Notas iniciais
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Boa Leitura.

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PDV Edward


Meu dia estava estressante, milhares de compromisso haviam prendido minha atenção durante toda semana. Há quanto tempo que não sei o que é uma final de semana de descanso?

Minha mãe com toda certeza iria repreender-me por isso. Há muito tempo que necessitava de umas prolongadas férias, mas me recusava a tira-las, afinal era só através do trabalho que conseguia manter minha mente ocupada.

Mas mesmo assim, as lembranças eram vividas em minha mente.

— Vic?— Chamei mais uma vez e ela não me respondeu, caminhando lentamente sai a sua procura, ela havia me deixado dormindo sozinho. A cama de repente se tornou fria demais sem ela perto de mim. — Vic amor onde você está?

Sai caminhando, pelos corredores, descendo as escadas sentindo a frieza em meus pés. Segui para a varanda, e a encontrei enrolada com o lençol, sentada na namoradeira, admirando o céu estrelado, quando me avistou abriu os braços em minha direção com um sorriso lindo em seus lábios.

— Senti sua falta. — Falei quando já estava aconchegado junto a ela. — Porque saiu da cama?

— Queria fumar. — Fiz uma careta, detestava esse vicio dela. — Por isso sai de lá, não queria incomoda-lo.

— Você deveria largar esse vicio. — Seus cabelos recentemente lavados ainda estavam úmidos. — Não é bom para a sua saúde e consequentemente para nossos filhos.

— Filhos? — Se virou com as sobrancelhas erguidas. — Que filhos Edward, você sabe que não me dou bem com crianças e...

— Serão nossos filhos e eu estarei ao seu lado. — Alisei seu rosto.

— Eu não quero ter filhos. — Ela se aproximou encostando nossos rostos. — Só eu é você Edward, isso não basta?

— Quero construir uma família ao seu lado Vic. — Deslizei as mãos suavemente pela lateral de seu corpo, até chegar a seu ventre. — Quero ver nosso bebê crescendo aqui. — Ela sorriu. — Quero acompanhar cada evolução...

Sorri, há um mês que estávamos de férias e a pouco, mas de um mês que não nos preveníamos se a sorte estivesse do meu lado, nosso bebe já estria encomendado.

— Casa comigo? — Pedi sorrindo fazendo ela se assustar.

— Edward... Eu não... — Ela tentou se afastar. — Estamos indo muito rápido.

— Vic já estamos juntos há dois anos. — A puxei para meus braços e ela se aninhou. — Nossos pais já esperam por isso.

— Eu não sei se estou pronta. — Falou entrelaçando nossas mãos. — Você espera muito de mim e não sei se posso corresponder as suas expectativas. — Ela suspirou. — Não me vejo com uma mulher casada, cuidando de casa e filhos esperando pelo marido chegar ao final do dia, eu quero mais Edward.

— E quem disse que não se pode ter esse mais. — Sorri. — Você será uma brilhante advogada, mas não impede que nos casarmos...

— Vamos deixar essa conversa para depois? — Pediu virando-se. — Podemos aproveitar nosso final de noite de outra forma. — Seus lábios vieram de encontro aos meus. — O que me diz? — Sorriu.

— Que você é uma trapaceira. — A beijei de volta. — Que sabe muito bem como me distrair.

— Tive um bom professor. — Disse ficando em pé, deixando o lençol deslizar pelo seu corpo.

— Vic... — Gemi e tentei puxa-la, mas ela deu um passo a trás e sorriu maliciosamente.

— Terá que me pegar primeiro. — E saiu correndo pelada pelo meio da casa.

Não demorou muito, para que estivéssemos agarrados no meio da sala, onde nos amamos. Acordei na manha seguinte, novamente sozinho. Quando sai em sua busca encontrei um bilhete.

Edward, querido tive uma emergência, não quis lhe acordar.

Assim que chegar em casa lhe telefono.

