Gimme More

24 Capítulo 22


Notas iniciais
QUE RECOMENDAÇÃO LINDA! Meus olhos ainda estão embasados =''D Monna minha linda e maravilhosa mafiosa, me faltam palavras para te agradecer. Não estou brincando quando disse que chorei de emoção. Me alegra profundamente saber que você conseguiu tirar cada uma das sugestões implícitas que eu deixava e que shippa Thaluke, rsrsrsrs, sério mesmo... Estou radiante!

Capítulo vinte e dois –

Meu cabelo estava preso em um nó no alto da cabeça e meu corpo nu relaxava na banheira do meu quarto; a água estava perfumada e impregnada de óleos relaxantes e sais de banho. Eu precisava daquele conforto para pensar no que eu estava prestes a fazer. Queria fazer algo, algo com Katie, com Travies, com Hera, com Luke... Eu tinha que dar um jeito nessa bagunça.

Sai de dentro das águas e me atrevi a envolver minha pele em hidratantes. Eu merecia todo o conforto pelo stress que estava passando. Vesti o corpete branco e liso tomara que caia e um short igualmente branco muito curtinho e com a lateral transparente feita de renda. Era óbvio que aquela peça de roupa não permitia o uso de calcinha. Soltei meu cabelo vendo como ele caia de forma sexy sobre meus ombros e costas.

A noite já estava avançada e o jantar tinha sido uma droga como os outros. Hera me provocara, eu rebatera e meu paizinho se intrometia levando facadas no lugar da esposa. Era sempre a mesma baboseira, mas hoje eu estava atacada. Saber dos planos de Hera me levou a chegar ao limite do meu controle. Peguei a meia fina que vinha até meus joelhos e vesti-a. Na ponta dos pés sai do meu quarto e passei pelos corredores que davam acesso aos outros dormitórios. Em qual invadir primeiro? Katie ou Hera?

Meu ódio ganhou da minha raiva. Segui pela direita e destranquei a porta com um grampo. O casal dormia profundamente enquanto eu adentrava o quarto; as cortinas do dossel estavam abertas o que era uma pena e podia me expor ainda mais, mas eu gostava do risco, do meu coração pulsando loucamente, gostava mais ainda daquele ódio fervendo meu sangue. A janela estava aberta e eu me guiava apenas pela luz da lua. Abri as gavetas da cômoda, remexi a escrivaninha e o criado mudo pertencentes a ela, mas nada. Abri as portas do closet remexi os bolsos dos casacos. Nada. Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha... Onde uma puta esconderia seus segredos? Ai droga!

Aproximei-me da cama, da vaca adormecida. Colocando a mão por debaixo do travesseiro com todo o cuidado do mundo eu sentia um pacote nem fino, nem grosso. Fui puxando-o lentamente e sem pressa... Zeus se remexeu no colchão e eu pude sentir meu corpo gelar. Continuei perante o alarme falso até ter o envelope ainda lacrado em mãos. Queria procurar mais coisas interessantes, mas aquilo podia sossegar minha mente por uma noite. Desci as escadas indo para a cozinha, peguei um copo de suco e abri o envelope... Eu amava minha casa durante a noite: ela era inteiramente minha. No envelope havia algumas fotos minhas, daquela vez em que Luke havia me defendido de um fotógrafo amador, mas justo as fotos que ele havia roubado. Deveria ter outro cara escondido ou... Bom, não sei. Nas imagens meus olhos reluziam em malícia quase inocente, se é que isso é possível, meu dedo em seu rosto e depois em minha boca chupando-o com prazer. E como ela conseguira uma foto minha e de Luke no meu carro? Deus! Eu vou acabar com o casamento dessa puta interesseira e desgraçada... Quase quebrei o copo em desgosto, só não o fiz, pois acordaria alguém.

