Getsu

25 Motivos para ficar


Notas iniciais
A sorte de Ino está melhorando, ou não, depende de como vê a situação dela daqui pra frente.

Ino

Por mais que tudo estivesse de uma forma estranha, eu não imaginei que a situação não fosse piorar. Fazia quase um mês que estava em Konoha. Já havia recebido uma mensagem com o selo pessoal do Kazekage. Um pedido simples para que eu voltasse pois ele sentia minha falta. Lendo aquilo senti que era a mulher mais traidora do mundo todo. Eu aqui, me encontrando escondido com um Uchiha, acho que era ainda mais agravante. Sei que Gaara poderia perdoar qualquer deslize meu, mas sendo com Sasuke, isso piora cem por cento.

E falando em piorar. Acordei ansiosa indo no banheiro mas nada. Esse só poderia ser um sonho, mas que se tornaria logo um pesadelo para mim. Peguei a bolsa e saí correndo para o hospital. Sakura estaria lá naquele horário e eu precisava de ajuda. Mais uma ajuda dela. Já não bastava ela ter que mentir pro marido, e me encobrir, eu ia jogar mais problemas em cima dos ombros dela. Só que não havia outra pessoa para me ajudar ali.

Sentei na cadeira calada e ela pediu água, tomou minha pressão, quis me examinar me achando muito abatida. Mas era mesmo de susto.

– Eu estou grávida. – Ela riu, mas depois ficou séria pedindo para ver os exames. – Não fiz. Não preciso. – Sakura me chamou de louca e me explicou o que eu já sabia muito bem. – Não entende! Em todos esses anos eu nunca atrasei nem uma hora sequer. E agora, já tem cinco dias. São cinco. Isso já é o suficiente.

E era o suficiente para me colocar em uma situação mais do que comprometedora. Oh! me perdoe, eu vou criar uma guerra.

Sakura

Eu fiquei sem ação, realmente. Mas ainda não acreditava que ela tinha sido tão boba.

– Mas por que você está tão assustada? Você estava se prevenindo com o Sasuke, não é? – Não, não faz essa cara amiga! – Não é?!? – Meu tom era de desespero, e eu vi a Ino cair em prantos na cadeira.

Era o maior sonho dela, só que naquele momento, parecia um pesadelo. Mas ainda tinha a chance de remediar, era isso que eu pensava.

– Vamos fazer um exame, pra descobrirmos se está mesmo e se estiver, de quanto tempo. Eu faço no meu nome o pedido, ninguém vai suspeitar. E você fica aqui na minha sala pra se acalmar. Eu tenho que ver dois pacientes, mas não sai daqui até eu voltar, ouviu? – Sequei as lágrimas dela, não sabia o que fazer para tirar aquele peso todo.



Ino

Eu esperei por umas duas horas. Já estava mais calma e me conformando com aquela situação. Não poderia mais deixar que Sakura se sacrificasse por minhas besteiras, ela fazendo exames em seu nome poderia até dar confusão ali. E eu, tinha a maior dúvida. A grande dúvida, essa que nenhum exame poderia ajudar a responder, não agora.
Quando ela voltou, pediu desculpas pela demora e me entregou o papel. Desmanchou-se num sorriso, me dando um parabéns, mesmo que ambas soubessem que aquele meu sonho era um pesadelo.

É, então eu estava mesmo grávida.

– Ao menos, terei meu filho. – Apertei a folha, amassando-a. – Resta saber se viverei pra vê-lo crescer. – Sakura reclamou, mandando eu não pensar em besteiras, mas tentando me acalmar e fazendo a pergunta mais difícil que eu queria esconder dentro de mim, pois não sabia a resposta. – O que importa saber quem é o pai Sakura? Eu já estou atolada até a cabeça com meus erros. O filho é somente meu e isso que importa.

Sakura

– Não seja mais irresponsável Ino! Venha, vamos ver se consigo determinar de quanto tempo você está grávida. Ao menos se forem mais de quatro semanas, você tem a certeza de que é do Gaara. Vamos nos preocupar quando for a hora de nos preocuparmos.

Então eu vi no rosto dela, que agora não sabia se realmente queria que o bebê fosse do Gaara. Eu não queria estar no lugar dela.



