Notas iniciais
Eu devia me envergonhar pela demora.
Queria falar com a Lila sobre a fic, mas tem alguns meses que ela nao aparece. Foi estudar na Europa e nao da noticias =/
Beijos amores, ainda agradeço a todos que me acompanharam.

Takeo

A semana em Konoha não passou tão rápido como eu gostaria que fosse. Yume estava com sua família, amigos e eu não queria aborrecê-la com a minha falta de vontade de enturmar com todos. Mas a acompanhei em qualquer lugar que ela me pediu para ir. E o mais desanimador fora visitar o clã Hyuuga. A não ser pela pequena que conheci no parque. Ela me reconheceu e queria a todo custo me levar até seu quarto para ver as bonecas.

O olhar sério da mãe dela me fez recuar, e eu achei melhor voltar para o hotel. Logo pela noite, Yume apareceu, querendo conversar comigo.

Achei que poderia ter acontecido algo grave, por conta da festa que fariam para ela. Mas sua preocupação parecia outra coisa.

Ofereci um chá, saque, água. Ela não queria nada.

– Parece nervosa. Se não aconteceu nada sério, porque veio me ver a essa hora? – Eu a conhecia um pouco mais, e sabia que quando ela ficava daquele jeito, era porque queria pedir algo, ou revelar alguma coisa desagradável. Talvez não para ela.



Yume

Eu levei algum tempo para visitar a Mika, porque sabia que algo tinha acontecido com ela naqueles anos que ficamos separadas. A notícia da separação com o marido foi sim estranha, pois eles aparentemente se davam tão bem!

A Mika ainda não conseguia esconder as coisas de mim e se fosse necessário eu usaria minhas técnicas de família para descobrir. Cismada é que não ficaria.

E quando ela finalmente me contou o que aconteceu, me senti em falha com a minha amiga. Eu tinha sido testemunha da primeira surra, eu poderia ter parado aquele monstro, mas não o fiz. Tudo que aconteceu foi camuflado e muito bem... até mesmo de mim.

Eu não sabia o que fazer, nem como ajudar. Só ficaria ali mais dois meses, nada que me fizesse pensar que Mika mudaria. Era tinhosa e teimosa e agora tinha razão em estar fechada.

Takeo acompanhou-me na visita e olhando aqueles dois cabeças-dura eu idealizei algo que parecia saído apenas de minha mente: e se dois corações partidos se completasse? Ah sim, eu bem via o Takeo seguro em sua muralha, mas quase seis anos de luto não devem fazer bem. Era hora de mudar.


Eu não queria me meter na vida de ninguém, mas sabia que eles tinham alguma coisa, tinha faísca. E a Mika era uma mulher lindíssima e cheia de atrativos. Só queria saber se o Takeo não era indiferente à ela.


– Primo. Eu queria alguém para desabafar. Sabe, estou muito angustiada desde que voltei da casa de Mika, não consigo compreender algumas coisas que aconteceram com ela e preciso de alguém com mais experiência de vida para me ajudar, pode ser você essa pessoa?



Takeo

– Yume, você pode falar tudo o que quiser comigo. Pergunte que eu serei mais honesto possível com a resposta. Mas sinceramente, não vejo o que posso lhe ajudar com a sua amiga. Aquela mulher é mais irritante do que qualquer uma que eu já tenha conhecido. Não quero ser precipitado, eu mal a conheço. Mas o que já aconteceu me fez ter certeza de que quanto mais longe ficar dela, melhor.

Yume sentou no sofá, olhando-me angustiada. Pelo jeito era algo sério. Não relacionado a ela. Mas essa tal amiga.

– Perdão. Me diga o que aconteceu, talvez eu esteja exagerando. – O que duvido muito, nunca falho. – Ela precisa de dinheiro? Esta sofrendo alguma doença?

Yume

– Não é nada disso. – Nossa, ele tinha uma opinião muito forte da Mika, ao menos tinha ficado impressionado, era só tentar mudar isso. – A Mika ela..., não sei como dizer. Eu fui uma má amiga. De todas as pessoas que eu conheço, a Mika é uma que nunca deu trabalho para ninguém, sempre foi severa consigo e compreensiva com os outros. Sempre pensou mais em qualquer um que em si. E uma pessoa muito ruim aproveitou-se dela e tirou sonhos que ela não tinha sonhado. Uma pessoa cruel, que a diminuiu como mulher, mãe. Como tudo. – Ele me perguntou quem tinha tido tal poder, incrédulo. – Foi o marido dela. Ou melhor, ex-marido. Um monstro, um lobo em pele de cordeiro.



Relatei tudo detalhadamente, tal qual Mika me contara horas atrás. Eu não estava fazendo Mika de coitada, mas queria mostrar para ele como uma pessoa destruída se reconstruiu e ainda tinha algo de bom.



– A única coisa que sobrou foi Akemi, mas ela não pode acabar assim. Eu simplesmente não suporto a ideia de vê-la desiludida.