De volta ao corredor dos quartos segui até a porta de Katie; estava em dúvida sobre o que fazer, porém antes de abrir a porta ouvi sua voz adocicada. Ela falava com Travies, não era um término eu pude perceber, ela chamava seu nome de forma quase sedutora o que me chocou; ela não era mais a mesma e eu só não sabia se era bom ou ruim. De qualquer forma Deméter detestaria a mudança e apenas pensando nisso consegui sorrir. Voltei ao meu quarto para pegar o celular e algum sapato, então voltei para o térreo, apenas lá embaixo me atrevi a calçar as botas que eu pegara: elas imitavam um tênis, mas tinham um salto fino e bonito; igualmente brancas. Claro que minha opção de roupas sempre vai para o lado mais rocker de tudo, mas quem disse que eu não me sentia assim? Meu corpo sozinho já era impregnado do estilo e eu sabia que mesmo vestida de rosa eu nunca seria meiga. E isso era uma das coisas que eu mais amava e admirava em mim mesma.

Do lado de fora da casa, nos fundos fui seguindo para o galpão de Abelle com o telefone na orelha.

–Está ocupado?

–Entediado. O que quer de mim, querida? – sua voz rouca e maliciosa me fez estremecer.

–Sabe guardar segredo?

–Sei.

–Preciso que venha aqui em casa. Agora!

Já no galpão, coloquei minha tiara de spikes e algumas pulseiras similares e fiquei admirando minha imagem sexy, misteriosa e perigosa nas paredes de espelho; eu precisava ser franca: eu sou muito linda... Linda demais até. Peguei o celular novamente e liguei para outro.

–Princesa minha!

–Menos querido. Preciso te ver amanhã com urgência.

–Em que sentido? – percebi o lado mafioso aflorando além dos instintos protetores em relação a mim.

–Em muitos – ronronei e desliguei a ligação atendendo a outra ligação; fui guiando o garoto pelo telefone dizendo como ele poderia chegar até mim, foi complicado, mas consegui. Abrindo uma portinha secreta desci para os meus túneis particulares. Seguindo pelo escuro e tendo como luz apenas o celular cheguei a uma portinha muito bem escondida que dava para uma rua a três quadras da minha; sai de lá parando na calçada, nem dois segundos depois um loiro alto e forte apareceu.

–Deus me ajude – ele mal podia tirar os olhos do meu corpo. Luke me devorava com os olhos no que eu tentava ver se havia mais alguma testemunha nos olhando. Sai da frente da “portinha” por assim dizer e indiquei que entrasse. Castellan acendeu um isqueiro e fomos nos guiando apenas pela pequena chama até sairmos no galpão de luzes acesas – Que lugar incrível!

–Era da minha mãe. Zeus proibiu seus seis filhos de entrar aqui – dei um sorriso que dizia tudo e mais um pouco.

–Você adora contrariá-lo, não?

–É quase indescritível... Uma...

–Necessidade? – encarei-o olhando profundamente naqueles olhos azuis claros. Sorri.

–É.

Ele foi andando pelo assoalho de madeira, absorvendo o que podia do lugar, olhando, analisando e procurando por algo.

–Por que precisava de mim? – perguntou olhando fixamente meu reflexo no espelho.

–Não sei – cruzei os braços; realmente não sabia, queria alguma distração ou... – Não queria ficar sozinha.

–Você tem muitos irmãos e...

–Não tenho irmãos, pai ou mãe – ele não se virou; não desviava seus olhos dos meus – Minhas amigas estão ocupadas e eu tenho problemas demais na minha cabeça e nada que me distraia.

–E você pensou em mim? – ele tentava não sorrir, mas eu percebia a felicidade em seus olhos, a emoção e a surpresa de que eu, de alguma forma, precisava dele.

–Você me ajudou com Will na escola. Você já sabe sobre os túneis e eu sobre seus pequenos furtos. Você foi o único que percebeu meus problemas com Zeus estando longe.

–Isso quer dizer que vai me dar mais atenção? Que vai me deixar chegar onde você não permite ninguém?

–Quer dizer que eu quero você agora Castellan. De todas as formas possíveis.

Eu não queria apenas o corpo e ele compreendeu; escolheu um disco de vinil dos Beatles e o pôs para tocar e só então virou para mim, enlaçou minha cintura e enquanto diversas músicas iam tocando, nós apenas dançávamos e poucas vezes discutimos sobre as músicas comentando-as, elogiando-as. Depois fomos para os túneis de novo até chegar à adega do meu irmão, pegamos uma garrafa, duas taças e voltamos para os Beatles. Brindamos a viagem que faríamos logo mais com a escola e como estávamos entusiasmados. Segurando minhas mãos ele me girava, dançávamos ora juntos, ora sozinho, ora sexy, ora retardados. Ele me divertia e eu começa a gostar de sua companhia.