Ino

Eu não queria estar no meu lugar quando Gaara soubesse da minha gravidez, e da minha dúvida e da minha grande falta de vergonha na cara de tê-lo exposto dessa forma. O que iria dizer se o filho fosse de Sasuke? Por favor não me mate estou gravida do meu amante? Quem sabe me polparia a vida se o filho fosse dele, mesmo que não tivesse tão animado para ser pai. E Sasuke? O que faria?
E por isso que não me importo em saber quem seja o pai, de que adianta se das duas formas me parecia ser doloroso.
Fui para a sala de exames mesmo a contra gosto, e ninguém nos viu. Não queria ver a tela, não queria ver a cara da Sakura, mas ela não me deixava em paz. Chamou por Kami-sama me olhando séria. A resposta estava ali, mais escura do que antes.

– Não conte a ninguém. – Mais sermões vindo dela. – Não entendeu Sakura! E se a criança for de Gaara? E se for de Sasuke? Me diz como posso com isso? Um Kazekage em fúria de um lado e um homem solitário de outro. Quem vai querer confiar em mim novamente? Se nem ao menos sei quem é o pai do filho que estou esperando?

Sakura

Não era momento para recriminá-la, mas ela precisava saber o que esperar. Ao menos poderíamos bolar um plano... que plano? A criança nasceria a cara do pai, qualquer que fosse, ao menos se fosse um Uchiha, seria como o Sasuke.

– Você quer voltar para Suna, Ino?

Ino

Na verdade eu queria era sumir por um tempo, mas fugir não era a melhor solução, eu mesma disse isso para Sasuke há alguns dias atrás.

– Não sei se estou preparada para enfrentar o Kazekage. Mas se eu voltar para Suna, sei que não sairei nunca mais de lá. Entende que não tem solução para agora? O que eu posso fazer é esperar. Mas não quero que saibam, não agora. Eu sei que minha barriga vai crescer, e se preciso eu vou para algum outro lugar. Me deixe ir agora Sakura.

Levantei e me arrumei, era hora de eu mesma cuidar dos meus problemas. Abracei e agradeci Sakura por sempre me ajudar. Pedi para que ela não se preocupasse comigo, eu estaria bem. Me convidou então para passar a noite na casa dela, mas não sei se era uma boa ideia olhar a cara de Naruto. Eu me sentiria ainda pior. Mas disse que iria pensar. Quem sabe eu não acabe indo lá e chore mais um pouco.

Saí do hospital e o cão de guarda estava lá, me esperando. A cara que ele me fez foi ainda mais uma punhalada em mim. Já não bastava tudo, eu ainda tinha que vê-lo com ar de “eu sabia”.

Dane-se, ao menos ele também vai levar bronca por não ter me vigiado direito. Ignorei-o e caminhei pela vila, sem rumo algum, fiz isso a tarde toda, e quando me cansei, voltei para casa de otousan. Precisava contar para alguém, alguém de fora que não tivesse qualquer conhecimento sobre os fato.

Só que a reação do otousan não foi bem a que eu imaginava. Ele me abraçou, sorriu e disse que seria enfim avô. Não ajudou muito. Mas pelo menos alguém estava feliz com aquilo. Eu só esqueci de contar sobre Sasuke. Quem sabe se eu não falasse, polparia a vida dele.

Yamanaka Inoshi

Nem em mil anos aquele era o rosto que eu imaginaria para minha flor quando ela enfim me contasse que estava realizando seu maior sonho, quer era o de ser mãe. Abracei-a ainda mais apertado, ela poderia ter quantos filhos fossem, seria sempre a minha menininha e sabia exatamente o que se passava ali.


– Não vou recriminar você Ino, sei que tem uma vida infeliz em Suna e na minha opinião, nem dez filhos fariam aquele Kazekage trazer felicidade para a sua vida. Você chegou apagada em Konoha, não brilhava. Só começou a reluzir depois que encontrou-se com o Uchiha. – Ela me olhou, atônita e envergonhada. – Ei, nada disso. Não estou julgando você. Eu estarei ao seu lado, seja qual for a decisão que tomar. Se quiser fugir daqui, com ou sem o Sasuke, vamos nós dois. Já sou um homem velho, mas ainda tenho força suficiente para recomeçar em outro lugar. Mas pense bem menina, se voltar para lá sem saber quem é o pai do bebê, então não poderei fazer nada se a criança nascer com os cabelos negros.



