Getsu

35 Tudo muito rápido


Mika

Eu fiquei muito bem naqueles dois meses. O Hatori era um cavalheiro, todos os dias me trazia um presente, alguma coisa que mostrasse o quanto era especial para ele. De início eu não gostava tanto dele, mas agora podia dizer com segurança que o amava e seria capaz de confiar minha vida a ele. Radical demais isso. Mas o que a gente diz quando sentimos algo tão especial dentro de nós. Ele me mudou. Para melhor, ninguém nunca me tratou como ele, ao mesmo tempo que quer proteger, sabe que não preciso de proteção.

Eu ainda não sei muito como lidar com esses sentimentos, mas acho que estou aprendendo aos poucos.

O otousan melhorou um pouco, depois que o Hatori formalizou um noivado. Sem necessidade, eu não queria me casar logo, mesmo com ele dizendo que eu era a mulher da vida dele. Ainda queria me tornar uma ANBU, era meu sonho. Eu não abandonei minha vida por alguém, não é isso.

E uma coisa me incomodava agora, profundamente: Hatori se segurava. Como posso explicar isso? Ok! Ele acha que eu sou muito nova, não, talvez não seja assim. Bem, medo do meu pai não era. Porque ninguém nunca falou com Hyuuga Neji tão abertamente e sério como eu vi. Acho que isso contou muito para nossa relação dar certo. Porque eu jamais ficaria ao lado de alguém que teme meu pai. Ele é um homem forte sim, mas não vai arrancar a cabeça de ninguém a toa.



Hatori

Foram dois meses chatos demais. Mika era praticamente uma garota inexperiente e irritante. Eu não tinha paciência de brincar como era quando tinha quinze anos. Embora ela já tenha idade o suficiente para... Ah! Ela as vezes faz de propósito. Para o beijo e vira o rosto com vergonha. Sei, vergonha. Não é o que andei sabendo. Ela tinha alguma historia com aquele cego lá.

Aproveitava as missões em outras vilas para sair com umas mulheres de verdade, ao menos relaxava para quando voltasse pra criança em Konoha eu já estava aliviado.


Estávamos longe da Vila, não dava para ficar sempre sobre o radar da família. Num acesso de loucura, eu a deitei na toalha estendida na grama e comecei a beijar seu pescoço, apertando suas coxas, quando dei por mim, tava em cima dela, me esfregando. Só que eu tive que conter a afobação, porque senão iria estragar os dois meses.

– Desculpe. Eu não queria... – Merda! Em Konoha não dava para pisar em falso. Então ia me aliviar em casa mesmo.

Mika

O Udon foi único que... bem, aquela noite que bebemos, acabou tendo mais que beijos. Mas nada que nos arrependêssemos depois. E Hatori domou minha mente e coração eu não sabia como conta isso a ele, poderia achar que estava mentindo. Mas não há motivos de para contar. Eu sei, mas seria apenas um começo para conversar sobre o assunto. E ele tão preocupado comigo agora.

– Não precisa pedir desculpas. Acho que somos bem grandinhos pra saber o que estamos fazendo. Não é?



Hatori

– Mas eu não quero perder a confiança que depositaram em mim. – Puxei sua blusa, amarrando a fita. – É normal ficarmos assim. Só que eu não quero fazer com que seu pai esteja certo. – Que saco aquilo. Ainda tava de pau duro, os peitões dela estavam quase nas minhas mãos, e eu me vi chupando. – Você não acha que eu sou bobo por isso não é?

Negando uma mulher dessa eu me senti um viadinho.

Ela baixou a cabeça. O rosto avermelhado. Olhei em volta, não havia ninguém que fosse nos atrapalhar. Ah!! Mas se eu fizesse algo errado agora, perderia tudo. Não. Melhor esperar.

– Não chora, minha princesa. Não chora! Eu sei que você não é dessas garotas que saem com qualquer um.

Beijei-a, e depois fomos embora. Passamos aquela semana no mesmo namoro morno e chato, levando-a sempre para passear, e as vezes encontrávamos com os tais outros dois parceiros de time. O cego bobo e a filha do Kazekage. As conversas eram tão desinteressantes que eu sempre arrumava uma missão extra só pra não ter que aturar aqueles encontros de casais. Um porre melhor que esse era na vila vizinha que tinha uma gostosa me esperando. Voltei pra Konoha com um novo presente, e também com mais tesão quando ficávamos sozinhos, essa vontade toda tinha que acabar, precisava adiantar logo esse casamento.

Fui visitá-la e deparei-me com seu pai, aquele seria o momento certo.

– Hyuuga-sama. Eu preciso confessar algo sério. – O olhar dele foi de furioso para mortal quando revelei que desonrei sua filha. Já estava esperando que ele tomasse uma atitude de pai, provavelmente me segurar pelo pescoço, mas eu continuei. – Me permite casar com ela o quanto antes? Eu amo sua filha mais do que tudo na minha vida senhor. – Reverenciei ficando com a testa no tchão. Caso a mãe de Mika não estivesse chegado, poderíamos ter tido uma luta e eu claro não ficaria triste com aquilo.