Em algum segundo seus lábios estavam em meu pescoço e minhas mãos em suas costas arranhando-o.

–Será que dá para irmos para o seu quarto sem acordar ninguém? – ele mordiscou minha orelha. Olhei para o lado, para a garrafa vazia de vinho e para o tocador de discos.

–Depende; você sabe ser silencioso?

Apagamos luzes, desligamos o tocador e fomos. Não me importei em tirar os saltos, pois, acho que já disse, se eu não quiser ser ouvida eu não serei. Segurando sua mão contra a minha eu o puxei até estarmos dentro do meu quarto, as portas devidamente trancadas. Só me esqueci de um pequeno detalhe peludo...

Moonbean começou a rosnar para Luke e estava a ponto de latir, mas se esfregou nas pernas do garoto no último segundo. Graças a deus meu cãozinho era adorável. Arranquei a camisa que ele usava e passei a beijar seus ombros e seu pescoço; conseguiu me prender contra uma parede e levou minha mão para cima, sorrindo maldosamente ele tirou minhas pulseiras e a tiara possivelmente perigosas. Inacreditavelmente caímos sobre a mesma poltrona que alguns dias atrás fazendo o mesmo: esfregando-nos um ao outro e suspirando com isso, gemendo baixinho coisas obscenas e excitantes.

Segurando minhas coxas e olhando em meus olhos, Castellan me deitou na cama e sobre mim beijava pescoço, ombros e o colo exposto. Minha respiração era profunda, mas ainda “normal”. Luke segurou minhas mãos na altura da cabeça, seus dedos entrelaçando-se aos meus e seus lábios em minha orelha:

–Estou começando a me afeiçoar aos nossos segredos – seus olhos buscaram pelos meus, se levantando, ajoelhado sobre meu colchão, Luke tirou meus saltos com delicadeza, lentidão. Sua mão foi deslizando por cima da meia da perna esquerda até chegar ao fim dela, deslizando-a para baixo, para depois jogá-la no chão; os olhos sempre fixos nos meus, azul contra azul. Beijou meu pé e suavemente e repetiu a operação com a perna direita. No fim de mais alguns minutos estávamos ambos nus na minha cama, trepando como no meu carro, mas dessa vez repetimos a transa pelo menos duas vezes. O mais estranho disso tudo para mim foi a “meiguice” e a paciência que tivemos para chegar ao ápice do momento. Para não deixar escapar gemidos de dor e prazer, mordíamos os próprios lábios ou o ombro ou pescoço do outro, o que fosse mais acessível.

Dormimos banhados de suor e, de certa forma agarrados; não de um jeito romântico como dormir de conchinha. Não. Estávamos agarrados confortavelmente, mas de forma displicente. Acordei com batidas na porta e a voz de Hermes dizendo que se eu quisesse me arrumar era melhor acordar logo. Bati no peito no do rapaz ao meu lado. Ele meio acordou. Droga! Tínhamos aula!

–Lia? O que...? Caralho! – ele viu à hora e deduziu o dia da semana – Como vou sair daqui sem ser pego.

–Damos um jeito – balancei a cabeça e sorri maliciosamente – Ainda está cedo e quero aproveitar bem essa manhã inoportuna.

Ele compreendeu enquanto eu o puxava para o meu banheiro, para uma rápida maratona de sexo na minha banheira. Dessa vez soltamos os gemidos já que eu ligara o rádio em volume alto para que ninguém nos ouvisse. A única coisa que passava na minha cabeça era seu membro entrando e saindo de dentro de mim, aquele prazer incomparável que eu sentia quando ele me apertava contra si.

[...]

Na aula de biologia estávamos estudando as diversas partes das plantas, aqueles nomes chatos como antera, receptáculo floral, pétala, sépala e sabe deus o que mais. Na Máfia estávamos tão na frente disso que eu pensava que vir a escola era quase um desperdício do meu tempo. Acabei as questões do livro tão depressa que fiquei observando os tipos de células vegetais pelo microscópio. Não estava vendo nada para ser franca, pensava na situação constrangedora de manhã, no modo como consegui levar Luke pelos túneis sem ser vista por ninguém e no modo como aquilo me fazia rir; tive ajuda do meu cãozinho que distraíra os empregados, o que só tornava tudo mais engraçado. Estava sorrindo por isso tinha certeza que o professor pensava que eu havia observado uma parte da célula que eu não conseguia enxergar antes ou algo assim.