Ino

– Otousan, não me faça pensar nisso. Eu já não sei o que fazer. Só preciso que cuide de mim agora. – Sentei-me no seu colo, como fazia quando era pequena. Queria me refugiar e somente com ele me sentia muito segura, e que também jamais iria me recriminar por nada. Mesmo eu estando errada, meu pai sempre ficaria ao meu lado. – Se for de cabelos negros, Sasuke será um homem morto, e se for de cabelos ruivos, Sasuke será um homem ainda mais triste. E do outro lado, um homem poderoso que será dado como traído, acha que ele irá me perdoar por isso? Jamais, mesmo que o filho seja dele.

Papai me abraçou, alisando meus cabelos, e perguntando onde eu estaria no meio dessa confusão, pois naquele momento estava pensando somente nos outros, mas não em mim e no bebê.

– Por mim, teria meu filho, aqui em casa, somente nós três. Assim não iria prejudicar mais ninguém. Mas eu não me arrependo de nada que fiz.

Yamanaka Inoshi

– Então está decidido. Você vai ficar aqui em casa, não importa o que seu marido disser. Podemos esperar o nascimento do bebê, então vamos pensar no que fazer quando for a hora para pensar. Posso pedir um favor especial à Tsunade-sama. Acho que um laudo informando ao Kazekage um suposto perigo na gestação pode ser o suficiente para não obrigá-la a fazer uma viagem. Mas isso implicaria deixar claro ao Kage que o filho é dele. Então se acontecer de não ser, teremos que ser rápidos. Porém, oito meses é tempo suficiente para arrumar um lugar muito afastado para nós. Ele vai sair da sua vida, não da vida do bebê. E então você poderá ter quantos filhos quiser ao lado do Sasuke.



Ino


– Isso se ele quiser papai, se ele ainda me querer depois de tudo isso. – Abracei-o, não havia ninguém melhor do que meu otousan para cuidar de mim e pensar rápido.

Claro que se eu alegar que o filho é de Gaara, terei que fazer isso perante todos, mesmo que depois eu seja motivo de chacota por ter mentido para um Kazekage. Mas que solução havia melhor? O que Sasuke diria quando soubesse? Não queria mais pensar nisso, precisava agora cuidar apenas do meu bebê, o que eu tanto sonhei.

– Obrigada otousan, que bom que tenho você. – Era muito pouco por tudo o que ele fez, e fazia ainda por mim.

Sakura

Era uma correria só depois do expediente: buscar o Udon na creche, passar no mercado e voltar correndo pra casa para fazer o jantar. Naquele dia o Naruto tinha chegado mais cedo... ora essa, por que não foi buscar o menino ou então ajudou no jantar? Ele ficou foi dormindo, esse safado! Depois ele queria que eu estivesse com pique para mais tarde.

Mas onde está esse menino? Vive se escondendo!

– Udon! Filho, onde você está? O que a okaasan disse sobre ficar se escondendo? – Já estava começando a me preocupar com o silêncio, quando vi a porta aberta e ele, mais uma vez dando uma de porteiro. Aquilo já era preocupante pro Naruto e eu, porque uma hora dessas ele podia sair com algum estranho.

Só então eu o vi, e Kami-sama, rezei internamente para que aquela cara feia fosse pela péssima viagem.

– Konbanwa, Kazekage-sama.



Gaara

Deixar que Ino venha ver o pai, e alguns amigos eu até respeitava, e ainda mais Matsuri me incentivando à enviar alguém para cuidar dela. Eu disse que não seria necessário porque a minha esposa tinha consciência do que poderia ou não fazer. Mas há dois dias, eu vi que ela não tinha o menor senso de pudor para com as outras pessoas. Principalmente comigo.

Eu não quis saber de todos os fatos porque queria pessoalmente falar com ela. E assim deixei reuniões e problemas da Vila, para cortar um deserto e uma floresta até Konoha, e talvez tudo isso para ouvir que eu fui traído. Mas era um boato sem prova, e eu tentei pensar nisso.

