Getsu
36 A verdadeira face
Hatori
Aquela roupa formal, tudo naquele clã era sério, fúnebre, tão branco, mas não haveria problemas, estava perfeito, nem tanto pois o sonho de meu pai era me ver casado com alguém mais importante, como a filha da Líder do clã. Mas ele entenderá meus motivos. E se orgulhará, eu sei que sim.
Da minha parte tudo estava pronto, eu somente me posicionei no templo, junto com poucos convidados, ali haviam familiares e amigos de Mika. Amigos até demais, achei que ela seria mais educada em fazer somente para os mais íntimos, só que ela queria mesmo mostrar pra todos que ia se casar. Mulheres e suas frescuras.
Próximo a mim estava Hiashi-sama. Ele teve uma conversa muito séria comigo antes do casamento. Queria saber se eu tinha certeza da minha decisão. Esse velho só pode ser surdo, já disse que sim, e outra. Não é mais líder, não tenho que dar satisfações a nada.
Mika estava demorando muito. Ajeitei o kimono, recebendo os olhares das jovens Hyuugas presentes, as jovem da souke, pareciam todas tristes. Eu quis rir daquela caras manhosas, quase pedindo para serem levadas pra algum canto. Finalmente Mika chegou, fazendo essas garotas se comportarem. Ouvi Yume falar para o cego que ela chegava, bonita e encantadora. Eu só queria que aquela viadagem toda acabasse logo.
– Linda! – Peguei sua mão para iniciar logo a celebração. Ela sorria mais do que nunca, claro, qualquer uma ia ficar feliz em casar com um legítimo Hyuuga.
Mika
Teria sido tudo perfeito, se papai tivesse me levado. Mas a okaasan disse que ele optou por fazer uma cerimônia legítima do clã, onde a noiva caminhava sozinha. Mas ela e eu sabíamos que tinha sido pelo fato da nossa briga, mal nos falávamos e agora parecia que meu casamento culminaria na minha separação definitiva dele.
Só que ele não compreendia que eu tentava ser feliz, mesmo que ele não concordasse com aquilo. O próprio Hatori não via diferenças entre Souke e Bouke, por que ele insistia naquilo?
Bem, de qualquer maneira, a cerimônia foi linda, um pouco longa, dava pra ver que o Hatori estava cansado por ter me esperado, mas não reclamava. Todos os meus amigos estavam lá e eu me senti verdadeiramente feliz.
Ao final da recepção, agarrei-me ao braço do meu marido, não conseguia parar de sorrir.
– Estou tão feliz!
Hatori
– Hai! Hai! Estou feliz também, um pouco cansado, mas muito feliz.
A festa foi um porre daqueles. Os amigos de Mika não tem noção de como são impertinentes e mal educados, aqueles homens insistindo em abraçá-la, acabou com tudo isso. E ela irá aprender como uma mulher, dever se portar!
Definitivamente eu não teria paciência para mais nada daquilo, ainda bem que acabou, fomos para nossa casa. Fiz questão de ficar nessa minha casa por ela ser mais afastada das outras e com jardim ao redor. Poucos andavam por aquele lado do Distrito, teríamos privacidade total.
Mika se esfregava em mim como um gato no cio, me beijando e falando que estava feliz, animada, e feliz de novo. Peguei ela no colo e a levei pra dentro. Passando pela sala o corredor e chegando no quarto.
Joguei-a na cama, começando a tirar seus sapatos, beijando os pés. Ela pediu um minuto que não estava pronta, levantou-se e foi pro banheiro.
Acabou o tesão, me larguei na cama esperando o que ela tinha pra me dar, espero que seja ela pelada.
Mika
Yume me ajudou a escolher uma camisola muito bonita, bem decotada e transparente. Eu achei meio vulgar, mas ela me disse que o Hatori seria meu marido e eu não podia ter vergonha de agradá-lo.
Tentei ser rápida pra me arrumar, não queria que ele pensasse que eu estava me fazendo de difícil. Saí do banheiro e o quarto estava todo aceso, aquele olhar dele meio faminto, estava me desconcertando. Não conseguia me lembrar outra vez que me senti tão envergonhada. Logo eu. Respirei funo e caminhei pelo quarto, decorado da forma que eu quis, preferi que fosse como no ocidente. Eu gostava dos móveis, da cama, armários. Os quadros na parede e luminarias.
