Chegar ao cartório foi mais simples, pois ninguém mais enxergava ou esbarrava nela de verdade. Uma habilidade útil para Carnavais de quaisquer anos. E apesar de não saber o que iria frutescer depois daquela intervenção, se não veria mais Edgar ou não, Cassandra seguiu adiante. Substituiu o documento por aquele falsificado no século XXI.

Ao sair na rua, Edgar, sem seu brilho translúcido, esperava.

“Minha irmã falou de você.”

Cecília, pelo visto, era rápida.

“Eu te conheço de outros Carnavais. Das suas voltinhas quando não devia.”

Quando, não onde. Ele entendeu perfeitamente, meio pálido.

“Não se preocupe, Edgar. Resolvi agora.”