Getsu
50 O pedido
Notas iniciais
Estou sem beta, e a Lila não esta mais disponível na internet.
Takeo
Dessa vez foi diferente, mais doce. Completo! Beijei–a e aos pouco fui me colocando por cima de seu corpo. Ganhando espaço e mais confiança. Tirando a yukata com cuidado, sem pressa. Beijei e a cobri de carinhos, queria que sentisse amada pelos meus toque.
Ao menos tempo tirou minhas roupas. Nossos corpos se conheciam novamente, do jeito certo, devagar. Mas o que era calmo demais aumentou a intensidade. O desejo de possuir novamente aquele corpo me encheu de tesão. Ao mesmo tempo que Mika se revelava mais para mim, apertando minhas costas, gemendo quando eu a tocava.
Mergulhei nos seus seios grandes, deliciosos, sem controlar meu corpo em cima de Mika.
Mika
Nós não tínhamos pressa, nem urgência. O que nos fazia afoitos era a necessidade de nos sentirmos completos, por alguns momentos. Foi isso que falamos durante essas horas que ficamos juntos e nos conhecemos: a falta de se sentir completo por outro.
Nossas roupas já estavam largadas pelo quarto e ele tomava meus seios satisfeito, pesando o corpo sobre o meu, me fazendo sentir todo seu cheiro e excitação. Chamei pela boca dele novamente, enquanto minhas mãos desciam caprichosas pelo dorso perfeito.
– Nunca quero esquecer essa noite, vou me entregar para você Takeo, por completo, para me sentir completa.
Takeo
As palavras dela eram firmes e aos mesmo tempo cheias de carinho. Entregou–se a mim novamente, sem medo. Confiando que eu a acalentasse e amasse.
Espalhei os beijos pelo seu corpo, conhecendo–a novamente. Dessa vez diferente, com mais calma. Teríamos a noite toda para isso.
Ouvi sua voz me chamar, um sorriso em seus lábios, que me fez estremecer. A mulher deitada ali estava me enfeitiçando de tal forma que eu não saberia o que fazer no outro dia quando fosse embora.
– Mika, eu te quero tanto.
Mika
Achei que a experiência dele e paciência era tudo que eu precisava. Qualquer sinal do meu corpo era plenamente respondido pelo Takeo, parecia que ele esquecia de si para me fazer bem, mesmo sabendo que ele estava sim aproveitando. O olhar dele era calmo quando conseguíamos nos conectar assim, eu não tinha medo dele. Kami–sama... eu não tinha mesmo medo dele, todas as minhas defesas estavam desfeitas.
– E eu não quero que você vá... não me abandone... – Eu achei que tinha apenas pensado isso, porque era só no que pensava quando prendia o corpo dele com minhas pernas de maneira firme, não queria que ele se soltasse de mim.
– Venha comigo para Suna.. seja a minha mulher. – Pediu, beijando minha pele suada.
– Takeo... ! – Eu mal sabia o que dizer, ele tinha acabado de dizer que voltaria e procuraria uma mulher que o completasse... e eu tinha Akemi... ele não podia estar falando sério. Virei–me na cama, apoiando o cotovelo no colchão. – Não brinque... Eu vou entender quando partir.
Takeo
Confesso que me decepcionei com aquela resposta. Mas ela não deveria ter entendido o que eu queria, ou era isso que eu desejava.
– Você vai entender? Vai superar e continuar sozinha com sua filha, morando no mesmo lugar de sempre. Ou prefere vir comigo, e fazer a nossa família. – Puxei–a pela cintura, fazendo ela voltar pra perto de mim. – Não vai considerar nem um pouco o meu pedido de casamento?
Mika
– Você está mesmo me pedindo em casamento? – Ele sabia agora da minha história, meu passado. De tudo. Era a pessoa que mais me conhecia, o que mostrava o quanto a minha vida era mesmo vazia, já que pude contá–la em detalhes em algumas horas. – Eu tenho medo Takeo... eu confio tanto em você que me assusto... – Suspirei, constatando o óbvio. – Além do mais... eu ainda sou uma mulher casada.
