Notas iniciais
Capitulo duplo porque eu tive que dividir ele, era muito grande.

Mika

Só mesmo por uma amiga a gente faz uma loucura dessas. E era bom a Yume se acertar com o Udon de vez. Tive que fazer várias coisas que não fazia à anos, porque simplesmente não dava para ser descortês e ir de uniforme num baile de gala. Mas também nada exagerado, meu acompanhante não era lá essas coisas.

Ele chegou pontualmente, ao menos não tinha esse defeito. Me atrasei porque Akemi estava chorando, não estava acostumada a me ver sair assim e tinha usado minha maquiagem quase toda. Acabei brigando e como isso não era comum, ela chorou.

Coloquei os brincos e trouxe a menina para a sala, para limpá-la e acalmá-la.


– É só um minuto.



Takeo

A pequena se debulhava em lágrimas, suja de batom e algo mais. Mika a limpava com agua e um pano. Não demorou muito, mas o choro não cessou. Eu me sentei ao lado dela então, intrometido mesmo e segurei a pequena mão.

– Porque você está chorando meu anjo? A okaasan não vai demorar, eu prometo. Vou levá-la pra dançar e depois a trago de volta. Tudo bem? – Aos poucos ela se acalmava, ainda soluçando, até parar o choro, me perguntando se eu voltaria também. – Se você quiser eu posso te levar amanha no parque e tomar sorvete. Mas só se for uma boa menina e se comportar essa noite.

Ela aceitou e concordou em ir para a casa da avó. Só quando eu vi o olhar da Mika, que eu me dei conta de que nem sequer pedi permissão a ela.



A festa estava até que cheia, muitas pessoas aglomeradas não era exatamente meu modo de diversão. Acomodamos numa mesa e ficamos ali por meia hora, bebendo. Passou Yume do outro lado do salão chegando com Udon, todos olhando.

– Deve estar feliz, seus amigos parecem bem agora. – Engoli o saque. – Então vamos nos divertir também.

Mika

Takeo estava me colocando em xeque, em situações complicadas todo o tempo. Eu tinha vontade de gritar o quanto ele era ignorante e sair dali correndo, não queria passar por aquele desconforto todo. Ah, mas só de ver Udon e Yume juntos, meu coração ficou mais calmo, ao menos meu sacrifício não seria em vão.


– Eu não quero me divertir Takeo, quero apenas ser uma acompanhante adequada, para retribuir seu favor. Algum problema em irmos para fora? Não suporto essas pessoas fofoqueiras me encarando.

Takeo

Realmente éramos o segundo centro das atenções. E ela não parecia nada confortável, assim como eu também não me dava bem com olhares. Estava mesmo numa brincadeira infantil em fazer da noite dela bem inesquecível. Mas já não parecia tão interessante.
Estava até pálida, respirando fundo, fui buscar algo para ela beber, e já parecia um pouco melhor.

– Está emocionada, ou tem medo de multidão?

Mika

Ele não entendia nada, só sabia ser o egoísta de sempre, pensando apenas nele e julgando os outros.


– Você não entende, as pessoas podem ser cruéis. Eu sou livre agora, mas por muito tempo fui oprimida e não suporto qualquer tipo de recriminação, não abro mais mão da minha liberdade.

Takeo

– Falando em liberdade, eu deixei de lado a minha para te acompanhar então nada de levantar esse nariz na minha frente. Se os outros são cruéis, então seja mais. Para que se preocupar com que pensam de você, é adulta e tem uma filha e blá blá, não tem nada que eu possa falar. Só fico mais tranquilo em voltar para minha casa. Lá ninguém cuida da minha vida. Não quis ofender.

Estávamos na varanda, a vila Uchiha nada parecia com o lugar abandonado que eu ouvi falar.

Mika

– Eu não penso só por mim. Diferente de você, penso em outra pessoa, não sei nem para que perco meu tempo tentando explicar, você nunca vai entender! – Virei-me para ir embora, mas a maldita yukata prendeu a ponta em algum prego e desfiou na metade das minhas coxas. Eu queria abrir um buraco e me enfiar nele, nem olhei para a cara do Takeo, que no mínimo estaria me achando uma estabanada. – Eu te proíbo de olhar!



Takeo

Mika se encolheu num canto tentando dar um jeito na yukata.

– Deixe assim, podem achar que eu te ataquei. – Retirei o casaco que vestia, apesar de acostumado com o calor, aquela noite não estava tão quente. – Espera, use meu casaco, vai cobrir ao menos suas coxas. – Olhei-a de baixo a cintura. Não poderia negar que os treinos pesados eram até bons à ela. – Se bem que desse jeito essa yukata ficou até melhor. Poderia usar mais vestidos curtos.

Ajudei-a vestir o casaco, a festa nada me agradava mesmo, poderíamos ir embora. Ao menos seria bom relaxar antes da viajem.

