máximo, velho. Desde então nunca mais. E quanto aos outros? Quando foi que os perdeu?
–Não seja cruel!
–E você pode ser sem nunca ser repreendido? – tisc, tisc fizeram meus lábios acompanhados de um movimento negativo – Sabe o que é mais inacreditável nessa história toda? Abelle te amava; Hera também. E você estragou isso de novo.
–E você, Thalia? Você me ama?
–Não conheço essa palavra. Nunca a conheci. – a frieza e indiferença com que respondi chocaram tanto que meus irmãos se atreveram a falar.
–Como não Thalia? Você é muito amada. – Hermes retrucou baixinho.
–Por quem? Pelas empregadas e funcionários desta casa? Talvez. Por vocês, meus irmãos, muito pouco. Pelo meu pai – olhei diretamente para o homem de olhos idênticos aos meus – só conheci indiferença. – o que deveria ser um discurso sentido da minha parte com direito a lágrimas, era seco e maldoso; sorri de um jeito quase maníaco – Não tenho qualquer apresso por essa palavra.
–Filha!
–Você não tem uma filha, Zeus. Já devia saber.
Sai do corredor tão destruído quanto o restante da casa também parecia estar e fui para o andar de baixo. Cheguei à cozinha onde arrumei um copo de suco, percebi quase tardiamente que estava manchando o copo e a caixa de suco com meu sangue que chegara as minhas mãos. As gotinhas de cor vermelha forte pingavam no chão de um modo hipnotizante... De repente Apolo chegou com um kit de primeiros socorros; eu não consegui interpretar sua expressão, depois de limpar com álcool ele colocou ataduras sobre o corte e limpou o pouco que meu sangue marcara. Eu sabia que aquele paninho era provisório: eu precisava levar pontos.
–Eu queria ter metade da sua coragem irmãzinha. – ele me abraçou e beijou minha testa – Mas eu não acredito em você. O amor existe para todos... Talvez ainda não tenha chegado para você.
–E se chegar? – me peguei nervosa com aquela conversa, tão nervosa que meus olhos se encheram de lágrimas – O “amor” que vocês tanto idolatram só faz sofrer e... Eu não quero isso para mim Apolo!
Ele deu um sorriso triste.
–Quando chegar alguém realmente especial para o seu coração você vai entender, Lia. Não é o amor que faz sofrer, você descobre que apenas por aquela pessoa que vale a pena toda a dor do mundo sobre seus ombros... É ela quem te mantém neste mundo, é ela quem vai fazer o planeta girar... Vai ser aquele que vai te deixar tão completa que você nunca mais vai pensar em nós, sua família, aqueles que não souberam te amar como merecia.
Estávamos tão melancólicos que acabamos dormindo juntos no meu quarto, não sexo, apenas uma noite de sono com meus irmãos; todos os cinco homens aglomerados em colchões no meu chão. Katie aparentemente nem se dignara a sair do quarto, tão imersa estava em sua própria depressão.
Pela manhã todos os irmãos e as mulheres e homens da limpeza começaram o trabalho pesado. Zeus havia sumido. Katie saiu do quarto lá pelas nove da manhã e nos ajudou a arrumar o que podia. Não fosse a tensão que ainda preenchia a casa, eu teria rido da cena ao qual meus irmãozinhos faziam papeis de bobos: mal conseguiam segurar uma vassoura sem receber as devidas instruções. Mas o gostoso mesmo daquele dia foi me sentir uma menina normal, mais uma no meio de todos eles ajudando como podia e saber que todos ali faziam o mesmo. Não somos tão diferentes assim. Foi quando sorri para os meus botões. Ficaríamos todos bem, eu sabia que sim.
[...]
Seus beijos estavam mais fortes que de costume, as mãos subiam pela minha coxa com força e eu podia sentir o desespero emanando de sua pele.
–Calma Perseu – afastei um pouco minha boca da sua – Aconteceu algo?
–Nada que você precise saber; garanto que não vai tirar seu sono – tentou voltar aos meus lábios, mas virei o rosto, sem se dar por vencido ele recorreu a meu pescoço. Eram chupões tão prazerosos que gemi mesmo não querendo.
–Percy...