Agora no intervalo me afastei de todos (depois de Kelli anunciar seu namoro com Luke aos berros) para poder conversar pelo celular com Travies. Ele estava me irritando não fazia nem dois minutos de ligação.

–... Thalia por favor, eu não posso deixá-la e...

–Você está me expondo e eu não posso ficar exposta. Termine com ela até meio dia ou eu vou ser obrigada a...

–Não! Não vou fazer isso.

–Largue de ser fresco e para de chorar. – ralhei – Não quero os dois juntos. Ela é minha priminha pura e inocente e vai continuar assim. Foi só a primeira paixonite dela.

–Não foi! Thalia compreenda que...

–Se você continuar me provocando farei coisa pior do que a que tenho em mente. Termine com ela primeiro ou eu dou meu jeito de separá-los.

Desliguei sem ouvir mais nada.

–Com problemas? – quase dei um pulo.

–Ah Júniper. Quase me mata de susto! – a menina sorriu. Tinha o corpo magro quase sem curvas, os cabelos castanhos ondulados e os olhos verdes claros. Bonitinha.

–Desculpe, não foi minha intenção. Fiquei pensando se podia ajudá-la de alguma forma; você parece agitada de um jeito ruim.

–Ah querida, é muito gentil, mas acho que você não pode fazer nada. – tentei sorrir – Muito obrigada por se importar.

–Não precisa agradecer – ela começou a se afastar e voltou sorrindo timidamente não sei bem porque, ela era mais velha devia ser eu a intimidada; se fossemos estudantes normais – O aniversário de Grover está chegando e nós vamos dar uma festa hippie...

–Hippie? – me empolguei um pouco.

–É. Todos têm que ir vestidos nesse estilo e vai ser em uma chácara já convidamos a galera do ensino médio... Queremos que você e suas amigas venham, mas... Fiquei com vergonha de ir até todas vocês.

–Por quê?

–São sempre tão perfeitas...

–Ah Júniper! Nós vamos sim, será maravilhoso. Me manda os detalhes no chat depois, okay? – voltei a me aproximar da nossa mesa e olhei bem para Rachel – Ruiva, preciso de um grande favor seu.

–Que tipo de favor?

–Você vai amar.

[...]

Falei com Teresa e com Hefesto, meu único irmão presente, que eu e Katie íamos almoçar fora. Estávamos nos arrumando, eu me livrando daquele uniforme ridículo; vesti uma saia de couro um tanto quanto rodada e preta, uma camiseta justa dos Beatles que marcava bem minhas curvas, open boot e acessórios um pouco coloridos. Katie parecia ser fã de vestidos floridos, mas consegui fazê-la calçar saltos.

No shopping estávamos na praça de alimentação conversando sobre nossas vidas. Katie me falou sobre o namorado, sobre como a mãe ligava três vezes ao dia e sobre como ela nunca poderia contar a mãe sobre Travies. Concordava com minha prima; se Deméter soubesse de um garoto na vida da filha era capaz de trancafiar a filha de volta na fazenda e sabe deus o que a psicótica faria com Travies. Era medonho, mas engraçado pensar nisso.

–Nossa! Está esfriando – ela passou as mãos sobre os braços. Sorri.

–Vamos comprar duas jaquetas. – nos afastamos das comidas e entramos em uma das lojas que nos interessava; saímos de lá, eu com uma jaqueta de couro amarela e ela com uma jaqueta de cor vinho. Continuávamos lindas... Katie parou de andar em choque; os olhos verdes vidrados em algo longe da minha visão começavam a se encher de lágrimas. No fim de um corredor novo ao qual ainda não havia lojas abertas havia casal se agarrando – O que foi Katie?

Uma lágrima caiu sem que ela piscasse. Uma ruivinha de corpo escultural agarrava um garoto muito bonito. O vestido jeans que ela usava estava já bem amassado a camisa dele estava aberta. Eles se mordiam, se arranhavam, estavam quase se comendo. A mão dele apertava o seio grande dela enquanto ela apertava seu pênis dentro da calça,

–Lia... Me tira daqui – Katie sussurrou quase sem voz.