– Olá Uzumaki Sakura. Preciso falar com seu marido. – Ela me convidou para entrar, dizendo que ele dormia. Os outros dormiam enquanto eu era enganado em Suna. O pequeno Udon parecia curioso com minha presença. Mexi nos seus cabelos, mas não era com ele o assunto que eu queria ter. Quem sabe ela poderia me ajudar. – Ino não estava em casa, será que sabe onde ela poderia estar?

Sakura

E desde quando eu entregaria a minha amiga assim, de mão beijada? Ah, bem se vê que o Gaara não sabe nada sobre amizades. Pedi licença e fui acordar o Naruto, que levantou de um pulo, quando eu disse que o Kazekage estava em nossa casa. Ele não se meteu no assunto dos dois, mas eu tenho certeza que ele sabe o que se passa, ao menos a parte da traição.

Com a desculpa de passear com o Udon, saí às pressas. Ao contrário do que o Naruto pensou, não fui procurar a Ino, mas a única pessoa que poderia dar uma esperança para a minha amiga. Ela que me desculpe, mas o Sasuke vai levar um empurrão imenso pra sair do lugar e tomar uma atitude. Konoha não desampararia dois de seus filhos... mas se ainda assim a política fosse mais importante, tenho certeza de que os amigos se uniriam para ver a felicidade deles.


Sasuke

Faziam três dias que estava sem qualquer notícia de Ino, enviei várias mensagens mas nenhuma resposta. Imaginei o pior, sempre. Ela deveria estar farta de mim, e agora, me dispensava assim, sem dizer mais nada.
Será que seria para descontar o que fiz? Mas ela foi embora. De nada adiantou as minhas palavras para ela? Dizer que a queria comigo, e que se preciso fugiríamos? Eu poderia ficar e enfrentar o Kazekage, mas não queria criar mais problemas para Konoha. Eu já fiz muita coisa errada para a Vila, mas também acertei algumas.

Ouvi a porta bater e imaginei que fosse ela. Mas assim, de dia? Qualquer poderia vê-la.

– Ah! Sakura... – Me desapontei. – Algum problema? – Se ela veio pessoalmente até minha casa, então seria algo muito sério.

Sakura

Sem conversa fiada eu expliquei o que estava acontecendo, na verdade, disse que o Kazekage estava lá em casa e que a cara não era das boas. Então ele me perguntou o que poderia fazer, já que a própria Ino fugia dele e parecia não querer mais nada.

– Que volte com ele então, vai ver afastou-se por isso. Poderia ao menos ter me contado.

– Ela sumiu porque está passando por um momento complicado! Não porque não quer mais você... ah, olha, não é da minha conta, ou melhor, é sim. Mas eu jurei que não contaria, só que não dá pra ver você agindo assim: A Ino está grávida e não sabe quem é o pai do bebê. – Pronto, falei. Que ela ficasse brava comigo depois, mas a cara feia d Gaara, não ia ser nada bom para a gravidez.

Sasuke


Olhei para Sakura, esperando que ela me dissesse que aquilo era uma brincadeira ou uma desculpa qualquer que Ino inventou pra não querer mais me ver.
Mas se fosse verdade, então... eu seria o pai do filho que ela espera, pois quando chegou em Konoha não estava gravida, se estivesse saberia. Só que a Sakura para variar acabou com minhas ideias explicando que ela poderia sim estar gravida quando transou comigo.

– Ela me escondeu isso, para se proteger? E ao filho também, claro que seria melhor ter um filho do Kazekage do que de um homem sem nada como eu. Para que veio aqui? Se mais uma vez a sua amiga tomou as próprias decisões?

Sakura

– Ela não sabe o que fazer, queria pensar! Ela nem ao menos sabe que o Gaara está em Konoha! Pare de julgar as pessoas Sasuke! Eu estou aqui para ajudar você, não à ela. A Ino sabe se virar e sendo seu ou do Gaara, o que importa para mim é que a minha amiga vai realizar o sonho de ser mãe. Só que esse sonho ficaria muito melhor se você estivesse ao lado dela. Agora cabe a você decidir se vale à pena arriscar sua vida por uma mulher, ou se prefere sofrer por causa dela.

