Getsu
30 O problema de Udon - Terceira Fase
Getsu – O problema de Udon
Avanço Temporal. Leia com atenção:
A criança treinou para ser o melhor shinobi da Vila. Ele passou por dificuldades para se estabelecer como um ninja. Embora sua deficiência não seja o grande problema. Soube superar seus limites e mostrou para todos que poderia sim ser um bom shinobi. Graças a ajuda de seus pais, do sensei e de sua vontade e esforço próprio. Udon cresceu. Os anos se passaram e agora seus problemas são tão normais quanto o de qualquer outro homem de sua idade. E para isso, seu pai vai estar sempre ao seu lado para ajudar, ou talvez confundir mais um pouco.
Udon
Uma das missões mais complicadas e justamente a Yume não pode vir conosco. Estávamos já chegando em Konoha e eu falai para Mika que iria visitá-la perguntei se ela ia comigo mas não disse nada. Quem sabe eu não leve algo para ela? Flores? Chocolate? Talvez dangos.
Continuamos a seguir, entre as árvores, pisando nos troncos e correndo pela floresta. Eu sentia quando o vento mudava, o barulho dos galhos e dos animais dali, estava quase lá.
Deixamos o país dos Rios noite passada, tudo se saiu bem e não houve ferimentos, Mika parecia um pouco cansada, ouvia sua respiração mais forte, mesmo que perguntasse se estava tudo bem, ela nada iria dizer, era bem orgulhosa. Desde pequena quando começamos a treinar juntos. Uma menina forte, mesmo eu nunca tendo treinado com nenhuma outra pessoa. Mas Mika não era diferente, poderia lutar com homens fortes por aí, e ainda assim ela poderia ser um desafio ainda mais difícil de ganhar. Ela não gostava de perder em nada. Nunca gostou.
Demorei mais do que as outras crianças para ser avaliado completamente na academia, isso não me deixou triste ou desanimado, otousan me contava que era reprovado sempre, mas nunca desistiu e comigo, seria diferente porque eu tinha mais jeito. Como eu posso descordar do Hokage? Se ele viu potencial em mim desde sempre, eu me apeguei a esse sonho, que hoje faz parte da minha vida.
Pisei em falso num galho seco, e virei o corpo, Mika estava atrás de mim e também iria pisar, não dava tempo de avisar.
– Cuidado Mika! – Segurei-a no colo, no mesmo instante girando o corpo no ar ate chegar ao chão com ela nos braços.
Mika
Era isso que dava ser uma completa desligada, achando que por estar perto de casa, dava para abaixar a guarda!
Eu daria com a cara no chão, se o Udon não tivesse me segurado. E ele levou todo o impacto por nós, ele tinha essa coisa de romântico e cavalheiro e tudo mais. Nem precisava ser um dos poucos rapazes da Vila, ele era um gatinho, todo romântico e quem não o conhecesse, diria que ele enxergava sim, de tão natural que era.
Olha, confesso que há uns anos atrás, eu tinha uma paixonite por ele. Mas só de ver a maneira como ele ficava perto da Yume... ah, eu não entrava em nada pra perder e aquilo ali já era batalha perdida desde sempre, para qualquer uma.
– Arigatou Udon-kun... demo, não precisava, eu ia desviar. Machucou?
Udon
– Estou bem. Você se machucou? Tem algum ferimento? – Eu era muito cuidadoso com qualquer pessoa, mas quando se tratava do meu time, o cuidado redobrava. Não por elas serem mulheres, e frágeis, isso é o que menos são, mas sim por sermos uma família, uma célula tripla como minha mãe me ensinou, todos tem que estar bem para tudo dar certo. Por isso estava tão preocupado com Yume. – Vamos, ainda quero comprar umas flores pra levar para a Yume. – Mika até riu, dizendo que a mãe dela tinha uma floricultura cheia disso. – Levo dango então!
Chegamos à Konoha, primeira coisa era relatar a missão bem sucedida ao Hokage. Bati na porta e nada, bati de novo e entrei sem a autorização. Pela respiração e o barulho do ronco, o otousan estava dormindo. Mika riu alto e ele acordou falando alguma coisa sobre a assistente dele.
– Não otousan, e ainda bem que não foi a okaasan que ouviu isso. – Relatei a missão, e pedi que me dispensasse mais cedo para visitar Yume. – Volto para casa mais tarde, não precisa me esperar. Vem comigo Mika?
Antes de sairmos ele deu uma risada que eu já conhecia muito bem o que significava. Mas não era nada daquilo que tava pensando.
