Ghost Town

3 Bem-vindo a Roseta


Notas iniciais
Esse é um capítulo bem pequeno, mas explica como essa história se encaixa no universo de The Walking Dead e tem certa ligação com a série. Espero que gostem!

O nome desse condomínio que moro há quase quatro anos é Roseta. Não, não fui eu, nem meu pai e nem ninguém que vive aqui hoje quem escolheu esse nome. Já o encontramos assim, batizado e “prontinho” para viver. Infelizmente os criadores desse verdadeiro “paraíso” não tinham em seus planos um apocalipse onde carnívoros dominam tudo, por isso tivemos que reconstruir muros mais fortes.

Roseta se localiza em Seattle e é uma das três comunidades autossuficientes feitas pelo governo para situações de grandes desastres, porém o fim do mundo não estava na lista. Mas essa comunidade foi muito importante para todos nós pois nos deu esperanças de continuar tentando sobreviver.

Eu sou de Malibu, a mais ou menos 1.800 km de distância de Seattle. Meu pai viu uma propaganda uma vez sobre essas comunidades, mas achou besteira. Quando tudo isso aconteceu, não tínhamos ideia de que nunca acabaria e por esse motivo ficamos em Malibu por um ano e alguns meses. Depois que meu pai percebeu que não teríamos chance lá, se lembrou dessas comunidades da propaganda e lembrou também que quando foram anunciadas já estavam praticamente prontas. Tentou lembrar de suas localizações, então lembrou que uma delas ficava em Seattle e por ser a mais próxima viemos para cá.

Jack achou que já estaria ocupada e que haveria muitas pessoas morando aqui, e tinha um pouco de medo de não nos aceitarem. Curiosamente, ou não, quando chegamos não havia ninguém, nem mesmo uma daquelas coisas andando desgovernada. Foi então que meu pai percebeu que além de ser um lugar onde poderíamos recomeçar, também era uma área meio isolada e “desconhecida” por essas coisas que um dia foram gente. O lugar já era cercado, e eram cercas altas. Entretanto, não fortes o suficiente para um possível ataque de uma horda gigante.

John é engenheiro, então já tinha algumas ideias de como fortalecer aquilo. Meu pai começou a ajudar a achar materiais para isso e também a pensar em como recrutar pessoas para a comunidade, afinal, precisávamos de bem mais que uma garota pequena, fraquinha e dois caras que nem sabiam usar uma arma como deveriam.

Depois de mais ou menos três semanas morando nesse lugar isolado, meu pai e John descobriram como fazer a cidade funcionar de verdade e eu comecei a ser um pouco útil aprendendo a usar algumas armas que meu pai achou na busca por materiais para os muros.

Em dois meses, Roseta já era um condomínio perfeito para morar com tudo funcionando como deveria, estoque suficiente de comida – até aquele momento – e muros quase finalizados. Depois de tanto trabalho, finalmente era hora de começar a encontrar e recrutar pessoas para nosso grupo.

John e meu pai revezavam toda busca, e cada busca costumava demorar cerca de uma semana, as vezes bem mais que isso. Em um mês de buscas, já conseguimos cerca de vinte pessoas em quem realmente podíamos confiar e que começaram a ter suas determinadas funções aqui dentro. Inclusive Cameron e a mãe dele chegaram aqui bem nesse começo.

Até hoje estamos de pé, muros fortes e comunidade unida. Mas uma coisa que meu pai nunca deixou acontecer foi que todos ficassem descansados e confiantes demais, achando que nunca mais enfrentariam carnívoros e nem as coisas horríveis fora desses muros. Jack fala desde o começo que não quer uma comunidade feliz e fraca, e sim uma comunidade feliz, mas atenta a qualquer merda que possa acontecer. Por isso ele, John e Carlo – um instrutor de armas que chegou aqui faz dois anos – ensinam todos a usar armas e a ficarem atentos a tudo. Posso dizer com toda a certeza que essa comunidade tem tudo para ficar assim por mais um bom tempo.

Notas finais
Gostou? Deixe seu comentário. Talvez eu poste o próximo capítulo logo. Beijos!!!