Deixei na cabeceira a caixinha com as alianças de compromisso que ele tinha dado ao Naruto, esperando que ele fizesse uso melhor. Mas Naruto sequer quis olhar as alianças e vender.

– Eu vou achá-la e colocarei a Ino na minha sala, no hospital, em uma hora. E tenha certeza de que se não aparecer, será a última vez que a verá.



Ino

Queria poder passar todos os dias ali no meu quarto, mas não me deixariam, isso inclui a Sakura que ia me ver sempre. Dessa vez entrou sem bater me fazendo ficar com medo da cara dela.
Pediu para que eu fosse com ela até seu consultório, mas não deu nem tempo de dizer que estava bem, não precisava de consulta.

– Mas o que está acontecendo Sakura? Eu não quero sair de casa, me deixa. – Ela virou-se para mim e disse a frase que eu mais temia naquele instante. Gaara estava em Konoha, bravo, sério e querendo falar comigo. Chegamos na sua sala em minutos, eu ainda não entendia porque deveria ir para la. Estava então me escondendo do meu marido? Ou iria trazer ele para que eu contasse tudo. – Sakura! Não me force a falar com ele, Onegai!

– Não é com ele que você vai falar. – Ela saiu, mandando eu ficar ali. Eu esperei, não por muito tempo. Ele entrou pela sala, tão sério e bravo quanto eu imaginei que estaria.


– Sasuke! O que está fazendo aqui.

Sasuke

Procurei qualquer indício do que Sakura tinha me contado, mas se ela tinha qualquer dúvida da paternidade então seria algo bem recente, no máximo um mês e meio. Estava confuso, não sabia como agir. Eu a procurei antes, disse que poderíamos fugir juntos, mas ela preferiu o encontro às escondidas, enquanto tomava uma decisão. Pois bem, o destino tomou uma decisão por ela.

– Quando ia me contar que pode estar carregando um filho meu?

Ino

Testuda! Contou para ele, só pode ter sido ela. Oh! Kami-sama então Gaara também já sabe? O que mais falta? Me colocarem na frente dos dois e escolher? Não é assim tão simples.

– Estava esperando o momento certo para isso. Você acha que é fácil para mim? Estou grávida Sasuke, me perdoe se não corri para te contar que não sei se é o pai do filho que eu estou esperando. Mas agora que já sabe, não tem nada que possa fazer. Eu já decidi que terei meu filho, na casa do otousan, eu não quero ir para Suna e nem quero dar motivos para Gaara te matar.



Sasuke

– Dar motivos? Mais, você quer dizer? – Segurei-a pelos braços, não seria assim, não faria as coisas e me excluiria mais uma vez. – Lembre-se de que eu assinei meu nome junto ao seu, então o que acontece com você? Com a criança? Vai se esconder em Konoha por quanto tempo? Vai dizer ao Kazekage que o filho é dele?



Ino

– Sasuke, não torne isso mais complicado. Se eu disser para Gaara que o filho é dele, então teremos uma chance de sairmos ilesos disso tudo. Eu me entreguei para você como fiz antes, eu sonhei em ter esse filho com você. Mas não saiu como o planejado. Ainda sou a mulher do Kazekage, ainda devo explicações para ele e qualquer coisa que fizer agora, pode ser declarado um empasse entre as Vilas, será que não entende? Eu estou tentando não ser alguém tão egoísta quanto já fui até agora. – Ele me olhou, incrédulo com aqueles olhos negros que me torturavam tanto sem conseguir traduzir o olhar, poderia ser de raiva ou até ódio. – Mas eu te amo... E se tiver que viver em Suna, para que você viva, eu faço... eu faço tudo por você Sasuke. Me perdoe se só crio problemas...

Abracei-o com tanta força, imaginando a hora de dizer adeus para ele.


Sasuke

Agarrei-a pelos braços, ela não me excluiria, não tinha me ouvido?

– Que venha o Kazekage e todos os ninjas de Suna, eu não vou fugir. E não quero que minta pra esse homem, você é esposa dele, não posse.