– Onegai. Não me olhe assim, me deixa sem graça.
Hatori
– Não tem como não olhar! Você está gostosa demais, vem aqui. Deixa eu te tocar.
Peguei-a pela mão, fazendo subir na cama. Mika tava muito deliciosa naquela camisola, com o corpo chamando pra ser todo devorado. Beijei-a mais firme, e apertei sua bunda. Uhm! Bem grande e durinha.
Subi pelo quadril e levantei a camisola tirando-a e jogando no chão. Virei-a na cama e deitei em cima, sugando os seios, pondo minhas mãos entre suas pernas, abrindo-a até sentir seu sexo molhado!
– Ta toda safada ja! Que delicia. – Sussurrei no seu ouvido e ela gemeu – Não esperei mais nada, tirei minha roupa logo e meti dentro dela. – Ah! Mika que apertada você é.
Mika
Hatori não me deu chances de fazer qualquer coisa, foi tudo muito rápido.Mas vai ver era porque ele estava mesmo cansado, né? O casamento foi longo e exaustivo.
Ele arremeteu algumas vezes e eu estranhei quando ele disse logo que ia gozar. Eu pedi pra ele tirar, porque não era o combinado eu me arriscar assim, mas o Hatori não conseguiu tirar a tempo, me pediu desculpas por ter sido apressado.
– Não tem problema. – Eu não tinha sentido nada, mesmo que estivesse bem excitada. Fiquei uns minutos coberta pelo lençol, observando-o sair da cama. Aquilo foi estranho. Ou talvez eu estivesse esperando mais do que poderia esperar.
Hatori
Essa transa me fez lembrar que não comi nada na droga da recepção. Me levantei e fui pro banheiro, ela ficou na cama falando alguma coisa, mas o barulho do chuveiro impediu que eu ouvisse.
Mika apareceu lá, perguntando porque eu não a chamei. Preciso ensinar a criança se lavar depois também?
– Achei que estivesse cansada, ta com uma carinha. – Ela tava querendo me dizer algo, ou disse, não entendi nada. – Vem cá, eu sei o que você precisa. – A puxei para junto de mim no chuveiro, lambendo seus seios. Já tava ficando duro de novo, só me roçando nela, toda assanhada e gostosa, pedindo pra eu ir devagar. – Não gosta assim? Não é gostoso na parede?
Virei-a de costas pra parede, erguendo uma perna sua, masturbando-a com uma mão. Tava gemendo gostoso. Terminei aquilo como deveria ser. Tomei um banho e disse que ia comer algo, estava varado de fome!
Um rámen já era mais do que o suficiente. Comi e dei um tempo, imaginei que ela estaria já dormindo. Mas ainda tava acordada. Se queria mais ação ia esperar um pouco, eu estava cansado demais. Aquela cerimônia ferrou comigo.
Mika me olhou desanimada, perguntando se eu comi algo. Ah! Merda, não trouxe nada para ela. Pior, eu ainda nem a fiz assinar o contrato nupcial.
– Eu vim perguntar se você não se importa em comer frutas, é que tudo o que temos na dispensa demora pra fazer. – Beijei suas mãos, alisando seus cabelos depois. – Fique aqui minha princesa, vou trazer algo gostoso pra você comer. – A sorte é que alguém se lembrou de nós e trouxe uma bandeja com coisas boas pra comer. Levei para ela e disse que poderia comer tudo. – Há uma coisa aqui para você assinar, lembra?
Sentei-me ao seu lado, beijando seu pescoço, ela queria ler novamente os papéis, mas se fizesse isso não ia ser nada bom. Antes então tive que distraí-la, deitei-a na cama e fizemos amor, daquele jeito vagaroso, lerdo, do jeito que ela gosta, depois já estava até mais corada e feliz, assinou os papéis sonolenta.
Mika
Só podia ser impressão minha, mas parecia que ele estava me tratando com distância. Para piorar, ele ainda me deixou sozinha no banho. Eu terminei e depois me arrumei e fui pra cama. Também não tinha comido nada na cerimônia, achei que ele fosse fazer uma surpresa e me trazer alguma coisa.