Takeo

A história era realmente muito triste. Uma fatalidade que ocorrera. Eu sentia muito pela Mika, e por sua família. Mas o que me intrigava no momento, era o porque de Yume vir desabafar isso comigo, se ela tinha a mãe para conversar, e conversavam demais.
Depois que ela terminou, até chorou, eu tentei ser discreto ao continuar a conversa, desejando que a minha força acabasse ali. Mas pelo jeito havia mais coisas.

– Sua amiga esta fechada para o mundo, compreendo melhor as atitudes dela comigo. Eu sinto muito. Mas o que aconteceu não é sua culpa. Então não se culpe. Daqui pra frente acho que tudo pode melhorar. Não é? – Aí a Yume me olhou mais animada. Havia mesmo algo atras daquilo tudo. – Diga logo. Eu sei que você não terminou tudo o que queria falar.



Yume

O Takeo era mesmo analítico, ao menos seria mesmo um bom braço direito, como o otousama me dizia sempre.


– Amanhã eu não queria que ela se sentisse sozinha, no meu aniversário. Eu sei que ela vai se isolar e se sentir inferior. Eu queria que alguém a fizesse sentir especial, um homem de verdade, que valesse À pena, mesmo que fosse só por uma noite. Um homem como você primo.

A cara dele foi até engraçada, deu vontade de rir.



Takeo

– Deixa ver se eu entendi Yume. Quer que eu leve sua amiga para a sua festa, e que a faça se divertir? – Era um plano, um bom plano. Para Yume claro. – Por acaso pensou no que a sua amiga vai pensar quando eu a buscar para esse tal baile de aniversário? O que ela acha da ideia? Ou nem deve saber.

Provavelmente ela não sabia. E a desculpa de Yume já estava na ponta da língua. Ela queria se encontrar com o tal Uzumaki, e assim pediria para Mika trocar de par, já que eu estava cotado para acompanhar Yume.

– Eu não quero fazer joguinhos, Yume. Ainda mais com uma pessoa que sofreu. – Eu poderia dizer não varias vezes, mas quando se tratava de um pedido dela, era pouco provável eu falar não. – Posso acompanhá-la, desde que ela não me faça passar vergonha ou que seja irritante como foi, se possível.

Yume

– Ah! Takeo, mas só acompanhar não! Assim não adianta, não vou ajudar em nada. A Mika não quer nada sério com homem algum, mas eu acho que se souber que alguém a vê como a mulher LINDÍSSIMA que é. – Dei uma acentuada, caso ele não tivesse olhado para ela direito. – Ela sabe que você vai embora. Então não vai se iludir, mas quem sabe com outro que não seja você? Pensa, ela não é chata. Só ficou preocupada porque morre de medo pela Akemi. Seja legal primo, onegai.



Takeo

– Você quer que eu a leve num encontro? – Definitivamente, Yume estava a muitos passos além de mim. – Deve estar se achando um cupido. Não é? Concordo que sua amiga seja bonita. Isso não há dúvidas, mas isso não quer dizer nada Yume. Ela não faz meu tipo, eu não posso ir lá e me aproveitar da situação também.

Minha prima estava praticamente jogando a amiga nos meus braços e fazê-la feliz até eu ir embora. Isso não era certo. Mas a mesma cara pedinte, e o por favor. Yume estava se saindo um cupido muito complicado.

– Eu vou fazer o possível pra noite dela ser agradável. Mas não posso prometer muita coisa se ela não for agradável. – Então eu aceitei. O plano maluco dela ia ser posto em paratica. E eu deveria então comunicá-la sobre isso? Que tal a cara da Mika ao me ver na sua porta pronto para levá-la a festa. Seria divertido no mínimo.

Yume

– Seja bonzinho e ela será tolerável no início. Dá umas piscadas para ela, fala da Akemi e depois elogia bastante ela como shinobi. Daí ela te dá trela, eu conheço a minha amiga. E aproveita para se divertir também, se quiser, claro.

Fala sério, eu era muito boa no que fazia.



Takeo

Não sei o que era pior. Ter um encontro agendado pela prima, ou receber dicas de conquistas da mesma prima. Ou tudo junto. Só sei que deixei Yume feliz.
Ela foi embora com um sorriso, animada mais do que eu, que passei a noite pensando em Mika, no que ela realmente deveria gostar. Era uma mulher bonita, de família e que sofrera no casamento. Então o amor para ela deveria ser resumido apenas na filha.
Era então uma missão extremamente difícil que Yume me dera.

No outro dia, tudo estava normal, até a hora de ir buscá-la. Yume me avisou que ela já sabia o que estava acontecendo, ou seja, sabia que eu a levaria somente para trocar de parceiros.

Entrei no clã Hyuuga, todos pareciam sempre me olhar desconfiado. A casa de Mika não era longe, cheguei lá e ela atendeu apressada a porta voltando pro quarto, dizendo algo sobre os brincos.

Fiquei na sala esperando que retornasse. Olhando vagamente o local, bem arrumado e cheio de fotografias da filha. Quando ela voltou, não foi uma surpresa encontrar uma mulher muito bem arrumada. Exuberante. Ela estava linda. Fiquei sem palavras.