Getsu
48 Encontro
Notas iniciais
Infelizmente só existe mais 3 capitulos prontos, e o resto são documentos salvos do msn para editar. Daí não posso garantir que terei tempo para isso.
Mas de qualquer forma, vou postar esses 3 capitulos que é o desfecho da historia da Mika :D
bjs ♥
Takeo
Não seria tão difícil ficar naquela vila depois Yume e o filho do Hokage fizeram as pazes e eu praticamente receber uma ordem de meu tio pra cuidar dela. Isso tudo seria mais fácil se Konoha inteira não estivesse falando pelas costas.
Claro que não falavam na minha presença, seria suicídio, mas eu fico imaginando como Mika deve se sentir, eu fiz o possível para ser discreto ao sair da casa dela. Mas com certeza naquele clã deve haver algumas senhoras desocupadas cuidando da vida das outras mais novas.
Pedi para que Yume fosse falar com a amiga, para saber se ela esta bem. Eu não queria ser um problema na vida e ninguém. A cara de Yume quando falei isso foi muito sorridente, mas ela pode achar que eu não tenho consideração com as pessoas, o meu maior cuidado é com Akemi, a menina iria crescer e poderia ouvir coisas sobre a mãe.
Tentei me manter afastado, mas as vezes acabávamos nos encontrando na vila, as vezes por minha vontade mesmo, naquele parque onde ela ainda brigava com a balança.
– Oi princesinha. Você sozinha novamente aqui? Onde está a sua babá? – ela apontou para a mulher conversando com algum homem mais a frente. – Sua mamãe não vai gostar muito de saber que ela ta namorando. Vamos fazer uma coisa? Quer tomar sorvete? Deixa a babá namorar.
Seria crueldade fazer isso, eu sei, mas levei Akemi até o outro lado do parque pra tomar um sorvete. Quando a babá se tocasse eu levaria a menina até ela e quem sabe assim tomaria jeito. Ou quem sabe a mãe aparecesse.
Mika
Era costume passar pelo parque, quando chegava cedo. Adorava o contato com minha filha, e as vezes ficava longe por dias. Especialmente aquela vez, tinha ficado fora por quatro dias inteiros, onde só os pensamentos dela me faziam ser a melhor shinobi que pudesse ser.
E de noite, eu sonhava com mãos me tocando, me acariciando, me dizendo... Ah, pára Mika! Você tá ficando doente!
Quando eu vi a babá conversando, procurei por Akemi e meu coração acelerou. Era o chamado de mãe, que já sabia que ela não estava onde deveria estar. Eu quase matei a babá, esbofeteei com força. Meu maior medo era o pai dela um dia aparecer, Kami-sama, me ajude!
Passei a procurar desesperadamente por Akemi, segurando minhas lágrimas de medo.
Takeo
Akemi era bem espertinha, bem, eu não sabia nada de crianças, e não era nem acostumado a ficar com elas, mas a menina parecia saber br se situar no lugar, falante e sempre criativa.
Tomamos soverte e a baba nem ligou, quase uma hora depois que apareceu alguém que se preocupasse com a menina.
Quando viu a mãe, a pequena começou a pular chamando por ela. Atravessamos a rua e fomos até lá. O choro de Mika era até que desesperado, fiquei meio sem jeito por ter feito aquilo. Não era uma briga que eu queria iniciar naquele momento.
Ela nem me olhou, apenas abraçou a menina e beijando. Quando ficou mais tranquila, Akemi mesma me chamou de tio, segurando minha mão e falando do sorvete.
– Olá, eu só levei a menina ali do outro lado na barraca de sorvete. Não é princesinha?
Mika
Sabia que ele não tinha feito de propósito, eu entendi o recado: a babá é uma incompetente, livre-se dela. Mas aquilo quase me matou de susto. Eu não tinha forças nem para gritar com ele, mas acho que percebeu o quanto aquilo doeu em mim.
Akemi estava feliz com o "tio". Ela não tinha sido maltratada, muito pelo contrário. E aquilo era estranho, porque ela era muito fechada, principalmente com homens. Apenas o avô tinha a total admiração dela.