–Vem – Segurei seu pulso e depois seus ombros, abraçando-a enquanto íamos de volta para o meu carro onde Katie se desmanchou em lágrimas e soluços... E lá naquele corredor deserto e sem qualquer fiscalização, Rachel e Connor se agarravam estando a um passo de um sexo escandaloso dentro de um banheiro ou algo assim.

Eu avisei Travies... Avisei que os faria sofrer!

Mal chegamos à mansão e Katie correu para seu quarto, estava indo atrás dela quando um dos seguranças me parou ainda no “jardim” da frente. Percebi uma agitação ao redor da casa.

–Perdão senhorita Grace – tentei não demonstrar desgosto pelo sobrenome; ele não tinha culpa e estava sendo apenas cordial – a senhorita havia pedido que nós avisássemos e...

–O que aconteceu? – percebi o desconforto e a gravidade da situação na voz dele.

–É Hera, senhorita. Ela está agredindo algumas empregadas, principalmente as faxineiras, diz que roubaram algo de seu quarto – droga! – está louca... Perdão, não deveria ter dito isso.

–Deveria. Fez muito bem e eu não poderia deixar de concordar. Obrigada. – entre correndo dentro de casa; eu percebia diversas mulheres andando depressa e podia ouvir a voz da minha tão odiada madrasta, choramingos pareciam fazer fundo a toda aquele ocasião.

–O que pensa que está fazendo, desgraçada? – rosnei assim que vi três mulheres na casa dos trinta amedrontadas, abraçadas uma a outra; foi muito bom ver nos olhos delas esperanças e admiração quando me viram defendendo-as. Hera por outro lado estava furiosa de um jeito que eu só via em meus sonhos, nas minhas lembranças de anos atrás.

–Não se meta fedelha mimada. O mundo não gira ao seu redor Thalia!

–Muito menos ao seu. Você não tem qualquer direito de maltratá-las.

–São ladras!

–Não, não são. – meu tom foi duro e firme – Nos diga o que sumiu do seu quarto e nós faremos uma boa investigação.

Ela ficou parada, os lábios comprimidos em uma linha fina; ela não podia dizer sobre o envelope sem se entregar que estava muito errada naquela situação.

–Por favor, nos deem licença. – pedi as nossas amadas funcionarias; elas saíram assustadas – O que você perdeu, querida madrasta? – voltei a soar fria; sorria cruelmente – Será que foi um envelope lacrado?

Ela ficou pálida e logo em seguida vermelha como se fosse explodir.

–Como... Aquelas desgraçadas desmamadas lhe deram o meu envelope? Elas roubaram o meu quarto e...

–Não. Fui eu – meu sorriso era tão maldoso, tão mafioso que me senti tremer em excitação. Amava aquela sensação única de poder que eu sentia em meu sangue quando assumia parte da minha verdadeira personalidade.

–Você...!

–Acho que podia contar a meu “paizinho” que você tem mandado os iniciados em fotografia me assediarem nas ruas. O que ofereceu em troca de seus serviços? Imagino que deve ter lhes dado uma amostra de sua boceta já que não tem dinheiro nenhum que não venha do meu pai... – ela tentou me esbofetear, mas não deu certo, desviei e sua mão colidiu com o balcão de mármore; olhava agora a mão vermelha, mas que dentro de minutos estaria roxa – Cuidado com o que faz, megera. Não sou inocente como as princesas dos contos de fada e não preciso nem de um príncipe, nem de um pai para me salvar. Sei me virar sozinha.

–Mostrinha ordinária...

–Não se esqueça que foi você quem ajudou a criar esta monstrinha.

–O envelope...

–Está em minha posse; não se preocupe que está bem guardado e ninguém vai achá-lo. – dei um passo em sua direção ficando cara a cara com aquele demônio – Se você mandar me seguirem novamente vou mandar você para um lugar escuro e sem amor.

Este dia estava cada vez melhor.

Notas finais
Ahhhh mas eu amei este cap... Thalia simplesmente vai brincar com todos agora, veremos no que isso vai dar! ;)