Mika

Insisti que não precisava de companhia, afinal de contas era uma kunoichi bem crescida. Mas ele se fez de surdo e me levou assim mesmo. O casaco estava fazendo falta a ele, com certeza, a noite esfriou rapidamente. Em nada estava tapando minhas pernas, mas foi gentil, devo reconhecer. Impressionante, ele é mal educado porque quer.

– Obrigada pelo que fez hoje. Eu me importo mesmo com aqueles dois.

Takeo

Ela estava menos irritante, e até que não falou demais.

– Pois é, agora você precisa arrumar outra para ser a fada madrinha. – Recebi um soco de leve no braço. – Você não é o cupido de Konoha? – Lá vinha novamente o olhar duro. – Enquanto está preocupada com os outros, quem se preocupa com você? É egoísmo cuidarmos de nós mesmo?



Mika

– Quando fazemos exclusivamente isso, sim. As pessoas que são importantes merecem nossa atenção. – Droga, eu não queria ser uma garotinha e chorar, mas ainda me emocionava a dedicação do Udon, que praticamente não saiu de perto de mim por meses e da Yume, que me escrevia todo o dia.

Aquele Takeo provavelmente foi criado por uma chocadeira, no meio do deserto. Não conseguia manter a grande boca sem falar besterias por cinco minutos.



Takeo

– Eu não entendo como as pessoas podem ser tão dependentes das outra pessoas. Pode aproveitar as férias para se dedicar a você mesma. Poderia também usar mais yukatas brancas, curtas. Já começaria bem. – Mexi nos cabelos dela, que foi grossa batendo na minha mão e retirando o casaco, me entregando. – Pode ficar, vai que sente frio aí dentro desse Distrito enorme, sozinha. – Jogou na minha cara o casaco, o jeito marrento dela estava até divertindo no começo mas depois, me tirava fácil do sério. – Espera... não precisa ir tão rápido, você não deve ter nada para fazer lá dentro sozinha.

Mika

O distrito estava em silêncio e eu não daria mais motivos para o nome da minha família ser apontado ali. Abri a casa rápido e puxei aquele homem para dentro, ali a minha indignação seria mais aberta.


– Por que me trata como se eu fosse menos que um pedaço de carne? Eu não preciso que minhas pernas fiquem descobertas para ter meu valor reconhecido! Sou uma boa mãe, filha, kunoichi! Levo minha vida com retidão, não aceito que você também me ache uma prostitutazinha qualquer, não aguento mais ouvir isso de homem algum!

Peguei uma garrafa de saquê e comecei a tomar no gargalo mesmo, fodam-se os bons costumes.



Takeo

Então era essa a verdadeira mulher atrás daquela sargento! Em casa ela poderia se sentir mais a vontade, estava até mais bonita.
Me serviu de saquê, não teria a mesma graça de fazer isso sozinho no quarto do hotel.

– Eu não quis te ofender, na verdade eu te elogiei, com um certo tom de sarcasmo, mas não tive a intenção. – Ela estava mais calada, bebendo mais. – Você costuma beber assim sempre? Ou estamos comemorando algo? Devagar. Não parece ser uma boa ideia essa de beber muito.




Mika

Que negócio é esse de tirar a minha garrafa de mim? Fui tomar de volta, mas ele me segurou pelo pulso.

– Ei, não me dê ordens na minha casa, aqui eu bebo e faço o que quiser. – Ele disse que eu não tinha limites, que já estava ficando alterada pelo saquê. Ainda quer me dizer como eu estou! Tudo bem, tô mais solta, mas é porque estou em casa. – Eu posso fazer o que quiser, e você não tem nada a ver com isso, quer ver só?

A garrafa caiu no chão quando eu o agarrei e beijei sem cerimônias. Pouco me importava o que ele pensaria, mas ao menos calaria aquela boca mandona. Eu sentia o gosto dele misturado como saquê e raiva, muita raiva por ele ser tão estúpido. Tanto quanto os outros.




Takeo

Aquilo ali me pegou mesmo de surpresa, e eu achando aquela mulher mal amada e carente.
Segurei-a pela cintura, sentindo o contorno do corpo dela, aprofundando minha língua na boca pequena, o álcool fazia mesmo efeito em nós dois.
Há tantos anos eu não sentia uma mulher quente junto ao meu corpo, apertei-a com mais desejo, descendo minhas mãos pelas suas pernas, na coxa.

Levei-a para o sofá, deitando sobre o corpo dela. Estávamos avançando tudo rápido e eu não me segurei, beijando seu pescoço e descobrindo mais do corpo dela com minhas mãos já dentro do vestido. Quando ela parou me olhando assustada quando eu cheguei nos seios.

– Mika... eu... – Não tinha o que falar, estava totalmente excitado e duro em cima dela.