A Mika foi comigo até a loja para comprar os dangos mas ela não parecia muito animada.
– Algum problema? Não gostou da missão?
Mika
Ah, mas o Udon não entendia nada de nada. E eu também não aguentava mais a piadinha que o Hokage fazia toda vez que nos via. Puxei o Udon pra ninguém ouvir, sabe que se o otousan escuta, mata o Udon.
– Diz uma coisa, você tá saindo com alguém? – Ele apertou a sobrancelhas, era mesmo uma graça quando estava com vergonha. O rosto dele ardeu em brasas, todo vermelho.
Udon
– Quem? Eu? Sa-saindo com alguém? Mi-mika de onde você tirou isso? N-não to saindo com ninguém não. Mal tenho tempo para ficar em casa, e tenho tantas missões, e treino nos dias que não saio da Vila. Ora! Você conhece minha rotina. Eu não saio com ni-ninguém não!
Merda, eu sempre tenho que gaguejar quando fico nervoso. Mas porque ela tava perguntando aquilo, e ainda mais ter me puxando pra um canto da loja que não tinha ninguém. Porque eu não ouvia mais a voz do atendente tão grave como antes, e a criança que chorava parecia mais distante. Tentei me afastar mas a Mika se aproximava mais de mim. Colocando as mãos no meu peito.
– É que eu... bem, nós somos amigos há muito tempo, né? Você nunca saiu com uma garota. Poderíamos... sei lá Udon quero sair com você e pronto.
Quase engasguei com as palavras dela. E a primeira... digo, a segunda coisa que veio na minha mente foi o Neji-sensei estourando minhas veias de chakra.
– Mika!! Do que você está falando? Como você disse, so-somos amigos e amigos não fa-fazem isso. Não é? Eu te respeito, como uma uma irmã mais nova. Porque... – Respirei fundo senão a pergunta não saía. – Porque eu?
Mika
– Exatamente porque você me respeita, é um rapaz legal. – E era verdade, eu tinha pensando bem, há muito tempo já. – E outra coisa: quem sabe assim, você não para de ter tanto medo de mulher e toma coragem pra falar com a Yume? Vai esperar ela ir pra Suna de vez?
Ele ficava incomodado com aquilo. Mais três anos e então a nossa companheira de time iria de vez para Suna. Tudo bem que para mim seria uma ótima isso, embora a Yume fosse minha única amiga. Que bela amiga eu sou. Mas eles, eles não tem jeito. Se for esperar pra um dos dois tomar uma atitude vão morrer virgens.
Udon
Ela sabia que eu não gostava de tocar naquele assunto, eu era um pouco tímido mesmo, ainda mais com a Yume, ela sendo filha de quem era, eu não queria que pensassem mal dos meus sentimentos. E cada vez que eu imaginava ela indo embora para Suna, para seguir o seu destino, meu coração apertava de uma forma tão descontrolada que eu perdia a razão as vezes, rara as vezes. Era como ouvir uma voz lá no fundo me dizendo o que fazer. Me tentando a ouvir melhor o que Mika queria.
– O que você quer afinal? Que que a gente sa-saia uma vez? Pra eu tomar coragem? Mika! Eu... eu... – Como eu ia contar isso para ela. – Eu não sei...
Não dava para contar isso para ela.
Mika
– Não sabe o que? – Ele não falava, como eu ia escutar? – Fala Udon, o que foi, o gato comeu sua língua?
Nossa, ele estava todo envergonhado, mas quem manda ser tão tímido?
Udon
– Não é nada Mika, melhor ir embora. Po-podemos conversar outra hora, aqui não é lugar para falar sobre esse tipo de assunto não é? Você precisa ir pra casa, prometi ao sensei que a levaria assim que chegássemos em Konoha. – Ela bateu o pé e saiu nervosa.
Paguei a caixa de dangos e a levei para casa. Antes dela entrar, eu queria resolver aquela situação.
– Eu sou muito tímido, é isso que eu queria dizer. Não queria ser grosseiro com você, só acho que... que é cedo! – Vinte e um anos completados há pouco tempo, seria cedo para namorar? Ou para ter uma garota? Só que aquela na minha frente não era uma garota como as outras, e não somente por ser filha do sensei, mas por ser do meu time. – Me desculpa, nos falamos amanha então?
Mika
– Tá Udon, deixa pra lá. Tô vendo que nem você consegue me ver como sou. Todo mundo pensa que eu sou austera como o otousan. Mas escuta só, eu sou como a okaasan, tá? E azar o seu por não querer sair comigo.