Mika chegou logo depois, sem entender o que era aquela confusão que se fazia.
Criar uma pequena confusão na família.
Como posso dizer? Foi divertido ver a cara de Hyuuga Neji decepcionado com a filha. E a vergonha era tamanha, ele nem falava com Mika. Ela também estava um pouco chateada comigo, mas eu precisava ao menos arruma ruma desculpa convincente.

– Mika, perdão por ter falado isso, mas somente assim poderíamos nos casar. Não era isso que você queria?

Mika

– Você podia ter falado comigo Hatori! Assim eu teria conversado com a minha mãe ao menos... mas não, fez tudo como prefere, me excluiu da decisão também.

Ele perguntou se eu estava arrependida de estar com ele, com uma cara triste. Eu me virei nervosa. Não sabia como ele conseguia dominar meus sentidos dessa forma.

– Não é isso. Mas não quero decepcionar meus pais, eles não merecem isso. Consegue entender? – Ainda não entendo, nós conversamos sobre isso na semana passada, porque não me contou, o que ele tem em mente?



Parecia que eu estava ouvindo o papai me dizendo que os rapazes só queriam se aproximar das meninas para ter "privilégios". O Hatori não era um menino, era um homem e bem mais velho que eu. Será que usava da mesma artimanha que eles?

– Você... você só quer isso? Que a gente tenha mais intimidade? É só pra isso que quer casar? – Eu me senti ofendida sim, se fosse o caso, eu não casava com ninguém!



Hatori

Aja paciência pra falar com essa menina.

– Porque tudo o que eu faço e falo é invertido e levado para a maldade? Eu que começo a me sentir ofendido. Afinal, vim até você com as melhores das intensões, te respeitei, estou apaixonado por você. Mas no final eu sou o pervertido que só quer casar pra transar? Isso me magoou muito Mika! Não quero só sexo com você, quero ter uma família. Desculpa se fazer o certo é tão ruim, se eu fosse um canalha com certeza já teríamos nos casado ou fugido, mas eu vim encarar seu pai. Ah! Quer saber? Não quero discutir com você porque posso falar demais, e jamais tenho a intenção de te magoar. Melhor eu ir embora.

Mika

Segurei-o pelo braço, como eu o tinha ofendido! Isso tudo tinha a ver com o medo que minha família colocava em mim e essas histórias de tradição acima de tudo. Estava muito errado!


– Hatori-kun. Eu não quis ofender você! As vezes eu me sinto boba por ser tão nova se comparado a você. Parece um sonho difícil de realizar, um homem da família principal sem preconceitos, que me ama, me respeita. Onegai, me perdoe pela falta de fé em você, isso não vai mais acontecer!

Agarrei-me ao corpo dele, abraçando-o com força. Eu não queria perder a única pessoas que me compreendia e me completava daquela forma.



Hatori

Eu a abracei, beijei, disse que a amava e toda aquela palhaçada, fazendo a menina se tocar que não é mais para duvidar de mim.
Pedi para que voltasse para casa, e que começasse os preparativos para o casamento, com o dinheiro que tinha reservado iria esbanjar na festa e em tudo, para que não ouvisse reclamações, mas depois dessa gastança toda de dinheiro, Mika iria me pagar com juros o prejuízo.

Nossa casa estaria pronta em pouco tempo. A que eu morava com meus pais ainda estava lá, fechada, ordenei que abrissem e limpassem a casa. Móveis novos estavam vindo da vila vizinha, não queria nada de Konoha. Também não queria que Mika trouxesse nada de sua casa, levei-a para fazer comprar na Vila ao lado, ela se divertiu e gastou muito. E cada uma dessas compras seria severamente cobrada.

Também criei um contrato pré nupcial, algo muito usado no ocidente. Aprendi em minhas viagens. Expliquei que aquele contrato dava direitos à ela quando eu estivesse sozinho, mostrei o contrato, precisava somente de sua assinatura, mas depois de nos casarmos, assim teria tempo de trocar o falso contrato pelo verdadeiro, aquele que eu mesmo tinha redigido. Sem direito à nada, com deveres e obrigações excessivas somente a mim.

O dia do casamento estava chegando, e mais uma vez eu tive que acompanhá-la naqueles jantares de família, dessa vez na casa do Hokage. Todos estavam lá, os amigos e companheiros como ele chamava tanto ninja miserável. Incluindo a família Uchiha.

Mika

O Hatori era mesmo o homem perfeito e eu não tinha do que me queixar. Ainda ficava constrangida quando ele me pedia pra não economizar em nada, afinal nem era o meu dinheiro. Aliás, ele não me deixou usar um centavo do que tinha guardado. Escolhemos tudo do bom e do melhor, o casamento era dali a quatro dias e eu me sentia muito feliz por enfim casar com ele. Foi uma paixão rápida, mas que tomou conta de mim.

Foi tudo rápido. Eu me sentia nas nuvens.