Então ele veio, carinhoso como antes. Foi tudo uma má impressão, antes de dormir fizemos amor e foi realmente maravilhoso! Era o toque de antes, gostoso, atencioso. Nem me importei de não ter gozado antes, só por aquela vez já valeu.
Lembro que adormeci quase depois de assinar uns papéis que eu tinha certeza já ter assinado.
Hatori
Aquela noite era somente a primeira. Ela dormiu e eu fiquei acordado no quarto que reservei para estudo.
Um cofre atrás do armário, guardei todos os documentos e lacrei. Por toda a semana tentei ser mais carinhoso com Mika, ela era muito melosa em relação algumas coisas e eu não ia aturar fazer café da manhã todo dia pra ela. Ao contrário, a mulher que tem que alimentar o homem.
Veio um dia toda animada falando a aprovação da ANBU, seria no final de semana, eu não reclamei porque naquele mesmo dia eu iria sair em missão também. Nossa lua de mel não poderia durar muito.
Para compensar, fiquei uma semana fora, assim pude me divertir com as mulheres de verdade da outra vila.
Voltei e com a surpresa, Mika passou para a ANBU, me mostrava tão empolgada a máscara e até mesmo disse que o seu otousan ficou orgulhoso.
Saí da sala, deixando ela falar sozinha, fui tomar um banho!
Mika
Finalmente eu me sentia realizada. Tudo bem que seria para um esquadrão iniciante, mas era ANBU! Meu sonho, realizado! Agora não tinha mais nada pra me segurar, eu tinha meu destino em minhas mãos e ainda tinha o prazer de compartilhá-lo com meu marido.
Hatori estava sério e cansado, mas em nenhum momento eu pensei que estivesse fazendo pouco caso de mim. As missões dele eram um mistério, desde sempre. Só que eu não poderia me interferir nisso. São sigilosas, e mesmo que tivesse vontade de perguntar, jamais faria isso. Ou pelo menos poderia fazer de uma forma menos evasiva.
– Você vai ficar quanto tempo em casa?
Hatori
– Quanto tempo for preciso, não se sabe nunca quando terei que sair. – Ela me olhou desanimada, mas logo sorriu voltando a falar da ANBU, já estava cansado daquilo. – Chega! Cala a boca um minuto! Você não para de falar.
Saí do banho e esperava que ela não me seguisse. Ótimo, não veio, deve estar chorando. Deixei a casa naquele dia, saí por aí, quando voltei, dois dias depois, li um bilhete em cima da mesa, Mika dizia que fora selecionada pra uma missão. Voltaria depois.
Vamos ver quando ela chegar. Peguei algumas garrafas de saquê e me larguei no sofá, esperando a minha esposa desobediente retornar. Ela não poderia sair assim, sem me perguntar. Claro, se achando agora que pode fazer tudo o que quer. Mas vou lhe dar uma boa lição.
Mika
Certamente alguma coisa de muito ruim aconteceu durante a missão para deixar o Hatori assim! Ele era muito reservado, e algumas vezes me dizia que as missões lhe tiravam o sono. A única coisa que poderia fazer, era dar apoio a ele.
Mas Hatori sumiu e na certa foi porque sentiu vergonha pela maneira como me tratou. Era sempre tão bonzinho comigo, fui para missão e tive o cuidado de dizer minha partida e previsão de volta. Que levou mais tempo que o necessário. Um dos meus companheiros fora capturado, e eu não poderia deixá-lo para trás. Não é isso que aprendemos. Abandonar os amigos.
Quando cheguei em casa, estava tudo revirado e o cheiro de saquê ia desde a porta de casa. Eu tampei o nariz. A última vez que sentir o saquê assim tão presente, fora alguns meses atrás quando bebi umas doses a mais com Udon. E contei até isso para Hatori, foi quando ele mesmo me disse que não bebia, e não gostava de álcool.
– Hatori! Que bagunça é essa?!?
Hatori
– Bagunça? Que bagunça? A casa tá bagunçada né? Shi-ta-shi! Mas por culpa sua. Que mulher é essa que não arruma a casa? – Me levantei com dificuldade daquele sofá duro, ruim. Aqueles móveis horríveis. Aquela frescura de decoração. – Vamos. Vá arrumar tudo e depois quero algo pra comer.