Mika

Eu me assustei, mesmo. Não dava para ficar calma assim, não quando me sentia subjugada por outro homem. Eu já sentia a umidade entre minhas pernas, eu queria aquilo mesmo? Ele ficava dizendo para pensar mais em mim, todo o tempo. Então se eu queria, eu faria da minha maneira.

Rapidamente mudei de posição e deixei bem claro que eu ficaria por cima, então ele me puxou para sentar no colo dele e rasgo uminha yukata de uma vez só. Eu tremi de medo, de excitação. Eu sabia que não era o monstro que tinha me tocado antes. E bom ver olhos tremendo por mim, mesmo que não fosse de medo.



Takeo

A mulher estava me saindo uma safada boa, toda excitada e rebolativa no meu colo. As formas dela eram mais que perfeitas, os seios grandes, mexiam junto com o corpo todo, conforme ela mesma ordenava. Beijando meu pescoço, se satisfazendo ao tirar minha roupa, descendo a boca pelo meu corpo.
Segurei seus cabelos não com muita força, instigando-a para continuar com aquela gostosa sensação. Relaxei no sofá deixando-a se divertir.

A gente se conhecia, de uma forma mais íntima e muito mais gostosa que da primeira vez.

Mika

Meus cabelos eram curtos agora, coisa que eu fiz questão de fazer, não tinha mais ares de menininha. mal tocavam meus ombros, mas era suficiente para que o TAkeo enroscasse os dedos entre eles. Ele exalava um cheiro forte, que parecia querer me dominar ali, sem esperar mais.

Eu terminei de tirar as roupas dele e senti minha própria excitação aumentar ainda mais ao ver aquele homem mal educado e que adorava fazer grosserias pronto para ser enlouquecido.



Eu não sabia se era o saquê, se era eu, se era ele. Mas eu nunca me dediquei tanto num oral como aquele, eu queria ouvir aquele homem se rendendo para mim, que eu ganhasse dele.



Takeo

A boquinha parecia crescer com meu pênis lá dentro. Chupou bem gostoso, lambendo os lábios quando gozei. Segurei o queixo dela, limpando os cantos com meu dedo, fazendo-a chupar depois. Virei-a no sofá faminto com aquela mulher fogosa.

– Tava se guardando esse tempo todo cheia de tesão guardado né? – Toquei-a no sexo molhado. – Olha só que delícia. Você está louca para que eu te faça gemer não é? – Afundava mais os dedos e ela contorcia o rostinho, gaguejando, apertando as mãos nos meus braços. Chupando seus seios grandes, lambendo os bicos. Molhando-a ainda mais.

Eu queria devorá-la, mostrar pra ela minha força, dar uma lição naquela mulher teimosa. Deliciosa.

Mika

Eu mordia os lábios para não gemer, não dar esse gostinho para ele, que me instigava cada vez mais, alargando meu sexo com os dedos, mas de que adiantava não emitir som nenhum, se ele me sentia arder por dentro?

– Chega disso, só quero saber se você... – Hum, o pilantra sabia bem o que estava fazendo, estava me tirando do sério. – Diz que tá pronto de uma vez!

Takeo

– Pronto? Quer me ver pronto, é gostosa? Eu vou te mostrar como eu estou pronto, você vai sentir durinho lá dentro, até o fundo. – Segurei suas pernas, sem parar os beijos, ela me atiçava com as palavras e não sabia como estava brincando comigo. Deixei que nossos corpos se movessem e acabassem se encaixando sozinhos. Meti nela com gosto mesmo. Do jeito que disse, fui até fundo fazendo-a tremer e gemer mais alto. – Isso! Geme vai, não segura essa voz deliciosa, grita pra eu ouvir sua voz.

Aumentei os movimentos, estávamos numa sintonia que nem imaginamos ter. Fazendo-a depois girar no meu colo e rebolar sozinha.

Mika

– Takeo, hum! Me deixa fazer sozinha. – Foi um pedido entre arfares, ao pé do ouvido, cheio de sensualidade, mas sem intenção, eu não estava no comando das minhas ações. Era muito tesão reprimido e saquê junto. Eu me movia insana no colo dele, que deixava as mãos passearem pelo meu corpo despudoradamente.

Nós nos olhávamos nos olhos, era como se fosse uma batalha. E eu fui a primeira a perder, porque quando tive um orgasmo, fechei os olhos e gritei, só vi o sorriso de vitorioso dele depois.



Takeo

O sorriso dela veio depois do meu. Segurei-a pelos ombros fazendo-a gozar novamente, dessa vez comigo. O cheiro dela estava no meu corpo, o cabelo suado no meu peito, puxei-a para junto de mim, tava cansado demais para ir embora, estava cansado demais para pensar no que estava fazendo.
Ela se mexia em cima de mim, mexendo com os dedos na minha pele, respirando calmo, deveria estar quase dormindo.
Tinha anos que eu não passava a noite com uma mulher, não seria a mesma coisa com qualquer outra que eu só aliviava em pouco tempo, era diferente, abracei-a mais forte, mexendo nos cabelos curtos, era fácil cuidar dela quando não era teimosa.