Bjs Vic.


— Edward?— Meu pai estava parado a minha frente, pisquei voltando a realidade.

— Sente-se. — Sorri. — A que devo a honra dessa visita?

— Sai mais sedo, do hospital e sua mãe me incumbiu de vim ver como você estava. — Sorriu. — Ela mandou dizer que estar a sua espera esse final de semana.

— Não garanto, mas farei de tudo para estar presente.

— Como você está? — Ele me olhou especulativamente.

— Bem. — Respondi seco, sabia ao que ele se referia. — A vida continua correto? — Dei meu melhor sorriso.

— Isso mesmo Edward a vida continua. — Ele ficou de pé. — Estaremos a sua espera. — Arqueou a sobrancelha. — Vai acompanhado?

— Não. — respondi já ficando de pé. Iria aproveitar o resto da noite para relaxar. — Ei não quero surpresa ok? Nada de filhas de amigas, para serem apresentadas, por favor, diga à mamãe que não estou à procura de companhia.

— Ela só esta preocupada com você.

— Eu posso muito bem conseguir companhia, quando me convém.

— Essas acompanhantes...

— Não me dão dores de cabeças.

— Edward...

— Não estou à procura de casamento, avise a dona Esme... Se tiver alguma coisa programada acho melhor cancelarem.

— Ela é uma moça tão direita, Edward.

— Não estou interessado. — Falei ríspido, essa mania deles de me empurrarem mulher já estava me dando nos nervos.

Depois de mais uma meia hora de conversar meu pai se despediu. Assim que me vi sozinho, liguei para Carmen.

— Boa noite senhor Cullen. — Sua voz melodiosa chegava a doer em meus ouvidos.

— Preciso de uma acompanhante para o final de semana. — Fui direto ao ponto, Carmem já me conhecia, sabia que gostava de discrição. — A partir de hoje. — Olhei as horas. — Daqui a uma hora no bar do Hotel, estarei na mesa de sempre.

Desliguei e segui para minha suíte. Desde a morte de Victoria não havia voltado a minha casa, a casa que pretendia morar com ela. Tudo ainda estava do mesmo jeito... Cheias de lembranças.

Balancei a cabeça, forçado as lembranças voltarem para o escuro de minha consciência. Mas a verdade e que tudo ainda mexia muito comigo, embora já houvesse se passado quatro anos, eu não conseguia dormi uma única noite sem lembra dela... Da terrível...

Não, hoje eu não iria ficar trancado revivendo o passado, não ira ficar virando na cama, pensando de como poderia ter sido, se ela não tivesse morrido, de como seria nossa vida hoje, com nosso...

Não! Hoje eu me recusava a ficar sofrendo.

Decidido tomei uma ducha fria e me vesti de forma casual e desci para o bar do hotel. Era uma noite de sexta feira, e como sempre estávamos lotados. Minha mesa estava reservada, assim que me sentei, fui logo servido.

Quando o garçom estava se afastando uma jovem esbarrou nele se desequilibrando, teria caído se não fosse por minha pronta ajuda.

— Obrigada. — Sussurrou timidamente. — Eu sou uma completa desastrada. — Tentou se afastar e esbarrou no garçom que se aproximava, e o tombo fez seu corpo vim com tudo para cima de mim.

— Não seria melhor senta-se um pouco? — Sorri indicando a cadeira vazia ao meu lado.

— Obrigada. — Sorriu amarelo.

Ficamos em silencio por alguns minutos enquanto o garçom servia nossa bebida. A garota não parava de olhar ao redor, como se procurasse alguém.

Olhei o relógio, ainda faltava meia hora para que a minha acompanhante chegasse.

— Estar a passeio? — Perguntei para quebra o silêncio.

— Não!— Sua voz estava um pouco nervosa. — Na verdade...

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Notas finais
Nós encontraremos no post de Doce Trapaça durante a semana!
o.o