Eu estava morrendo de vergonha, mas não diria aquilo pra ele. Entrei e me tranquei no quarto, ignorando os pedidos da nee-chan para que eu abrisse a porta.
Udon
Não precisava enxergar para saber que ela estava muito triste e chateada comigo. Mas como me pede algo assim sem antes... Ora! Eu não iria desrespeitá-la. O que ela queria pedindo isso para mim? Se me conhece desde pequeno então saberia como ia ser minha reação.
No caminho para a casa de Yume eu não conseguia parar de pensar na Mika, aquela voz macia dela. Ah!! Aquilo ia ficar na minha mente até... Ver Yume.
Fui recebido pela tia Ino, a abracei com cuidado pela barriga dela grande.
– Mais uma menina pra eu cuidar? – Ela sorriu e eu toquei seu rosto e a barriga. Pediu para eu ir até o quarto de Yume, já conhecia o caminho. Perguntei por Sasuke-sama, ele estava em missão. Não gostava de invadir a casa sem ele por perto. Mas Yume estava doente, queria vê-la. – Como você está?
Entrei no quarto, era um lugar espaçoso, sabia perfeitamente que a cama da direita era a de Yume e a esquerda era de Kaoro. Entre as camas havia uma mesinha, coloquei a caixa de dangos ali, nem sabia se ela podia comer aquilo.
Yume
Uma gripe fulminante me fez ficar em casa e eu não reclamei muito. Faltavam duas semanas para o Gaara-otousama chegar e eu queria estar preparada nas lições que ele me mandava por mensageiros.
Mas senti falta do Udon, da Mika. Até do sensei, mesmo sabendo que ele não iria nessa missão. E ah, ficar em casa com as minhas irmãs era a pior parte.
Daí chegou o Udon, e desentendido também. Era tão óbvio o quanto eu gostava dele, que, não importa que fosse cego, ele enxergava isso de outra maneira. Mas a coragem para tocar no assunto era nula. Eu esperava e ele esperava. E eu sabia que não haveria muito tempo para ficarmos juntos, talvez Mika tivesse razão em dizer que nosso romance só daria certo nos livros.
– Obrigada, mas eu não tô sentindo muito o gosto da comida. Vou guardar pra quando melhorar, tá? Como foi a missão?
Udon
A voz dela parecia mais manhosa que da última vez que vim vê-la. Tateei a cama me sentando na ponta, sem querer incomodá-la. O perfume de Yume sempre era o mesmo, aquele cheiro doce de jasmim, eu respirava mais feliz ao lado dela.
– A missão foi boa, sentimos sua falta! Não houve nada demais, foi um pouco cansativa. Mas e você? Quando vai ficar boa para podermos sair?
– Sair?
– É, di-digo, sair em missão, sa-sabe? Sair o time juntos, eu … eu quis dizer isso Yume-chan! – Perfeito, já estraguei mais uma conversa. Yume disse que ficaria mais um dia ou dois assim, provavelmente melhoraria com os remédios que a minha mãe lhe passou e mandou o meu irmão entregar. – Meu irmão veio ver a Kaoro-chan né? – Claro porque ele não fazia um favor a ninguém senão fosse de seu próprio agrado.
Agora ela me parecia decepcionada, pela voz. Realmente minha timidez nada tem haver com a genética, meu irmão, pelo que a okaasan diz, é tão cara de pau quanto o otousan era mais jovem, ou é agora. Sou um desastre para isso, por esse motivo que foco tanto no trabalho. Mas as vezes, somente as vezes eu queria ser como ele, não digo por poder enxergar, e sim ser mais transparente com meus sentimentos. Já era bem complicado para mim ter que ser tudo o que as pessoas esperam que eu seja, sendo filho de quem era.
– Se quiser eu … nós podemos. – Cocei a cabeça, tentando não gaguejar dessa vez. – Posso levar você. – Pensa em algo legal Udon! – Para treinar, sabe? Ficou esse tempo todo aqui no quarto, talvez queira sair pra tomar um ar, e fazer algum exercício leve pra voltar as missões. – Definitivamente sou horrível com as mulheres, quem sabe se eu falar com meu pai? Sempre fujo dele quando começa a tocar no assunto.
Yume
– Treinar?!!? – Calma Yume, assim você mata o homem do coração, não grita! – Tudo bem Udon-kun, como você achar melhor.
Ele despediu-se, tremendamente sem jeito e foi embora. Assim eu nunca serei beijada.