Fui para o quarto, carregando uma garrafa comigo, mas a atrevida resolveu me desafiar. Puxou a garrafa e disse que eu iria arrumar a bagunça. Abusada! Aparecia atrás dela, rápido, violento. Segurando seus cabelos. Puxei com força para trás, fazendo com que ela me olhasse bem nos olhos. Vi um traço de medo ali? Ah! Sim, sim, eu vi.
– O que você falou? – Ela gaguejou, virei-a arremessando seu corpo na parede.
Eu a levantei do chão, não teria graça se ela estivesse ali encolhida. Queria que eu tomasse um banho, me levou para o banheiro e a água gelada jorrou no meu corpo. De primeira até resisti, mas puxei-a para junto de mim.
– Eu vou dar o que você quer.
– Não! – Ela gritava. Saí do banheiro e a joguei na cama. Rasgando suas roupas.
– Shiu! Você não diz não para mim. Eu sou seu homem, eu mando em você. Cale a boca. – Desferi um tapa naquela cara safada. Tava querendo mesmo apanhar. – Vou te comer agora, não quero ouvir uma reclamação.
Abri suas pernas, estava difícil de mantê-la quieta na cama. Mordia seus seios, apertando seu corpo, ela caladinha.
Mika
Só podia ser a bebida! Eu não sabia que o Hatori era fraco, mas eu juro que não revidei porque tive certeza que ele estava embriagado e fora de si!
É claro que ele sabia que me machucava, era bem mais forte comigo. Minha boca estava machucada com a bancada e eu tinha certeza que alguns tufos de cabelos foram arrancados.
Mas então tudo piorou. Minhas mãos foram presas, não conseguia me mover.
E aquele ato horrivel, fechei os olhos chorando, querendo que acabasse. O que eu poderia fazer?
Esperei ele sair, não conseguia nem me mexer antes de ter certeza que estava segura. O Hatori era tão ou até mais forte que eu. E estava provado que perdia o controle quando bebia.
Meu corpo estava todo melado e grudento com o sêmen dele espalhado. Quando me ergui, senti uma das costelas doerem. O espelho não mentia: tinha hematomas pelo corpo e rosto, marcas de chupões, mordidas.
Liguei o chuveiro e deixei a água levar a sujeira, junto com as minhas lágrimas.
Fiquei assim por horas, até que alguém me chamava pela porta, que provavelmente o Hatori deixou aberta quando passou consternado. Era Yume... e pela preocupação dela, não poderia ignorá-la. Enfiei-me num roupão e joguei os cabelos molhados para frente, escondendo boa parte dos machucados.
Yume
Fui falar com Mika, já deveria ter chego da missão, queria saber as novidades, era uma sonho entrar na ANBU, infelizmente eu não pude fazer parte da seleção por conta de ser a sucessora de otousama.
Achei estranho porque a porta estava aberta. A sala toda desorganizada, coisas quebradas no chão, chamei por Mika, já me preparando para defesa ou ataque, impossível alguém ter entrado ali para fazer algum mal à ela. Mas quando a vi, estava deplorável. Os cabelos molhado, mas despontados, o rosto coberto, mas eu conseguia ver os ferimentos.
– Kami-sama, o que houve? Quer que eu chame ajuda? – já ia correndo chamar a okaasan dela quando Mika me interrompeu. – Mas o que houve?
Mika
– Não, não chame ninguém! – Como eu iria dizer que tinha acabado de levar uma surra do meu próprio marido, com o qual tinha me casado há pouco tempo? Ela me perguntou o que tinha acontecido, eu conhecia aquele olhar, ela viu a casa bagunçada, as coisas no chão. – Onegai Yume, isso foi durante a missão, não posso dar entrada no hospital, porque vão anotar na minha ficha e olha o vexame! Na primeira missão já me machuco assim? Eles podem revogar minha licença!
Yume
– Mas você não precisa sentir vergonha de sua mãe. Ela pode te curar rapidinho. – Mas eu fui interrompida por ela, estava irredutível na decisão. Eu não poderia fazer nada, senão a prejudicaria mais ainda. Comecei a juntar as coisas que estavam no chão, muitas garrafas de saquê. Nem perguntei quem havia bebido. Apenas se Hatori estava em casa, ela gelou e disse que ele saiu em missão. Eu achei estranho, porque se o marido dela está em missão, então quem estaria ali bebendo? – Mika tem algo que você quer me contar? Somos amigas desde pequenas, companheiras, eu conto tudo pra você, confia em mim. Onegai.