Ele parecia deslocado, sem saber como me pedir desculpas. Pedi então que Akemi voltasse para o balanço, agora eu a olharia brincar. Ela foi, feliz por ser o centro das atenções, toda lambuzada de sorvete.
Pensei em muitas coisas e em como falar aquilo. Não era mais uma menina, não tinha que me envergonhar do meu passado.
– O pai dela é um monstro, consegui livrá-la de um destino ainda pior que o meu. Cada vez que ela não está onde deveria está, meu coração para de bater.
Takeo
– Eu não queria fazer mal, eu só via menina brincando sozinha, ao menos era eu e não um estranho. – Dava para entender como ela ficava nervosa se havia um homem louco a solto. Mas não achei que fosse preciso pedir tantas desculpas assim, não fui tão longe com a pequena e a babá aprendeu uma lição boa. – Já almoçou? Eu acabei tirando o apetite de Akemi com o sorvete mas ela me jurou que tinha almoçado antes de vir pro parque, se quiser... podemos comer alguma coisa. Disse pra ela que iria dar um presente, preciso pagar minhas promessas.
Eu queria mesmo era poder conversar com ela mais tranquilo, se muitas pessoas nos encarando, acho que deveríamos conversar. Não sei porque to pensando nisso.
Mika
– Eu... – Estava prestes a negar, mas Akemi veio correndo e agarrou-se às minhas pernas, dizendo que o "tio" tinha prometido um presente. Dei uma reprimenda nela pela indelicadeza, daí foi a vez do Takeo me chamar a atenção, porque ele disse que ela tinha o direito de cobrar uma coisa prometida. Só que eu estava toda suja e mal arrumada da missão e ele todo alinhado, como sempre.
– Estou em petição de miséria Takeo, e já passou muito da hora do almoço. – Akemi fez que ia chorar, não aguento recusar nada para ela. – Que tal um jantar? Eu acho que isso não tem problema.
Takeo
– Está ótimo. Um jantar pode ser mais adequado. Podemos ir ao restaurante do hotel, ou se preferir eu posso pedir a comida pro meu quarto. – A ideia do quarto não era muito boa, ela ofereceu então a casa, mas pensei que também pudesse ser um pouco constrangedor pra ela. – Tem certeza? Se quiser deixar isso para depois...
Entramos num acordo, iria na casa dela, lá estaria mais a vontade, eu até me lembro o quanto, mas era melhor deixar as lembranças somente nas lembranças.
Me despedi de Akemi, e naquele mesmo momento fui para uma loja procurar a boneca que prometia ela.
Mais tarde já estava no distrito Hyuuga. Mais olhares curiosos impossível, mas eles eram bem mais discretos.
Levei também a sobremesa, iria levar algo para beber, mas ela poderia me levar a mal.
Akemi veio correndo logo depois que ela abriu a porta, segurei-a no colo. A menina era um doce, seria assim minha filha se eu tivesse tido uma.
– Espero que goste, eu comprei alguns doces diferentes para não errar. – Mostrei o embrulho para a pequena, e ela abriu rapidinho. – Gostou da boneca minha linda?
Mika
Com Akemi era o mais próximo de um homem normal que eu já tinha visto. Apesar da nossa diferença de idade, Takeo não tinha filhos e eu não achava até vê-lo com Akemi, que ele pudesse ser algo parecido com um pai.
Akemi ajudou-me a fazer os bolinhos de arroz, sujou-se mais que ajudou, mas fez questão de dizer que fez a comida comigo. Ele trouxe doces e não me surpreendeu que minha filha rendia-se a ele pouco a pouco. Servi o jantar e observei aqueles dois, Takeo e eu evitamos assuntos que Akemi não pudesse participar, era como meus pais faziam quando minha irmã e eu estávamos à mesa. Coisa que eles fazem até hoje.
Ele queria me ajudar com a cozinha, mas ali ele era convidado... de Akemi. Então que ficasse brincando com ela, estava muito feliz por isso, sorridente e dando gritinhos sapecas. Estava pensativa, mais que o normal. Por que importar-se comigo? E com minha filha? Tudo isso só por aquela noite?
Takeo
O jantar estava bom, e a companhia também. Akemi não parava de falar, correr, me mostrar seu quarto e os brinquedinhos. Enquanto isso, Mika estava arrumando tudo sozinha, seria até injusto se eu não tivesse fazendo o trabalho de... de, alguma coisa parecida com um homem que cuida da criança.