Naruto
Precisava adiantar logo o serviço para não chegar tarde em casa. Queria a ajuda da obaa-chan mas ela nem se deu o trabalho de vir me ver, só disse que eu queria ser Hokage então eu seria o Hokage. Uma ajudazinha não faz mal a ninguém. Pelo menos eu não bebo em serviço.
Ao menos eu tinha uma assistente tão boa quanto foi Shizune-chan, se ela tivesse viva com certeza não ia ser tão malvada como a obaa-chan é comigo.
Sakura pira quando eu demoro, e ainda me acusa de eu contratar só mulher pra trabalhar comigo. Que culpa eu tenho se o número de mulher dobrou na vila? Passei pelo Ichiraku e vi Tenkaro com a filha do Teme! Mas tem um único problema. Udon!
Mas meu filho já me surpreende desde pequeno, eu não gostava de pegar no pé dele. Já tinha idade pra fazer o que quisesse da vida.
O jantar foi tranquilo, Udon chegou mais tarde e sem fome. Pediu todo sem jeito pra falar comigo e eu o levei pra um lugar mais calmo, na cozinha mesmo, porque de noite eu que tinha que lavar a louva. Falar não pra Sakura era impossível.
– Eu lavo e você seca! – Ele assentiu, procurando o pano, deixei ele se virar, as vezes Udon sabia mais do que eu onde ficavam as coisas em casa. – O que anda acontecendo de bom? Chegou tarde, tava com a Mika?
Udon
Levei umas horas pra criar coragem e voltar pra casa, tinha que falar com meu pai. E essa parte era difícil. Bem, era assim que eu me via: sempre o que não alcançava as expectativas.
– Não, eu estava com a Yume, fui vê-la porque está doente, lembra? – Ele disse que sim e então veio o silêncio, que eu só sabia que começava quando ele queria que eu dissesse alguma coisa. – Eu tenho que te perguntar uma coisa, se eu não consigo falar com as mulheres, assim, falar que nem o Tenkaro faz, é algum problema comigo? – Mais silêncio. Isso com o otousan não era nada bom!
Naruto
Deus deve estar de sacanagem comigo, só pode ser isso. É castigo por eu ter sido um sem vergonha quando mais novo, e agora ta descontando no meu filho mais velho. Qual é? Eu estava quase preparado pra ouvir o pior, quase não quer dizer conformado, mas eu não ia ser grosso. Respirei fundo pra ver se eu tinha entendido bem. Calma Naruto! O garoto é só tímido, até demais, mas é somente isso.
– Udon! Você é o filho mais velho, passou por dificuldades para virar um shinobi, tem muita responsabilidades para conciliar vida pessoal com a profissional, é natural que haja falha em alguma coisa. Sabe? Você sempre foi tímido, introvertido, isso não é uma doença grave, só precisa ser trabalhada. Acho que por ser um dos poucos Ninjas homens da sua geração, e cercado por mulheres da sua idade, pode te deixar retraído. Não é isso?!
Udon
Dava pra sentir o esforço que ele fazia pra ser paciente comigo. Deveria ser muito humilhante pra ele ter que se dar conta de que o filho não era assim como ele queria.
– Um pouco, mas retraído demais ao ponto de recusar o convite de uma garota? – Ah, já que eu estava começando, falaria tudo, mesmo que não desse o nome da Mika, nem sob tortura! – É que uma menina veio falar comigo hoje, me pediu para a gente... sabe... sa-sa-sabe, sair.
Naruto
A paciência tem um limite chamado, “meu filho é gay!!!”. Ok! Tudo bem, respira, respira. Não há nada de mal nisso, não tenho nada contra. Embora! Quem eu quero enganar? Não é possível que ele gaguejasse tanto quando falava de mulher. Eu tentei me segura naquela pia mas não dava. Fechei a torneira e parei tudo. Udon sempre fugia de mim quando o assunto era sexo, mas se hoje ele mesmo tocou, quase, no assunto, então deve ser grave.
– E o que você respondeu? – Ele gaguejou tanto que eu já sabia a resposta. – Você disse não?!?! Por acaso ela é casada? Tem filho? É muito mais velha? Ofereceu dinheiro ou é doente, sei lá, alguma coisa assim impossível? Porque não tem outro motivo para se dizer não há uma mulher assim.
Ele se calou, sentando-se na cadeira, me senti um pouco severo demais. Mas o que eu ia dizer?
– O que te impede de ficar com a garota? Pode falar, eu sou seu pai e aguento tudo. – Ta agora ou eu morria do coração ou ficava em coma.