Takeo
– Isso nos podemos dar um jeito. Em Suna, podemos fazer nosso casamento. Se você confia tanto em mim, me de um motivo forte para não aceitar o meu pedido. Se me convencer eu volto pra minha terra, e nunca mais nos veremos novamente. Isso eu posso prometer e cumprir.
Mika
– Não pense que estou desfazendo de você, não é verdade... mas e Akemi? Ela é uma souke... não vão deixá–la ir embora comigo! – Eu tremia de medo apenas por ter que escolher entre minha filha e ele, porque não haveria competição.
Só o medo de perdê–lo por não ser livre me fez agarrar ainda mais ao peito dele.
Takeo
– Que importa isso. Livre–se dessa obrigação familiar. Você é a mãe, o pai é um desgraçado, ninguém vai fazer nada contra você quando já estiver em Suna.
Eu sabia que estava indo muito rápido com tudo aquilo. Mas eu sabia que se ela fosse pra casa pensar, e me dar uma resposta depois, tinha medo de ouvir um não.
– Tudo bem, então eu te dou um tempo para pensar. Vou embora em dois dias. Se não estiver lá, não nos veremos mais. Eu não posso ficar em Konoha, meu tio Gaara precisa de mim. Espero que entenda o meu lado também.
Mika
Ele disse que não me abandonaria, mas não poderia cumprir se eu me esquivava.
– Eu vou! – Disse por fim, para que ele não desistisse de mim – De coração, eu quero ir. Só não sei como contar isso para meus pais. Eles me ajudaram muito e se importaram comigo. Minha mãe se colocou numa situação muito difícil para garantir que meu pai não agisse precipitadamente e ele se esforçou para que Akemi não recebesse o selo. eu... eu preciso falar com eles. Quero que entendam... são importantes para mim, assim como você é.
Eu não me importava de largar tudo e ficar com ele.
Takeo
– Se for preciso, eu mesmo vou buscar você na sua casa, falo com todo mundo daquele clã. Tudo para ter você. – Puxei–a então para meu colo, procurando seus lábios. – Vou te fazer feliz. É o que mais quero nesse momento, ter uma esposa, filhos e faze–los felizes.
Abracei–a forte. Dessa vez não iria fazer nada de errado. Ao menos dessa vez gostaria que Kami–sama me desse a chance de ter a família que me tirou um dia.
Mika
Voltamos no outro dia já tarde. Ainda assim não quis que nos vissem juntos. Dessa vez eu fiz o certo e procurei minha mãe. Disse tudo que aconteceu com Takeo e eu, ela parecia tão feliz que me espantei.
– Minha filha! Que ninguém ouse segurar você aqui! Eu viro bicho para proteger vocês. Agora tem que saber como vai contar isso pro seu pai. O certo é você ir lá e falar com ele e depois o Takeo conversar com ele. Seu pai... ele quer o melhor para você, mas dessa vez vai ficar mais desconfiado e não duvido nada levantar a ficha toda do rapaz.
Eu expliquei mais uma vez que Takeo não era um menino e que era um homem bom, mas que eu sentia a necessidade de deixá–los aliviados.
Procurei meu pai e tivemos uma conversa aberta, disse que tinha medo de que meu coração não se abrisse novamente e que não poderia me dar ao luxo de deixar isso escapar. Falei do meu trabalho, de Akemi e que sabia que podia parecer rápido demais, mas dessa vez eu queria a bênção dele, sincera. Não por obrigação. Se precisasse levar tempo para conhecer e confiar no Takeo, eu daria um jeito e o convenceria. Porém, surpreendentemente, meu pai não me recriminou, mas disse que queria sim uma conversa séria com Takeo. E para isso ele deveria procurá–lo no dia seguinte pela tarde, pois de manhã ele levaria meu caso diretamente para Hinata–sama.
Hyuuga Neji
Mika veio falar comigo e passamos algumas horas conversando. Eu queria não me exaltar, mas como ficar impassível? Akemi era pequena ainda, se tudo desse errado temia que ela não estivesse sendo prudente.
