Carnaval de 1949: um mês depois da morte do pai dos dois. Cecília vestia um sacaputo, prestes a ir pra festa; um momento de descontração do luto e da confusão burocrática. Na quarta-feira de cinzas, leriam enfim o testamento.

"Já falei pro meu irmão que logo desço! E que fantasia engraçada a sua. Não entendi."

"Hã, improvisei. Ele disse para deixar uma carta, mas é para ler só depois da festa."

"Aquele boêmio... Nem parece que é mais novo. Me protege. Sempre diz que vejo as pessoas como ninguém vê.”

“Posso imaginar…”

Cassandra deixou-a com seu sorriso terno.