Mas aí ela dormiu, do nada, simplesmente caiu na almofada e dormiu, peguei-a no colo e fui até a cozinha, mostrando para Mika.
Ela levou a pequena para o quarto, talvez fosse até hora de eu ir embora também, mas poderia aproveitar para conversar. O que exatamente eu quero não sei.
– Ela é muito linda! Parabéns, deve ser bom ter alguém assim para preencher a nossa vida. – Não falava nada com nada, sentamos no sofá, os dois sem jeito. – Sinto muito com o que aconteceu, as pessoas falam muito, eu nunca passei por isso, então não sei bem como reagir a isso. – Ela poderia nem estar preocupada com isso.
– Ora essa, desde quando preocupa-se com o que os outros pensam de você? – Riu, divertidamente.
– Eu não moro aqui, não me preocupo com o que pensam de mim ou falam, diferente de você e a sua filha. Fiquei somente preocupado, achei que não seria muito agradável para você. Pode ser ruim para Akemi, é uma criança e não entende nada, sinto muito não quero dizer como tem que criar ela. Eu só queria aproveitar hoje para esclarecer qualquer mal entendido da outra noite.
– Mal entendido? Nós transamos Takeo, isso não se chama mal entendido. A não ser que você não tenha gostado.
– Não foi uma noite agradável. Mas como eu vim aqui na sua casa, seus parentes me viram sair daqui, o mínimo que um homem tem que fazer é desculpar por qualquer inconveniente, mas acho que me preocupei demais com você.
Mika
– Por que quando você está começando a parecer mais com um homem e menos com um ogro, dá para trás e começa tudo novamente? – Virei os olhos, já irritada. Realmente ele não poderia ter mudado. – Tudo que queria era dizer que a noite foi agradável e que não queria me embaraçar na frente da família? Poderia ter dito isso por um bilhete, não se aproximando de mim e de minha filha, nós já temos muito com o que lidar, como você mesmo constatou.
Takeo
– Agora ficou bravinha? Ao menos não esta bebendo. – Os olhos dela reviraram novamente, cruzando os braços e balançando as pernas. – Me diz que você não gosta disso, de um ogro! – estiquei a mão até os cabelos ela. – Ao menos foi o que pareceu.
Era divertido fazê-la se torcer no sofá para se afastar de mim.
Mika
Era mesmo um abusado e não mudaria nunca!
– Foi apenas um momento, não se ache tanto. É fácil agradar uma mulher que está sozinha. – Nem me atrevi a olhá-lo, precisava me controlar ali, não tinha bebida para dar de desculpa.
Takeo
– Então é assim? As sozinhas são mais fáceis de agradar? Bom saber, as mulheres de Konoha são diferentes das de Suna. Mas você é um tanto mais diferente ainda, você é teimosa até quando … – não completei a frase mas ela entendeu arregalando os olhos, antes que falasse algo era melhor continuar falando. – Vamos, Mika, você estava mais divertida bebendo, nossas conversas só serão divertidas com uma garrafa?
Mika
Já era abuso demais, estávamos na minha casa, minha filha dormia no quarto ao lado, ora essa.
– Chega Takeo, a culpa foi minha, nisso tudo. Eu sei que comecei, que me ofereci. Fiz exatamente o contrário do que dizia, continuo não querendo ser vista como um pedaço de carne, mas entendo que isso não é mais possível com você. Acho que já está ficando tarde. – Levantei, mexendo nos braços para me focar — É melhor você ir embora.
Takeo
– Esta com medo de mim? – Acompanhei ela, me levantando no sofá também. – Eu jamais faria mal a você aqui com sua filha embaixo do mesmo teto. Mas não posso negar, que é verdade o que você disse. – Segurei-a pela cintura, da mesma forma que fiz na outra semana. – Não dá mesmo para te olhar com outros olhos. Fazia anos que uma mulher não era tão turrona assim comigo, teimosa... – Eu queria beijá-la, mas só a abracei forte olhando para ela, bem próximo.