Ino

– O que você vai fazer Sasuke? O que vamos fazer? – Ele estava mesmo querendo enfrentar todo mundo por mim. – Sasuke, não me faça ficar viúva sem nem antes ter me casado com você. – Ele riu. – O Kazekage não é meu dono, você que é...

Eu queria tanto que aquela conversa tivesse sido meses atrás e quem sabe agora eu não teria que enfrentar um dos homens mais temerosos do mundo. Abracei-o, beijando e apertando com minhas mãos.

– Mas e se não for seu, eu... eu posso estar grávida dele. Sabe disso não é? E mesmo assim, uma separação dessas não é tão simples de ser feita se ele não concordar. Principalmente se a crianças for dele.



Sasuke

Eu já tinha pensado naquilo... e se fosse dele?

– Não me importo. Eu quero você Ino, com um filho meu ou dele. Não vou impedir nada para a criança, se for dele. Mas o contato termina aí, não quero mais você ao lado dele. Não quero mais vê-la assim. Pouco posso oferecer, mas é tudo seu e também da criança, independente de quem for. Mas se ainda assim... se preferir voltar para Suna, por sua causa ou por causa do bebê, eu entendo. Só não me peça para ficar como expectador. Você parte num dia e eu sigo no mesmo para uma direção oposta.



Ino

Ele me tirou a dúvida que ainda restava na minha cabeça. Não aceitar a criança de outro homem era sem dúvida meu maior medo. Mas Sasuke queria a mim.

– Eu quero ficar com você. Acho que minha decisão é essa. Mas até não houver uma separação, nós não poderemos... sabe. Oficializar a nossa situação, se é que você pensou nisso para nós dois. Eu não quero te forçar a algo. Mas do que pareço estar fazendo.

Sasuke

– Sim, eu pensei. Eu pensei nisso... – Mostrei as alianças, que pareciam tão simples em vista daquela que usava no dedo. – Há um ano atrás eu quis, mas não achava que podia competir com ele. Agora eu sei que posso. – Ela já sabia das alianças, não entendi o motivo do espanto.

Ino

As famosas ou nem tanto, alianças. Eu não conseguia falar nada, queria tanto poder colocá-la no meu dedo, mas ali já estava ocupado por uma pedra grande, cara, mas não com todos os sentimentos que aquela que estava na caixinha de veludo continha.
Eu queria chorar, abraçar, gritar, e não consegui, olhei-o tão admirada e surpresa com Sasuke.

– Ninguém venceria de você, em nenhuma disputa. Porque eu te amo Sasuke. Eu amo você e não tenho mais medo de dizer isso bem alto. – O beijei segurando depois a caixinha. Aquilo era tudo o que precisava para me fazer ir com coragem falar com Gaara. – Ele esta na casa de Naruto. Vou lá agora, se quiser ficar aqui...

Tocou em meus lábios, dizendo que iria comigo. Caminhamos em silêncio do hospital até a casa de Naruto, de mãos dadas, todos nos olhavam e eu ali, queria sim e muito chorar, Sasuke fazia o que prometia ia ficar comigo.

Quando chegamos, Sakura quase desmaia no sofá com a cena, Naruto engasgou com o saquê. E Gaara se levantou no mínimo furioso com aquilo.



Gaara

Sou um homem calmo, talhado a ser assim. Mas ao ter a confirmação do que eu achava ser algo impossível me fez mudar por completo a minha posição.

– Que ultraje é esse, Ino? – Ele tentou falar em seu lugar e eu fui ríspido. – Eu falei com a minha esposa, não com o amante dela.

...


Notas finais
Vão me matar porque eu parei na melhor parte?
Mas enfim, devem se perguntar pq tanto essas mulheres engravidam, simples:

Quando escrevemos essa historia, eu estava tentando engravia, e isso ficou na minha cabeça, e ate nas fics escritas XD
Mas então, minha filha fez 6 meses já. Pra vcs verem como a historia ja ta escrita há um ano.

Beijos meus amore ;*

Há, é, eu vou editar o primeiro capitulo que são as frases dos personagens, porque ta fora das novas regras. É eu tenho que dar o exemplo também né?

Agora sim, beijos ;*