Mika
– Yume-chan, onegai, não pergunte, porque eu não posso falar. – Assim ela pensaria que eram assuntos de trabalho, porque tudo na ANBU é confidencial. Ela me ajudou a tratar dos curativos e enfaixar minhas costas. Estava até me sentindo melhor com a sopa quente que fez pra mim.
Demos uma arrumada na casa, ao menos não estava mais com o cheiro de saquê forte. Resolvi mudar de assunto, não queria mais aquele clima.
– E você e o Udon, como estão? Faltam poucos dias para você ir passar férias em Suna, ele está bem com isso?
Yume
– Conhece o Udon, ele não quer atrapalhar ninguém, fica com aquele discurso de que deseja me ver feliz e também que é uma coisa boa pra mim. Não diz que realmente ficara morrendo de saudades como eu falo abertamente. Eu sei que é o jeitinho dele, mas no fundo fico insegura. Ainda porque ele sempre me evita quando estamos sozinhos. Sabe, muito carinhoso comigo, respeitador, até demais, a gente nunca avançou o sinal, no máximo chegamos perto, e ele para pedindo desculpas. Eu não sei como falar para ele que eu quero, mas sem parecer vulgar. Mas me conta! Como esta a lua de mel? Porque mal casou e já começaram a trabalhar. O Hatori é daquele jeito romântico e carinhoso que você contou pra mim outro dia? Vocês devem aproveitar muito quando estão juntos né?
Mika
– Casar, é diferente Yume! Mas, não vamos falar disso. – Eu não queria começar a chorar na frente dela. – Você quer que eu fale com o Udon? Eu posso tentar fazer aquele cabeça dura dizer que quer ir junto com você, porque eu aposto que essa é a vontade dele.
Era o dia da saia-justa! Só podia ser. Tentei disfarçar, a Yume realmente podia ler a minha mente se eu desse mole:
– Deixa de besteira Yume, o Udon te ama! E tem mais, eu acho que você pode sim conversar com ele, com calma. Mas aproveitem essa fase do namoro, se bem, que já se conhecem desde sempre. Mas pode ser que haja muitas outras coisas a aprender um do outro. Sabe, Yume... Você será uma líder, eu sinto orgulho de ser sua amiga. Quem sabe você não me arruma um trabalho de conselheira? – Rimos juntas.
Yume
– Hai! Tem razão. Acho que vou hoje mesmo falar com ele, fazer uma surpresa, bem, quem sabe a gente não escapa. – Ela sorriu comigo, mas eu sentia que por dentro não era a Mika que eu conhecia. Queria convidá-la pra sair, mas com aqueles machucados, imagino que ela irá manter-se em casa por um tempo. Se bem que normalmente ela saía por aí sem se importar com os machucados das missões, achava divertido todos olharem como ela dava duro. Ou algo assim. – Ou, eu posso ficar aqui com você. Na verdade, seria legal eu vim ficar aqui até o Hatori voltar, você sabe quando ele vem? Daí não fica sozinha, e eu posso ajudar você com as bandagens.
Não ia aceitar um não! Passei a noite ali, no outro dia, ela estava já um pouco melhor, só que com um olhar ainda muito triste. A tarde Udon veio nos visitar, mas Mika preferiu ficar no quarto, pedi para ele ir embora que ela não se sentia bem, coisa de mulher. Tadinho, ele foi sem reclamar.
O Hatori chegou uns dois dias depois. Com flores e sacolas, eram presentes para Mika, ela nada falava, estava talvez com vergonha de mim, achei melhor ir embora e deixar o casal sozinho. Mika segurou forte minha mão, agradecendo.
Notas finais
Mas, mesmo eu tendo demorado, ainda vim postar.
Não sei se viram meu perfil, eu estou um pouco afastada das fics. Mas as que estão finalizadas eu irei postar. O problema mesmo é o tempo que não tenho para revisar os capitulos, aí demora mais.
Enfim, espero que não achem muito chato os capitulos de agora em diante. Mika sofrerá.
Bjs
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