Udon
Olha só como eu era imbecil! Meu próprio pai achava que eu era gay! Certo, não tenho problemas com quem seja, mas eu gosto da Yume. Pelo menos é o que eu acho. Foi a única garota que gostei até hoje.
– Otousan, eu amo a Yume! – Antes que ele falasse alguma coisa, tinha que deixar bem claro a situação. – Mas eu não consigo nem falar com ela, fico mais nervoso que qualquer outra coisa! A garota que quer sair comigo, também gosto dela, mas não é da mesma forma. Eu não sei o que faço porque nunca sai com uma garota até hoje. Nunca!
Naruto
A palavra chave era alívio. Eu sentia isso. Udon era tímido, retraído e tinha muita responsabilidade na vida. Nunca teve um tempo para se dedicar a vida pessoal.
Tudo bem, ele ama a jovem mais problemática de toda a vila, dois pais cuidando da joia preciosa da vida deles. Sasuke até libera a mais nova, só que parecia ter uma coisa com a Yume, era cão de guarda mesmo. E Gaara, bem, ele é o Kazekage, sabe todos os passos da filha.
– Você ama Yume, mas outra quer ficar com você. É muita informação pro seu velho aqui. Essa garota, ela é maior de idade não é? Sabe, um dia, mais cedo ou mais tarde você vai ficar com uma mulher. Porque não agora? Se você for esperar pela Yume, acho que só casando e se mudando pra Suna, sabe que seu padrinho é bicho bravo. – Eu brinquei, e ao mesmo tempo falava sério com ele. – Saia com a garota, divirta-se um pouco. Você merece isso.
Udon
– Eu tenho medo de estragar a amizade. Eu não quero dar falsas esperanças. Coisa que nem sei como deve ser feita. Mas ainda assim não posso magoá-la. Não sei se é justo isso. Claro que a gente pode passear, tomar um sorvete né? – Não, acho que não era isso que a Mika estava falando. – Mas o problema é que eu não quero que ela pense que eu vou fazer algo errado. Se bem que... – A voz dela era das mais maliciosas possíveis. Eu devia ser mais ingênuo do que pareço.
Naruto
Ele se entregou! Se não era a Yume então seria a Mika, tudo bem ela é outra quase proibida de Konoha. Neji o mataria se soubesse disso, mas de mim ele nunca iria saber. Mas foi mesmo um alívio, ao menos meu filho tinha um bom gosto pra mulher, bonitas e complicas.
– Será que se ela lhe fez essa proposta não quer dizer que da parte dela nada irá mudar? Você não vai poder se esconder para sempre filho. Pode ser um conselho muito canalha da minha parte, mas que tal você tentar? Se ela é alguém que você fica a vontade, se sente bem, porque não? Acho que o mais importante é você ser bem claro quanto os seus sentimentos. E se depois mudar... vai por mim, vai mudar pra muito melhor.
Udon
Era um conselho bem sacana mesmo. Só que eu conhecia a Mika o suficiente pra saber que ela não desistiria e da próxima vez seria bem mais direta.
– Então eu estou ferrado. Nunca nem beijei uma garota, ela vai me achar um imbecil, vai contar pra Yume. – Isso porque eu disse que não diria quem era. Coloquei as mãos na cabeça, desesperado. Que problema! – O que eu vou fazer?
Naruto
Espero que ele saiba guardar segredo melhor que parece ser. Próximo passo: ensinar Udon a falar o que as mulheres precisam sabe e querem ouvir. Ele prestou atenção e não gostou, não estava ensinando ele a mentir, apenas omitir fatos que não vão ser tão importantes assim.
– Você acha que eu falo tudo para sua mãe? Eu sou fiel a ela, mas deixo meus pensamentos na cabeça, é isso que você tem que fazer também. E como a Mika é amiga da Yume, não vai querer magoá-la. Ao menos é isso que se espera de uma amiga. Não se sinta culpado por nada! Enquanto você não tiver um compromisso traçado e seguro com a Yume, não se sinta traindo. Eu passei muitos anos da minha vida apaixonado pela sua mãe e ela nem aí pra mim. Durante esses anos conheci várias mulheres, até cair nos braços da Hyuuga Hinata. Foi ela que acabou me fazendo ter mais coragem de lutar pela sua mãe. Olha!!! Se Mika sabe dos seus sentimentos pela Yume, então... ela não esta querendo nada sério... agora beijar, por Kami-sama filho, vai lá e dá um beijão nela e me orgulha.
Notas finais
Espero que gostem.
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