–Ah Lia... Não me negue carinhos hoje – estávamos nós dois em seu iate depois da escola e com a permissão de meus irmãos; com Perseu minha família nunca se incomodou já que o consideravam meu irmão. Poseidon fizera questão de dar aquele luxo ao filho alegando que ele era um senhor do mar e o filho merecia. Como meu amante havia sido especifico que não era para haver qualquer comentário sobre nós, os funcionários mantinham distancia.
Levando-me em seus braços sem parar instante algum aquele beijo furioso, Percy me deitou sobre a bancada de mármore do pequeno barzinho. Abrindo minha camisa com rapidez e sumindo por dois segundos ele voltou com uma garrafa de champanhe despejando aquele líquido em meus seios, molhando meu sutiã, aquelas gotinhas desciam por minha barriga, mas não por muito tempo. Jackson não era sempre tão lerdo, sua língua e sua boca estavam ali, lambendo e chupando cada pedaço disponível da minha pele. Meus gemidos eram baixinhos e em intervalos quase regulares. Eu merecia uma comemoração, afinal havia sido um sucesso alem do que eu imaginara meus planos com Ramiro. Estava tão feliz que quase nada me importava mais.
Depois de confirmar que Percy também sabia brincar, me sentei tão rápido que o chocou; agarrando seu pescoço beijei-o tão furiosamente quanto ele a mim. Sendo mais experiente, soltei seu cinto e abaixei tanto a calça quanto a cueca que ele usava. Sua mão subiu mais uma vez por minha coxa, mas só parou ao encontrar o elástico da calcinha. Levantou-me, puxou o tecido e me deixou sentada sobre a pedra fria. Enlaçando minha cintura com um braço e a outra levando minha perna a sua cintura, Perseu já estava ali dentro de mim se mexendo para frente e para trás como uma força que não era típica para ele. Percy sempre era carinhoso e romântico... Hoje algo o atiçara.
Passamos a andar pelo interior do navio, seus lábios já não estavam mais nos meus e era eu quem comandava os movimentos; rebolando enquanto ele segurava minha bunda e procurava o caminho para o quarto, eu ditava o ritmo o provocando deixando louco. Quando encontrou a porta que queria me prendeu contra ela e sussurrou em meu ouvido:
–Vai, vai gostosa. Rebola forte pra mim – sua voz rouca era excitante.
Ele abriu a porta e “caiu” sentado sobre o colchão me fazendo pular em seu membro acidentalmente; gememos alto. Cavalguei sobre seu pau deixando ainda mais louco, ia me esfregando nele, mas ainda havia peças de roupa incomodas. Percy também as notou, arrancando a própria camisa do uniforme, depois a minha junto do sutiã; seu desespero era tanto que ele nem notara o corte em meu braço enfaixado em linho. Voltando ao cavalheirismo de antes, ele saiu de dentro de mim, trancou a porta que havia deixado aberta e arrancando minha saia pousou seus lábios sobre minha intimidade. Sua língua me estimulava ainda mais do que seu pau. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e o puxei para mais perto quando além da língua ele meteu dois dedos sofrivelmente; eu estava sem fôlego.
No decorrer de mais meia hora de sexo bom e selvagem, meu amigo colorido dormiu. Eu já esperava isso dele peguei minha camisa e vesti-a, sabia perfeitamente que ela só cobria metade da minha bunda, mas não era como se eu fosse ser estuprada ou algo assim. Sai do quarto dando a volta por todo o convés, quando cheguei à frente do iate,apoiei os braços sobre a grade, empinando a bunda naturalmente, não tinha ensaiado aquilo, mas não foi tão ruim assim. Virei pesando no carregamento de heroína que devia estar indo para o México por navio, o cabelo vindo para frente por culpa de um vento salgado e gostoso... E encontrei o capitão olhando para mim sem disfarçar sua luxuria, seu desejo.
Sorrindo de maneira sugestiva dei meus passos até a cabine enquanto ele parava o barquinho ali mesmo e trancava as portas da cabine... Eu merecia me divertir mais. Eu queria me divertir mais... E esquecer toda aquela confusão que havia sentido com Luke Castellan.
Maldito seja Luke Castellan por não sair dos meus pensamentos.
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