Notas iniciais
Olá gente! Novamente aqui com vocês com mais um capítulo. Novamente queria deixar claro que sou contra qualquer forma de corrida ilegal, a sua vida e dos outros sempre em primeiro lugar ❤️ Só lembrando aqui da Playlist do Gif Of Love, as músicas tem alguma ligação com a história ou apenas tem a mesma vibe da história. Link: https://open.spotify.com/playlist/1wOrdGeUE7idEX7jnqA4w3?si=zPpIf2VmQzCbU2-93iY1uw Boa leitura!

Após se despedir de sua tia e seu primo Anna voltou a se sentar em sua cama, levando junto de si seu computador. Ela abriu um arquivo e começou a digitar, notei depois de um tempo que se tratava de um trabalho da faculdade. Eu gostava de observar ela fazendo tarefas simples, talvez fosse por minha natureza observadora, mas ver a garota com semblantes concentrados enquanto digitava algo confiante havia se tornado a distração mais agradável que eu já tinha visto.

Não me dei conta de quanto tempo fiquei olhando para Anna-Ester concentrada em seu trabalho, ambos fomos tirados de nosso transes quando o celular de morena tocou, a garota pegou o aparelho sem muita importância, ainda olhando para a tela enquanto atendia o mesmo levando a seu ouvido. Mas afastou o aparelho no mesmo momento que escutou Eloise gritando do outro lado, com uma música absurdamente alta saindo do aparelho.

Na mesma hora me aproximei da garota curioso.

— Você me ligou no meio do racha? – Anna falou com tom de reprovação colocando o aparelho em viva voz, facilitando minha vida, e logo depois pousando o aparelho próximo do teclado do notebook, longe o suficiente para não ficar surda pelo barulho que suas amigas faziam do outro lado da linha.

— Ah, nem vem Anna – Eloise falou debochando da amiga – A Lise não tirou um dedo do volante.

Nesse momento foi possível escutar um claro som de pneus freando, junto de um inspirar forte de ar da loira do outro lado da linha.

— L-Lise – Eloise chamou trêmula, claramente com receio, aquele tom não combinava com ela.

Anna-Ester parou de digitar no mesmo segundo com seu corpo claramente tenso pelo tom estranho de medo de Eloise.

Mas antes que Anna conseguisse reagir, Eloise soltou um som surpreso, para logo soltar uma risada aliviada e levemente desacreditada.

Anna soltou o ar aliviada, não era preciso olhar por muito tempo para seu rosto para notar que a garota estava xingando mentalmente.

— A Lise é louca – Eloise falou com o claro tom surpreso na voz.

Eu tinha até medo do que havia causado aquela reação na garota que dificilmente parecia se surpreender.

— Vocês são loucas, insuportáveis também. Ah, deixa eu ver? – Anna falou claramente irônica e nervosa com a situação – inconsequente e irresponsáveis também.

— A para com isso, Anna. A gente está quase ganhando... – mas a garota não consegui terminar sua frase já que Anna desligou em sua cara, claramente irritada.

A garota encostou seus dedos em sua testa e permaneceu assim por algum momento, até que tirou o computador de seu colo e se levantou.

Sentada sozinha na mesa da cozinha enquanto comia, Anna-Ester parecia apenas uma garotinha. Era estranho olhar para ela quieta, mas em seu rosto havia um pequeno semblante de conforto, felicidade. Talvez a garota não se sentisse triste com a solidão, e mais uma vez identifiquei um dos traços de sua personalidade, Anna apreciava a solitude como uma velha amiga.

“Era muito fácil sorrir na presença de Ethan. Ele parecia um rapaz sério, mas sua falta de tato com as coisas estranhamente fazia o coração de Rosália bater forte e provocar sorrisos involuntários.

Ambos estavam sentados embaixo de um carvalho, se protegendo do sol que a garota amava tanto, mesmo correndo risco de ganhar mais algumas sardas. Suas mãos estavam entrelaçadas e Rosália podia jurar que se fosse possível morreria de felicidade naquele momento.”

Estava novamente lendo o livro grosso que tinha achado, era estranho falar isso mas mesmo estando no meio da história era como se eu já soubesse o final, como se já conhecesse aquela história mais do que bem.

Ainda era de noite, os sons que Anna-Ester fazia enquanto suspirava em meio a madrugada eram os únicos sons que preenchiam o quarto, fechei novamente o livro deixando ele de lado sobre o carpete e saindo de baixo da cama da garota.

Ainda era de madrugada, Anna dormia um sono profundo e pacífico, mas de repente me senti tentado a ver brevemente seus sonhos. Conhecer seus medos.

Me aproximei de seu rosto, tinha que encostar alguma parte de meu corpo sobre sua cabeça, por um impulso estranho levei meus lábios tocando de leve sua testa em um beijo estranhamente fraternal, como uma mãe orgulhosa.

Lá vi seu sonho atual, sua mente era no mínimo um pouco singular...

Uma mulher vestindo um longo vestido dourado de gala segurava um coelho em seus braços enquanto um homem muito semelhante a Einstein pintava um quadro freneticamente... Um pouco singular.

Era estranho estar invadindo seu subconsciente, e nem era pelo fato de seus sonhos e sim pelo estranha onda de carinho e felicidade que aquele lugar carregava, era como se Anna me abraçasse. Provavelmente ela era a primeira pessoa que após ter sua mente lida, invadida daquela forma recebia de forma tão agradável. Em outras comparações era como abraçar o ladrão que invadia sua casa.

Aprofundei um pouco mais meu beijo sobre sua testa, conseguindo agora achar seus medos.

Lá encontrei apenas, breves momentos de Lise e Eloise dirigindo, então ela tinha medo de dirigir? Normalmente pessoas tinham medos menos reais como aqueles, mas não encontrando nada mais revelador. Resolvi voltar para olhar seus sonhos, mas notei uma mudança.

Agora ela sonhava com aquele garoto loiro que tinha visto no refeitório da universidade, estranhamente impaciente sai da sua mente cada vez mais afastando meus lábios de sua testa para então abrir meus olhos e sentir os braços de Anna apoiados em meus ombros como se ambos estivessem se apoiando lá me trazendo para mais perto, em um abraço um pouco estranho.

Senti uma sensação estranha no centro de meu peito, eu não estava mais vivo para sentir qualquer órgão mas se eu tivesse um coração agora diria que estava acelerado.

Me afastei rapidamente assustado pelo fato da morena ter conseguido me tocar, eu não deveria ser físico o suficiente para aquilo ser possível. Estranhamente senti meu rosto esquentando envergonhado quando pensei quase que sem querer na textura e resistência de seus braços em minha volta quando me afastei. Me levantei assustado de repente, andei até o fim do quarto onde havia uma sacada, e sem pensar duas vezes abri as portas duplas de vidro fazendo as cortinas brancas se agitarem com a brisa que invadiu o quarto.

Notas finais
É aí o que acharam do capítulo? Gostaram? Acharam um errinho? Comente! A sua opinião é muito importante para mim ❤️ Obrigada por ter lido e até a próxima!