Mika
Olhei-o com firmeza, não me deixaria perder agora:
– Eu não tenho medo de homem algum, não se ache tanto! — Embora minhas palavras fossem ferinas, eu continuava nos braços dele, sem reagir — Vai continuar me chamando de turrona e teimosa? Não tenho culpa se todas caem aos seus pés, eu não deixo de ser quem sou!
Takeo
– Nem todas, nem todas caem aos meus pés. Mas as vezes, tenho sorte de uma fruta boa cair pertinho de mim. – Soltei-a, devagar, como se não quisesse soltar. – Volto para Suna em algum tempo, lá as pessoas, digo mulheres, são mais fechadas, ainda mais comigo, podem ser que sintam medo. Mas naquele lugar não há uma mulher que me interesse, não mais. – Mesmo porque lá, todas sabem quem sou e minha história, poucas se aproximam.
Mika
– O que quer de mim dizendo que vai embora? Quer que eu chore por isso? — Ele disse que não, mas eu ainda estava na minha pose petulante — E por que tem medo de você? Eu não tenho! — Dei um passo para trás, decidida.
Takeo
– Não tem medo de mim? Isso me admira. Mas as mulheres de Suna são bem desconfiadas. Elas não costumam baixar a guarda nem num romance. – Mika me olhava desconfiada, não estava entendendo onde eu queria chegar, para ser sincero, nem eu. Mas no fundo, era nela que eu queria chegar. Só de estar em suna, a lembrança de minha esposa me fazia esquecer de tudo. Mas ali, eu pude viver um pouco que fosse. Não poderia falar disso para ela. Não tinha como falar. – Talvez pudéssemos jantar novamente, só você e eu.
Mika
– Se em Suna você é temido, em Konoha eu sou vigiada, o que me diz disso?
Eu não era livre, mesmo que bradasse. Enquanto olhos e byakugans me vigiassem, eu continuaria sendo uma menininha.
Takeo
– Achei que fosse uma mulher independente, mas se quiser posso pedir para seu pai permissão para lhe levar pra uma noite a sós comigo. Não quero que pense mal de mim, nem sei como você poderia não pensar mal, mas gostaria de sair com você mais vezes se possível. – A distancia fui encurtada bem rápido, queria sentir ela respirar perto de mim. – Você tem alguma coisa a perder?
Mika
– Falar com meu pai?!? – Ele me olhava sério, não tinha brincado. Mas ora essa! – Desde quando se pede permissão a um pai para dormir com a filha? Por que é só isso que você quer Takeo, uma mulher que não tenha medo de você, para ter o prazer de subjugá-la, né?
Meus olhos podiam ser até hipnotizantes, quando eu queria.
Takeo
– Falando desse jeito pode soar muito mal caráter de minha parte. Mas eu disse que não era pra pensar mal de mim. Eu não quero uma mulher que não tenha medo de mim, não quero pisar ou fazer nada de errado, só não quero perder isso que estou, pensando. – Eu não era tão ruim assim com as mulheres, era bom até, mas com essa não queria magoar, mas também não queria abrir mão. – Não torne tão difícil uma resposta, eu não vou ficar tanto tempo aqui em Konoha, você nunca mais vai me ver, porque não sair comigo? Podemos nos divertir.
Mika
Das duas uma: ou aquela transa tinha sido boa demais para ele, ou o Takeo estava começando a... ah não, isso não, impossível. Mas ele só queria sair e eu acho que isso não tinha nada demais. Só que não podia ser em Konoha...
– Não pode ser aqui, na Vila... – Ele pensava que eu me rendia, mas continuava ciente. Ao menos era o que achava.
Takeo
– Eu posso te levar para onde quiser. Qualquer lugar. – Será que eu já estava parecendo bastante necessitado. – Amanhã? Podemos nos encontrar fora da vila, deve conhecer a vizinhança, eu deixo você decidir o lugar. – Segurei a sua mão, estava ficando tarde e não seria bom sair dali dando mais motivos para falarem. – Me mande uma mensagem para o hotel, assim eu posso saber onde vamos.
Estava olhando para ela, de frente, as mãos suadas, me despedi e saí. Já havia tido coragem demais pra ir ali falar aquilo, agora ela vai pensar que sou algum monstro em suna que não tem mulher. Perfeito, vai acabar com medo de mim, igual as outras.
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