Porém eu vi nos olhos dela um brilho que remetia à inocência que ela tinha quando eu a deixei nas mãos daquele monstro.
Sim, ainda me culpava por não ter percebido os sinais tão evidentes de que aquele homem viria a ser o pior pesadelo de minha filha.
Ainda assim, concordei em receber o Sabaku. Daria a ele alguns minutos para me convencer, porque Mika poderia fazer o quisesse de sua vida, mas Akemi era minha responsabilidade, ela me outorgou esse direito quando me pediu para criá–la.
E ainda tinha nosso clã. Minha neta era uma Souke, não existia precedente para uma saída assim.
Takeo
Encontrei–me com Mika no lugar onde ela havia marcado. Pedi para ela marcar então um encontro entre o pai dela e eu. Antes mesmo disso, queria ter ido la pessoalmente. Não era certo querer levá–la sem falar com sua família, que para mim era sim algo muito importante.
Essa visita no distrito Hyuuga foi tão constrangedor como as outras visitas. As pessoas ainda me olhavam e comentavam, era óbvio.
Encontrei Akemi no jardim, ela me abraçou feliz. Logo veio a mãe de Mika e depois Hyuuga Neji. Me convidou para tomar chá, deixando as mulheres ali.
Ele estava sério, pouco falava, me serviu o chá dizendo o quanto a filha e a neta era importante para ele. E que faria de tudo para mantê–las protegida.
– Eu sei que sim, senhor. Mas eu jamais faria algum mal. – Com certeza a experiência da família diz o contrário. – Eu não quero perder Mika, porque desde a morte da minha esposa, eu jamais imaginei que teria coragem de me envolver com outra pessoa. Mas ela é especial... assim como Akemi.
Hyuuga Neji
Mas é óbvio que eu já tinha montado a ficha completa do sujeito. E ele tinha mesmo se fechado para o mundo após o falecimento da esposa. Afinal não me parecia ruim, mas não seria apressado com isso.
– Em respeito ao seu pai e tios, que sempre foram pessoas muito retas com nossa Vila, eu não vou me opor. Mas sim com a pressa. Eu não quero mudanças bruscas na vida de Akemi. Essa menina vive feliz aqui e vai ficar em outro país sozinha, longe da tia e dos avós. Então eu proponho que esperem seis meses. É o necessário para arrumar as coisas no clã e também para vocês amadurecerem essas ideias. E explicar para Akemi, lógico.
Takeo
Era um pedido e tanto. Meus planos não eram bem esses, desejava retornar o quanto antes para Suna. Aliás, estava tudo preparado. Claro que chegaria lá de surpresa com uma esposa e uma filha. Então era mesmo mais apropriado esperar os seis meses.
– É justo. Esses meses podem ser úteis para terem mais confiança em mim. Senhor Hyuuga, sei que Mika já sofreu muito. E eu garanto que comigo ela jamais passara por algum mal. Mas eu também não quero mantê–la presa. Ela é uma mulher muito geniosa, vai querer opinar também. E eu gosto disso. Quero que ela decida o que é melhor para a filha e pra ela.
Hyuuga Neji
Ao menos ele parecia ponderado, o que era bom, porque Mika era realmente uma mulher geniosa, tal como a mãe. Que Megumi não escute isso, mas Às vezes sinto vontade de deixá–la falando sozinha.
– Certo. Pode vir visitá–las e hospedar–se em nosso clã. Em minha casa. Durante esses meses enviarei comunicados e algumas coisas que precisa saber sobre nós. Já é tempo dos Hyuuga deixarem algumas pessoas saírem de Konoha. Só quero fazer isso sem que Akemi precise ser selada.
Acertamos o combinado e isso me pareceu correto. Eu ainda não confiava nele, mas achei que poderia vir a acreditar em suas boas intenções, se fosse o caso. Mika dificilmente arrumaria outro pretendente no clã e eu já vinha me preparando para isso, pois queria e desejava que ela encontrasse alguém decente para constituir sua família.
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