O jantar foi maravilhoso e ele sempre gentil e educado com meus amigos. Yume ainda fez uma piada, dizendo que não acreditava que eu me casaria primeiro que ela. Se me contassem isso há sete meses, eu também não acreditaria!

Agora estávamos ali, no meu quarto. Ele entrou com muita relutância, mas não havia o que temer. Meu pai estava em missão, chegaria no dia seguinte. E minha mãe e irmã estavam no hospital. A casa era só nossa e eu estava mesmo pensando em aumentar a intimidade entre nós, sem a pressão da noite de núpcias.

Mas ele estava preocupado querendo ter certeza de que não havia ninguém em casa.

– Eu já disse, só amanhã de manhã. – Com muito custo ele "aceitou" senta na minha cama, dizendo que não se sentia bem assim, desrespeitando a casa dos meus pais. – Mas nós vamos nos casar em quatro dias, qual o problema? – Acariciei o rosto dele, mesmo sentindo meu rosto queimar de vergonha.


O toque dele era cheio de carinhos, como se quisesse me conhecer a todo custo. Eu mal conseguia olhar pra ele, estava mesmo envergonhada. O Hatori era um homem mais velho tinha suas necessidades e claro, experiência. Eu era. Uhm! Poderia ser forte e resistente em alguns momentos, mas confesso que as vezes era tão romântica quanto a Yume.

Ele me pediu licença na hora de tirar toda minha roupa e eu achei aquilo tão gentil. Me respeitava mesmo e eu sabia que se vacilasse ele pararia. Mas eu precisava dele, já me sentia excitada, ainda mais com aqueles olhos perolados, que fitavam meu corpo e pareciam querer tragar cada pedação de mim. Me hipnotizava e conseguir me tirar do sério.


Dava pra sentir o quanto ele estava se segurando por mim, porque parecia mais liberto agora, que entendia que eu concordava com as carícias. Ele sorriu e tivemos um trabalhão pra trocar de posição. Aos pouquinhos eu tirei a roupa dele e fui toda carinhosa ao explorar o corpo definido, com algumas cicatrizes que eu fazia questão de beijar e conhecer. Hatori parecia na expectativa de um toque mais ousado e acho que acabou se assustando com a minha ousadia quando o toquei, ainda que tímida. Não sabia se fazia o certo.



Hatori

Eu fiquei mesmo espantado, já estava me divertindo em achar que ela era virgem e sem experiência. Tirei a roupa dela e acariciei os seios grandes.

– Mika-chan! É tão linda. – Apertei suas pernas, afastando-as, tocando no seu sexo. Demorei para penetrá-la com um dedo, mas depois fiz com mais um. – Tão gostosa.

Ela não sabia mesmo o que estava fazendo, mas conseguiu me deixar mais duro do que eu já estava.
Aquela língua com vontade de me lamber que me matava. Virei-a na cama e a beijei, sem parar por minutos, me fazendo mais presente entre suas pernas, roçando meu pau na entrada molhada.

– Eu vou devagar. – Ela tinha muito o que aprender, mas com o tempo eu ensinaria exatamente como me satisfazer. Segurei seu quadril com mais força, penetrando-a diversas vezes ate que ela gemeu mais alto e gozou, por longo tempo, aperando minhas costas. Eu gozei logo em seguida.

Caí do seu lado cansado! Estava estressado com essa coisa de casamento. Tudo era motivo para festa e comemoração. A Líder estava nos usando como exemplo para os demais. Um bom exemplo, eu diria.

Mika se mexeu ao meu lado, procurando espaço entre meus braço. Ah! é. Esqueci.

– Mika! Eu te amo, minha querida. – Ela abriu um sorriso, envergonhada. E me olhou curiosa. Talvez quisesse perguntar algo, mas cortei o momento. – Seria maravilhoso um filho, é um sonho! Prometi ao meu pai que encheria a casa de meninos fortes, para continuar nossa família. – Ela torceu o rosto, pensativa. E disse que era muito nova para ser mãe. – Não acho que seja assim tão nova. Você tem idade para tirar a vida de alguém, porque não dar a vida para alguém?

Mika desconversou, mudou de assunto também. Ótimo. Mas o silêncio bom não durou muito e ela voltou a falar do casamento. Sim, o casamento, foi melhor ter adiantado mesmo essa festa. Já estava de saco cheio.
Antes de amanhecer, eu me levantei e tomei um banho, deixei-a sozinha na cama e sai. Saí mesmo, da vila aliás, fiquei o dia fora, e deixei apenas um recado para ela. Voltaria depois com uma surpresa.
Passei o dia todo com algumas garotas, e uns conhecidos, uma despedida da minha vida de solteiro.


Notas finais
Como o titulo ja diz, foi tudo rápido.
Ah! Mas vocês vão me perguntar cade aquela Mika do começo.. gente, ela é jovem, ese apaixonou de verdade. As pessoas quando amam ficam cegas -q
OK! Muitas dorgas mesmo daqui pra frente. Ja avisei né? Eu estava sob o efeito do alcool quando escrevi, ahhahaha.
Beijos meus lindos!!!

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