Mika

A gente acabou arrumando o chão como cama e eu estava o tempo todo lutando contra o sono, porque ele não dormiria ali, daqui a pouco ia embora. Só mais cinco minutos e ele ia.

Só que estava tão bom me sentir amparada pelos braços dele, mesmo que não houvesse sentimento ali, ele me protegia, eu era frágil ao menos uma vez. Não aguentei o sono, a bebedeira, dormi. Como não dormia há muito tempo.

Takeo

Eu apaguei literalmente, estava cansado, sem costume de misturar muita bebida, ainda mais com uma mulher. Eu só me lembro de aconchegar o corpo dela junto ao meu, sem reclamação. E só acordar quando o sol já havia clareado as janelas protegidas pelas cortinas. Mika deitada em cima de mim, tranquila, era bom demais vê-la assim. Mas a alegria iria durar pouquíssimo.

Não foi preciso eu acordá-la, ela mesma abriu os olhos e me encarou, desconfiada, assustada e com um ponto de interrogação no rosto. Não tão diferente de mim. Passei o último mês me afastando dela e “brigando” feito crianças, e agora estamos aqui, pelados, na sala dela.

– Ohayo! Me ajuda a procurar minhas roupas?

Mika

Minha cabeça estava me matando, por isso relutava em acordar, estava tão quentinho ali. Epa, o que é isso?
As imagens de alguma coisa que definitivamente NÃO deveria ter acontecido passavam como flashes rápidos e incertos. Oh Kami-sama!
Takeo estava sorrindo, eu nunca o vi sorrir, não sem sarcasmo ou aquela maldade que eu via nele. E ficou bonito de manhã... mas o que eu tô pensando?
Cobri meu corpo com o que sobrou da yukata e mal conseguia olhar para ele. Virei de costas e vesti, mas só daí percebi que estava rasgada quase que ao meio e lembrei bem quem rasgou na noite passada.

– Eu não sei o que dizer.

Takeo

– Que tal, bom dia? Não fique envergonhada, você é tão linda que eu deveria ficar sem palavras. – Aquela não deveria ser uma situação muito fácil para nenhuma mulher, ao menos não como essa. – Olha aqui, achei uma roupa minha, agora falta o resto.

A ideia de quebrar o gelo não foi muito boa, peguei logo a calça e vesti pra ela não ficar toda hora se policiando em tampar os olhos ao me ver nu.

– Posso usar o banheiro? – Ela ainda não conseguia olhar para mim. Entrei no banheiro, bem organizado. Tomei um banho gelado, mas bem rápido. Realmente aquela noite foi bem diferente. O que a Mika deve estar achando que eu sou? Pode pensar que me aproveitei da condição dela. Kuso! Essa mulher pode ser um problema. Saí do banho e me arrumei rápido. Mika estava na sala, vestida num roupão, todo fechado. – Antes de ir embora, queria saber se está bem.

Mika

Ele andava pela minha casa como se fosse a coisa mais natural do mundo. Porém o que mais me incomodava era a maneira como me olhava, como se me conhecesse. E eu retribuía o olhar perdida naquele corpo, atraída por ele, agora lúcida. Eu só poderia estar ficando louca!

– Estou, obrigada. – Ensaiei uma desculpa pelo meu comportamento, mas não queria ouvir alguma reprimenda. – Somos adultos Takeo, mesmo que você me ache uma menininha teimosa.



Takeo

– Acho que não consigo mais ver você como uma menininha teimosa, no mínimo agora é uma mulher teimosa. – o rosto dela avermelhado já estava fazendo diferença, poderia ter tido uma péssima primeira impressão, mas ali éramos dois estranhos. – Não tem porque ficar envergonhada. Você mesma disse, somos adultos, e como tal podemos fazer coisas que não tenham explicação. Ao menos essa é uma boa vantagem de ser solteiros. Obrigada pelo saquê, acho que vou embora.

Peguei meu casaco e fui até a porta. Seria bem estranho eu sair dali aquela hora da manhã sem ninguém me ver.

Mika

Eu queria ter falado alguma coisa, para não ficar parecendo tão idiota, mas o máximo que fiz foi balançar a cabeça ao me despedir na porta. Nem reparei nas pessoas que me olhavam, eu estava mais preocupada comigo. Ainda sentia um cheiro diferente no meu corpo, o cheiro dele. Que não saiu, mesmo depois do banho longo que se seguiu.

Notas finais
Ainda estou aqui gente.
bjs